Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3722146 Português

Leia o texto a seguir:


Brics aumentam produção científica em 10 vezes entre 2000 e 2024?


O número de artigos publicados por pesquisadores de países do Brics nas principais revistas científicas do mundo aumentou mais de 10 vezes entre 2000 e 2024. Apesar de também ter apresentado um crescimento expressivo nesse período, em 2024, o Brasil respondeu por menos de 100 mil dos mais de 2 milhões de artigos publicados por cientistas do grupo.


Os dados foram compilados pelo pesquisador Odir Dellagostin, professor da Universidade Federal de Pelotas, a partir da Scopus, a maior base de dados de resumos e citações de literatura revisada por pares do mundo.


"O Brasil apresentou um crescimento bastante acelerado e contínuo até 2021. E esse crescimento foi, basicamente, paralelo ao crescimento da pós-graduação. Enquanto a pós-graduação estava crescendo, a produção científica também evoluía", explica o professor.


Da mesma forma, a produção caiu em 2022 e 2023, anos em que a quantidade de pesquisadores acadêmicos do Brasil também apresentou uma retração.


Em 2024, houve uma ligeira melhora: os pesquisadores brasileiros publicaram cerca de 4 mil artigos a mais, e o país titulou um número adicional de quase 600 mestres ou doutores. Ainda assim, Dellagostin teme que o Brasil esteja "perdendo o bonde" do crescimento científico do Brics:


"De 2021 a 2024, o mundo, em média, cresceu 8,3% na produção científica. Já os países do BRICS, por exemplo, os Emirados Árabes, tiveram crescimento de mais de 60%. A Índia cresceu 41%, a China cresceu 20%, a Malásia [que não é do Brics] cresceu 17%, e assim por diante. E o que que aconteceu com o Brasil? O Brasil caiu 10,1%. A maioria dos países teve uma disparada na produção científica nos últimos 10 anos. Ou seja, eles partiram de uma base muito pequena, mas agora estão em um passo muito acelerado. E o Brasil vem fortalecendo essa base de forma contínua, mas num ritmo muito lento".


O professor da UFPel e membro da Academia Brasileira de Ciências acredita que a falta de financiamento é um fator importante para essa desaceleração, mas não o principal.


"A forma como nós enfrentamos a pandemia, fechando laboratórios, foi um fator que contribuiu muito, mas também há uma desmotivação dos pesquisadores, até pelo discurso anticiência de alguns dos nossos governantes e pela desvalorização da ciência perante parte da sociedade", ressalta Dellagostin.


Além disso, ele enfatiza que quase toda pesquisa no Brasil está atrelada ao estudo ou à docência na pós-graduação, o que oferece poucas alternativas de emprego para quem quer investir em uma carreira científica:


"A absorção dos doutores tem sido baixa nos últimos anos. Isso também contribui para a queda na produção e impacta a motivação. Esse é um ponto muito importante que nós teremos que discutir: implementar a carreira de pesquisador. Acho que isso é fundamental para o Brasil mudar essa situação".


Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/ciencia/2025/07/1056099-bricsaumentam-producao-cientifica-em-10-vezes-entre-2000-e-2024.html. Acesso em 06/07/2025.



“A forma como nós enfrentamos a pandemia, fechando laboratórios, foi um fator que contribuiu muito” (8º parágrafo). Nesse trecho, a forma verbal está flexionada no pretérito:
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Q3721928 Português
Leia o texto a seguir, extraído da seção “O que a Folha pensa”:

