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No fragmento apresentado, analise a concordância dos verbos que indicam fenômenos naturais ou tempo decorrido. Assinale a alternativa que indica a sequência do(s) verbo(s) que apresenta erro de concordância verbal de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Encanto ou Ilusão
Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!
André corria e gritava:
— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.
Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.
A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.
ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Observe o trecho extraído do texto "Encanto ou Ilusão":
"Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e, por fim, uma pura ilusão; elas estouram."
Com base na análise dos verbos "admirava" e "estouram", é correto afirmar que:
O verbo 'ser' no trecho está empregado corretamente no singular, seguindo uma regra específica de concordância.
Vale destacar que a concordância desse verbo pode ocorrer de maneira diferente da regra geral de concordância verbal.
Com base nisso, analise o seu uso nas assertivas abaixo:
I.A provisão eram alguns quilos de mantimentos.
II.Cinquenta reais é pouco para prestarmos auxílio ao jovem necessitado.
III.Quis saber quem eram meus pais.
IV.Isto não são conversas para crianças.
A concordância está de acordo com a norma-padrão em:
Texto para responder a questão.
João Paulo Bem‑te‑vi
Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente, feito passarinho.
O que acontece depois, bem… As versões variam. Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro sempre vem...
Internet:
I."Era uma caixa de madeira rústica..."
II."Sempre que ele chegava em casa..."
III."Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."
IV."Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava).
Texto 2
Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.
Eu quisera viver
como os passarinhos:
cantando a beira dos caminhos,
cantando ao sol, cantando aos luares,
cantando de tristeza e de prazer,
sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.
Eu quisera viver em plenos ares,
numa elevada trajetória,
numa existência quase incorpórea.
viver sem rumo, procurar guarida
a noite para, em sono, o corpo descansar,
viver em voos, de corrida
roçar apenas pela vida!
Eu quisera viver sem leis e sem senhor,
tão somente sujeita as leis da natureza,
tão somente sujeita aos caprichos do amor…
viver na selva acesa pelo fulgor solar,
o convívio feliz das mais aves gozando,
viver em bando,
a voar, a voar.
Eu quisera viver cantando como as aves
em vez de fazer versos,
sem poderem assim os humanos perversos
interpretar perfidamente meu cantar.
Eu quisera viver dentro da natureza,
sufoca-me a estreiteza
desta vida social a que me sinto presa.
Diante
de uma paisagem verdejante,
diante do céu, diante do mar,
esta minha tristeza
por momentos se finda
e desejo sofrer a vida ainda
e fico a meditar:
como os homens são maus e como a terra é linda!
Certo não fora assim tão triste a vida
se, das aves seguindo o exemplo encantador,
a humanidade livremente unida,
gozasse a natureza, a liberdade e o amor.
[…]
MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.
Observe a seguinte frase, retirada do romance Ressurreição, de Machado de Assis.
“Ouviu bater uma por uma as horas todas”.
Sobre a estruturação gramatical dessa frase é correto afirmar que
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Eu estava revendo, ontem, as anotações no livro.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a frase na voz passiva.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Leia o texto para responder à questão.
O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.
O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.
Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.
Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti-chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!
Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.
Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.
(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)
Considere as passagens:
• O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas. (2o parágrafo)
• ... como se estivessem a assistir a um jogo de pingue--pongue. (4o parágrafo)
• ... e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. (4o parágrafo)
• Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja. (5o parágrafo)
• Prometi-lhe procurar o rádio... (6o parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão, as passagens destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: