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Q3990697 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


        Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


     Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


       O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


        E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


         Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


         A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


      Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-
ciencia/post/2025/07/essencialismo genetico.ghtml.
Acesso em 12/02/2026. Fragmento

Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo).


O verbo em destaque está flexionado no: 


Alternativas
Q3990618 Português
O texto que segue servirá de base para a questão.

Texto 1:

Humanidade

Depôis de conhecer a humanidade
suas perversidades
suas ambições
Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica
Humanidade ambiciosa
E gananciosa
Que quer ficar rica!
Quando eu morrer…
Não quero renascer
é horrivel, suportar a humanidade
Que tem aparência nobre
Que encobre
As pesimas qualidades

Notei que o ente humano
É perverso, é tirano
Egoista interesseiros
Mas trata com cortêzia
Mas tudo é ipocresia
São rudes, e trapaçêiros

Jesus, Carolina Maria. Meu estranho diário. São Paulo: Xamã, 1996. (grafia original)
No poema de Carolina Maria de Jesus, lê-se o fragmento:

“Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões”

Considerando o funcionamento morfossintático dos verbos no trecho e as regras de regência verbal da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3989872 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


    Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?
   Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.
     O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.
      E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.
      Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.
       A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.
     Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-daciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento
Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3989816 Português

Assinale a alternativa em que cada uma das formas verbais preenche corretamente a lacuna do enunciado abaixo, de acordo com a norma-padrão.



“_______ muitas pessoas em situação de rua naquele bairro periférico.”

Alternativas
Q3989293 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses” (2º parágrafo). A palavra destacada está no: 
Alternativas
Q3989052 Português

TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak 


    Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?



    Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.



    O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.



    E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


    Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


     A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


    Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.



 Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento

Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no: 
Alternativas
Q3988822 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo


Natalia Pasternak 


   Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos? 

    Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.

   O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.

    E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.

   Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.

  A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.

Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade. 


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-daciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento 
Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no:  
Alternativas
Q3988782 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


    Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


    Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.

    O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.

    E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.

    Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.

    A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.  

    Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-daciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento 


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes” (1º parágrafo). O verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3983564 Português
Leia o excerto abaixo.

“Neutralização [...] fenômeno morfológico que se produz quando se anula a oposição entre dois morfemas pelo aparecimento de um morfema único [...] O contexto da comunicação é que faz compreender a distinção encoberta pela neutralização”

Disponível em: https://ciberduvidas.iscteiul.pt/consultorio/perguntas/neutralizao/3687 acesso: jan, 
Com base no conceito de neutralização, selecione a alternativa que apresente um verbo cuja flexão pode indicar tanto pretérito perfeito do indicativo quanto pretérito mais-que-perfeito do indicativo: 
Alternativas
Q3983419 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
Na frase “Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.” (2º parágrafo), se o verbo “acontecer” for flexionado no tempo futuro, ele e os demais verbos destacados devem assumir, correta e respectivamente, as formas:
Alternativas
Q3981635 Português
O Dia Internacional do Trabalhador, festejado no dia 1º de maio, mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo para uma reflexão sobre a importância do esforço humano para a economia.

“No mundo atual, o trabalho é a garantia de esperança para milhões de pessoas e deve ser comemorado todos os dias”, destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador Eduardo Rocha.

https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/todo-dia-e-dia-do-trabalho-dos trabalhadores-e-da-justica-do-trabalho (adaptado) 

Segundo a frase do texto “...destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho...”, o verbo grifado está em um determinado tempo verbal. O tempo verbal indica o momento em que uma ação foi realizada no tempo. Assinale a alternativa que apresente corretamente os tempos verbais.  


Alternativas
Q3981461 Português
Quais os tempos verbais destacados nas frases abaixo, respectivamente?

Todos irão para a escola.
Eles me contaram a história.
O dia está lindo. 
Alternativas
Q3978718 Português
Texto para a questão.

