Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 11.864 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Julgue os seguintes itens, a respeito de redações alternativas para
termos e estruturas lingüísticas do texto acima.
.8), o tempo verbal de futuro do pretérito, da seguinte forma: Poderia-se dizer. 
Julgue os seguintes itens, a respeito de redações alternativas para
termos e estruturas lingüísticas do texto acima.
.4-5) seja substituída por uma frase nominal no plural: Mas também outras necessidades provém. 
Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das idéias do
texto acima.
.6), "desapareçam" (
.8) e "mantenham" (l.10) indica a expressão de ações hipotéticas; mas o desenvolvimento do texto permite, coerentemente, considerá-las assertivas, e sem que se prejudique a correção gramatical, em seus lugares, é possível empregar as formas chegamos, desaparecem e mantêm, respectivamente. 
Em relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima,
julgue os itens a seguir.
.12) indica que, se em lugar do verbo impessoal, em "Não há" (
.11), for empregado o verbo existir, serão preservadas a coerência textual e a correção gramatical com a forma existem. 
Considerando o texto acima, julgue os itens subseqüentes.
.4) constituem o sujeito que leva esse verbo para o singular. alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
5 trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
em que andava:
10 - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
dentro...
E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
rapaz.
15 Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
20 mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
25 eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
Mata dos Mineiros.
De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
sabia.
30 Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
- derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.
PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
José Olímpio, 1966. (Adaptado)
MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
5 você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
considerada pela revista Fortune a mais cool do mundo,
em uma reportagem de capa.
Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
15 preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
20 passagens por outras empresas, implorou para ser
aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
companhia conduzida por valores". Que valores são
esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
25 alma", diz Chouinard.
Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos
anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
para escalar paredões de granito. Foi quando começou
a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
chega, mas como você chega - foi adotada nos
35 negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
40 Hoje, o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
45 palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
Nem de pé.
Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)
Assinale a opção que apresenta substituição que, se implementada, provocaria incorreção gramatical no texto.
Quanto ao verbo dispor, assinale a opção correta.
Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência
A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.
Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.
Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.
Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.
Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.
(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.
(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
Transpondo-se para voz passiva o segmento Para alimentar nossa insatisfação, a forma verbal resultante será
O texto abaixo serve de base para as questões 14 a 30.
HAMBÚRGUER
Márcio Bueno, A origem curiosa das palavras
Sanduíche de carne moída, temperada, ligada com ovo, amoldada em bife e frita na chapa. Em países de língua inglesa, há quem entenda que hamburger, se não é atualmente, pelo menos na sua origem foi um sanduíche de ham (presunto, em inglês) com burger (que deveria ser carne). A impressão foi reforçada quando surgiram variedades como o eggburger (ovo com carne) e o cheeseburger (queijo com carne). Mas a história é bem diferente – hambúrguer nunca teve qualquer relação com o presunto. Tudo começou com nômades da Europa Oriental e Ásia, que costumavam comer carne crua finamente cortada. Inspirados neste hábito, no início do século XVIII marinheiros alemães do porto de Hamburgo inovaram, passando a cozinhar a carne. Quem levou para os Estados Unidos a receita de carne moída temperada, amassada em bolinhos redondos e frita como um bife, foram imigrantes alemães. O alimento começou a ser chamado de Hamburg steak (bife de Hamburgo), nome que em pouco tempo foi encurtado para hamburger. Com certa freqüência divulga-se que o sanduíche foi inventado nos Estados Unidos, mas a participação dos norte-americanos foi apenas juntar ao bife o pão.
A alternativa que NÃO mostra uma forma de voz passiva é:
Acredita-se que tais contradições tenham nascido com as primeiras instituições humanas.
Em nova redação da frase acima, iniciando-se com Acredita-se que as primeiras instituições humanas, um complemento correto e coerente será
TEXTO 1
SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo
O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.
Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.
É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.
Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
- De Augustín Lara...
E gravam um bolero.
Talvez seja a única atitude sensata.
– "Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue..."; a forma verbal abaixo que, por não apresentar uma forma correta de presente de subjuntivo, NÃO poderia substituir as formas telefone ou xingue:
A forma verbal em caixa alta na oração "Ele jamais VIRA amplitude de maré superior a 1,4 metro na Baía de Guanabara" (8º parágrafo) pode ser substituída, sem alteração de sentido e do tempo verbal, por:
As questões de 03 a 05 referem-se ao texto seguinte.
1 “Junto ao tapume da construção, formara-se um grupo
de populares, falando pouco, em voz baixa. A obra parara.
3 Mas, das imediações, vinha o mesmo ruído de serra e de
elevador transportando material, em outras obras que nada
5 tinham com o caso.
O caso era de Sebastião Raimundo (como informou em
7 três linhas, na manhã seguinte, o jornal), que trabalhava no
sétimo andar e, descuidando-se, caíra ao solo. Aí viveu
9 ainda o tempo necessário para que o telefone mais próximo
chamasse a assistência, e a ambulância chegasse,
11 verificando o óbito.
Como não houvesse mais nada a fazer, deixou-se o
13 corpo na mesma posição, à espera de outro veículo, que o
transportasse ao necrotério. Algumas horas depois, era
15 removido.