PJ aquece mercado de trabalho, mas impõe desafios

Folha de São Paulo

    Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16, em parte influenciadas pela reforma da CLT aprovada em 2017.
    Termos como terceirização e pejotização entraram no centro dos debates político e econômico. Depois de uma década, o cenário demanda que se discutam regulação do trabalho, impostos e contribuições previdenciárias.
    Reportagem nesta Folha apresentou dados — oriundos de pesquisa de Nelson Marconi, da Escola de Administração de São Paulo da FGV — que revelam a redução da parcela dos ocupados em contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.
    Ademais, pessoas empregadas por conta própria, segundo a terminologia do IBGE, e com CNPJ têm rendimentos superiores aos daqueles que trabalham nos mesmos setores como celetistas.
    Uma pista para explicar tal diferença é o fato de que entre os por conta própria formalizados há pessoas de maior qualificação. A redução do custo tributário e a flexibilidade levaram pessoas a optar por esse regime ou a serem para ele levadas por empresas que as empregavam.
    A parcela dos empregados em contratos da CLT era de 39,2% em 2012; chegou ao pico de 41% do total dos ocupados em 2014. A taxa dos que trabalhavam por conta própria flutuou pouco em torno de 22,5% de 2012 a 2014, indo a 24,1% no final de 2016. Atualmente, os celetistas são 38,1%, e os por conta própria, 25,2%.
    Note-se que, desde 2019, quase todo o crescimento dos primeiros se deu naquela categoria dos que têm registro de CNPJ, com rendimentos mais altos.  
  Ainda que possa favorecer trabalhadores, a transformação não deixa de trazer questões problemáticas. Os regimes de tributação do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI), que facilitam ou incentivam a pejotização — tornar-se pessoa jurídica, ou PJ — com isenções fiscais, também provocam a redução da receita de impostos e contribuições previdenciárias.
    Por exemplo, em 2012, o gasto tributário com o Simples equivalia a 0,66% do Produto Interno Bruto; em 2025, a 0,98%.
    Tais impactos se somam ao envelhecimento da população como motivos de subfinanciamento da Previdência Social. No caso federal, a receita do INSS passou do patamar de 4,7% do PIB na virada do século para uma média de 5,6% entre 2009 e 2024, ora em 5,5%. Já a despesa cresceu de 5,7% do PIB para 8% do PIB hoje.
    A correta reforma de 2017 tornou a CLT menos rígida e obsoleta, facilitando a criação de vagas formais. A legislação trabalhista precisa continuar se adaptando às mudanças no mercado, que incluem ainda o emprego por aplicativos. Igualmente, as normas previdenciárias, alteradas em 2019, precisarão de aperfeiçoamento contínuo nos anos por vir.
    Recalibrar a tributação de salários e lucros e delimitar o alcance do Simples e do MEI são temas a serem tratados desde já.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/pjaquece-mercado-de-trabalho-mas-impoe-desafios.shtml. Acesso em 12/08/2025
“Os números do trabalho no Brasil passaram por mudanças relevantes desde a grande recessão de 2014-16” (1º parágrafo). Nesse trecho, o verbo em destaque está flexionado no:
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Q3721244 Português
Um secretário escolar redigiu uma ata de reunião.
Um dos trechos é o seguinte: “Houveram muitas situações que dificultaram a organização do ambiente, com exceção da paralisação das atividades”. Nessa frase, destaca-se uma impropriedade gramatical, que é o uso:
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Q3721213 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa. (3º parágrafo) 

O verbo “revelar” está conjugado no seguinte tempo e modo:  
Alternativas
Q3721082 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos. (9º parágrafo)

Para manter o paralelismo semântico, ao alterar a conjugação do verbo “agir” para o pretérito imperfeito do modo subjuntivo, os verbos sublinhados deverão ser conjugados no seguinte tempo e modo: 
Alternativas
Q3720638 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Considere o trecho “Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”. Com base no trecho, assinale a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q3720634 Português
Leia o texto para responder a questão.


Ronaldinho rasga elogios a Ancelotti e opina sobre Neymar na
Seleção Brasileira

Ídolo do Galo participou da entrevista coletiva de
apresentação do ‘Duelo de Gigantes’, nesta quarta-feira (3), no
Mineirão

Por Daniel Costa e Rômulo Giacomin


    Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Atlético, demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira. O ex-jogador relembrou a parceria com o treinador italiano e revelou a expectativa de ver o Brasil campeão do mundo sobre o comando do experiente técnico.


    “Faz pouco tempo que chegou, é um treinador que tive a felicidade de trabalhar com ele no Milan. Não preciso nem falar que é um treinador vitorioso e tem experiência, todo mundo já sabe. Desejar sorte, e a gente espera que possa ajudar a fazer o nosso país a voltar a onde ele merece, que é no topo do mundo”, declarou o “Bruxo”.

    
    Ronaldinho comentou também sobre a relação entre Neymar e Seleção Brasileira. O craque do Santos não foi convocado por Ancelotti para as partidas da Data Fifa de setembro, contra Chile e Bolívia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.


    Mesmo assim, Ronaldinho afirmou que confia no talento do astro. A torcida do ídolo atleticano é para que Neymar faça parte da equipe nacional que vai disputar a próxima Copa do Mundo, em 2026.


    “Acredito que em pouco tempo vai estar ali, vai estar ajudando, e a gente espera que possa ajudar muito pra que a gente volte a ser campeão do mundo de novo” - concluiu o Gaúcho.


Disponível em https://www.itatiaia.com.br/esportes/futebol/selecaobrasileira/ronaldinho-rasga-elogios-a-ancelotti-e-opina-sobreneymar-na-selecao-brasileira 
Considere o trecho: “Ronaldinho Gaúcho... demonstrou confiança... O ex-jogador relembrou a parceria... e revelou a expectativa...”. Se quiséssemos expressar essas ações no futuro do presente do indicativo, qual seria a sequência correta dos verbos “demonstrar”, “relembrar” e “revelar” para um sujeito singular (ele), respectivamente?
Alternativas
Q3719970 Português

Texto: O TRABALHO HUMANO ESCONDIDO ATRÁS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Uma busca por fotos de um labrador com a língua de fora ou um pedido de informação por voz a um assistente digital no celular são exemplos simples de como a inteligência artificial faz parte do nosso cotidiano. Pouco se sabe, ou se divulga, que por trás da ação do computador em tarefas desse tipo existe o trabalho de pessoas de carne e osso. Ao redor do mundo, existem milhões de indivíduos realizando tarefas, chamadas de “microtrabalhos”, que os computadores ainda não têm capacidade de executar.

