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Q3369703 Português

Tenho saudade da época em que devolver o troco

errado era normal



Na minha infância, nos finais de semana, íamos à casa de nossos avós para uma visita. Enquanto o papai ouvia as histórias do vovô e a mamãe ajudava a vovó a passar o café, meu irmão e eu nos deliciávamos com o bolo de fubá. Mas a nossa maior expectativa era o que vinha depois do lanche: as moedinhas que o vovô nos dava para comprar doces no mercadinho da esquina.


Uma vez, voltei radiante após uma compra em que as moedas, misteriosamente, se multiplicaram: as balas não cabiam na minha mão. Mas meu avô, muito sério, me levou de volta ao bar para saber o que tinha acontecido.


Trinta anos depois, estava eu, havia 20 minutos, procurando por uma vaga em um estacionamento lotado. Então parei meu carro num local distante e fui caminhando até a entrada do shopping. Vi uma moça manobrar seu carro em uma vaga reservada para idosos. Ela estava junto com uma criança, e fiquei pensando no futuro adulto que aquela mãe está criando (talvez alguém que não dará valor para o que é certo e o que é errado).


A moça passou por mim, em seu mundinho pequeno, enquanto um enorme desânimo me abateu. Se eu tivesse parado em uma das vagas reservadas para idosos (muitas estavam vazias), provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho. Senti raiva. Também me senti uma tola. Por fim, senti vergonha e senti falta do meu avô.


[...]


BEDONE, Rebeca. Revista bula. Disponível em: <https://goo.

gl/3gy8q8>. Acesso em: 19 out. 2017 (Fragmento adaptado).


Releia o trecho a seguir.
“[...] provavelmente já teria pago a minha conta e teria tido tempo de almoçar antes de voltar para o trabalho.”
O uso do futuro do pretérito nesse trecho confere ao texto uma ideia de:
Alternativas
Q2850740 Português

Leia atentamente o texto para responder às próximas quatro questões.


Cotidiano. (Chico Buarque)

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

O tempo verbal informa, de maneira geral, se o que expressa o verbo ocorre no momento em que se fala, numa época anterior, ou numa ocasião que ainda esteja por vir. A maioria dos verbos do poema está conjugada no:

Alternativas
Q2815280 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Na seguinte frase, ocorre verbo: vamos comer.

II. A grafia do adjetivo seguinte está correta: bóvinu.

III. A grafia dos vocábulos seguintes está correta: aímda, ajúda, alianssa.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2790363 Português

UM PADRÃO IDEAL DA LÍNGUA


(1º§) Existem, na língua, padrões reais e padrões ideais de linguagem.

(2º§) Padrão ideal é o que se espera que o falante diga numa situação de formalidade.

(3º§) Padrão real é o que o falante diz em situações informais ou em situações em que o falante recusa ou ignora a formalidade. O que se ensina na escola, nas aulas de português, são padrões ideais [...].

(4º§) Quando alguém, com exagero, afirma que determinado orador “assassina” o português, o que ele está dizendo é que esse orador não aprendeu ou não respeita os padrões ideais de um registro adequado à situação de formalidade em que o discurso se realiza.

(5º§) Embora uma pessoa entre na escola respirando, ouvindo ou enxergando, não é exagero dizer que ela ainda não sabe respirar, ouvir ou enxergar adequadamente em certas situações. O mesmo ocorre com a língua.

(6º§) Entra-se na escola falando-se o português. Mas é aprendendo a falar a própria língua que um falante consegue mudar os registros linguísticos de acordo com a situação da fala.

(7º§) A língua não tem apenas uma função social. [...]


(Por: Dr. José Augusto Carvalho. Doutor em Letras. Língua Portuguesa, ano 8, dez. 2012.)

Sobre o trecho: “Mas é aprendendo a1 falar a2 própria língua que3 um falante consegue mudar os registros linguísticos de acordo com a situação da fala”. - Marque a alternativa com afirmação incorreta.

Alternativas
Q2779282 Português

Encontramos correspondência correta entre as formas verbais na frase:

Alternativas
Q2779277 Português

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.

Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.

A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.

A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.

Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente

(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema. São Paulo, Editora Unifesp, 2018)

A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, [...] se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo ... (3o parágrafo)


Caso se atribua sentido hipotético à frase acima, os verbos, mantida sua correlação, deverão assumir a seguinte forma:

Alternativas
Q2779276 Português

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.

Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.

A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.

A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.

Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente

(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema. São Paulo, Editora Unifesp, 2018)

A flexão do verbo em destaque deve-se ao elemento sublinhado em:

Alternativas
Q2778228 Português

Leia o texto para responder às questões 1 a 6


O ato de estudar


Tinha chovido muito toda noite. Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Em certos lugares, a terra, de tão molhada, tinha virado lama. Às vezes, os pés apenas escorregavam nela. Às vezes, mais do que escorregar, os pés se atolavam na lama até acima dos tornozelos. Era difícil andar. Pedro e Antônio estavam transportando numa caminhoneta cestos cheios de cacau para o sitio onde deveriam secar. Em certa altura, perceberam que a caminhoneta não atravessaria o atoleiro que tinha pela frente. Passaram. Desceram da caminhoneta. Olharam o atoleiro, que era um problema para eles. Atravessaram os dois metros de lama, defendidos por suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal. Pensaram. Discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da caminhoneta passassem sem atolar. Pedro e Antônio estudaram. Procuraram resolver e, em seguida, encontraram uma resposta precisa.

Não se estuda apenas na escola.

Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam.

Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema.

Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Não importa que o estudo seja feito no momento e no lugar do nosso trabalho, como no caso de Pedro e Antônio, que acabamos de ver. Não importa que o estudo seja feito noutro local e noutro momento, como o estudo que fazemos no Círculo de Cultura. Em qualquer caso, o estudo exige sempre esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos que observamos. Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade; se desistimos da leitura quando encontramos a primeira dificuldade. Que seria da produção de cacau naquela roça se Pedro e Antônio tivessem desistido de prosseguir o trabalho por causa do lamaçal?

Se um texto às vezes é difícil, insiste em compreendê-lo. Trabalha sobre ele como Antônio e Pedro trabalharam em relação ao problema do lamaçal. Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil porque estudar é criar e recriar e não repetir o que os outros dizem. Estudar é um dever revolucionário!


Paulo Freire. A importância do ato de ler

Havia enormes poças de água molhada nas partes baixas do terreno. Sobre o verbo haver, marque a opção CORRETA.

Alternativas
Q2768956 Português

Pesquisa estima efeitos econômicos "terríveis" da alta do nível do mar


A alta do nível do mar é um dos efeitos mais preocupantes das mudanças climáticas , mas a maioria dos estudos costumam focar nos efeitos diretos desse fenômeno, como o aumento de enchentes, a salinização dos solos e o deslocamento de populações .


Em uma nova pesquisa, cientistas resolveram estimar as consequências econômicas globais do aumento do nível do mar associado à tendência de aquecimento do Planeta , que esquenta e expande a água marinha, além de causar derretimento de calotas polares . Os resultados se revelaram "terríveis", segundo eles .


Publicado na revista Environmental Research Letters, o estudo liderado pelo Centro Oceanográfico Nacional do Reino Unido (NOC) descobriu que a elevação do nível do mar poderia custar US$ 14 trilhões por ano em todo o mundo , se a meta de manter temperaturas globais abaixo de 2ºC acima dos níveis pré- industriais até o final do século não for atingida.


Os pesquisadores também descobriram que os países emergentes , como a China e lndia, veriam o maior aumento nos custos de inundação, ao passo que os países de renda mais alta sofreriam menos , graças aos altos níveis existentes de infraestrutura de proteção.


Na ponta do lápis , sem medidas de adaptação, os custos globais de inundações aumentarão para US$ 14 trilhões por ano considerando uma elevação média do nível do mar de 0,86m, e até US$ 27 trilhões por ano para uma alta de 1,8 metros, o que representaria 2 ,8% do PIB global em 2100 .


Essas projeções revelam um futuro sombrio para muitas cidades costeiras e nações insulares no mundo e coloca centenas de milhares de pessoas em situação de risco , uma sentença severa que já ameaça a exi stência de micronações , como as Maldivas, o país mais baixo e plano da Terra , e Kiribati.

Adaptado) Vanessa Barbosa - Tex to publicado na Revista Exame edição de 07 de julho de 2018(


"Na ponta do lápis, sem medidas de adaptação, os custos globais de inundações aumentarão para US$ 14 trilhões por ano considerando uma elevação média do nível do mar de 0,86m, e até US$ 27 trilhões por ano para uma afta de 1,8 metros, o que representaria 2,8% do PIB global em 2100. "


Se transpusermos os verbos sublinhados para o Pretérito Perfeito do Modo Indicativo, então, deveremos substitui-los pelas formas presentes em qual alternativa?

Alternativas
Q2757948 Português

Examine a frase a seguir.


Gabriel só discordou que _____ mau momento com a camisa do Santos. (Esportes Estadão. Setembro 3, 2018)


Indique o tempo verbal que melhor preenche a lacuna conforme pretérito imperfeito do subjuntivo.

Alternativas
Q2749894 Português

Quanto a verbo, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2749893 Português

Leia o texto a seguir para responder às próximas quatro questões.


