Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 11.881 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3601325 Português
“Há pouco mais de meio século.” / “a internet ainda não existia.”

Assinale a alternativa em que os dois enunciados foram reescritos de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, mesmo com alteração de sentido.
Alternativas
Q3601037 Português
Em relação ao correto tempo dos verbos, analise o parágrafo a seguir.

______ sol ou ______, não deixava de ir ao parque. Nada fazia que ele ______ de verdade. Quando ele se ______ mais, ______ realizar todos os seus desejos.

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Alternativas
Q3600835 Português
Texto 1


CARTA DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O PAPEL DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO


Papa Francisco


Q1_10.png (373×497)
Q1_10_.png (370×224)


Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2024/documents/ 20240717-lettera-ruolo-letteratura-formazione.html Acesso em: 16 jun. 2025. Fragmento adaptado.
Leia o fragmento a seguir para responder à questão:

“Na verdade, não faltam momentos de cansaço, irritação, desilusão, fracasso e, quando nem sequer na oração conseguimos encontrar o sossego da alma, pelo menos, um bom livro ajuda-nos a enfrentar a tempestade, até que possamos ter um pouco mais de serenidade.” (Linhas 4-10)

O verbo sublinhado em “Na verdade, não faltam momentos de cansaço, irritação, desilusão, fracasso...” está no plural porque
Alternativas
Q3598136 Português

ROMANI, Simone; RAJOBAC, Raimundo. Iluminismo pedagógico: educação e adolescência no Livro III do Emílio de Rousseau. Revista Espaço Acadêmico. Maringá, n. 125, out., 2011, p. 109. 

Deve-se tomar como base o primeiro parágrafo, a fim de marcar a afirmação cujo conteúdo está CORRETO com relação à classificação das palavras.
Alternativas
Q3597362 Português
Você deve errar

    Até recentemente, pesquisadores da evolução humana acreditavam termos nos tornados bípedes obedecendo a um processo gradual, passando por diversos estágios, sequencialmente. Hoje, sabemos ter acontecido de maneira diferente. Foi uma sucessão de tentativas, havendo retornos para um andar sobre os quatro membros, para só depois culminar na forma que temos agora. Ressalve-se: isso traz consigo uma série de problemas em termos posturais, mas essa adaptação, por outro lado, nos elevou a “donos” do planeta. Faço esta observação, apelando para a ciência, a propósito de algo cada vez mais marcado no cotidiano: perdemos a capacidade de reconhecer a presença do erro em nosso DNA. Tudo precisa acontecer em linha reta, sem margem para equívocos. Essa cobrança se dá no mercado de trabalho, estendendo-se nas relações entre amigos e familiares. Estamos criando o desejo totalitarista de perfeição. Ele não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser. A busca de um ideal que desconsidera o bom senso nos leva a sofrer por nos sentirmos distanciados de tal propósito.
    Sou da turma que exige bastante de si, visando um grau de excelência. Há um elemento louvável, mas corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais. Evitar isso costuma ser a abertura para a multiplicação de sucessos no futuro. Acrescente-se uma razoável dose de paciência e ela contribuirá para a mudança de mentalidade. Porque na vida — a natureza nos ensina — é preciso de um longo tempo para promover alterações de ordem marcante. O correto é manter o espírito apto a continuar tentando e substituir a palavra fracasso por aprendizado.
    A análise das nossas origens é um ________ para desenvolver inúmeras coisas. De muitas “falhas” surgiram modelos que nos definem como raça, ampliando as chances de sobrevivência. Assim, cumpre ver para além do imediato. Diminuir o grau de exigência, testar, voltar novamente ao ponto de partida — são condutas valiosas para alcançar propósitos que estão na base de um entendimento profundo. Se você faz tudo com plena consciência e atenção, acontecerá um previsível ajuste e, lá adiante, significará o alcance de grandes propósitos.
    Ainda me sinto desconfortável se constato ter realizado algo abaixo da minha expectativa. No entanto, já me permito fazer essa revisão no meu modo de pensar. Um bom conselho? Esteja disposto ___ extrair novas lições, pouco importa de onde venham. Elas te levarão ___ uma saudável reconciliação com você mesmo.
     Estaríamos ainda nas florestas, pulando de galho em galho, se não tivéssemos ousado caminhar como o fazemos. No começo pode ter parecido impossível. Hoje estamos aqui, contando essa proeza. Desistir não faz parte do projeto de evolução. Errar, sim.
Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado). 
A escolha adequada dos tempos e modos verbais contribui para a construção da progressão argumentativa e para a articulação das ideias no texto. Considerando os verbos destacados, analise as assertivas a seguir:
I. O verbo “surgiram”, no trecho “de muitas falhas surgiram modelos”, está no pretérito perfeito do indicativo, expressando uma ação concluída no passado.
II. O verbo “acontecerá”, no trecho “acontecerá um previsível ajuste”, está no futuro do presente do indicativo, indicando uma previsão de algo que ainda ocorrerá.
III. O verbo “estaríamos”, no trecho “estaríamos ainda nas florestas”, está no futuro do subjuntivo, sendo usado para construir uma ideia hipotética.
Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Q3596186 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Imagens e palavras


