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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente
- A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
- anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
- cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
- que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
- que não têm.
- Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
- não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
- lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
- levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
- continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
- seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
- seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
- A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
- Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
- passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
- avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
- Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
- recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
- paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
- crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
- incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
- com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
- correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
- sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
- em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
- ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
- depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
- roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
- O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
- vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
- no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
- refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
- Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
- que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
- mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
- também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
- desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
- indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
- um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
- vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
- Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
- infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
- mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
- criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
- obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
- domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
- uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
- estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.
Na linha 06 do texto, é possível notar a expressão “nasceram cansadas” entre aspas. Considerando o contexto em que aparece descrita, é correto afirmar que as aspas foram utilizadas para:
Instrução: Para responder a algumas das questões desta prova, consulte o texto, quando necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
BNCC e suas competências: qual aluno queremos formar?
- O capítulo introdutório da Base Nacional Comum Curricular define que concepção de
- Educação irá orientar as escolas brasileiras. Em tempos de intensa polarização e de muitos
- questionamentos sobre o modelo tradicional – que falha em preparar os estudantes para os
- desafios da vida contemporânea –, o documento contribui para a construção de _________
- sobre que pessoas queremos formar. Também orienta as instituições de ensino no sentido de
- preparar as novas gerações para construir o Brasil com o qual sonhamos.
- Em síntese, a BNCC aponta que a Educação Básica brasileira deve promover a formação
- e o desenvolvimento humano global dos alunos, para que sejam capazes de construir uma
- sociedade mais justa, ética, democrática, responsável, inclusiva, sustentável e
- solidária. Isso significa orientar-se por uma concepção de Educação Integral (que não se
- refere ao tempo de permanência do estudante no espaço escolar ou a uma determinada
- modalidade de escola).
- Nesse caso, Educação Integral indica promoção do desenvolvimento de crianças e
- jovens em todas as suas dimensões: intelectual, física, emocional, social e cultural. Esse
- direcionamento implica que, além dos aspectos acadêmicos, precisamos expandir a capacidade
- dos alunos de lidar com seu corpo e _________, suas emoções e relações, sua atuação
- profissional e cidadã e sua identidade e repertório cultural.
- No documento, o foco das escolas passa a ser não apenas a transmissão de conteúdos,
- mas o desenvolvimento de competências, compreendidas como a soma de conhecimentos
- (saberes), habilidades (capacidade de aplicar esses saberes na vida cotidiana), atitudes (força
- interna necessária para utilização desses conhecimentos e habilidades) e valores (aptidão para
- utilizar esses conhecimentos e habilidades com base em valores universais, como direitos
- humanos, ética, justiça social e consciência ambiental).
- Nesse contexto, a Base apresenta as 10 competências gerais que se ................ em
- propósito final de tudo que os estudantes irão vivenciar, aprender e desenvolver da Educação
- Infantil até o Ensino Médio. Isso quer dizer que as escolas brasileiras continuam tendo a
- missão de assegurar a aprendizagem dos alunos nos componentes curriculares tradicionais,
- mas também ............. ampliar a capacidade de lidar com pensamento crítico, criatividade,
- sensibilidade cultural, diversidade, comunicação, tecnologias e cultura digital, projeto de vida,
- argumentação, _______________, ____________, emoções, empatia, colaboração,
- autonomia, ética, diversidade, responsabilidade, consciência socioambiental e cidadania, entre
- outros aspectos importantes para a vida no século 21.
- Vale destacar que as competências gerais não são temas transversais, como os que se
- apresentavam nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), mas direitos essenciais a ser
- garantidos para cada um dos estudantes brasileiros como objetivo primordial da sua trajetória
- escolar. Assim como a Base tem caráter normativo e deve ser incorporada por todas as redes
- e instituições de ensino do país, as competências gerais também necessitam ser explicitadas
- nos currículos, projetos político-pedagógicos (PPP) e nas práticas cotidianas de gestores e
- professores.
