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Q1280967 Português

Medos à beira do abismo

    "De que a senhora tem medo?", foi a pergunta bastante original numa dessas entrevistas recentes.

    Pensei e disse: morro de medo de muita coisa, mas acho que, com o tempo, passei a ser mais corajosa (e achei, eu mesma, graça do que dizia). Principalmente, medo de qualquer mal que possa acontecer a pessoas que eu amo. Acidente, assalto, doença. Sei o que é sentir-se impotente quando algo gravíssimo acontece com alguma delas. No fundo mais fundo da mente, vem a indagação insensata e tola, mas pungente: como não pude proteger meu filho adulto de uma morte súbita no mar que ele amava?

    Disfarçamos nossos tantos medos. Fingimos ser superiores, batendo grandes papos sobre dinheiro, futebol, sacanagem, política, ninguém levando porrada – como diria Fernando, o Pessoa. Empregamos palavras grandiosas, até solenes, que usamos como tapa-olhos ou máscaras para que a verdade não nos cuspa na cara, e nos defendemos do rumor que nos ameaça botando fones de ouvido enquanto caminhamos na esteira, para ficarmos em forma.

    Mas, individualmente, temos medo e solidão; como país, presenciamos escândalos nunca antes vistos. A violência é cotidiana, o narcotráfico nos ameaça, mais pessoas foram assassinadas por aqui do que nas guerras ao redor do mundo nos últimos anos. Andamos encolhidos dentro de casa. Estão cada vez mais altos os muros do medo e do silêncio.

    A gente se lamenta, dá palpites e entrevistas, organiza seminários. Resultado? Parece que nenhum. Eleições? Melhor não saber. Mas sou da tribo (não tão pequena) dos que não se conformam. Não acredito em revolução a não ser pessoal. Em algumas coisas, sou antipaticamente individualista. Quando reuniões, comissões, projetos e planos não resolvem – é o mais comum –, pode-se tentar o mais simples. Às vezes, ser simples é original: começar pela gente mesmo. Em casa. Com as drogas, por exemplo, por que não?

    Cada vez que, seja por trágica dependência, seja por aquilo que minha velha mãe chamava "fazer-se de interessante", um de nós consome uma droga qualquer (mesmo o cigarrinho de maconha dividido com a turma), está botando no cano de uma arma a bala – perdida ou não – que vai matar uma criança, uma mãe de família, um trabalhador. Nosso filho, quem sabe.

    Disfarçamos nossos tantos medos. Fingimos ser superiores, batendo grandes papos sobre dinheiro, futebol, sacanagem, política.

    Há quem me deteste por essas afirmações, dizendo que sou moralista, radical. Não sou. Apenas observo, acompanho, muito drama desnecessário, talvez evitável – mas a gente preferia ignorar o abismo. Há muitos anos, visitei várias vezes uma famosa clínica de reabilitação em São Paulo. Alguém muito querido de amigos meus estava lá internado, e voltava com frequência. O que vi, senti, me disseram e eu mesma presenciei nunca vai me deixar.

    Num jantar, há muitos anos, um conhecido desabafou com grande culpa que costumava fazer-se de pai amigão fumando maconha com os filhos adolescentes, para estar mais próximo deles. Um dos meninos sofreu gravíssimos problemas de adicção pelo resto da vida, morreu de overdose e nem todo o amor dos pais, dos irmãos, ajudou em nada.

    Sim, a vida pode ser muito cruel. Nas tragédias familiares, só há vítimas, embora alguns devam ser mais responsáveis do que outros. Não tem graça nenhuma brincar na beira do abismo.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/lya-luft/noticia/2018/09/medos-abeira-do-abismo-cjmmrnsma00w301pilpj8qa05.html Acesso em 11 nov. 2018 

Em: "De que a senhora tem medo?", as aspas indicam
Alternativas
Q1280922 Português

SEJA GENTIL

Lya Luft

    De volta ao Brasil para votar, depois de muito necessárias férias, que há séculos não tirávamos, entrei num turbilhão que, de longe, mesmo com internet, não me parecia tão nocivo. Mas foi pior do que eu pensava: raiva, ódio, insultos, calúnias, intolerância absoluta, mentiras, dissolução de laços bem bonitos e dignos entre amigos e família – por causa da política. Dos políticos. De nós mesmos, que nos tornamos raivosos, intolerantes, capazes das mais loucas afirmações. Expressamos nessa batalha muito de nossas mágoas e frustrações.

    Mas, inesperadamente, no Face, encontro uma imagem linda, comovente, quase irreal neste mundo que anda pra lá de besta: uma camiseta, um elefante (meu bicho preferido), com flores atrás de uma orelha, óculos coloridos, e a legenda (estou traduzindo): “NUM MUNDO EM QUE VOCÊ PODE SER QUALQUER COISA, SEJA GENTIL”. Ou, se quiserem, seja bondoso. Tolerante. Humano. 

    A violência desde sempre me assusta: não precisa ser a física, de um tapa, um empurrão, uma voz alterada, mas a emocional, da acusação injusta, da invencionice maligna, da desconsideração com humanidade, cortesia, e democracia – ah, a palavra tão usada, mal usada, abusada.

