Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q1036085 Português
A famosa “Enciclopédia”, em 17 volumes, foi publicada entre 1751 e 1772. Comandado por Diderot e D’Alambert, esse ambicioso projeto editorial pretendia colocar no papel todo o saber humano, inclusive aquele que incomodava os poderosos da época, chamada Iluminismo, na qual o foco era a busca do conhecimento humano.
Em relação ao texto acima, assinale a opção em que a afirmativa é falsa:
Alternativas
Q1036082 Português
“Lá em Minas, ainda criança, após o jantar, juntava-me aos grandes que contavam casos. Mesmo menino eu conseguia perceber as enormes mentiras que eram pregadas. Não me recordo, entretanto, de jamais haver ouvido alguém dizer “Isto é mentira”. Ao contrário. A reação própria e esperada frente a uma despropositada composição verbal foi sempre: “Mas isto não é nada”. E daí o novo contador prosseguia para construir a sua coisa.” (Alves, Rubem. Conversas com quem gosta de ensinar, 23. Edição, 1989, pág.66).
Com base no texto, assinale a opção com a afirmativa CORRETA:
Alternativas
Q1035791 Português

      Durante a Guerra do Golfo, as televisões do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianças prematuras kwaitianas mortas; outra, pássaros sujos de petróleo por uma maré negra provocada também pelos iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A maré negra era real, mas tinha acontecido a milhares de quilômetros dos “cruéis” iraquianos.

      Como nos defender de tudo isso? Simplesmente obtendo informações em outras fontes. Quantos livros você leu no ano que passou? Informativos e formativos? E literatura? Quando falo em literatura, não estou me referindo aos best-sellers, mas aos clássicos. Você já leu Shakespeare, Thomas Mann, Goethe, Machado de Assis? Parece uma tarefa difícil, mas não é. Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, é uma peça de teatro que se lê em dois dias! E quanta coisa se aprende sobre a alma humana!

(Antônio Suárez Abreu. A arte de argumentar. São Paulo, Ateliê Editorial, 2009. Adaptado)

O uso das aspas em “cruéis”, no primeiro parágrafo, sinaliza que
Alternativas
Q1035790 Português
As alternativas a seguir reproduzem dizeres de Oscar Wilde. Assinale a que está correta quanto à pontuação estabelecida pela norma-padrão da língua.
Alternativas
Q1035726 Português

                                   Estado de coma


      1902 – Subitamente – nenhuma doença antes, nenhuma febre, nenhum golpe na cabeça, nenhum desgosto – o menino Jorge Henrique Kuntz, de treze anos, residente no bairro da Floresta, em Porto Alegre, entra em coma. Ao menos este é o diagnóstico que formula o Doutor Schultz, médico da família, perplexo diante do estranho caso desse rapazinho que, nunca tendo tido uma doença grave, deitou-se e não mais acordou, apesar dos gritos, das súplicas, das cautelosas picadas de alfinete. É coma, diz o médico, e a família recusa-se a acreditar: o rosto rubicundo, o leve sorriso, a respiração tranquila – isto é coma? Isto é coma, doutor? – pergunta indignado Ignacio José Kuntz, marceneiro e faz-tudo, pai do menino. A mãe, Augusta Joaquina Kuntz, não pergunta nada, não diz nada; chora, abraçada aos outros filhos: as gêmeas, Suzana e Marlene, dois anos mais velhas que Jorge Henrique; e Ernesto Carlos, o caçula. O médico, confuso, apanha a maleta e se retira.

      1938 – Morre o Doutor Schultz. Encontram entre seus papéis um caderno contendo uma descrição detalhada do caso de Jorge Henrique. As inúmeras interrogações dão prova da angústia do velho médico: até o fim, pesquisou, sem êxito, um diagnóstico.

      1944 – Augusta Joaquina completa setenta e cinco anos. As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa: não vê motivos para celebrações. Prefere ficar só, com seu filho. É que vê a morte se aproximar.

      Vê a morte se aproximar e nada pode fazer. Mas não se preocupa: há meses vê, junto à cama de Jorge Henrique, um vulto de contornos indistintos, envolto numa aura de suave esplendor. É a este ser, ao anjo da guarda, que confiará o seu filho quando enfim partir.