- Outro ponto a ser ressaltado é o fato das orientações que integram o capítulo
- introdutório da BNCC terem sido elaboradas com base em referências nacionais e
- internacionais, entre elas marcos legais importantes, como: a Constituição Federal; a Lei de
- Diretrizes e Bases da Educação (LDB); as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN); o Plano
- Nacional de Educação (PNE) de 2014. Todos esses documentos já indicavam que a Educação
- Básica no Brasil deveria promover o desenvolvimento integral dos alunos e a sua preparação
- para a vida, para o trabalho e para a cidadania.
- As competências gerais também se orientam por estudos e tendências sobre o que os
- estudantes precisam aprender para lidar com os desafios do mundo atual, caracterizado por
- um alto nível de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Ou seja, estamos
- preparando as novas gerações para viver em uma realidade marcada por um permanente
- estado de mudança, em que o futuro é incerto, os problemas são de difícil resolução e boa
- parte das perguntas que nos fazemos remete a um conjunto variável de respostas. Um
- contexto bastante diferente daquele no qual foi forjado o modelo de escola atual, em que as
- transformações aconteciam em passo muito menos acelerado, o que permitia planejar nosso
- futuro pessoal e profissional com alguma previsibilidade e ter mais clareza sobre por onde
- caminhar.
- A Base, portanto, busca contribuir para a superação de antigos problemas da Educação
- brasileira, como a qualidade e a _________, mas também alavanca transformações para
- tornar as escolas capazes de responder aos novos desafios que se apresentam. Nesse caso, as
- revisões curriculares necessitarão ser acompanhadas por mudanças mais profundas no
- ambiente, nas práticas pedagógicas e, principalmente, na cultura dos professores.
- O processo exige muita disponibilidade, reflexão, formação e proposição por parte de
- gestores e educadores, bem como forte envolvimento dos estudantes, de suas famílias e da
- sociedade em geral. Afinal, mudanças culturais só ocorrem quando todos os envolvidos
- reconhecem a importância e participam ativamente do processo de reconstrução. O caminho
- será longo e árduo, mas terá papel fundamental na oferta de uma Educação Básica que faça
- mais sentido para os alunos e para o nosso país.
(Fonte: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/2/bncc-e-suas-competencias-qual-aluno-queremos-formar - adaptação)
Sobre pontuação, analise as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Conforme Cegalla, se entre o sujeito e o verbo ocorrer adjunto ou oração, com pausas obrigatórias, terá lugar a vírgula.
( ) As reticências e o ponto de exclamação, sinais gráficos subjetivos de grande poder de sugestão e ricos em matizes melódicos, são ótimos auxiliares na linguagem afetiva e poética. Seu uso, porém, é antes arbitrário, pois depende do estado emotivo do autor.
( ) Os colchetes têm a mesma finalidade que os parênteses; todavia, seu uso de restringe aos escritos de cunho didático, filológico, científico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
AS QUESTÕES DE 1 A 20 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 _____ Mais da metade da população mundial já conta com acesso à internet, aponta o último relatório Digital in 2018,
2 divulgado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social. De acordo com as duas companhias, somos mais de 4 bilhões de
3 pessoas conectadas à rede, enquanto as estimativas mais recentes apontam para uma população global de 7,6 bilhões de seres
4 humanos.
5 _____ Falando em números específicos, começamos 2018 com 4,021 bilhões de pessoas online (53% de todas as pessoas
6 do planeta), um aumento de 7% em relação ao ano anterior. As redes sociais são utilizadas por cerca de 3,2 bilhões de pessoas
7 (42% de todo o mundo).
8 _____ Um dado curioso é que os telefones móveis têm uma penetração maior do que as redes sociais e até mesmo do que a
9 conexão com a internet: eles são usados por 5,1 bilhões de indivíduos ao redor do globo (68% da população global). Além disso,
10 quase todas as pessoas que usam redes sociais o fazem também pelo smartphone: 2,9 bilhões de pessoas (39% da população
11 mundial).
12 _____ Segundo os dados levantados pelo We Are Social e pelo Hootsuite, o Brasil é o terceiro país que mais fica online:
13 são, em média, 9h14 todos os dias. A Tailândia lidera o ranking, com uma média 9h38, seguida das Filipinas, com 9h24. Esses
14 dados levam em conta o acesso feito a partir de qualquer dispositivo e foi obtido por meio de pesquisa com usuários de 16 a 64
15 anos de idade.