    Alguém terá dito: "Uma imagem vale por mil palavras" - frase que ganhou fama e foro de verdade. Mas o escritor e artista gráfico Millôr Fernandes, que transitou toda a sua vida entre desenhos e textos, retrucou ao desconhecido autor da frase: "Diga isso sem palavras". Para fazer justiça à linguagem verbal, Millôr desafia qualquer imagem a formular um conceito.

    Melhor será, para lembrar outra frase famosa, acreditar em "A cada um o que é seu". A imagem tem o impacto imediato de sua aparição visível, de sua epifania impositiva. As palavras conceituais pedem uma compreensão interiorizada da construção de seu sentido. Uma fotografia faz surgir diante de nós uma captação de um elemento da realidade; já a imagem verbal se impõe também pelo som das palavras que a traduzem e depende muito de uma visualização algo fantasiosa.

    Humoristas, cartunistas e redatores sabem muito bem o que podem fazer para alcançar o riso de seu público. A imagem do humor promove, por exemplo, uma discrepância entre a figura imprevista e uma expectativa convencional: o que deveria ser levado a sério se vé desvestido e exposto ao riso da surpresa. Já as palavras do humor escrito promovem basicamente um desencontro entre a gravidade de uma situação e o desbocamento verbal, ou uma alteração drástica de sentido que torna ridícula uma elocução moralista.

    Como as artes não precisam se excluir, até porque muitas vezes se associam e se complementam, imagens e palavra por vezes se somam de modo a intensificar uma o sentido da outra. Outras linguagens artísticas, como a literatura e a música, por exemplo, podem associar-se, compor canções notáveis, tanto no registro mais popular como no erudito. Digamos então que tanto a legenda de uma foto pode ser vital para contextualizar uma imagem, como uma pintura associada a um poema empresta a ele um horizonte de projeção.


(Claudionor Martinho, a editar)
A correta transposição para a voz passiva da frase Millór desafia qualquer imagem a formular um conceito levará às seguintes formas verbais:
Alternativas
Q3593899 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Dia do Pedreiro (13 de dezembro)


    O pedreiro é um dos operários mais antigos da história do mundo. A profissão surgiu quando o ser humano saiu das cavernas e passou a construir a própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, especializou- -se e profissionalizou-se, fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construir as cidades.

    O próprio Jesus era conhecido como um carpinteiro ou operário da construção civil. “Não é ele o carpinteiro [...]?” (Mc6:3).*

    Em 1549, quando o governador-geral Tomé de Sousa desembarcou na Bahia, trouxe na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses, que vieram construir uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal.