    Os que a defendem são muitas vezes os mais intolerantes, arrogantes e ignorantes que não conhecem nem medem o peso das palavras (dizia meu pai, “o pior burro é o burro falante”): correto é só o que eu penso, bom é só o que eu faço, o resto é tudo bandido, fascista, maldoso, ignorante, explorador de pobres e desvalidos, pisa em cima da cultura, despreza a saúde etc, etc, etc. (Poderia ser uma linha inteira de etcs.)

    Basta refletir um pouco, abrir olhos e orelhas, ver que estamos numa situação-limite. Este pobre país nunca esteve tão por baixo, com tantos miseráveis, doentes não atendidos, podridão em vez de saneamento (sem falar na podridão moral), desrespeito, precariedade em vez de infraestrutura, cultura muito esquisita, e a maioria sem saber o que pensar. Ou começando a pensar, o que é bom. Pois andam acontecendo mudanças no país, e há quem comece a respirar: será mesmo, será?

    Então resolvi hoje falar dessa camiseta, desse elefantinho, dessa gentileza que deveria ser o habitual, e acho que não é. Na maioria das vezes, em família, amigos, trabalho, não acontece muito e, quando ocorre, até nos admiramos: olha só, que cara educado, bondoso, camarada. A gente se sente bem com ele, e não é artificial, nem imposto. O beijo de bom-dia em casa, alguma indagação sobre como foi a noite, ou a festa, ou como poderá ser a prova na escola, o novo amigo, ou o ombro que ontem doía tanto. Pequenas, miúdas coisas que fazem a vida, uma vida boa, uma vida humana como deveria ser: pausas para respirar, para se olhar, para escutar... para reencontrar com prazer.

    Claro que a vida não é esse mar de rosas e risos. Mas pode ser, muito mais vezes do que tem sido. Podemos tentar viver e conviver, e votar, e torcer, e trabalhar, estudar, viajar, comer, dormir, sem o incrível estresse da raiva, do xingamento, do insulto, e dos maus desejos e da desinformação fatal.

    Viva o elefantinho que nos propõe: neste vasto mundo em que você pode fazer tantas coisas, seja bondoso, seja gentil. Be kind.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/lya-luft/noticia/2018/10/seja-gentil-cjn6v2p4a04so01pi6ynu3w4v.html Acesso em 11 nov. 2018 

A vírgula foi empregada para separar aposto ou elemento explicativo em:
Alternativas
Q1278698 Português
Assinale  a  alternativa  que  apresenta  o  uso  correto  da  pontuação.
Alternativas
Q1278684 Português
Texto para a questão. 

    A  sociedade  tolera  cada  vez  menos  condutas  inadequadas  na  prestação  de  serviços.  Por  isso,  o  servidor  deve  buscar  conhecimento  para  seu  próprio  desenvolvimento,  contribuindo  de  forma  responsável  em  busca  de  atualização,  flexibilidade  para  mudar  hábitos  e  habilidade  para  lidar  com  usuários.  O  patrimônio  mais  importante para as organizações públicas é o relacionamento  com  o  cidadão‐usuário  e  a  credibilidade,  confiabilidade  e  transparência  junto  à  sociedade.  A  postura  ética  e  profissional é fator primordial na qualidade do atendimento,  seja ele presencial, por telefone ou virtual. 

Internet: <www;vitoria.es.gov>
Assinale a alternativa que apresenta a frase do texto reescrita corretamente quanto à pontuação.
Alternativas
Q1276060 Português
A cidade acordou mais cedo.

Primeiro foram os fogos. E ainda não eram seis da manhã. Depois os tiros. Em seguida, os voos de helicóptero. Assim amanheceu a Rocinha neste sábado. Por esse motivo, na favela e nos bairros que a contornam, como um abraço dos aflitos, não se pode dizer que seja sábado, dia de descanso.

Os helicópteros vêm e vão nesse sobrevoo que parece meio sem sentido. A cidade não pode descansar há muito. É sempre guerra em algum ponto. Leio nos jornais de hoje que a Urca também tem guerra de facções. Urca costumava ser deixada de lado nessa insana conquista de territórios, porque sempre foi bairro dos militares e alguns poucos privilegiados civis que conseguiram uma casa no belo e aconchegante bairro. Fui lá outro dia, comi uma caldeirada de frutos do mar, iguaria sem competidor, e olhei o Rio depois da água. É bela a vista de lá, como de resto, a cidade por natureza e destino continua linda. E cada vez mais à deriva, no seu próprio mar de baía.

Hoje, com a confusão na Rocinha, a Zona Sul acordou mais cedo. Ou não, diria Caetano, um dos seus ilustres moradores. A Zona Sul pode ter se acostumado depois de tantos anos de conflito na área conturbada, ou pode ter escolhido abafar o ruído da realidade atrás dos fones de ouvido.

O Rio é como um belo navio onde navegamos todos juntos, não importa qual seja a classe social. Ou nos salvamos juntos ou afundaremos. Há quem creia que a embarcação já aderna cansada de guerra. Nas mazelas do Brasil, coube a esta cidade intensa e bela viver em seu corpo a geografia das desigualdades. Somos todos vizinhos. Chapéu Mangueira entra em ebulição e o Leme fica trancado em casa, sem ter como sair e viver a vida naquela ponta bonita do mar de Copacabana. A Rocinha em disputa afeta um arco de bairros. Do lado de cá a Gávea, do lado de lá São Conrado. Outro dia, o Fallet-Fogueteiro acordou encrencado e fecharam-se as portas do bonito casario colonial de Santa Teresa que, ademais, há muito vive cercado.