16 _____ A penetração média da internet no mundo é de 53% e os países com maior porcentagem da população conectada são
17 Catar e Emirados Árabes Unidos, ambos com 99%. Logo depois vêm Kuwait, Bermuda, Bahrain, Islândia, Noruega, Andorra e
18 Luxemburgo, todos com 98% de sua população online.
19 _____ Na outra ponta do ranking temos a situação inversa: os países menos conectados. Quem “lidera” esse lado é a Coreia
20 do Norte, com 0,06% de seus cidadãos tendo acesso a rede mundial de computadores (apenas 16 mil pessoas acessam a internet
21 a partir do país asiático). Depois vêm a Eritréia (1%) e Níger (4%).
22 _____ Segundo o Digital in 2018, os dispositivos mobile já são o principal ponto de acesso das pessoas à internet em todo
23 o mundo, com penetração de 52%, enquanto os computadores tradicionais (laptops e desktops) têm penetração de “apenas” 43%.
24 Os tablets são usados por apenas 4% da população, enquanto outros dispositivos (como os consoles) são utilizados por 0,14%
25 das pessoas ao redor do globo.
26 _____ Um dado interessante aqui envolve o Facebook: 95,1% de todos os usuários da rede social criada por Mark
27 Zuckerberg acessam o serviço por meio de um smartphone. Em contrapartida, somente 31,8% fazem o mesmo usando um
28 notebook ou um desktop.
29 _____ A internet móvel vem, aos poucos, se tornando um padrão em várias partes do mundo. O país com as velocidades
30 médias mais rápidas quando se fala em acesso por meio de redes móveis é a Noruega, com 61,2 Mbps — logo atrás estão Malta
31 (54,4 Mbps) e Holanda (54,2 Mbps). Na outra ponta, com as menores velocidades, estão Bangladesh (5,2 Mbps) e Líbia e Iraque
32 (ambos com 4,2 Mbps).
33 _____ Cerca de 1 milhão de pessoas começaram a usar as redes sociais em 2017, aponta o relatório, o que significa um
34 novo usuário a cada 11 segundos. Em termos de proporção, o número de utilizadores das mídias sociais aumentou 13% ao longo
35 do período, com a Ásia Central e o Sul da Ásia liderando o crescimento.
36 _____ Falando em países de forma específica, os que mais apresentaram crescimento no número de usuários de redes
37 sociais foram Arábia Saudita (32%), Índia (31%), Indonésia (23%), Gana (22%) e África do Sul e Vietnam (ambos com 20%).
38 _____ Voltando a ter o Facebook como um extrato perfeito (ou quase isso) daquilo que é o uso das redes sociais, o perfil
39 mais comum de usuário de rede social no mundo é homem e com idade entre 26 e 34 anos — 17% dos usuários se encaixam
40 nessa descrição.
41 _____ Os países com maior número de usuárias femininas do Facebook são Belarus (58%), Ucrânia (57%) e Moldávia e
42 Rússia (ambas com 56%). Já os países com mais usuários homens são Iêmen (85%), Afeganistão (84%) e Chade e Sudão do Sul
43 (ambos com 82%).
44 _____ As pessoas vêm perdendo o receio de comprar online em todo o mundo, mostra o Digital in 2018. No ano passado,
45 1,77 bilhão de pessoas (ou 23% da população mundial) realizaram ao menos uma aquisição via comércio eletrônico, um
46 aumento de 8% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram gastos mais de US$ 1,4 trilhão, aumento de 16% sobre 2016,
47 resultando em um consumo médio de US$ 833 por pessoa.
48 _____ O país onde o e-commerce é mais comum é o Reino Unido: 78% da população britânica faz compras online.
49 Completam as primeiras posições do ranking Coreia do Sul (74%), Alemanha (74%), Suécia (69%) e Estados Unidos (69%). No
50 Brasil, 45% da população compra produtos pela internet.
FONTE: https://www.tecmundo.com.br/internet/126654-4-bilhoes-pessoas-usam-internet-no-mundo.htm
Sobre a pontuação usada no texto, pode-se afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Texto 01
Você nunca termina suas tarefas?
O problema pode não ser gestão de tempo
1Todo mundo já deixou uma tarefa chata ou complexa para o dia seguinte — e não há nada de errado nisso.