    Em decorrência do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, o pedreiro precisa se atualizar para usar os materiais de modo adequado, saber ler e interpretar desenhos e outras especificações técnicas, atender às demandas dos engenheiros e arquitetos, verificar a qualidade do trabalho executado, analisar o plano de execuções de acordo com as dimensões pedidas, enfim, controlar a qualidade da obra.

    Hoje, o pedreiro ganha importância por sua contribuição braçal na construção da sociedade. Em razão disso, vários países mantêm memoriais em homenagem a esses profissionais. Em 1961, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira determinou que fosse erguido um monumento aos pedreiros, visto que eles que construíram a nova capital brasileira, em 41 meses.



(Jacinta Cericato, “Dia do Pedreiro (13 de dezembro)”, Datas comemorativas, cívicas e históricas. Disponível em: https://comeceodiafeliz.com.br/datas/dia-do-pedreiro. Adaptado)



*   (Mc 6:3): Marcos 6:3 refere-se a um trecho da Bíblia, no Evangelho de Marcos, capítulo 6, versículo 3. Nesse versículo, as pessoas questionam a identidade de Jesus, referindo-se a ele como o “filho de Maria, o carpinteiro”, e mencionam seus irmãos e irmãs que viviam na mesma cidade.

Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque na frase expressa uma ação que ocorre no tempo presente.
Alternativas
Q3592008 Português
Um político italiano declarou o seguinte:

A vida vos foi dada por Deus para que a useis em benefício da humanidade, para que dirijais as vossas capacidades individuais ao desenvolvimento das capacidades dos vossos irmãos, para que acrescentais com vossa obra um elemento qualquer na obra coletiva de melhoramento e de descoberta da verdade, que as gerações promovem lentamente, mas com continuidade. Deveis educar-vos e educar, aperfeiçoar-vos e aperfeiçoar.

Todo esse pensamento foi redigido na pessoa vós.

Assinale o segmento que mostra um erro gramatical relativo ao emprego dessa pessoa.
Alternativas
Q3591907 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

     Espero estar enganada, mas meu senso de observação, aliado a algumas matérias que andei lendo, tem me induzido a pensar que pessoas maduras, também conhecidas como velhas, continuam empolgadas com a vida e fazendo planos para o futuro, enquanto os jovens, que eram os que detinham o monopólio da vitalidade, estão entediados, apáticos, achando graça em nada.
     Outro dia, estava conversando com amigos da minha faixa etária, todos já nos seus 60 anos e com filhos na casa dos 30, e a impressão deles era a mesma. A nova geração tem passado os dias com cara de paisagem. Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana, logo esfriam. Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. Um dia de sol na praia era um acontecimento. Abraçávamos nossas causas com inocência e ardor, nunca com ódio. Vibrávamos numa frequência positiva. Sorriso não era uma raridade em nosso rosto e não falávamos por monossílabos: palestrávamos em mesa de bar. Melancolia? De vez em quando, cedíamos a ela, claro. Éramos poetas, alguns trágicos, cortesia da arte e de suas consequências na alma, mas tudo era visto como privilégio da existência. Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade.
     Que desalento é esse que está intoxicando garotos e garotas que deveriam estar em seu auge? São pouco afirmativos e não lutam por seus sonhos – nem mesmo sonham. Falta propósito. E o fracasso apavora. Contentam-se em ser uma eterna promessa e não estão entendendo que o tempo irá cobrar caro, um dia, pela postura do “tanto faz”.


(Martha Medeiros, “Juventude apática”, 16.03.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
Considere os trechos a seguir:

•  Eles trabalham sem esperança, não se apaixonam perdidamente e seus entusiasmos mal duram um fim de semana… (2º parágrafo)
•  Não que tivéssemos muitas certezas na idade deles, mas a gente ia em frente com dúvida e tudo. (2º parágrafo)
•  Não havia zumbis atrás de telas, buscávamos excitação de verdade. (2º parágrafo)
•  E o fracasso apavora. (3º parágrafo)