      Uma madrugada acorda sufocada, estertorando; é, reconhece, o velho coração que fraqueja. Soergue-se no catre, volta os olhos arregalados para o filho.

      – Filho!

      Não consegue levantar-se. Pega os cabelos dele com as mãos, trêmulas, leva-os ao rosto. Filho, murmura, vou para o céu, vou pedir por ti...

      Morre.

      Não fosse isto – a morte – teria visto Jorge Henrique abrir os olhos, sorrir, espreguiçar-se, dizer numa vozinha fraca de nenê: ai, gente, dormi um bocado.

                                                     (Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)

Eliminando-se o sinal de dois-pontos no trecho – As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa: não vê motivos para celebrações. –, explicita-se corretamente a relação de sentido entre as orações com a seguinte reescrita:
Alternativas
Q1035669 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta, conforme a língua padrão escrita
Alternativas
Q1035128 Português
Leia a tira para responder à questão.


A pontuação encontra-se em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Provas: VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Auditor Fiscal - SF | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Assistente Social – GP | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Analista de Tecnologia da Informação – SAI | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Biólogo - SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Enfermeiro – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Farmacêutico Bioquímico – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fonoaudiólogo – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Pedagogo – SAS SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Professor de Educação Física – SEL | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Psicólogo – GP | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Terapeuta Ocupacional – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro de Alimentos – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Ambiental – GP | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro Agrônomo – GP | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião-Dentista (20 horas) – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Cirurgião Bucomaxilofacial – SS | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Contador – SF | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho – GP | VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - Fisioterapeuta – SS |
Q1034194 Português

      Os millennials – pessoas que têm, hoje, entre 18 e 35 anos –, também conhecidos por Geração Y, têm impactado a forma de a sociedade consumir. Esse grupo, cuja maioria trabalha ou estuda, além de ser engajada em causas sociais e ambientais, segundo levantamento da startup de pesquisas MindMiners, deve atingir seu auge em 2020.

      Os objetos de desejo desses indivíduos variam de acordo com a classe social. Segundo a socióloga e pesquisadora da Antenna Consultoria e Pesquisa, Marilene Pottes, enquanto as mais baixas priorizam bens duráveis e conforto, as mais altas – que contam com maior suporte financeiro dos pais – valorizam vivências.

      Embora os especialistas concordem que esse público é exigente e autêntico, há divergências sobre o recorte exato das idades. Uma pesquisa do Statista, portal alemão líder de estatísticas internacionais na internet, por exemplo, considera consumidores que eram adolescentes na virada do milênio. Já a empresa de pesquisas Kantar Worldpanel abrange pessoas nascidas de 1979 a 1996. Outro contorno engloba nascidos no início dos anos 80 até meados de 90: nesse caso, teriam recebido a denominação de millennials por atingirem idade de discernimento a partir dos anos 2000, ou se tornarem consumidores na época. Esses jovens se reconhecem como trabalhadores e ambiciosos. Apesar disso, uma grande parte ainda mora com os pais ou outros parentes, dependendo financeiramente da família.

      – É uma geração que pôde estudar mais e ingressar no mercado de trabalho mais tarde. Alguns os consideram mimados, mas, na verdade, eles apenas não querem aceitar qualquer tipo de trabalho – explica a gerente de marketing da MindMiners, Danielle Almeida.

      A Bridge Research também fez um estudo sobre os hábitos desses jovens adultos:

      – Essas pessoas são multitarefas, conseguem trabalhar olhando para o celular, por exemplo. Também são menos leais a marcas do que pessoas de outras idades – destaca Renato Trindade, diretor da empresa de pesquisa. Para o professor da FGV, Roberto Kanter, a principal razão de agradar à geração Y é seu inédito poder de influência:

      – Devido às mídias sociais, os consumidores, e não mais os meios de comunicação, têm sido a principal fonte de informação sobre produtos e serviços.

(Disponível em:<https://oglobo.globo.com/economia>. Acesso em 01.05.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que as vírgulas são empregadas com a mesma função do travessão duplo na passagem – ...enquanto as mais baixas priorizam bens duráveis e conforto, as mais altas – que contam com maior suporte financeiro dos pais – valorizam vivências.
Alternativas
Q1034165 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está de acordo com a norma­-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1033818 Português

Texto para  questão.


Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


O sinal de dois pontos empregado após “enfrentar” (linha 49) introduz um comentário que contradiz a afirmação anterior.

Alternativas
Q1033817 Português

Texto para  questão.


Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


O emprego das vírgulas após “Sírio‐Libanês” (linha 39), “São Paulo” (linha 39) e “País” (linha 40) justifica‐se por separar termos de uma enumeração.

Alternativas
Q1032608 Português

Leia as assertivas abaixo:

I. Os amigos de João, que não sabiam nadar, ficaram apenas olhando o mar.

II. Os amigos de João que não sabiam nadar ficaram apenas olhando o mar.

Assinale a alternativa que se aplica quanto às sentenças acima:

Alternativas
Q1032255 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula está sendo usada de forma INCORRETA:
Alternativas
Q1032039 Português

                                    Um silêncio que MATA

                                                                               Cláudia Maria França Pádua


      A agressividade é a arma que o indivíduo utiliza para manifestar seu ódio. Existem vários tipos de violência, e os estudos desse tipo de comportamento são constantes com o intuito de descobrir as causas que levam o ser humano a cometer tal infração e que causam indignação aos olhos atentos da sociedade.

      Inúmeras pesquisas mostram, há anos, a vergonhosa prevalência da violência contra as mulheres. Em 2013, 13 mulheres morreram, todos os dias, vítimas de feminicídio, isto é, assassinato em função de seu gênero. Cerca de 30% foram mortas pelo parceiro ou ex-companheiro (Mapa da Violência 2015). Outra pesquisa do Instituto Locomotiva, dessa vez de 2016, aferiu que 2% dos homens admitem espontaneamente ter cometido violência sexual contra uma mulher, mas, diante de uma lista de situações, 18% reconhecem terem sido violentos. Quase um quinto dos 100 milhões de homens brasileiros. E, curiosamente, um estudo recente revelou que 90% concorda que quem presencia ou toma conhecimento de um estupro e fica calado também é culpado. Um percentual relevante, mas por que ainda há tanto silêncio?

      Cinco tipos de violência enquadram todos esses estudos: 1 - violência psicológica: causa danos à autoestima da vítima, podendo ocorrer em casa, na escola, no trabalho, proporcionando humilhação, desvalorização, ofensa, chantagem, manipulação, constrangimento e outros; 2 - violência física: causa danos ao corpo da vítima, podendo ocorrer sob a forma de socos, pontapés, chutes, amarrações e mordidas, impossibilitando defesa; 3 - violência moral: qualquer conduta que proporcione calúnia, difamação ou injúria; 4 - violência sexual: esta não se limita somente ao estupro propriamente dito, mas a atos de violência proibitivos, como, por exemplo, não uso de contraceptivos, obrigação de práticas sexuais, "encoxada" nos transportes públicos, exploração do corpo de adolescentes e pedofilia; 5 - violência simbólica: utilização feminina como "objeto de desejo" (propagandas, outdoors etc.), traçando uma imagem negativa da mulher. O alerta que ecoa é que a violência é silenciosa. Ela ocorre nas residências, nos espaços públicos e em qualquer lugar onde a mulher é assediada.

      O assédio é um comportamento criminoso e deve ser severamente tratado como tal. Seu desenvolvimento relaciona-se com a carência emocional ou com a separação, na infância, do elo materno. A partir desse momento, criam-se, no indivíduo, condutas antissociais, um desajuste afetivo, que podem levá-lo ao cometimento de crimes para sentir prazer no sofrimento dos outros e gerar uma excitação cortical, causando-lhe grande satisfação da libido e de seu ego malformado por uma personalidade psicopática e doentia, na qual os impulsos do mal ganham lugar e ímpeto para cometer tais absurdos. Nesse exato momento, instaura -se o grau de periculosidade do agressor. Portanto, muitas vezes, senão na maioria delas, o agressor sabe que está cometendo um delito e sente, inclusive, prazer nesse comportamento.

      É necessário que as autoridades realizem emergencialmente políticas que inviabilizem esse avanço, para que esse crime não faça parte das principais estatísticas, em que 22 milhões das brasileiras com 16 anos ou mais relatam ter sofrido algum tipo de assédio em 2018. Vítimas com ensino médio e superior relatam, em seus depoimentos, terem sofrido algum tipo de assédio em maior número do que aquelas com ensino fundamental. O caso mais comum citado pela maioria das mulheres entrevistadas é o de comentários desrespeitosos na rua.