Muitas vezes até precisamos de um tempo extra para tomar uma decisão importante, refletir sobre um ponto de vista
ou avaliar um projeto da empresa.
A procrastinação só vira de fato um problema quando acontece com frequência e impacta negativamente
5a saúde física e mental.
“É o atraso de um ato voluntário, que ocorre apesar de sabermos que ele vai nos prejudicar”, define Timothy
A. Pychyl, professor de psicologia na Carleton University, no Canadá, em seu livro Solving the Procrastination Puzzle
(“Solucionando o quebra-cabeça da procrastinação”, em tradução livre, sem edição no Brasil).
De acordo com Timothy, que estuda o assunto há mais de 20 anos, o hábito de “empurrar com a barriga” não
10está ligado à lassidão ou à má administração da agenda, como a maioria de nós acredita.
“A procrastinação constante é uma inabilidade para gerenciar emoções e impulsos”, afirma. Por isso, segundo
ele, é fundamental descobrir quais gatilhos psicológicos dão origem a seu “depois eu faço” antes de combater esse
inimigo da produtividade.
Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando
15o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto
(estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos
relacionamentos.
Ora, se a procrastinação prejudica nosso bem-estar, por que promovemos essa autossabotagem? “Ao protelar
algo que nos parece desagradável, usufruímos uma súbita sensação de prazer”, diz Christian Dunker, psicanalista e
20professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Só que esse alívio é temporário, pois em
algum momento teremos de resolver as pendências.
Como é uma necessidade humana buscar a satisfação e fugir do sofrimento, quem cultiva o hábito de
“transferir para outro dia” entra num círculo vicioso, do qual é difícil se libertar.
Portanto, a procrastinação constante não está ligada à má gestão do tempo — ela nada mais é do que uma
25estratégia do cérebro para lidar com as emoções negativas. “Sendo assim, é preciso aceitar o problema e entender o
que está por trás dele para começar a superá-lo”, afirma Tânia Campanharo, psicóloga clínica de São Paulo.
Quando se transforma num estilo de vida, a procrastinação pode ser um sintoma de ansiedade — estado
emocional que aparece ao encararmos algo que provoca medo, expectativa ou dúvida. “As pessoas ansiosas não
pensam nem agem”, diz Christian.
30Como geralmente estão com a cabeça voltada para o futuro, elas têm dificuldade de realizar algumas
atividades e acabam jogando-as para a frente. A ansiedade também é um dos fatores que desencadeiam a
depressão, outra mola propulsora do adiamento ou do atraso frequentes.
Quem apresenta essa condição sofre com pensamentos negativos, sensação de inutilidade e sentimento de
culpa. Qualquer tarefa se torna incômoda e complicada. “O depressivo não tem vontade nem energia para agir”, diz
35Tânia. Vale dizer que a procrastinação e a depressão se retroalimentam — e nem sempre é fácil apontar qual delas
surgiu primeiro.
Outro elemento é o estresse, que também está relacionado a quadros de depressão e ansiedade. Nesse
estado de ânimo, a pessoa vive nervosa e frustrada, se distrai com facilidade e, como se cobra demasiadamente, às
vezes tem bloqueios mentais.
40Ela costuma deixar de lado uma tarefa relevante, priorizando as secundárias como forma de alívio. Aliás, essa
é uma característica do procrastinador de carteirinha: avaliar a realização de uma atividade pela satisfação que ela
proporciona, e não pelo nível de importância que ela tem para si mesmo ou para os outros.
“A procrastinação também pode estar associada a transtornos de personalidade e ao déficit de atenção”, diz
Rita Martins, psicanalista e professora na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
45Há mais fatores emocionais que podem sustentar o comportamento. Um deles é o medo — do fracasso ou do
sucesso, por exemplo.
Pessoas com esse perfil postergam decisões e tarefas sobretudo por três motivos: primeiro, porque desejam
evitar a crítica alheia; segundo, porque as coisas podem não sair do jeito que gostariam; e terceiro, porque acham
que não vão “dar conta do recado”.
50“O medo é uma das maiores travas que enfrentamos na vida”, afirma José Roberto Marques, presidente do
Instituto Brasileiro de Coaching.