Por sermos todos vizinhos, pelo menos o Rio não pode repetir o alienado e perverso enredo do Titanic de trancar os pobres e tentar salvar a primeira classe. A cidade é partida sim, mas é como uma grande casa de quartos contíguos. A fortuna separa, contudo a tragédia é compartilhada. Os fogos, tiros e voos desta manhã provam que não haverá futuro para o Rio que não seja comum. Pensamentos terminais e aflitos para um sábado que seria de descanso, se possível fosse.

https://g1.globo.com - Miriam Leitão - junho/18
“A cidade é partida sim, mas é como uma grande casa de quartos contíguos.” 5º parágrafo
A vírgula nessa frase foi necessária para:
Alternativas
Q1275797 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Confira a seguir os principais trechos da conversa com o filósofo, em que ele diz o que pensa sobre temas como propósito, obsessão pela carreira e equilíbrio entre lazer e trabalho:

EXAME.com – O excesso de trabalho está roubando cada vez mais tempo do lazer e da convivência familiar. Num mercado tão competitivo, ainda é possível ter uma carreira de sucesso sem sacrificar a felicidade em outros âmbitos da vida?

Mário Sérgio Cortella – É evidente que você precisa se dedicar à carreira, mas não pode deixar que apenas um aspecto da vida obscureça todos os demais. É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência. E esse equilíbrio é igual ao necessário para andar de bicicleta: você precisa estar sempre em movimento para não cair. Equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles. Você pode ter uma alimentação equilibrada mas, de vez em quando, mergulhar com alegria numa garrafa de vinho, num churrasco. Mas não vai fazer isso todo dia, toda hora. Da mesma forma, quando as pessoas fazem cursinho pré-vestibular, elas não têm fim de semana, não têm balada, não têm nada. Mas ninguém vai passar o resto da vida fazendo cursinho, senão enlouquece. Uma pessoa que passa o tempo todo obcecada pela carreira está adoentada. É preciso cautela, porque isso vai torná-la infeliz. Há momentos na vida em que você vai se dedicar mais aos filhos do que à sua carreira. Em outros, você precisará trabalhar por 12, 13 horas por dia e ficará menos tempo com a família. O importante é não se perder nos extremos, mas saber transitar entre eles.

EXAME.com – Não vivemos numa cultura que incentiva os extremos?

Mário Sérgio Cortella – Sem dúvida. Existe a ideia de que sucesso significa trabalho contínuo, que você deve esquecer os outros aspectos da vida. Nossa cultura incentiva isso, suga as pessoas, vai exaurindo suas forças, transformando cansaço em estresse. O cansaço resulta de um esforço intenso.
O estresse é quando você já não tem compreensão do que está fazendo. No entanto, o que é imposto pela cultura não é obrigatório. É preciso andar na contramão dessa ideia e tentar buscar o equilíbrio entre as diversas faces da vida. Não é fácil, mas também não é impossível.

(Texto adaptado. GASPARINI, Claudia. Cortella diz qual é o segredo para acordar feliz na 2ª feira. EXAME. 13/3/2018. Disponível em: https://exame.abril.com.br/carreira/cortella-diz-qual-e-o-segredopara-acordar-feliz-na-2a-feira/)
“Da mesma forma, quando as pessoas fazem cursinho pré-vestibular, elas não têm fim de semana, não têm balada, não têm nada.”
A respeito do trecho acima, analise as assertivas:
I. O verbo “ter” recebe acento porque seu sujeito é “as pessoas”. II. A vírgula após “semana” e “balada”, separam orações coordenadas assindéticas. III. “Da mesma forma” estabelece uma noção de conformidade com o que foi dito anteriormente no texto.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1275563 Português

Pouco ou nada a fazer


      A palavra “empatia” têm história recente. Surgiu há pouco mais de um século, mas foi somente depois de 1940 que passou a ter conotação parecida com “simpatia” ou “compaixão”. O conceito, segundo Steven Pinker, no livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza, assim se resume: “A benevolência para com os outros depende _____ fazermos de conta que somos eles, sentindo o que sentem, pondo-nos no lugar deles, assumindo seu ponto _____ vista ou enxergando o mundo com os seus olhos”. Pela segunda vez, com um intervalo de apenas um ano, imagens de crianças sírias desfalecidas espumando pela boca assustaram o mundo – e, naturalmente, levaram a compaixão, simpatia e empatia _____ o drama escancarado.

      Mais de setenta pessoas morreram e outras 500 apresentaram sintomas de intoxicação após um ataque químico na cidade de Douma, próximo a Damasco. A indignação se dirigiu contra o ditador sírio Bashar Assad, cujas forças cercavam o local. O presidente americano Donald Trump, que está reinventando o conceito de diplomacia em tempo real, tuitou ameaçando retaliar. Mas nem mesmo o homem mais poderoso do mundo pôde evitar uma repetição da tragédia. “Nós só podemos olhar as cenas e lamentar, porque não há muito que se possa fazer para influenciar a situação”, diz o cientista político Peter Feaver, que foi assessor de segurança estratégica da Casa Branca entre 2005 e 2007. No ano passado, fotos de menores agonizando na cidade de Khan Sheikoun levaram Trump a disparar 59 mísseis Tomahawk contra as pistas de onde os aviões sírios partiram para realizar o ataque químico. Mas a estrutura foi reconstruída, e Assad continuou recorrendo a esse tipo de arsenal.

https://veja.abril.com.br/... - adaptado

Considerando-se o uso das vírgulas, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Em “Ele estudou muito, porém não, passou na prova.”, a vírgula está gramaticalmente correta.