      Sabemos que, desde a Idade Média, a violência psicológica e moral contra as mulher es era muito comum, e a violência física se valia até mesmo dos mais diferentes instrumentos de tortura utilizados nas mulheres de forma cruel e sem condenação aos torturadores. O "estripador de seios", por exemplo, costumava ser utilizado para punir mulheres acusadas de realizar bruxaria, aborto ou adultério. As garras aquecidas por brasas eram usadas para arrancar-lhes os seios. E existiram tantos outros instrumentos cruéis que marcaram a história mundial e registraram como a mulher foi e ainda é tratada.

      No Brasil, a tortura se divide em duas fases: a primeira se estende do Brasil Império até a nossa Constituição Federal de 1988. A produção de prova se fazia, até aquela época, de forma brutal, e a escravatura, legalizada, tornava o ambiente adequado à violação da dignidade humana. O Código Criminal de 1830 previu o aumento da dor física, como agravante, e o termo "tortura", que aparece na Lei Penal Brasileira em 1940, quando é arrolada entre os meios cruéis que agravam o delito.

      A segunda fase se inicia com a Constituição de 1988, sob o desrespeito sistemático às liberdades fundamentais do homem, ocorrido nas décadas anteriores. Tipificada finalmente a tortura como crime em nossa legislação, espera-se que as formas mais silenciosas, como as violências psicológica, moral e simbólica, recebam um olhar atento para sua erradicação. Infelizmente, nosso país ainda caminha a passos lentos na recrudescência de leis mais efetivas, em que o respeito deveria permanecer como palavra-chave.

       As mulheres têm, sim, exercido sua voz, mas mergulham, por vezes, em um conformismo de cultura social que não deverá mais ser aceito e precisa urgentemente ser resolvido com políticas públicas adequadas e conscientização. Afinal, não se pode ficar inerte diante da violência que assola o país e gera incredulidade. Sabemos que as palavras têm a força da razão, enquanto a crueldade emana do poder do ódio e da anomia.

PÁDUA, Cláudia Maria França. Um silencia que mata. Psique, ciência e vida. São Paulo: Editora Escala, Ed. 158, abr. 2019. p. 18-19. [Adaptado].

As mulheres têm, sim, exercido sua voz, mas mergulham, por vezes, em um conformismo de cultura social que não deverá[1] mais ser aceito e precisa[2] urgentemente ser resolvido com políticas públicas adequadas e conscientização .


Sem alteração do sentido e com respeito à norma-padrão, o excerto está corretamente reescrito em:

Alternativas
Q1031354 Português
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita que altera a pontuação do seguinte trecho do texto 1A2-I: “Não existe ética individual, existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.” (ℓ. 11 e 12). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção e os sentidos originais do texto.
Alternativas
Q1030860 Português

Julgue o item quanto às estruturas linguísticas do texto.


A supressão das vírgulas nas linhas 1 e 3 e a mudança na flexão da forma verbal “é” para são mantêm a correção gramatical e os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q1029429 Português

                                                     Texto 1

Filósofo da internet sugere pagar ou sair das redes sociais


       Jaron Lanier não poupa críticas ao modelo de negócios baseado em publicidade, que sustenta a maior parte do que conhecemos por internet hoje. Serviços gratuitos como Facebook, Google e WhatsApp, no fundo, cobram caro. Na visão de Lanier, manipulam, mudam comportamentos e, muitas vezes, nos tornam babacas.

      Em seu quinto livro, “Dez Argumentos para Você Deletar Agora suas Redes Sociais”, recém-lançado no Brasil, o cientista da computação e precursor da realidade virtual encoraja as pessoas cuja vida financeira não depende das redes sociais a abandoná-las – ao menos por seis meses –, para retomarem a “consciência de si próprias”.

      Lanier afirma que, se cometeram muitos erros na internet, um deles era a ideia de que a única forma de inovar e manter o serviço livre era com um modelo baseado em publicidade, o que nos levou a um contexto de vigilância universal. Ele defende um sistema em que as pessoas possam ser pagas pelo que fazem on line e paguem pelo que gostam de fazer on line, o que tornaria a relação mais direta e honesta.