No intervalo, curiosos procuravam ver, e não viam. O
17 rapaz tombara dentro da área da construção, e a portinhola
do tapume estava cerrada.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Transportando os períodos “formara-se um grupo de populares” (linhas 1-2) e “deixou-se o corpo na mesma posição” (linhas 12-13) para a voz passiva analítica, obterse-ão as seguintes construções verbais, respectivamente.
As questões de 03 a 05 referem-se ao texto seguinte.
1 “Junto ao tapume da construção, formara-se um grupo
de populares, falando pouco, em voz baixa. A obra parara.
3 Mas, das imediações, vinha o mesmo ruído de serra e de
elevador transportando material, em outras obras que nada
5 tinham com o caso.
O caso era de Sebastião Raimundo (como informou em
7 três linhas, na manhã seguinte, o jornal), que trabalhava no
sétimo andar e, descuidando-se, caíra ao solo. Aí viveu
9 ainda o tempo necessário para que o telefone mais próximo
chamasse a assistência, e a ambulância chegasse,
11 verificando o óbito.
Como não houvesse mais nada a fazer, deixou-se o
13 corpo na mesma posição, à espera de outro veículo, que o
transportasse ao necrotério. Algumas horas depois, era
15 removido.
No intervalo, curiosos procuravam ver, e não viam. O
17 rapaz tombara dentro da área da construção, e a portinhola
do tapume estava cerrada.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Os verbos em negrito no primeiro parágrafo estão, respectivamente, no
Acostumar-se a tudo?
A gente se acostuma praticamente a tudo.
Isso é bom? Isso é ruim?
A resposta – inevitável – é: isso é bom e é ruim.
Senão, vejamos. Nossa elasticidade, nossa capa-
5 cidade de adaptação, tem permitido que sobrevivamos em
condições muitas vezes bastante adversas.
Lembro-me de que o escritor francês Saint-Exupéry
contou, uma vez, sobre como o avião caiu em cima de
montanhas geladas e como o piloto conseguiu sobreviver
10 durante vários dias, enfrentando o frio, a fome, a dor e
inúmeros perigos, adaptando-se às circunstâncias para,
na medida do possível, poder dominá-las.
Nunca esquecerei o justificado orgulho com que ele
falou: “O que eu fiz, nenhum bicho jamais faria”.
15 Por outro lado, a capacidade de adaptação pode
funcionar como mola propulsora de um mecanismo
oportunista, de uma facilitação resignada à aceitação de
coisas inaceitáveis.
É um fenômeno que, infelizmente, não é raro.
20 Acontece nas melhores famílias. Pode estar acontecendo
agora mesmo, com você, que está lendo este jornal.
Quando nos acostumamos a ver o que se passa
em volta e começamos a achar que tudo é “normal”,
deixamos de enxergar as “anormalidades”, deixamos de
25 nos assustar e de nos preocupar com elas.
O poeta espanhol Federico Garcia Lorca esteve nos
Estados Unidos em 1929/1930 e ficou assustado com
Nova York. Enquanto os turistas, como nós, ficam maravilhados
com a imponência dos prédios, Lorca se referia a
30 eles como “montanhas de cimento”.
Enquanto os turistas admiram a qualidade da
comida nos magníficos restaurantes, Lorca se espantava
com o fato de ninguém se escandalizar com a matança
dos animais. (...)
35 A insensibilidade se generaliza, a indiferença em
relação aos animais se estende, inexoravelmente, aos
seres humanos. A mesma máquina que tritura os animais
esmaga as vacas e sufoca os seres humanos.
Lorca interpela os que se beneficiam com esse
40 sistema, investe contra a contabilidade deles: “Embaixo
das multiplicações / há uma gota de sangue de pato. /
Embaixo das divisões, há uma gota de sangue de
marinheiro”.
Acusa os detentores do poder e da riqueza de
45 camuflarem a dura realidade social para fazê-la aparecer
apenas como espaço de rudes entretenimentos e
vertiginoso progresso tecnológico. Furioso, brada:
“Cuspo-lhes na cara”.
É possível que alguns aspectos da reação do poeta
50 nos pareçam exagerados, unilaterais. Afinal, Nova York
também é lugar de cultura, tem museus maravilhosos,
encena peças magníficas, faz um excelente cinema,
apresenta espetáculos musicais fantásticos.
O exagero, porém, ajuda Garcia Lorca a chamar
55 a nossa atenção para o “lado noturno” dessa “face
luminosa” de Nova York. E Nova York, no caso, vale
como símbolo das contradições que estão enraizadas
em praticamente todas as grandes cidades modernas.
Os habitantes dessas cidades tendem a fixar sua
60 atenção em falhas que podem ser sanadas, em defeitos
que podem ser superados, em feridas que podem ser
curadas por um tratamento tópico.
Falta-lhes a percepção de que determinadas
questões só poderiam ser efetivamente resolvidas por
65 uma mudança radical, através de um novo modelo.
Só um modelo novo de cidade permitirá que sejam
pensadas e postas em prática soluções para os impasses
a que chegaram as nossas megalópoles.
O que é pior do que ter graves problemas? É ter
70 graves problemas e se recusar a reconhecê-los.
A condenação do poeta levanta questões para as
quais não temos, atualmente, soluções viáveis. Lorca nos
presta, contudo, o relevante serviço de nos cobrar que as
encaremos.
KONDER, Leandro. Jornal do Brasil. 26 maio 2005.
Assinale a opção em que o par de orações NÃO apresenta transformação da voz verbal.