( ) Em “A questão, André, é que agora é tarde demais.”, as vírgulas estão isolando o vocativo.

Alternativas
Q1275520 Português
Assinalar a alternativa em que a(s) vírgula(s) está(ão) isolando o vocativo:
Alternativas
Q1275295 Português
Marque a alternativa que traz a pontuação que pode ser CORRETAMENTE empregada nas lacunas do período "Hoje_ depois de comprar os materiais de escritório _ um grampeador_ duas resmas de papel e algumas canetas _ fui ao banco_ pois precisava transferir dinheiro para um de nossos prestadores de serviços_":
Alternativas
Q1275290 Português
Despedida
Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval – uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito – depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado – sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras – com flores e cantos. O inverno – te lembras – nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Extraído de: BRAGA, Rubem. A Traição das Elegantes. Editora Sabiá: Rio de Janeiro, 1967, p. 83. 
No período ―E no meio dessa confusão, alguém partiu sem se despedir; foi triste.‖, o autor utilizou o ponto-e-vírgula. ESPECIFICAMENTE no caso do exemplo citado, sua função é a de:
Alternativas
Q1275229 Português

Leia as afirmativas, marque (V) verdadeiro ou (F) falso quanto à pontuação e assinale a alternativa correta:


( ) A vírgula pode separar orações coordenadas sem conjunção (assindéticas) e orações coordenadas iniciadas por conjunção (sindéticas).

( ) O ponto e vírgula pode separar uma oração coordenada que estabeleça relação de conclusão com a anterior, uma enumeração de orações coordenadas longas, ou com sujeitos diferentes.

( ) Os dois-pontos podem separar uma oração coordenada assindética que estabeleça relação de explicação com a oração anterior.

( ) As aspas são empregadas para destacar neologismos, termos estrangeiros, gírias etc.

( ) O travessão é empregado para separar orações intercaladas no texto.

Alternativas
Q1271841 Português

Escutar música clássica tem algum benefício real?

Clemency Burton-Hill *Para a BBC Culture

14 julho 2018



Somos uma espécie que produz música - sempre fomos, sempre seremos. Também somos uma espécie de intercâmbio musical: muito antes de adolescentes apaixonados trocarem suas playlists, ou o serviço de streaming nos permitir compartilhar nossas faixas favoritas, já nos comunicávamos e nos conectávamos através da música.

Evoluímos como humanos ao nos reunir ao redor da fogueira depois de um longo dia de caça e coleta para cantar canções e contar histórias com músicas. Era isso que nossos ancestrais faziam; é assim que eles davam sentido ao mundo; foi assim que eles aprenderam a ser.

Esse é um impulso ainda fundamental sobre quem somos. Hoje, no entanto, nossas vidas modernas estão desintegradas e exauridas em um grau sem precedentes. Quem tem o luxo de encontrar tempo todo dia para prestar total atenção a uma determinada música? E, por outro lado, talvez nunca tenhamos precisado tanto do espaço emocional que a música - especialmente a clássica - nos oferece.

Pesquisas científicas vêm mostrando que atos de autocuidado trazem benefícios indescritíveis à nossa saúde mental e nosso bem-estar, mas pessoalmente nunca consegui manter, por exemplo, uma meditação ou ioga regularmente.

Nunca vou à academia, não importa o quão nobres sejam minhas intenções. Eu funciono essencialmente à base de café e açúcar. Sempre deixo a declaração do meu imposto de renda para o final do prazo. Todo ano defino metas que não consigo cumprir - e com isso fico ainda mais estressada. Tenho certeza de que não estou sozinha (pelo menos é o que espero).

Mas na realidade até eu tenho a disciplina para, em alguns minutos por dia, pôr meus fones de ouvido, escutar uma única peça musical e me transformar. Embora tenha tocado o violino desde a infância e trabalhado escrevendo e apresentando programas de música clássica, só entendi o efeito milagroso do contato diário com essa música depois de dois anos particularmente difíceis.

Dores pessoais, malabarismos entre as incompatíveis demandas de uma carreira freelancer implacável e uma criança enérgica; um permanente sentimento de estar à beira do esgotamento enquanto dizia ao mundo “está tudo bem!” - nem é preciso dizer que estava num estado pouco saudável. No entanto, nenhuma das soluções que experimentei teve efeito. Exceto a música.

Quando tornei meu hábito musical um ritual diário, comecei a me sentir menos ansiosa quase que imediatamente. Fiz uma curadoria mensal com uma peça clássica por dia. Entrar no metrô e apertar o play em vez de automaticamente ser sugada pelas redes sociais parecia me estabilizar espiritualmente. Eu comecei a esperar ansiosamente por isso. E me ocorreu que, se eu posso me beneficiar de uma forma tão significativa com esse pequeno mas poderoso hábito de “manutenção da alma”, então outros também poderiam.