      Lanier explica: “Quando você olhava para o anúncio da TV, ele não estava te olhando de volta. Na internet, é diferente: há mais informação sendo tirada de você do que oferecida. Ferramentas em qualquer site captam como seu corpo se mexe, onde você está e tudo sobre seus dispositivos. O que você vê é a menor parte do que acontece. Toda informação tirada de você é usada para mudar sua experiência on line e criar uma sistemática que te prenda. Isso é chamado de engajamento. Chamo de vício. É quase como vício em jogo, há busca por satisfação, e a punição é severa.”

      Jaron Lanier recomenda ficar atento aos 10 argumentos para você deletar suas redes sociais:


      1. Você está perdendo seu livre-arbítrio

      2. Largar as redes sociais é a maneira mais certeira de resistir à insanidade dos nossos tempos

      3. As redes sociais estão tornando você um babaca

      4. As redes sociais minam a verdade

      5. As redes sociais transformam o que você diz em algo sem sentido

      6. As redes sociais destroem sua capacidade de empatia

      7. As redes sociais deixam você infeliz

      8. As redes sociais não querem que você tenha dignidade econômica

      9. As redes sociais tornam a política impossível

      10. As redes sociais odeiam sua alma

                                                                        (Folha de S. Paulo, 20.10.2019, Adaptado)

O uso da vírgula em – Há buscas por satisfação, e a punição é severa. – ocorre, pela mesma razão, em:
Alternativas
Q1028973 Português


                

Assinale a alternativa que reescreve as falas da tira preservando tanto o sentido do diálogo estabelecido entre as personagens quanto o respeito à norma de pontuação.
Alternativas
Q1028911 Português

                          Karl Marx romancista e dramaturgo?


      É preciso levar a sério a filha de Marx, Eleanor, quando disse que seu pai “era o mais alegre e divertido de todos os homens”. Em outubro de 1837, com apenas dezenove anos, o jovem Karl compôs uma peça de teatro e um breve romance satírico, inacabados, nos quais ridiculariza e condena as convenções burguesas, o moralismo filisteu, a aristocracia e o pedantismo intelectual.

      Naquele ano, por indicação médica – pois adoecera por excesso de trabalho –, Marx deixou Berlim e estabeleceu-se, para repousar, em Stralow, uma vila de pescadores. Mas, em vez do descanso, optou por trabalhar intensamente. Foi nesse momento que escreveu as duas operetas contidas no livrinho que a Boitempo oferece agora aos leitores brasileiros: Escorpião e Félix e Oulanem.

      Essas pequenas obras remetem à atmosfera cultural da Alemanha no período posterior ao Congresso de Viena, com a rejeição romântica do classicismo e a grande difusão da obra de Laurence Sterne, principalmente do seu Tristram Shandy. Esse romance, publicado entre 1759 e 1767, cobre de ridículo os estereótipos literários então dominantes. É dessa fonte literária, além de pitadas de E. T. A. Hoffmann, que o jovem Karl bebe em seu romance Escorpião e Félix, dissolvendo os lugares comuns narrativos num divertido desprezo pela lisura formal do romance clássico. Já Oulanem é um drama fantástico em versos, um suspense gótico. Na criação desse poema-tragédia, ambientado numa aldeia na Itália, o jovem filósofo estava sob a influência dominante de Goethe e, sob essa luz, delineava sua visão da história e sua ideia de que o mundo precisava ser completamente revolucionado.

      Esse Karl ainda não é o Marx que conhecemos melhor, mas são claros os indícios do futuro filósofo materialista que despontam.

        (Carlos Eduardo Ornelas Berriel. https://blogdaboitempo.com.br. Adaptado)

Os travessões empregados no segundo parágrafo servem ao propósito de isolar uma expressão com função
Alternativas
Q1028548 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o sinal de dois pontos empregado após “Brasil” (linha 3) fosse substituído por um travessão.

Alternativas
Respostas
7061: D
7062: A
7063: E
7064: E
7065: A
7066: A
7067: B
7068: C
7069: C
7070: E
7071: E
7072: B
7073: B
7074: D
7075: B
7076: E
7077: B
7078: A
7079: C
7080: C