Um exemplo disso foi o que aconteceu com o designer gráfico David Arty, de 31 anos. Na última empresa em
que atuou, ele fazia home office e tinha dificuldade de organizar a rotina — acabava deixando tudo para a última
hora. “Dormia mal, vivia estressado e não me sentia produtivo”, diz.
55Nessa época, David já sonhava em trabalhar por conta própria, mas o receio de fracassar fez com que adiasse
esse projeto. Depois que tomou coragem e virou freelancer, aprendeu a estabelecer prioridades e a administrar a
agenda. “Também passei a lidar melhor com o perfeccionismo, outra razão pela qual eu procrastinava”, afirma.
A mania de perfeição, aliás, pode andar de mãos dadas com o atraso frequente. Além do medo de ser
julgado, quem sofre desse mal presta tanta atenção nos detalhes que conclui os trabalhos só no último segundo.
60Isso faz com que o perfeccionista cometa erros, mantendo-se preso à ciranda da procrastinação.
A desmotivação também costuma estar por trás do adiamento constante — quando a pessoa não vê sentido
naquilo que faz, fica propensa a “empurrar com a barriga”. Segundo Timothy A. Pychyl, esse comportamento pode
indicar problemas maiores, como falta de direção na vida ou de identidade.
Esse era o caso de Sousete Silva, de 50 anos, coordenadora de compras do Minas Tênis Clube. Embora
65atuasse nessa mesma área, ela se sentia frustrada no emprego anterior e vivia cheia de pendências.
“Procrastinava no escritório e na vida pessoal”, diz. Ao se desligar da empresa, Sousete buscou o
autoconhecimento frequentando cursos de filosofia.
“Descobri que o antigo trabalho não estava alinhado com meus valores, daí o motivo da insatisfação”, afirma.
Hoje ela fez as pazes com a rotina e mantém a procrastinação sob controle focando três princípios: organização,
70disciplina e eficiência.
LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/. >Acesso em: 20 ago. 2019.
Considere o trecho: “Pesquisas indicam que cerca de 20% dos adultos são procrastinadores crônicos, ou seja, vivem postergando o início ou o término de uma atividade, mesmo sabendo que esse comportamento provoca algum desconforto (estresse, arrependimento, frustração, ansiedade, culpa) e geralmente causa danos aos estudos, à carreira e aos relacionamentos.” (Linhas 14-17)
Tendo em vista a pontuação usada no trecho, assinale a alternativa CORRETA, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa.
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Sobre a pontuação no fragmento acima, analise as seguintes assertivas:
I. A vírgula da primeira linha é usada para separar orações, já as duas primeiras da segunda linha separam termos de mesma função.
II. As vírgulas que separam a expressão ‘é claro’ poderiam ser suprimidas sem causar incorreção ao fragmento.
III. A vírgula da terceira linha está sendo utilizada pela mesma razão que as duas da quarta linha.
Quais estão corretas?
De acordo com as regras de pontuação, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Gosto de sorvete, mas, prefiro, bolo.
( ) Quando dançar com ele, cuide dos pés.
( ) O que você fez?
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Vida de clichê
___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.
___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.
___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...
___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.
(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.
Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)
Há relação de causa e efeito entre os enunciados separados pela vírgula em:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Vida de clichê
___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.
___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.
___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...
___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.
(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.
Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)
Foram acrescentadas duas vírgulas a frases do texto. Aquela que ficou correta, conforme a norma-padrão da língua portuguesa, é:
TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10
O que acontece com o corpo humano durante uma greve de fome?
Essa forma radical de manifestação pode causar problemas nos rins, fígado e coração e até levar à morte
A greve de fome como forma de protesto é usada há séculos pelo mundo. É um tipo de manifestação arriscado, já que as consequências possíveis para o organismo de quem suspende a alimentação são várias e incluem a morte.
Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome: a absoluta, em que a pessoa não consome nem alimentos, nem água; a total, em que a pessoa não se alimenta, mas consome água; e a parcial, quando a pessoa não come alimentos, mas consome água e suplementos de sais minerais e vitaminas.
Problemas de saúde anteriores e idade influenciam em como o organismo vai reagir ao jejum prolongado. Por exemplo, quem já sofre de problemas renais e os mais velhos terão mais complicações.