Acredito que os maiores trabalhos musicais são motores de empatia; eles nos permitem viajar sem nos deslocar: para outras vidas, idades, almas. Eles também são robustos: encaixam-se na nossa vida multitarefa, nossa vida real. Então não questione se você tem as “credenciais” certas para se tornar um aficionado por música clássica ou se está ouvindo “de forma correta”. Confie em mim, o único critério é ter orelhas.

Você pode ouvir a playlist enquanto se desloca; levá-la para uma caminhada; colocá-la ao fundo quando prepara o café da manhã de seus filhos ou os leva à escola; faça dela sua trilha sonora para preparar o jantar, beber ou relaxar, para quando lavar ou passar a roupa, quando ler seus emails; tudo o que você precisa fazer é apertar o play. Acredito que há poucos momentos da vida que a música não consiga complementar. Isso é música para se viver - para viver sua melhor vida.


(Trecho adaptado. Disponível em: https://www.bbc. com/portuguese/vert-cul-44283069)



Clemency Burton-Hill, apresentadora da BBC Radio 3, é autora do livro ‘Year of Wonder - Classical Music for Everyday’ (Ano de Fascinação - Música Clássica para Todos os Dias, em tradução livre), em que apresenta compositores e suas obras, desde a era medieval até os dias atuais, com sugestões de músicas a serem escutadas a cada dia do ano.

Acredito que os maiores trabalhos musicais são motores de empatia; eles nos permitem viajar sem nos deslocar: para outras vidas, idades, almas. Eles também são robustos: encaixam-se na nossa vida multitarefa, nossa vida real. Então não questione se você tem as “credenciais” certas para se tornar um aficionado por música clássica ou se está ouvindo “de forma correta”. Confie em mim, o único critério é ter orelhas.


Assinale a alternativa CORRETA quanto aos sinais de pontuação do trecho destacado.

Alternativas
Q1269906 Português

Adaptado de VERISSIMO, E. Incidente em Antares. 49.ed.

São Paulo: Globo, 1997.  

Considere as seguintes afirmações.


I - Poderíamos inserir uma vírgula antes de e (l. 03) sem incorrer em erro de pontuação.

II - Poderíamos retirar a vírgula antes de e (l. 05) sem incorrer em erro de pontuação.

III - Poderíamos inserir uma vírgula antes de e (l. 26) sem incorrer em erro de pontuação.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1260206 Português

Leia o texto.

Fome e subdesenvolvimento

A fome é, de longe, o sintoma mais grave e mais geral do subdesenvolvimento. Resulta de todo um conjunto de causas e provoca toda uma gama de consequências. Sendo a alimentação a necessidade primeira do homem e a busca da alimentação tendo sido, durante milênios, uma preocupação quase obsessiva, a fome é, entre as características do subdesenvolvimento, aquela que mais profundamente choca a opinião dos países ricos. É a manifestação mais flagrante da miséria, a expressão das privações que não é possível eludir: admite-se que os homens fiquem nus (é, diz-se, “a tradição”), que se alojem em cabanas (à primeira vista é “pitoresco”), que sejam doentios (não existe a doença nos países desenvolvidos?), que não tenham trabalho (“certamente não gostam de se cansar”), etc., mas não é possível admitir a fome. Sua denúncia é, de fato, o único meio de levar a opinião pública dos países desenvolvidos a tomar consciência dos problemas do subdesenvolvimento. (…)

Yves Lacoste. Geografia do subdesenvolvimento.

Avalie as afirmativas feitas de acordo com o texto.
1. A denúncia da fome é a única maneira de o mundo prestar atenção ao problema do subdesenvolvimento. 2. O uso de aspas em: “a tradição”, “é pitoresco” e “não gostam de se cansar” infere uma ironia que busca retratar uma forma de suavizar a realidade retratada. 3. A expressão “que não se pode eludir” pode ser corretamente substituída por “que não se pode esquivar ardilosamente”. 4. A fome é apenas uma das características do subdesenvolvimento. 5. A frase: “É a manifestação mais flagrante da miséria” pode ser substituída por: “É a manifestação mais recôndita da miséria”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1260205 Português

Leia o texto.

Fome e subdesenvolvimento

A fome é, de longe, o sintoma mais grave e mais geral do subdesenvolvimento. Resulta de todo um conjunto de causas e provoca toda uma gama de consequências. Sendo a alimentação a necessidade primeira do homem e a busca da alimentação tendo sido, durante milênios, uma preocupação quase obsessiva, a fome é, entre as características do subdesenvolvimento, aquela que mais profundamente choca a opinião dos países ricos. É a manifestação mais flagrante da miséria, a expressão das privações que não é possível eludir: admite-se que os homens fiquem nus (é, diz-se, “a tradição”), que se alojem em cabanas (à primeira vista é “pitoresco”), que sejam doentios (não existe a doença nos países desenvolvidos?), que não tenham trabalho (“certamente não gostam de se cansar”), etc., mas não é possível admitir a fome. Sua denúncia é, de fato, o único meio de levar a opinião pública dos países desenvolvidos a tomar consciência dos problemas do subdesenvolvimento. (…)

Yves Lacoste. Geografia do subdesenvolvimento.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1255663 Português

Texto 1

Terra, planeta único

                                      Marcelo Gleiser


      (1) Hoje, escrevo sobre nossa casa cósmica. Vivendo em cidades, na correria do dia a dia, a gente pouco se dá conta do que ocorre ao nível planetário, ou de como nosso planeta é especial. Mas a Terra é única, e devemos nossa existência a ela.