Música: (Armário da Criação).


Enquanto uma música toca, o ouvinte é surpreendido por crianças batendo na janela do carro e pedindo ajuda!

_ Tio, dá um dinheiro aí? Por favor, eu tô com fome. Vai, tio... Por favor!

_ Tio, tem uma moedinha aí? É pra comprar comida, tio. Por favor...

_ Tio, dá um dinheiro aí? É pra leite da minha irmãzinha...

No final da música, ouvimos a locução:

_ Não é porque você houve música com a janela do carro fechada que as crianças de rua deixam de existir.

Faça a sua parte. Ligue [...] e ajude a Casa do Zezinho a mudar esta situação.

No primeiro parágrafo do texto, os verbos batendo e pedindo estão conjugados no:

Alternativas
Q2749892 Português

Leia o texto a seguir para responder às próximas quatro questões.


Música: (Armário da Criação).


Enquanto uma música toca, o ouvinte é surpreendido por crianças batendo na janela do carro e pedindo ajuda!

_ Tio, dá um dinheiro aí? Por favor, eu tô com fome. Vai, tio... Por favor!

_ Tio, tem uma moedinha aí? É pra comprar comida, tio. Por favor...

_ Tio, dá um dinheiro aí? É pra leite da minha irmãzinha...

No final da música, ouvimos a locução:

_ Não é porque você houve música com a janela do carro fechada que as crianças de rua deixam de existir.

Faça a sua parte. Ligue [...] e ajude a Casa do Zezinho a mudar esta situação.

A maioria dos verbos do texto está conjugado no momento em que a pessoa fala, o fato expresso pelo verbo ainda ocorre normalmente. Esse tempo é o:

Alternativas
Q2749755 Português

INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


TEXTO 1


Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados


1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis

escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase

sempre os ignoramos, quando não os castigamos

com excesso de peso e sapatos que são

5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda

está em tempo de tratar melhor os pés, que depois

dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de

negligência. Pacientes diabéticos já são orientados

pelos médicos para redobrar os cuidados com essa

10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da

doença ou de problemas como joanetes ou artrose

deve tomar precauções. Não perca seus pés de

vista: depois do banho, enxugue bem entre os

dedos, porque a umidade facilita a proliferação de

15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,

manchas avermelhadas ou algum ferimento. E

aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são

fundamentais para nos manter ativos. Alguns

cuidados fundamentais para os pés são: manter

20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre

limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,

promover o descanso, bem controlar o peso. em


G1 Disponível https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em 22. jan. 2018

“Normalmente não dispensamos a esses fiéis escudeiros a atenção que merecem.” (linhas 1 e 2). Assinale o tempo e o modo verbal nos quais se encontra o verbo destacado:

Alternativas
Q2743582 Português

Todas as orações abaixo, possuem verbos no pretérito perfeito do indicativo. EXCETO em:

Alternativas
Q2738680 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

Juventude de hoje, de ontem e de amanhã

A juventude é estranha porque é a velhice do mundo passada indefinidamente a limpo. Uma geração lega à outra um magma de erros e sabedoria, de vícios e virtudes, de esperanças e desilusões. O jovem é o mais velho exemplar da humanidade. Pesa-lhe a herança dos conhecimentos acumulados; pesa-lhe o desafio do que não foi conquistado; a inadequação entre o idealismo e o egoísmo prático; pesa-lhe o inconsciente da raça, esta sessão espírita permanente, através da qual cada homem se comunica com os mortos.

No encontro de duas gerações, a que murcha e a que floresce, há uma irrisão dramática, um momento de culpas, apreensões e incertezas. As duas figuras se contemplam: o jovem é o passado do velho, e este é o futuro que o jovem contempla com horror. Assim, o momento desse encontro é um espelho cujas imagens o tempo deforma, sem que se desfaça, para o moço e para o velho, a sinistra impressão de que as duas figuras são uma coisa só, um homem só, uma tragédia só.

O poeta romântico inglês Shelley poderia ser o padrão do adolescente de todas as épocas: nasceu de família respeitável e rica, foi bonito, sincero, revoltado, idealista, violento, amoroso, apaixonado pela vida e pela morte, inteligente, confuso e, sobretudo, de uma sensibilidade crispada. Não era um monstro: seus atos eram a consequência lógica de suas ideias, da lealdade às suas crenças. E enquanto escrevia versos musicais, fecundados de amor cósmico, esperança e idealismo social, atirava-se feroz contra o conformismo do clero, a monarquia, as leis vigentes, o farisaísmo universal.