O Dia Internacional do Trabalhador, festejado no dia 1º de maio, mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo para uma reflexão sobre a importância do esforço humano para a economia.

“No mundo atual, o trabalho é a garantia de esperança para milhões de pessoas e deve ser comemorado todos os dias”, destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador Eduardo Rocha.

https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/todo-dia-e-dia-do-trabalho-dostrabalhadores-e-da-justica-do-trabalho (adaptado)
Segundo a frase do texto “...destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho...”, o verbo grifado está em um determinado tempo verbal. O tempo verbal indica o momento em que uma ação foi realizada no tempo.
Assinale a alternativa que apresente corretamente os tempos verbais.
Alternativas
Q3976700 Português
Justifica-se plenamente o emprego das formas verbais no plural em:
Alternativas
Q3976699 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Luzia e a linguagem]


   O nome dela pode ser Luzia. Nasceu agora mesmo, no Brasil. Um peso, mas também uma alegria. Se tudo estiver bem com ela, com sua saúde e seu desenvolvimento, a menina vai realizar um pequeno milagre. A partir de dados desorganizados, fragmentados e muitas vezes contraditórios, Luzia vai aprender a falar.

   Quando, na vida adulta, ou mesmo ainda na escola, ela for tentar aprender um novo idioma, vai entender que não foi à toa que useia palavra "milagre" agora há pouco. Aquilo que para uma pessoa adulta, instruída, com acesso a todo tipo de recursos e métodos é uma tarefa complicadissima, uma criança pequena resolve por conta própria, quase sem dar por isso.

   A linguagem é algo absolutamente central para a nossa espécie, e somos muitissimo competentes em pegar esse bastão de uma geração anterior. Caso seja estritamente necessário, chegamos até a desenvolver um idioma que atenda às necessidades do nosso grupo, como já aconteceu com crianças surdas que, reunidas, desenvolveram como que do zero uma linguagem de sinais todinha delas.

   As exigências para este milagre da aquisição de linguagem são até menores do que as relativas a outros campos: nossa menina Luzia pode nascer em condições de violenta pobreza e privação, e, mesmo assim, seu desenvolvimento linguístico vai acontecer. Pode demorar um pouco mais, porém val acontecer. E se tudo estiver razoavelmente bem, ela vai acabar ganhando o domínio completo do idioma dos seus pais, da sua comunidade, do seu país. Ou, na verdade, sua nova versão dessa lingua. Sim, mesmo que Luzia não tenha acesso à educação formal. Nesse caso, é essa variedade do idioma que ela não vai ter no bolso. Mas apenas essa.

 Como nasceu no Brasil, é quase certo que esse idioma venha a ser o português. Ele vai ter um papel central na existência de Luzia: será o instrumento que ela vai utilizar para aprendera tomar decisões, conquistar o amor de alguém, alertar um amigo, pedir carinho à mãe, dizer bobagens para um filho... Tudo vai se dar nesse idioma. Nessa coisa variada, colorida, esquisita e maravilhosa que chamamos de lingua portuguesa.


(Adaptado de: GALINDO, Caetano W. Latim em pó. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 11-13)
Transpondo-se para a voz passiva a frase Se Luzia acessar a educação formal, dominará esse nível de linguagem, as formas verbais resultantes deverão ser
Alternativas
Q3976697 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Luzia e a linguagem]


   O nome dela pode ser Luzia. Nasceu agora mesmo, no Brasil. Um peso, mas também uma alegria. Se tudo estiver bem com ela, com sua saúde e seu desenvolvimento, a menina vai realizar um pequeno milagre. A partir de dados desorganizados, fragmentados e muitas vezes contraditórios, Luzia vai aprender a falar.

   Quando, na vida adulta, ou mesmo ainda na escola, ela for tentar aprender um novo idioma, vai entender que não foi à toa que useia palavra "milagre" agora há pouco. Aquilo que para uma pessoa adulta, instruída, com acesso a todo tipo de recursos e métodos é uma tarefa complicadissima, uma criança pequena resolve por conta própria, quase sem dar por isso.