      (2) Primeiro, temos uma cumplicidade com o Sol, nossa estrela-mãe. A energia que vem de lá, e que vem chegando aqui por quase cinco bilhões de anos, é fundamental para a vida. A Terra fica no que chamamos de zona de habitabilidade, a faixa de distância duma estrela onde a água, se houver, tem chance de ser líquida. A premissa, aqui, é que, sem água, a vida é impossível. Mas vemos Vênus e Marte, nossos planetas vizinhos também na zona de habitabilidade do Sol, e a história lá é bem diferente. Como no futebol, estar bem posicionado não é suficiente para marcar um gol. O que, num jogador, chamamos de talento, num planeta chamamos de propriedades adequadas.

      (3) Vênus é um verdadeiro inferno, tão quente que as rochas, lá, são incandescentes. Além do mais, sua atmosfera ultradensa é rica em muitos compostos de enxofre, incluindo o que dá o fedor dos ovos podres. Marte, o oposto, é um deserto gelado, com cânions de rios e outras estruturas geológicas que mostram que seu passado foi diferente. Acreditamos que, na sua infância, o Planeta Vermelho tinha água em abundância e até, quem sabe, algum tipo de vida rudimentar. Mas sua atmosfera foi desaparecendo aos poucos, vítima da gravidade mais fraca e dos ventos solares, radiação que sai do Sol e se espalha pelo Sistema Solar.

      (4) A Terra tem uma idade aproximada de 4,53 bilhões de anos. Nos primeiros 600 milhões de anos, a situação foi bem dramática, com bombardeios constantes vindos dos céus, asteroides e cometas que "sobraram" durante a formação dos planetas e suas luas. Esses visitantes trouxeram uma gama de compostos químicos e muita água, ingredientes da sopa que, em torno de 3,5 bilhões de anos atrás ou mesmo antes disso, daria origem às primeiras formas vivas.

      (5) Essas criaturas, muito simples, eram seres unicelulares do tipo procariotas. Vemos fósseis deles em algumas rochas bem antigas, como as descobertas na costa oeste da Austrália, na Baía do Tubarão. Durante um bilhão de anos, pouco aconteceu. Mas a Terra foi se resfriando, os oceanos já bem formados, e regiões com terra firme foram cobrindo pequenas partes da superfície.

      (6) Foi então que, em torno de 2,4 bilhões de anos atrás, esses seres unicelulares passaram por uma mutação fundamental: descobriram a fotossíntese, a capacidade de transformar a energia solar em energia metabólica, consumindo gás carbônico e produzindo oxigênio. Aos poucos, essas criaturas foram mudando a composição da atmosfera, que foi ficando cada vez mais rica em oxigênio.

      (7) Devemos, em grande parte, nossa existência a essas bactérias e a essa mutação. Mas formas de vida só podem se transformar quando o planeta em que existem oferece condições para tal. Apesar das grandes transformações no decorrer de sua existência, a Terra permaneceu relativamente estável nos últimos dois bilhões de anos, permitindo que as formas de vida primitivas pudessem passar por suas mutações.

      (8) Os cataclismos que ocorreram – enormes erupções vulcânicas, emissão de metano, bombardeios de asteroides e cometas – mudaram as condições planetárias e, portanto, renegociaram as formas de vida que podiam existir aqui. Mas nunca a ponto de eliminar a vida por completo. (Se bem que a grande extinção do Permiano-Triássico chegou perto, eliminando cerca de 95% das formas de vida na Terra.)

      (9) Comparada aos outros mundos que conhecemos, a Terra se distingue por ser um oásis para a vida. Sua atmosfera protege a superfície dos raios ultravioleta letais que vêm do Sol. O campo magnético – resultado da circulação de ferro e níquel líquidos no centro do planeta – funciona também como um escudo contra radiação nociva que vem do espaço, principalmente partículas oriundas do Sol. (...)

      (10) Portanto, viva a Terra! Não estamos aqui por acaso. Somos produto disso tudo, das inúmeras mutações que transformaram bactérias em pessoas, dos acidentes cataclísmicos que redefiniram as condições planetárias, das inúmeras mudanças que ocorreram no decorrer de bilhões de anos de história.

      (11) Saber disso não nos diminui; pelo contrário, nos remete ao topo dessa cadeia de vida, nós que somos as criaturas capazes de reconstruir nosso passado com tanto detalhe e, ao mesmo tempo, nos questionar sobre o futuro. Por outro lado, devemos lembrar que estar no topo não significa desprezar o que está por baixo. Do poder vem a responsabilidade, no caso, de guardar a vida e o planeta, entendendo que somos parte dessa dinâmica planetária, na verdade, completamente dependentes dela. Somos poderosos no nosso conhecimento, mas frágeis quando comparamos forças com a natureza. Tratar a Terra e suas formas de vida com humildade e respeito é a única opção que temos, se queremos continuar por aqui, por outros tantos milhares de anos.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2017/11/1932441-terra-planeta-unico.shtml?loggedpaywall. Acesso em: 11 maio 2018. Adaptado

Acerca do emprego dos sinais de pontuação no Texto 1, analise as afirmativas a seguir.


1. Em: “Mas vemos Vênus e Marte, nossos planetas vizinhos também na zona de habitabilidade do Sol, e a história lá é bem diferente.” (2º parágrafo), as vírgulas separam um segmento explicativo.