Mas não é apenas essa a questão: em muitas situações, os humanos simplesmente custam mais barato. “Usar um humano para fazer o trabalho permite que você pule uma porção de desafios técnicos e de negócios”, declarou Gregory Koberger, CEO da ReadMe, empresa criadora de um aplicativo de produção de documentos técnicos. De acordo com Rafael Grohmann, pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da USP, a prioridade desse trabalho é, basicamente, alimentar a inteligência artificial. “Eu teria dificuldade de encontrar uma empresa que se vende como sendo de inteligência artificial e que não dependesse muito ou profundamente de ‘trabalho fantasma’ para gerar seu principal produto”, afirmou Mary Gray, pesquisadora da Microsoft e autora do livro Ghost work [“Trabalho fantasma”, em português].

“Acesse uma força de trabalho global, sob demanda, 24 horas por dia, sete dias por semana”, anuncia logo na entrada o site Mechanical Turk [“turco mecânico”, em português], da gigante de varejo Amazon. Nele, tanto usuários se candidatam a trabalhos digitais como empresas buscam pessoas para tarefas específicas. O nome dessa feira de trabalhos da Amazon é irônico. O “mechanical turk” original era uma fraude do século 18, em que um autômato que supostamente sabia jogar xadrez de forma brilhante era na verdade manipulado por um enxadrista escondido sob o móvel do tabuleiro. Esses sites incluem atividades como preencher formulários, responder a pesquisas ou redigir textos descritivos para produtos em sites. Mas a maior parte das tarefas está mesmo ligada à inteligência artificial, como identificação de imagens, melhoria do desempenho da assistente digital Alexa, reservas em restaurantes, além da elaboração de conjuntos de dados (preenchimento dos campos em tabelas de maneira que depois possam ser lidas e interpretadas por programas de computador, uma das tarefas mais utilizadas por empresas de tecnologia).

As atribuições costumam ser de curta duração, algumas levam meros segundos. O motivo é que são, em geral, divididas em fragmentos pequenos, como uma espécie de linha de montagem digital em que cada trabalhador cuida de um parafuso específico. Os valores pagos também são baixos: há inúmeras atividades que rendem 10 centavos de dólar de pagamento. Não há necessidade de supervisão direta, e não costuma haver contato com outro ser humano. Dos cerca de 200 países do mundo, a plataforma Mechanical Turk só aceita trabalhadores de 49. Cerca de 50% são dos Estados Unidos e 40% da Índia, de acordo com um levantamento americano de 2018.

À primeira vista, os sites que oferecem esse tipo de trabalho parecem uma mina de oportunidades. Apesar de existir há mais de uma década, trata-se de um contexto de trabalho muito pouco regulado ao redor do mundo. No Brasil, não há legislação que contemple a modalidade. A necessidade de criar um arcabouço legal para o setor é uma demanda de especialistas que estudam o tema. Na França, pesquisadores do projeto Diplab, que levanta e produz dados sobre a área, consideram prioritário o fortalecimento da proteção social, “às vezes inexistente” dessa força de trabalho. “Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida em seu valor real?”, indagam.

Com uma força de trabalho pulverizada por vários pontos do mundo e raro contato físico entre contratados, é muito difícil se organizar para reivindicar melhorias. Na Índia, um grupo de trabalhadores do Mechanical Turk conseguiu pressionar a Amazon para que resolvesse uma falha no sistema de pagamentos. Nos Estados Unidos, “turkers” insatisfeitos conseguiram formar uma associação de trabalhadores de plataformas junto com acadêmicos, demandando pagamento melhor e maior diálogo com as empresas. É fato que a Amazon reagiu encerrando uma conta do grupo dentro do Mechanical Turk. Além de servir de locais para trocas de dicas e tarefas, essas associações também são usadas para organização. Se uma empresa rotulava incorretamente as tarefas (como pesquisa, por exemplo, mas era qualquer coisa menos isso), os trabalhadores faziam contato, pedindo ajuste.

 

CAMILO ROCHA

Adaptado de nexojornal.com.br, 28/12/2023.

Como garantir que a contribuição dos trabalhadores para a inovação tecnológica seja reconhecida (5º parágrafo) A expressão sublinhada acima indica a voz passiva do verbo “reconhecer”. Mantendo o mesmo tempo e modo verbais, na voz ativa, esse verbo assumirá a seguinte forma:  
Alternativas
Q3719641 Português

Texto 1: O SORVETE (trecho)

 

Estávamos absortos na contemplação ritual, misto de atenção a formas simbólicas, e de sonho em torno de ideias complexas que elas sugeriam – ali, diante daqueles pudins e daqueles roxos, amarelos, solferinos, verdes e róseos montículos de açúcar, geleia, ovo, frutas cristalizadas e invisível manteiga, quando um objeto vulgar, mas insólito no lugar onde se achava, me captou o interesse. Encostado a uma das três portas da confeitaria, do lado da calçada, um quadro-negro propunha-nos os seguintes dizeres em giz branco:

 

Hoje

Delicioso sorvete de

ABACAXI

Especialidade da casa

Hoje!

 

A inscrição emocionou-me intensamente, e dei conta a Joel da minha perturbação.

– Você está vendo?

Aparentemente, Joel não se deixara invadir pelo sortilégio das palavras. Sua superioridade!

– “Delicioso sorvete de abacaxi...” Nunca tomei disso.

– Eu também não, respondeu o fortíssimo Joel. Deve ser porcaria.

(...)