A alternativa em que todos os verbos expressam ações ocorridas no passado é:
Alternativas
Q3591159 Português
Considere o período abaixo:
"Embora os relatórios estejam completos, convém revisar os gráficos, pois podem conter distorções que comprometam a interpretação dos dados."
Julgue as sentenças como V (VERDADEIRO) e F (FALSO):

1.(__) A oração iniciada por "Embora" é uma subordinada adverbial concessiva, estabelecendo contraste entre a completude dos relatórios e a necessidade de revisão.
2.(__) O conector "pois" tem, nesse contexto, valor explicativo, justificando a ação recomendada na oração anterior.
3.(__) A flexão verbal de "comprometam" está no presente do subjuntivo, concordando com o sujeito composto "distorções que comprometam a interpretação dos dados".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3590920 Português

Para cada uma das frases a seguir, foi feito um comentário sobre a sua estruturação.


Assinale a opção que indica a frase cujo comentário está adequado.

Alternativas
Q3590474 Português
Leia a tira para responder à questão.

Q1_2.png (721×253)

(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 04.04.2025)

Considerando a interlocução com o uso do pronome “Você”, as informações do segundo quadrinho admitem a reescrita:

Alternativas
Q3588837 Português
Caso de canário

        Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

        – Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

        – Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

        – Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

        O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

        – Vai, meu bem.

        Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

        – Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

        Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

        E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

        Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

        – Ui!

        Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

        – Ele estava precisando mesmo era de éter – concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Elenco de cronistas modernos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.)
As seguintes frases transcritas do texto apresentam o mesmo tempo verbal, EXCETO: 
Alternativas
Q3586960 Português
Banhos de mar


   Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.

   Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?

   De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.

   Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.

   O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.

   Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.

   O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.

   Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.

   Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.

   A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?

   Nunca mais. Nunca.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1984.)
Considerando que os verbos destacados nas transcrições textuais se encontram no modo indicativo, assinale a associação INCORRETA.
Alternativas
Q3584841 Português
Texto CG1A1

No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.

De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”

Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.

O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.

De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).

Internet:<www.bbc.com>  (com adaptações).  

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.  


Estaria mantida a coerência das ideias do texto caso a forma verbal ‘reciclaram’ (último período do quinto parágrafo) fosse substituída pela locução tenham reciclado

Alternativas
Q3583928 Português

Analise os verbos destacados quanto à concordância verbal: 


I.Eu sou a pessoa que escreve as legendas.


II.Eu sou a pessoa que escrevo as legendas.


III.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostam de filmes violentos.


IV.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostamos de filmes violentos.



É correta a concordância verbal em:

Alternativas
Q3580921 Português
Uma espécie vulnerável e costeira

Além do número ainda reduzido, a baleia-franca é uma espécie costeira. Durante o período reprodutivo, permanece muito próxima do litoral, o que a torna especialmente vulnerável às atividades humanas, como construções costeiras, tráfego de embarcações e poluição. Isso significa que qualquer impacto ambiental negativo na faixa costeira pode comprometer diretamente a recuperação da espécie.

Em razão dessa fragilidade, a baleia-franca está classificada como "Em Perigo (EN)" na Lista Vermelha da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada pelo ICMBio e pelo MMA. No cenário global, é considerada "em recuperação" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). No Brasil, é a única espécie de baleia que se reproduz em nossa costa e que ainda se mantém em categoria oficial de ameaça.

Dentro dos limites da APA existem ambientes sensíveis que influenciam diretamente o mar aonde as baleias vivem. A manutenção da APA é, portanto, fundamental para preservar a integridade desse ecossistema e garantir que a recuperação populacional da baleia-franca continue.