2. Em: “Os cataclismos que ocorreram – enormes erupções vulcânicas, emissão de metano, bombardeios de asteroides e cometas – mudaram as condições planetárias” (8º parágrafo), o emprego do duplo travessão pretende, também, dar maior destaque ao trecho separado.

3. O autor emprega parênteses para introduzir um comentário em: “Mas nunca a ponto de eliminar a vida por completo. (Se bem que a grande extinção do Permiano-Triássico chegou perto, eliminando cerca de 95% das formas de vida na Terra.)” (8º parágrafo)

4. Em: “Saber disso não nos diminui; pelo contrário, nos remete ao topo dessa cadeia de vida (...)” (último parágrafo), a substituição do ponto-e-vírgula por vírgula seria inadequada e comprometeria os sentidos pretendidos pelo autor para esse trecho.


Estão CORRETAS:

Alternativas
Q1255344 Português

Ética no esporte: uma poderosa ferramenta de formação de caráter


Talvez você já tenha ouvido a expressão “o esporte forma caráter”. Porém, já parou para se perguntar de onde ela vem? Por que alguém ligaria o esporte ao caráter, [.....] moral, [....] uma postura ética, em primeira instância? Para chegar [....] esse entendimento, o ideal é começar definindo [....] razões para [...] ética e para o esporte. A ética tem como sentido a condução da vida e tem seu propósito maior na conquista da felicidade. Já o esporte tem seu sentido na saúde e bem-estar e tem seu propósito na formação do sujeito ético.


O esportista busca a felicidade através da vitória, acima de tudo. Porém, ele ainda é uma pessoa que tem seu meio de vida dentro de regras de conduta, com trabalho em equipe, respeito aos adversários e à torcida, ou seja, um comportamento que o leva à vitória de forma justa e coerente com as regras que escolheu seguir. Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar a busca pela felicidade intrínseca ao indivíduo. Olhando dessa forma, ética e esporte são extremamente ligados. O esporte é realmente um potente construtor do caminho ético.


De acordo com os primeiros filósofos gregos, o ser humano nasce vicioso, com uma conduta baseada no erro, e os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar e corrigir esses erros de conduta. Temos no esporte um meio prático, coerente e potencializador desse aprendizado. Para Joseph Campbell, a jornada de vida de todo ser humano repete alguns passos que são iguais, em vários pontos, para todo mundo, e eles sempre estão ligados ao enfrentamento e superação de um obstáculo, que quase sempre é interno e tem a ver com um vício moral. Para os gregos, esse exemplo universal era bem definido e representado na Odisseia e nos Doze Trabalhos de Hércules – histórias famosas, nas quais os heróis, Odisseu em uma e Hércules em outra, passam por provações até superar seus vícios e só assim se qualificarem para alcançar a felicidade.


O peso do dilema ético é uma dificuldade para o esportista. Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados. Atualmente a própria sociedade tem buscado uma proximidade maior com a conduta nobre dentro do esporte, e cada vez mais cobra dos esportistas que sigam esse modelo positivo. Uma questão relevante que se coloca é: Como usar o esporte, essa potente ferramenta, para desenvolver a conduta ética das novas gerações? Queremos gerações mais éticas ou a competição pelo resultado independentemente do meio usado?



SABINO, S.; ARMELIN, R.



Disponível em :<http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/especial/12331-etica-no-esporte-uma-poderosa-ferramenta-deformacao-de-carater>

Acesso: 04/julho de 2018. [Adaptado]

Analise as afirmativas abaixo, considerando-as em relação ao texto.
1. O texto apresenta as formas verbais predominantemente no tempo presente. 2. No terceiro parágrafo, os segmentos “De acordo com os primeiros filósofos gregos”, “Para Joseph Campbell” e “Para os gregos” são separados por vírgula, em seus respectivos períodos, pela mesma razão. 3. O uso ou não do acento gráfico nas formas verbais sublinhadas é opcional em cada uma delas: “A ética tem como sentido a condução da vida” (1° parágrafo) e “os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar” (3° parágrafo). 4. Em “Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados.” (4° parágrafo), há uma relação semântica de comparação e outra de explicação. 5. Em “Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar” (2°parágrafo), o pronome relativo precedido de preposição pode ser substituído por cujo, sem desvio da norma culta da língua.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1253673 Português
TEXTO I
Redes sociais: riscos e potenciais para a eleição
Para pesquisadores, o Facebook e o WhatsApp devem ter mais ênfase neste pleito, mas é preciso usá-los bem.