Fomos à confeitaria, templo misterioso onde se ocultava, na parte dos fundos, vedada por uma portinha de vidro opaco, a essência imanente à coisa ou palavra sorvete, e que meus pobres sentidos se aguçavam para interpretar.

O garçom depositou cuidadosamente sobre a toalhinha alva dois copos cheios de água, dois guardanapos de papel, com florzinhas pálidas, e duas tacinhas de vidro, contendo, cada uma delas, meia esfera de uma substância alva e brilhante... Crianças de cinco anos desprezarão minha narrativa; e já ouço um leitor maduro, que me interrompe: “Afinal este sujeito quer transformar o ato de tomar sorvete numa cena histórica?”. Leitor irritado, não é bem isso. Peço apenas que te debruces sobre esta mesa a cuja roda há dois meninos do mais longe sertão. Eles nunca haviam sentido na boca o frio de uma pedra de gelo, e, como todos os meninos de todos os países, se travavam conhecimento com uma coisa de que só conhecessem antes a representação gráfica ou oral, dela se aproximavam não raro atribuindo-lhe um valor mágico, às vezes divino, às vezes cruel, em desproporção com a realidade e mesmo fora dela; um valor independente da coisa e diretamente ligado a sugestões de som, cor, forma, calor, densidade, que as palavras despertam em nosso espírito maleável... Como posso reconstituir agora tudo o que nós criáramos, para nosso próprio uso, em torno da palavra sorvete, representativa de uma espécie rara de refresco, que às pequenas cidades não era dado conhecer; e cruzada bruscamente com a nossa velha e querida palavra abacaxi, ambas como que envoltas, por uma astúcia do gerente da confeitaria, na seda fina e lisa da palavra “delicioso”?

A carga de simpatia e sensualidade com que me atirei – nos atiramos – às meias esferas trazia talvez em si o germe da decepção que logo nos assaltou. O sorvete era detestável, de um frio doloroso, do qual se excluía toda lembrança de abacaxi, para só ficar a ideia de uma coisa ao mesmo tempo pétrea e frágil, agressiva aos dentes, e, mais para além deles, a uma região íntima do ser em que está o núcleo da personalidade, sua mais profunda capacidade de gozar e sofrer. Era uma dor universal o que ele espalhava, e tão rápida e difundida como se invadisse no mesmo segundo, por mil filamentos, toda a rede nervosa... Lágrimas subiram-me aos olhos. No rosto de Joel, também o sofrimento se desenhava.

 

ANDRADE, Carlos Drummond. Contos de aprendiz. São Paulo: Companhia das Letras, 2012

Estávamos absortos na contemplação ritual (1º parágrafo) A alternativa que contém um verbo conjugado nos mesmos tempo e modo do verbo do trecho acima é:  
Alternativas
Q3719502 Português
Leia o texto para responder a questão.


A busca incessante pela beleza 'perfeita e ideal'


    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição. Esse número se deve principalmente ao aumento pela busca de intervenções cirúrgicas de caráter estético.

    São diversos os procedimentos procurados hoje em dia: aumento ou redução das mamas, aumento de glúteos, blefaroplastia (que consiste na remoção dos excessos palpebrais), toxina botulínica (Botox), aumento dos lábios, remoção das gorduras localizadas e rinoplastia (aperfeiçoamento da estrutura do nariz).

    Alguns indivíduos se submetem a essas intervenções com o intuito de se adequarem ao padrão de beleza atual, frequentemente alterado em um curto espaço de tempo. Enquanto no passado eram necessárias décadas ou até mesmo séculos para que esse padrão fosse modificado, hoje os padrões se modificam constantemente, além das exigências para chegar a uma beleza "perfeita e ideal".

    A filosofia da cirurgia plástica é restaurar a função, gerar bem-estar, contribuir favoravelmente para a autoimagem do indivíduo, filosofia frontalmente contrária à venda de fantasia e ilusões realizadas por “mercadores” desqualificados, que não raramente colocam a vida de terceiros em risco.

    Ocorrências atuais de erros e mortes em procedimentos estéticos e o aumento e sofisticação dos "golpes em cirurgia plástica" chamam a atenção para a necessidade da escolha criteriosa do profissional, esclarecimento do paciente sobre possíveis riscos e os cuidados no pós-operatório. Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos devem ser executados por especialistas médicos.

    A busca incessante pela "forma ideal de beleza" vem revelando a face mais perversa do mundo da beleza, como o aumento de problemas de saúde física e mental. Distorções físicas e até óbitos são resultados de uma impropriedade doentia contemporânea.

    Sem limites, essas transformações acabam transformando o corpo em objeto para a apreciação ou talvez para a depreciação coletiva. A individualidade cai por terra.

    O trabalho de um cirurgião capacitado não se restringe ao procedimento em si; é necessário entender as expectativas de cada paciente, suas motivações para realizar o procedimento e o seu momento de vida. Também é essencial certificar-se de que o paciente realmente se beneficiará daquele planejamento cirúrgico e, enfim, deixar claro que a beleza é múltipla. Não aceita padrões, é incomparável!