(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 135-136)

Há emprego de voz passiva e adequada correlação entre os tempos e modos verbais na frase:

Alternativas
Q2734692 Português

Considerando-se as conjugações verbais, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:


Certa vez, quando era pequeno, eu __________ o brinquedo preferido do meu irmão, porque ele ______ escondendo minhas coisas.

Alternativas
Q2734384 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso, nas seguintes considerações sobre o seguinte período do texto:


“A última década de pesquisas astronômicas nos mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea (...)”.


( ) O núcleo do sujeito da primeira oração é pesquisas.

( ) Na segunda oração, o sujeito é oculto, indicado pela 1ª pessoa do plural do verbo.

( ) O verbo mostrou tem dois complementos: um pronome oblíquo e uma oração substantiva.

( ) O termo nos tem função de objeto indireto.

( ) O termo da Via Láctea tem função de complemento nominal.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2728523 Português

Texto 2


CÔNSUL!


Domício da Gama


No café de Londres, às onze horas da noite.

Chove desabridamente. Entre a zoada dos aguaceiros,

que lavam a rua, ouvem-se raros passos apressados de

transeuntes invisíveis na sombra. A espaços um ronco

5 rápido e surdo, como um rufo de tambor molhado,

assinala a passagem de um guarda-chuva por baixo do

jorro de uma goteira que transborda. Corre um sopro

glacial de tédio e desconforto pelo café profusamente

iluminado, em que já pouca gente resta. O silêncio só é

10 quebrado pelo ruído dos talheres e da conversa de três

rapazes cavaqueando numa ceia econômica ao fundo.

O homem do contador cochila. Sentado a uma mesinha,

em frente ao prato vazio, em que um osso descarnado

de galinha comemora a passagem de uma canja, está

15 um homem que cisma sobre um jornal.


GAMA, Domício. Apud SANDANELLO, F. B. Domício da Gama e o impressionismo literário no Brasil. São Luís, MA: EDUFMA, 2017. p. 169.

Em “...ouvem-se raros passos apressados de transeuntes invisíveis na sombra” (linhas 3-4), o verbo ouvir está no plural para:

Alternativas
Q2725141 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.


Envelhecer


Qual o valor da experiência de vida? No Brasil, quase nada. Ser idoso por aqui é “ganhar” da medicina a capacidade de se manter vivo por mais tempo e perder para a tecnologia o direito ao respeito e ao sentimento de continuidade.

Experiência de vida vale muito pouco na hora de disputar uma vaga de emprego, e as pessoas mais velhas só têm valor para agências de turismo que criam roteiros para aumentar seus lucros. Os aposentados, então, são muito interessantes... para as instituições financeiras interessadas nos juros e lucros obtidos com os empréstimos para esse segmento.

Passar dos 50 significa uma ameaça para os planos de saúde ávidos por dinheiro fácil. Encontro de gerações é ficção científica atualmente. Foi-se o tempo em que o respeito aos mais velhos era pré-requisito em qualquer família e condição básica na ética da convivência.

Mas a qualidade de vida não está resumida ao sentir-se bem fisicamente. É preciso dignidade. E isso a tecnologia e a máquina de consumo não nos oferecem.

Para começar, a família é uma instituição em via de extinção. Compromissos familiares, então, nem se fala. Vive-se a transitoriedade plena. A cada dia, o conceito de continuidade é cada vez mais esquecido, por isso é preciso questionar este mundo transitório em que vivemos.

Enquanto a transitoriedade valoriza o presente e a circunstância, a continuidade dá mais ênfase à ligação entre jovens e idosos, perpetuando os laços afetivos partilhados entre os familiares.

A velocidade dos acontecimentos deste século afasta a ilusão de renascer uma família tradicional, portanto, é necessário criar novas tradições familiares, e o amor e o respeito são as únicas forças capazes de restituir a integridade de uma família e de uma sociedade.

Precisamos atentar para o fato de que transmitir princípios de conduta de uma geração para a seguinte requer empenho. A mera reprodução física da raça humana não garante a sobrevivência dos ideais da sociedade.

(Ushitaro Kamia. Folha de S.Paulo, 02.05.2008. Adaptado)

No trecho – Ser idoso por aqui é “ganhar” da medicina a capacidade de se manter vivo por mais tempo... (1º parágrafo) –, empregou-se o verbo manter, que é derivado do verbo ter.


Entre as alternativas elaboradas com outros verbos derivados de ter, assinale a que está correta de acordo com a norma-padrão.

Alternativas
Respostas
7341: C
7342: C
7343: B
7344: C
7345: B
7346: C
7347: B
7348: E
7349: C
7350: B
7351: E
7352: C
7353: A
7354: A
7355: A
7356: A
7357: B
7358: B
7359: E
7360: D