   A linguagem é algo absolutamente central para a nossa espécie, e somos muitissimo competentes em pegar esse bastão de uma geração anterior. Caso seja estritamente necessário, chegamos até a desenvolver um idioma que atenda às necessidades do nosso grupo, como já aconteceu com crianças surdas que, reunidas, desenvolveram como que do zero uma linguagem de sinais todinha delas.

   As exigências para este milagre da aquisição de linguagem são até menores do que as relativas a outros campos: nossa menina Luzia pode nascer em condições de violenta pobreza e privação, e, mesmo assim, seu desenvolvimento linguístico vai acontecer. Pode demorar um pouco mais, porém val acontecer. E se tudo estiver razoavelmente bem, ela vai acabar ganhando o domínio completo do idioma dos seus pais, da sua comunidade, do seu país. Ou, na verdade, sua nova versão dessa lingua. Sim, mesmo que Luzia não tenha acesso à educação formal. Nesse caso, é essa variedade do idioma que ela não vai ter no bolso. Mas apenas essa.

 Como nasceu no Brasil, é quase certo que esse idioma venha a ser o português. Ele vai ter um papel central na existência de Luzia: será o instrumento que ela vai utilizar para aprendera tomar decisões, conquistar o amor de alguém, alertar um amigo, pedir carinho à mãe, dizer bobagens para um filho... Tudo vai se dar nesse idioma. Nessa coisa variada, colorida, esquisita e maravilhosa que chamamos de lingua portuguesa.


(Adaptado de: GALINDO, Caetano W. Latim em pó. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 11-13)
Há adequada correlação temporal entre as formas verbais da seguinte frase:
Alternativas
Q3975422 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Somos fundamentalmente importantes para oito ou 10 pessoas: é triunfo suficiente

    Para alguns, felicidade é a uma rápida trégua entre uma tempestade e outra. Não discordo totalmente, mas sou mais otimista: acredito que é possível sentir um bem-estar pleno e constante, desde que se entenda que medos, incertezas e dores são comuns até quando a gente está bem. Vesti o colete que traz a frase: como posso ajudar? Lá vou eu.
    Para início de conversa, aceite a própria insignificância, sem surtar. Dá muito trabalho querer ser visto como alguém extraordinário. Para quê? Nem lembramos quem ganhou o Oscar ano passado. Somos fundamentalmente importantes para oito ou 10 pessoas: é triunfo suficiente. A história de cada um é sua própria obra de arte. Posses, amores e viagens a valorizam, mas ser gentil basta.
    As melhores coisas são de graça. Banho de sol, banho de mar, caminhar, dormir, conversar com os amigos, ouvir música, beijar, estar com os filhos. Você pode fazer tudo isso em Honolulu, mas já viu o preço das passagens? Aliás: dinheiro traz felicidade, sim. Desde que seja dinheiro seu. Ganho com seu trabalho, com suas ideias. Parasitar é cômodo, mas esvazia o significado da existência. Е, dependendo do método usado, pode render uma tornozeleira eletrônica.
    Recuse confrontos. Se for ao estádio, torça aos berros pelo seu time, mas sem bater boca à toa. Semana que vem já tem outra rodada.
    Não busque a aprovação dos outros. Não bajule nem queira ser bajulado. É humilhante depender da aceitação de estranhos. 
    Entenda o mundo em que vive, não apenas o que acontece na sua bolha. Leia, pesquise, se interesse pelo que ainda não conhece. Termine o dia com uma informação nova, com uma visão que ainda não tinha: evoluir tem sido um prazer subvalorizado, mas o resultado nunca desaponta.
    Não desmaie antes de tontear. Não sofra antes de doer. Não celebre antes de ganhar. Mantenha-se aqui, no fascinante agora.
    Gratifique-se com pequenas delicadezas. Ofereça-se para prestar um favor. Passe batom, mesmo que não vá sair. Faça seu mapa astral. Compre flores para a sala. Tome um suco de cajá ou uma taça de espumante. Leia um poema por dia. Seja verdadeiro e nunca será desmascarado.
    Cultue as soluções, não as dificuldades. Não lute contra sua energia vital, é um desgaste inútil. Consuma coisas boas em vez de porcarias (vale para shows, livros, postagens). Lembre-se: paz não significa ausência de conflito, e sim estar em meio ao conflito sem perder a calma. Adicione doçura ao organizar suas memórias. Tenha coragem - nunca vi um covarde satisfeito.
    A felicidade é medíocre? Não é criativa, nem genial? Pode ser. Mas ela traz, como se sabe, um benefício que coloca a humanidade de joelhos: pessoas felizes não chateiam.