    A busca equilibrada pela beleza é sensata e legítima. Não pode ser banalizada! Sentir-se bem, cuidar da aparência, da sua autoestima é dever de cada um. Não deixe se influenciar por estereótipos e versões "filtradas". A sua identidade é única e deve ser preservada a qualquer custo. A beleza genuína está na sua individualidade.


Disponível em https://odia.ig.com.br/opiniao/2024/03/6807116-a-buscaincessante-pela-beleza-perfeita-e-ideal.html
No primeiro parágrafo, o trecho “Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil todos os anos, número que, no mínimo, desperta atenção para um setor em franca ebulição” apresenta exemplos de concordância verbal. Com isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente as formas verbais destacadas.  
Alternativas
Q3718995 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Você teria um tempinho?

    — Não? Nem quinze minutos para tomarmos um café? Ah, entendo, o trabalho te chama, apesar de ter terminado o expediente. Fica para outro momento, então. Tchau!

    Diálogos do gênero passaram a fazer parte das conversas entre amigos. Querem-se bem, sentem saudade, adorariam partilhar o que está acontecendo... mas ausentam-se. Qualquer eventual disponibilidade será para colocar algumas coisas em dia, pois seu chefe insiste para você pôr de lado o que lhe parece não ter importância: sua vida pessoal. O adiantado da noite parece um bom horário para enviar um whats. Na expectativa de resposta rápida, claro. E assim tudo vai seguindo e ficamos cada vez mais pobres interiormente, por nos desfazermos do saudável propósito de gastar como desejamos o que nos pertence de fato e de direito.

    No extremo da escala econômica, a dos ricos, o luxo maior passou a ser a ostentação de longos períodos sem fazer nada. Importante: o silêncio faz parte do pacote. Mostrar poder passou a incluir a chance de continuar inserido no sistema; porém, com largos intervalos dedicados a si. Considero-me afortunado por ter amigos receptivos, acostumados a acolher os meus convites. Finais de tarde geralmente são destinados para garimpar os seres que me são queridos e estão dispostos a sentar ao meu lado, se possível sem olhar de maneira obsessiva para o celular. Atribuo a tal escolha um bom percentual da minha saúde mental. Dar-se de presente isso é uma declaração de amor próprio. Uma ideia revolucionária em um mundo utilitarista. É possível abrir essas brechas, apesar da agenda estar abarrotada. A ideia não é original e nem pretende ser. Aliás, tem-me parecido cada vez mais importante resgatar o natural, como nossos pais e avós faziam. Seguir o fluxo. O corpo e a mente darão o norte.

    Mudar é simples e complexo, ao mesmo tempo. Pode-se começar com modestas doses semanais, dando ________ a um projeto que qualifica a existência. Pense em alguém ausente há muito e o surpreenda, manifestando a vontade de saber como está. Depois virão outros, numa sucessão repleta de abraços, agregada ____ delicadeza da escuta atenta, bem como do acolhimento das suas experiências. Chama-se a isso educação para os sentidos. Reformular o que causa desconforto, ajustando, em doses iguais, compromisso e prazer. Não quero parecer simplista, mas repousa nas mãos de cada um a possibilidade de abrir _______ no calendário pessoal. Liste o essencial e mantenha-se fiel a ele. O dia só é curto quando mal aproveitado.

    A sabedoria está em encontrar boas soluções, sem brigar com aquilo que nos é oferecido. A serenidade não precisa ser buscada no topo de uma montanha. O caos vai tentar te alcançar. Caminhe por ele, deixando-se afetar o mínimo possível. Ao agir dessa forma, estará na companhia dos melhores. E ainda vão lhe sobrar horas para fazer o que bem entender.

    Desfrute sem culpa.

Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado).
No encerramento do texto, o autor aconselha o leitor com a frase: “Desfrute sem culpa.” Neste caso, a forma nominal do verbo é denominada: 
Alternativas
Q3718691 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Professores gastam mais de 20% da aula para manter a ordem dos alunos em sala, mostra estudo

Tempo gasto pelos docentes brasileiros é acima da média dos países da OCDE, que é de 15%


O tempo dos docentes brasileiros está acima da média dos países da OCDE, em que os professores disseram gastar 15% do tempo de aula para manter a ordem dos alunos.

Segundo o relatório, entre 2018 e 2024, a parcela do tempo de aula dedicada à manutenção da ordem aumentou 2 pontos percentuais — a média da OCDE também aumentou 2 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o estudo, 44% dos docentes brasileiros afirmam perder bastante tempo porque os alunos interrompem as aulas. O número também é acima da média da OCDE, que é de 18%. A mesma proporção de brasileiros diz também perder muito tempo esperando os alunos ficarem quietos (a média da OCDE é de 15%).

Comportamento na sala de aula

No estudo, a percepção dos professores sobre a disciplina em sala de aula é medida pela frequência relatada de quatro situações:

"Perco muito tempo porque os alunos interrompem a aula";

"Tenho que esperar muito tempo para que os alunos se acalmem";

"Há muito barulho e desordem disruptivos";

"Muitos alunos só começam a trabalhar muito tempo depois do início da aula".

Conforme a pesquisa, cerca de um em cada cinco professores afirmam sofrer com ruído e desordem significativos em suas salas de aula, em média.

No Brasil, mais de 50% dos professores relataram os desafios. No Chile, Finlândia, Portugal e África do Sul, esse percentual fica em cerca de 33%.