(Disponível em: https://baleiafranca.org.br/importancia-apa-baleia-franca/. Acesso em 21 jul. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas que seguem:

I.Em "que ainda se mantém em categoria oficial de ameaça", o verbo manter-se foi corretamente conjugado, uma vez que se refere à "única espécie de baleia" e deve estar no singular.
II.Em "Dentro dos limites da APA existem ", o verbo existir pode ser substituído por "haver", mantendo o sentido. Nesse caso, a construção adequada é: Dentro dos limites da APA há".
III.Em "aonde as baleias vivem", o uso de "aonde" está incorreto, uma vez que o pronome se refere a mar e não a um verbo de movimento. O adequado seria "onde as baleias vivem".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3580524 Português
Leia o texto que segue e complete as lacunas observando a concordância verbal:
"'Para baixo, todo santo ___________', diz a expressão conhecida. Mas, na hora do sufoco, só alguns santos __________ salvar quem está desesperado, como _________ a crendice popular".
(Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/horoscopo/noticias/redacao/2025/07/1 4/sao-longuinho-santa-clara-e-mais-quais-os-santos-convocados-nas-u rgencias.htm. Acesso em 17 jul. 2025. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas do texto:
Alternativas
Q3578910 Português
E esse milhinho assado? Tem sem ser transgênico?


Entre riscos à saúde e à biodiversidade, pequenos agricultores resistem ao domínio do milho modificado com o cultivo de sementes crioulas e práticas agroecológicas.

Dente de Burro, Sabugo Fino, Sol da Manhã, Batité, Landrês, Cateto, Cateto Kiriri, Eldorado, Branco de Angola, Catingueiro, Branco do Egito, Pontinha, Jaboatão e Roxo Peruano. Você já ouviu esses nomes antes? São alguns nomes de milhos orgânicos, de diferentes cores, preservados e produzidos por organizações brasileiras hoje.

Cada um deles é fruto de um processo que envolve agroecologia, mudança de manejo, agricultura familiar e resistência produtiva. Uma pesquisa identificou, aliás, 29 tipos diferentes de milho cultivados no Brasil e no Uruguai, todos cultivados justamente por pequenos agricultores.

A pergunta que fica é: porque estamos comendo apenas milho amarelo e transgênico ao invés de diversos outros tipos de milhos — roxo, vermelho, branco, preto, azul e rajado —, e agroecológicos ? Antes de mais nada é importante entender como e porque o milho amarelo se tornou o queridinho. As justificativas são muitas: é cultivado em abundância desde o período da escravatura nos Estados Unidos, tem alto teor de amido, serve também como alimento para animais, fabricação de xarope, combustível, óleo etc. É ainda fácil de manipular geneticamente, o que muitos adjetivam como melhorias: essas são algumas das justificativas encontradas neste artigo da Embrapa, para o sucesso do milho amarelo. Mas a maior delas é a produtividade. É pela produtividade que deixamos para trás milénios de evolução, sabores diferentes, distintas regiões de plantio e épocas do ano para colheita.

A boa notícia é: tem gente fazendo diferente.

Do outro lado dessa moeda estão , por exemplo, as sementes agroecológicas produzidas pelo Movimento Camponês Popular (MCP) no Brasil, em especial em Pernambuco e Sergipe e da CoopBorborema, na Paraíba. As duas organizações têm como foco espalhar as sementes e o manejo agroecológico para pequenos produtores dos estados. "Que os camponeses tenham capacidade para produzir alimento para alimentar a nação", diz Sandreildo Santos, dirigente do MCP Pernambuco.


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/06/e-esse-milhinho-assado-tem-sem-s er-transgenico/. Acesso em 22 jul. 2025. Adaptado.)
No excerto que segue, analise o tempo e o modo do verbo destacado:
"Que os camponeses tenham capacidade para produzir alimento para alimentar a nação".
Assinale a alternativa em que o tempo e o modo verbais são o mesmo do verbo em destaque no excerto:
Alternativas
Q3578655 Português
Alguns verbos são usados de forma ampla, em lugar de outros verbos, de sentido mais específico.

Assinale a frase abaixo em que o verbo TER foi corretamente substituído por outro de sentido mais preciso.
Alternativas
Respostas
1261: D
1262: A
1263: D
1264: B
1265: B
1266: D
1267: D
1268: B
1269: D
1270: B
1271: C
1272: A
1273: A
1274: C
1275: C
1276: A
1277: D
1278: D
1279: D
1280: D