Autor: Martha Medeiros (com alterações)
O emprego do modo imperativo é uma marca constante no texto, orientando o leitor a adotar atitudes voltadas ao alcance do bem-estar e da tranquilidade emocional. Formas verbais como "recuse" e "entenda" cumprem uma função apelativa, característica essencial para estabelecer um diálogo direto com o interlocutor. Considerando isso, analise as assertivas a seguir, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:

( ) O verbo "Entenda" está conjugado no imperativo afirmativo.
( ) A forma "Não busque" encontra-se no imperativo negativo.
( ) O verbo "surtar", na expressão "sem surtar", está flexionado no gerúndio.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima? 
Alternativas
Q3975384 Português

Texto 12A1-I


Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.


A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.


— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”


As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.


O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.


Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19

Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do primeiro período do texto 12A1-I.
Alternativas
Q3975359 Português
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?

Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.

"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "nãoleitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil. O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/06/leituratemqueda-dramatica-e-preocupante-pelomundo.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-barmobile&utm_campaign=materias)
Analise e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da palavra destacada:
“Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil.”
Alternativas
Q3974848 Português

Texto CG1A1


    Na esteira da pandemia de covid-19, as lições extraídas das primeiras necropsias desempenharam um papel crucial na redução das incertezas sobre como esse novo vírus estava infligindo tanto sofrimento e morte. Inicialmente, o que parecia ser apenas mais uma endemia desencadeada por um vírus respiratório, com origem na Ásia, revelou-se, em poucos meses, uma enfermidade nova e distinta, com poucas semelhanças com outras causadas pelos membros conhecidos da família dos coronavírus.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrentou críticas por sua demora e hesitação em reconhecer a pandemia. Muitos "especialistas" fizeram previsões e ofereceram orientações categóricas, que acabaram sendo desmentidas pela rápida disseminação da doença.


    Cientistas e jornalistas especializados em saúde, que inicialmente advertiram sobre a complexidade e o prolongamento do caminho a ser percorrido, foram inicialmente recebidos com ceticismo. A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas, que deram os primeiros passos decisivos e que tiveram sua importância reavaliada nesse contexto.


    Graças às informações comparativas das autópsias, foi possível identificar a doença e entender que ela não tinha tantas semelhanças com as que já haviam acometido a sociedade humana. Porém, mais do que isso, foram reforçadas a necessidade de um maior controle sanitário e a importância de uma análise patológica minuciosa para enfrentar desafios de mesma natureza no futuro.



Internet: <https://cursos.escolaeducacao.com.br>  (com adaptações). 

No trecho “foram reforçadas a necessidade de um maior controle sanitário e a importância de uma análise patológica minuciosa” (último parágrafo do texto CG1A1), a locução verbal “foram reforçadas” poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto, por
Alternativas
Respostas
101: B
102: B
103: B
104: D
105: A
106: B
107: B
108: B
109: D
110: B
111: A
112: B
113: A
114: D
115: B
116: E
117: D
118: B
119: A
120: D