Já na Albânia, Japão e Xangai, por outro lado, menos de 5% dos professores apontam essas questões disciplinares.

Professores iniciantes

A pesquisa também mostra que os professores em começo de carreira relatam mais interrupções em sala de aula do que os seus colegas mais experientes em quase todos os sistemas educacionais.

No Canadá, Áustria, Chile, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Itália e Espanha, por exemplo, mais de 40% dos professores iniciantes afirmam "ruído perturbador frequente". Já em Portugal e no Brasil, esses percentuais aumentam para 59% e 66%, respectivamente.

Entre os professores experientes, essas taxas são mais baixas, abaixo de um terço em todos os sistemas educacionais, exceto em Portugal (33%) e no Brasil (53%).

O estudo foi realizado em 2024 e entrevistou cerca de 280 mil professores e diretores escolares em 17 mil escolas de ensino fundamental II em 55 sistemas educacionais. O Talis tem como objetivo auxiliar na elaboração de estratégias para melhorar a qualidade do ensino e os ambientes de aprendizagem.


https://www.terra.com.br/noticias/educacao/professores-gastam-mais-d e-20-da-aula-para-manter-a-ordem-dos-alunos-em-sala-mostra-estudo, ea20b81839e46ed5ad3f54c718b3bcdaz697ywnm.html?utm_source=cli pboard
Leia os trechos:

1."Perco muito tempo porque os alunos interrompem a aula."
2."Tenho que esperar muito tempo para que os alunos se acalmem."
3."Há muito barulho e desordem disruptivos."

Analise sintaticamente os elementos linguísticos empregados no trecho e julgue as afirmativas:

I.Em 1, os verbos 'perder' e 'interromper' apresentam a mesma transitividade. Seus complementos configuram-se como termos integrantes da oração, assim como ocorre com a expressão 'os justos' no trecho 'Haverão de vencer os justos, em que o grupo nominal exerce a função de objeto direto do verbo vencer.
II.Em 2, O verbo 'ter' e 'acalmar' não compartilham o mesmo sujeito, possuem transitividade distintas e o primeiro verbo apresenta um complemento oracional.
III.Em 2, a expressão 'muito tempo' é um complemento direto do verbo 'esperar', sendo considerado termo integrante da oração.
IV.Em 3, o verbo 'haver' é impessoal e intransitivo, apresentando-se como uma forma invariável, que não admite flexão de número, devendo, portanto, permanecer na terceira pessoa do singular.

É correto o que se afirma em:  
Alternativas
Q3718581 Português

A Vida nos Pequenos Instantes 



Viver, para mim, é mais do que simplesmente existir. É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos. É rir de algo bobo, receber um olhar que aquece por dentro, caminhar sem pressa, sabendo que a felicidade não está no destino, mas no percurso. 


Não quero uma vida grandiosa aos olhos do mundo, quero uma que me transborde por dentro. Que me permita sentir, com toda a intensidade, a beleza do simples. Porque é nisso que mora o verdadeiro encanto da vida.


BORGES, Jorgeane. A vida nos pequenos instantes. Disponível em: https://www.pensador.com/pequenos_textos/2/ . Acesso em: 26 out. 2025.

Na frase "É sentir o vento bagunçar os cabelos, fechar os olhos para ouvir o som das ondas, encontrar beleza num café quente entre as mãos" os verbos fechar e encontrar:
Alternativas
Q3717807 Português
Que as emoções positivas ou negativas...


Que as emoções positivas ou negativas não podem ocupar a mente ao mesmo tempo. Uma tem de dominar, e é da tua responsabilidade assegurar que as emoções positivas constituam a influência dominante da tua mente. Elas podem aumentar as vibrações do teu pensamento, usa o teu poder criativo, a tua imaginação para criares a tua vida e protege bem a tua mente contra todas as influências negativas e desencorajadoras, incluindo sugestões negativas de familiares, amigos ou conhecidos.

Os teus desejos têm de saturar as tuas emoções. Quando temos um grande sonho nenhum obstáculo é tão grande que não possa ser superado. Nada nos pode deter e o nosso destino é o sucesso! KD MENSAGENS. Que as emoções positivas ou negativas?


Disponível em: https://kdmensagens.com/mensagens/pensamentos/2 . Acesso em: 26 out. 2025.
Considerando os princípios que regem a morfossintaxe da concordância verbal no português padrão, assinale a alternativa que apresenta a análise mais adequada da forma verbal "têm" no trecho "Os teus desejos têm de saturar as tuas emoções", quanto à sua relação com o sujeito e às implicações de sentido no enunciado.
Alternativas
Q3717625 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Número de professores temporários no Brasil é maior que na OCDE


No Brasil, aproximadamente dois a cada três professores têm contratos permanentes nas escolas onde trabalham. Os demais estão em cargos substitutos ou temporários que, por vezes, têm duração de menos de 1 ano. Os dados são da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem 2024 (Talis), divulgada nesta segunda-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A pesquisa, feita a partir de entrevistas com professores e diretores, principalmente dos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, compara a educação em 53 países.