      Embora estudiosos das relações entre comunicação e política sejam cautelosos ao projetar o espaço que redes sociais podem ocupar na campanha deste ano, pesquisa do Ideia Big Data, divulgada em maio, aponta que as redes sociais devem influenciar na definição de voto de 43,4% dos eleitores, contra 56,6% que disseram que mídias digitais não terão influência na tomada de decisão. Dentre tantas plataformas, o Facebook e o WhatsApp são apontados por pesquisadores como aquelas que devem ter uso intensificado na campanha de 2018, mas, ao mesmo tempo em que elas podem ser ferramentas úteis para a definição do voto do eleitor, também são terreno fértil para a propagação de Fake News e propaganda negativa na eleição.
    O estudo do Ideia Big Data revela que 59,5% dos entrevistados pretendem acompanhar as publicações dos seus candidatos pelas redes sociais. A plataforma preferida para isso, de acordo com o levantamento, é o Facebook (58,5%), seguida do YouTube (13,2%), do Instagram (11,5%), Twitter (8,9%), WhatsApp (4,8%) e LinkedIn (3,2%). A pesquisa, encomendada pela consultoria Bites, entrevistou 1.482 pessoas no País. A margem de erro, segundo o instituto, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
        Os dados sinalizam que, como estratégias de campanha, plataformas como o Facebook, o Twitter e o Instagram, além de instrumentos de comunicação como o WhatsApp, podem ganhar mais espaços na disputa de postulantes pelos cargos eletivos que estarão em jogo em outubro próximo, mas pesquisadores defendem, também, que é fundamental que o eleitorado aprenda a fazer um bom uso das redes sociais para que elas possam ser relevantes no processo eleitoral.
         Na avaliação de Jamil Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que desenvolve pesquisas na área de comunicação e política, há dois elementos que apontam para que as redes sociais, às quais ele se refere como redes de comunicação digital, passem a ter espaço cada vez mais relevante nas campanhas e também no comportamento do eleitorado para a definição do voto.
Sociabilidade
      Em um universo de tantas redes sociais, porém, algumas, nas projeções dos pesquisadores, podem ter mais ênfase na campanha de 2018. Jamil Marques acredita que as duas plataformas que mais vão se destacar na disputa eleitoral deste ano são o Facebook, que já teve posição de destaque em pleitos anteriores, e o WhatsApp – embora defina este como um instrumento de comunicação –, que tem, segundo ele, ganhado projeção maior na esfera eleitoral.
    “Essas ferramentas passam a ocupar uma centralidade nas nossas vidas e os candidatos não podem abrir mão de estar lá. Alguns anos atrás, coisa de duas décadas, a gente tinha grandes atores que participavam da comunicação política: os marqueteiros, o jornalismo, os institutos de opinião pública, o Poder Judiciário. Hoje, a gente tem um outro ‘player’, que é justamente o controle das redes sociais”.
     Wilson Gomes, da UFBA, também considera que o WhatsApp deve estar mais em evidência na campanha, pela característica de que o compartilhamento de mensagens instantâneas na plataforma não é “rastreável” como em outras redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, nas quais publicações podem ser salvas e ficam disponíveis por mais tempo. Este elemento, aliás, está na centralidade das discussões sobre a propagação de Fake News durante o pleito deste ano.
Alcance
    “O WhatsApp, que é uma rede de publicação de mensagens instantâneas, permite as pessoas utilizarem para tudo, para o bem e para o mal. Estamos reclamando do WhatsApp porque o ambiente político está muito envenenado, polarizado. Se as pessoas estão odiando, elas vão odiar no Twitter, no Facebook, no bar, na reunião...”, opina. Conforme Gomes, as redes sociais, contudo, potencializam a escala do alcance e a velocidade de distribuição de informações. (...) 
     Neste cenário, o professor Jamil Marques afirma que, para o eleitorado, o principal desafio já colocado é aprender a utilizar as redes sociais, de modo que possa se apropriar dos benefícios proporcionados por elas, mas também desviar de problemas que causam ou intensificam. “É muito importante que o eleitor aprenda a característica de uma Fake news e, a partir disso, possa começar a distinguir em qual material e em qual tipo de fonte ele pode confiar ou não”, defende.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/politica/redes-sociais-riscos-e-potenciais-para-a-eleicao-1.1963022. Acesso em 30/06/18. 

A vírgula destacada emAlguns anos atrás, coisa de duas décadas, a gente tinha grandes atores que participavam da comunicação política:” foi empregada para:
Alternativas
Q1252679 Português
Leia o texto abaixo e atente para a pontuação.


“Às vezes penso nas bactérias benignas que moram em mim e me ajudam a viver. São mais bactérias dentro da gente do que estrelas na Via-Láctea. Trilhões. Mesmo que quiséssemos estar solitários, já somos habitados por constelações. Pensam em como elas se movimentam, como elas lutam pelo bem-estar do meu organismo, anônimas. Queria trocar ideia, agradecer. E penso que, mesmo sozinha, sou uma multidão. Eu e elas. Mas o que estamos fazendo com a força da multidão no mundo? Por que estamos demorando tanto tempo para entender o seu poder desmedido de transformação? Falta o que para a gente se elevar ao simples? Ao criativo, inteligente, colaborativo, flexível, livre, intuitivo, estudioso, afetivo, enfim, ao bem-estar do organismo do mundo?”

Avalie a justificativa para o emprego do sinal de pontuação.

I. A vírgula depois de “solitários” foi empregada para separar oração adverbial anteposta à principal.
II. A vírgula depois de “movimentam” se justifica, pois separa termos coordenados.
III. As vírgulas na expressão “mesmo sozinha” intercalam um aposto explicativo.
IV. As vírgulas no advérbio “enfim” intercalam expressão de retificação.


Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q1249781 Português
Assinale a opção que apresenta o uso correto da pontuação.
Alternativas
Respostas
7401: B
7402: C
7403: A
7404: E
7405: D
7406: B
7407: B
7408: D
7409: A
7410: D
7411: D
7412: D
7413: C
7414: E
7415: A
7416: B
7417: D
7418: B
7419: A
7420: C