De acordo com os resultados, enquanto no Brasil 64% dos professores têm contratos permanentes nas escolas onde trabalham, entre os países da OCDE a média é superior, com 81% dos docentes com contratos permanentes. No Brasil, a porcentagem desse tipo de contrato inclusive caiu 16 pontos percentuais em 2024, em relação à última pesquisa, de 2018.

Segundo o estudo, contratos permanentes dão mais segurança aos professores e, consequentemente, têm impacto no ensino.

"Como a maior parte dos funcionários, a maioria dos professores busca estabilidade no emprego. Um componente importante da segurança no emprego dos professores é a sua modalidade de contrato. Os contratos permanentes não têm duração limitada, enquanto os contratos por prazo determinado têm duração específica. O emprego temporário envolve algum grau de insegurança e imprevisibilidade, o que pode causar tensão e impedir que alguns funcionários funcionem de forma ideal em seu ambiente de trabalho", aponta a pesquisa.

Entre os países com dados disponíveis, o Brasil aparece como o quinto pior no ranking, superando apenas Xangai, na China, com 33% dos professores das escolas com contratos permanentes; Emirados Árabes Unidos (34%), Bahrein (55%) e Costa Rica (56%). Na outra ponta, estão Dinamarca, Letônia e França, com porcentagens de contratos permanentes próximos a 100%.

Condições de trabalho

A pesquisa mostra que, no Brasil, menos de um a cada quatro professores, 22%, estão satisfeitos com o salário que recebem. Essa porcentagem aumentou quatro pontos percentuais desde 2018. A parcela, no entanto, ainda é inferior à média da OCDE, que é de 39% dos professores satisfeitos com o que recebem.

Em relação ao salário, o Brasil aparece no quinto pior lugar do ranking entre os países com esse dado disponível. Na frente de Malta, em último lugar, com menos de 10% dos professores satisfeitos, Portugal, Islândia e Turquia.

Levando em consideração outros aspectos do contrato, como benefícios, carga horária, entre outros, o Brasil também aparece na parte inferior do ranking, com o terceiro pior lugar, caindo de 52% dos professores satisfeitos em 2018 para 44% satisfeitos com as condições de trabalho. A média da OCDE é de 68%.

Nesse aspecto, o relatório mostra que enquanto na Áustria, Bulgária, Colômbia, República Checa, Letônia, Polônia, Romênia, República Eslovaca e Uzbequistão pelo menos 80% dos professores estão satisfeitos com as suas condições de trabalho (excluindo salários), menos de 40% relatam o mesmo no Japão e em Portugal, únicos países superados pelo Brasil.

"A remuneração desempenha um papel importante na atração e retenção de professores, garantindo que seu trabalho seja financeiramente sustentável e competitivo com outras profissões", explica a pesquisa Talis.

A Talis foi feita no Brasil pela quarta vez, entre os meses de junho e julho de 2024. Os estudos foram conduzidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias de Educação das 27 Unidades Federativas.


https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-10/numero-de-p rofessores-temporarios-no-brasil-e-maior-que-na-ocde 
"De acordo com os resultados, enquanto no Brasil 64% dos professores têm contratos permanentes nas escolas onde trabalham, entre os países da OCDE a média é superior, com 81% dos docentes com contratos permanentes. No Brasil, a porcentagem desse tipo de contrato inclusive caiu 16 pontos percentuais em 2024, em relação à última pesquisa, de 2018."
Analise a concordância estabelecida no trecho acima e julgue as afirmativas marcando com (V) as verdadeiras ou com (F) as falsas:

(__)Mantém-se a concordância adequada ao empregar-se a forma 'tem', no singular, uma vez que a concordância é estabelecida pela expressão de porcentagem '64%'.
(__)A forma verbal 'é' encontra-se flexionada no singular, em concordância com o núcleo do sujeito 'OCDE'.
(__)O verbo 'trabalhar' encontra-se flexionado no plural, em concordância com a expressão 'escolas', que também esta flexionada no plural.
(__)O verbo 'cair' apresenta concordância adequada com o núcleo do sujeito, representado pela expressão 'porcentagem'.
(__)O verbo 'cair' apresenta concordância adequada com o núcleo do sujeito, representado pela expressão 'contrato'.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3717079 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
De acordo com Cunha e Cintra (2016), “tempo é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo”. Nesse sentido, assinale o trecho cujo verbo destacado está conjugado no futuro do pretérito do indicativo. 
Alternativas
Q3716828 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.


Muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir uma vaga de creche para os filhos. Mesmo que a etapa não seja obrigatória, o impacto é grande na renda das famílias e no desenvolvimento das crianças. Um levantamento do Todos Pela Educação com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e do Censo Escolar divulgada revelou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estão fora da creche por dificuldade de acesso. “As crianças que não têm acesso à educação infantil são privadas de ter um ambiente seguro que estimule o seu desenvolvimento e interação com adultos com os quais convivem, preparados para estimular o desenvolvimento das crianças”, disse Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos.


(Adaptado de g1.globo.com> Acesso em 21 de agosto de 2025).

O verbo “revelou” existente no segundo parágrafo está conjugado na terceira pessoa do singular, pois concorda corretamente com o núcleo do sujeito:
Alternativas
Q3716825 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão.


O genocídio armênio é a forma pela qual conhecemos o extermínio de populações armênias que habitavam o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. Esse genocídio foi conduzido pelo governo turco, sob o comando do Comitê de União e Progresso (CUP), entre 1915 e 1918, resultando na morte de cerca de um milhão de pessoas.


Algumas estimativas apontam que a quantidade de mortos pode ter chegado a 1,5 milhão, e estima-se que um milhão de armênios foram desalojados de suas terras. O genocídio ainda é um assunto bastante polêmico, pois não é reconhecido pela Turquia, país que surgiu como sucessor do Império Otomano, na década de 1920.


A questão é tão polêmica na Turquia que existe uma lei que pune com dois anos de prisão aqueles que reconhecerem publicamente o genocídio armênio. O genocídio armênio é o segundo mais estudado da história, ficando atrás apenas do Holocausto. Na época, o acontecimento gerou uma campanha internacional de apoio aos armênios.


(Adaptado de mundoeducacao.uol.com.br> Acesso em 19 de agosto de 2025).

Assinale o verbo retirado do texto que indica uma ação que pode vir a acontecer no futuro: 
Alternativas
Q3715966 Português
Que as emoções positivas ou negativas...


Que as emoções positivas ou negativas não podem ocupar a mente ao mesmo tempo. Uma tem de dominar, e é da tua responsabilidade assegurar que as emoções positivas constituam a influência dominante da tua mente. Elas podem aumentar as vibrações do teu pensamento, usa o teu poder criativo, a tua imaginação para criares a tua vida e protege bem a tua mente contra todas as influências negativas e desencorajadoras, incluindo sugestões negativas de familiares, amigos ou conhecidos.

Os teus desejos têm de saturar as tuas emoções. Quando temos um grande sonho nenhum obstáculo é tão grande que não possa ser superado. Nada nos pode deter e o nosso destino é o sucesso!


KD MENSAGENS. Que as emoções positivas ou negativas? Disponível em: https://kdmensagens.com/mensagens/pensamentos/2 . Acesso em: 26 out. 2025. 
Considerando as vozes verbais e os processos de transitividade presentes na oração "que as emoções positivas constituam a influência dominante da tua mente", assinale a alternativa que apresenta uma reescrita sintática com manutenção plena do sentido e correção gramatical, por meio da conversão da voz ativa em passiva.
Alternativas
Q3715186 Português
Texto CG2A1


    Imagino que a escrita nasceu da necessidade de não esquecer. O primeiro pré-homem que pensou “preciso me lembrar disso” deve ter olhado em volta procurando alguma coisa que ele ainda não sabia o que era. Era um pedaço de papel e uma Bic. Claro que, para chegar ao papel e à esferográfica, tivemos que passar antes pelo risco com vara no chão, o rabisco com carvão na parede da caverna, o hieróglifo no tablete de barro etc. Mas a angústia primordial foi a de perder o pensamento fugidio ou a cena insólita. Pense em quantas ideias não desapareceram para sempre por falta de algo que as retivesse na memória e no mundo. A história da civilização teria sido outra se, antes de inventar a roda, o homem tivesse inventado o bloco de notas.

    As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória intuitiva. O salmão sabe, não sabendo, o caminho certo para o lugar onde nasceu e onde deve depositar seus ovos. Dizem que o elefante guarda na memória tudo que lhe acontece na vida, principalmente as desfeitas, mas vá pedir que ele bote seu ressentimento no papel. Já o homem pode ser definido como o animal que precisa consultar as suas notas. Nas sociedades não letradas, as lembranças sobrevivem na recitação reiterada e no mito tribal, que é a memória ritualizada. As outras dependem do memorando.

    E mesmo com todas as formas de anotação inventadas pelo homem desde as primeiras cavernas, inclusive o notebook, a angústia persiste. Estou escrevendo isto porque acordei com uma boa ideia para um texto e botei a ideia num papel. Normalmente não faço isso, porque sempre me esqueço de ter um bloco de notas à mão para não esquecer a eventual ideia e porque sei, intuitivamente, que, se tivesse o bloco de notas à mão, a ideia viria no chuveiro. Mas desta vez a ideia coincidiu com a proximidade de um pedaço de papel e um lápis, e anotei-a assim que acordei. Não exatamente a ideia, mas uma frase que me faria lembrar da ideia. Estou com ela aqui. “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo”.

   E não consigo me lembrar de qual era a ideia de que a frase me faria lembrar. Algo sobre os perigos da autoanálise muito aprofundada? Sobre o pensamento socrático? Ou o quê? Não consigo me lembrar. Um consolo, numa situação destas, é pensar que, se a ideia não é lembrada, é porque não era tão boa assim. Mas geralmente se pensa o contrário: as melhores ideias são as que a gente esqueceu. O que é terrível.


Luís Fernando Verissimo. Memória e anotações. In: Estadão, 22/9/2011. Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações).  
A respeito das relações de concordância verbal estabelecidas no texto CG2A1, assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
1081: B
1082: A
1083: B
1084: B
1085: C
1086: A
1087: B
1088: C
1089: C
1090: B
1091: A
1092: A
1093: D
1094: B
1095: A
1096: A
1097: B
1098: C
1099: E
1100: C