Na greve de fome absoluta, a mais radical de todas, a pessoa começa a ter problemas sérios entre 25 e 30 dias, causados pela falta de alimentos, de líquidos e de reposição de sais minerais. “O indivíduo começa a ter problemas renais graves e desequilíbrio na quantidade de sais minerais no sangue”, diz Velloso. Com a grande desidratação, a quantidade de sódio e potássio no sangue diminui muito, causando arritmia do coração e falência dos rins. “O risco de morrer por volta do 40 dia é muito grande”, afirma o médico.
Já os manifestantes que aderem à greve de fome parcial, recebendo água e sais minerais, não vão sofrer desidratação e nem desequilíbrio de sais minerais. “Esses vão mais longe. Eles vão começar a ter problemas mais sérios por volta de 40 ou 50 dias. Eles terão que usar muito da reserva de músculo e de tecido adiposo para produzir energia. Assim, o fígado começa a ser muito danificado”, explica Velloso.
Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos nos rins e no coração, após 25 dias, aqueles que fazem greve de fome parcial sofrerão primeiro complicações no fígado, após 40 ou 50 dias. Ao usar a gordura do corpo para produzir energia, o fígado produz agentes que são tóxicos para ele mesmo e acaba sendo danificado. Quem não está tomando líquidos não chega a esse ponto, porque as chances de morrer antes por problemas renais ou cardíacos são grandes.
A recuperação após uma greve de fome exige cuidados e acompanhamento médico. “É importante que a fase de recuperação seja feita com assistência médica, para que seja provida para o paciente a quantidade certa de líquidos, de sais minerais e vitaminas para que ele não corra o risco de ter uma intoxicação hídrica”, alerta Velloso.
O médico explica os riscos de tomar muito líquido com o coração fragilizado pode levar a hiper-hidratação e falência cardíaca. “O coração não vai estar forte o suficiente para bombear todo o sangue novo, que será gerado com a ingestão de muito líquido. A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”.
Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-uma-greve-de-fome-5s6e4q22c4mi9q65roy5me8s1
Durante o texto, o autor utiliza as aspas para marcar a fala de outro interlocutor. Outro sinal de pontuação que poderia ser utilizado com o mesmo propósito seriam os (as):
TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10
Lixo doméstico, problema global
O lixo que produzimos ameaça o meio ambiente e a saúde do planeta. Saiba como se tornar mais sustentável e reduzir a produção de resíduos no dia a dia
Nos últimos 30 anos, a geração de resíduos nas cidades aumentou três vezes mais do que a população urbana. Atualmente, produzimos 1,4 bilhões de toneladas por ano, o que significa que cada um dos sete bilhões de habitantes do planeta é responsável por produzir mais de um quilo de lixo por dia. Isso gera um gasto médio de 25% do orçamento dos municípios com gestão de resíduos sólidos e faz do lixo um dos grandes desafios para a sustentabilidade global.
Segundo dados do Panorama de Resíduos Sólidos 2017 da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), mesmo com todos os esforços de governos e iniciativa privada em 2017, das 214.868 de toneladas/dia de resíduos gerados, 196.050 toneladas não foram coletadas, ou seja, não tiveram o destino correto e provavelmente foram parar na rede pluvial, nos rios e nos mares.
Além de prejudicar inúmeros biomas, o lixo marinho afeta a pesca e o turismo, trazendo prejuízos financeiros, e se estende para além dos territórios dos países produtores, espalhando-se por todos os oceanos. De acordo com a ISWA (International Solid Waste Association), é possível detectar partículas plásticas até em águas praticamente intocadas pelo ser humano. Ilha de Lixo do Pacífico.
Grande parte do lixo nos mares se acumula em forma de ilhas de plástico, depósitos de resíduos que se movimentam em blocos de acordo com as correntes marítimas e acabam “ancorando” em determinadas regiões. O maior desses depósitos de lixo oceânico é conhecido como Ilha de Lixo do Pacífico ou Grande Mancha de Lixo do Pacífico, tem 1,6 milhão de metros quadrados e quase 80 mil toneladas de plástico.
Recentemente, declarou-se guerra ao canudinho plástico, apontado como grande vilão da poluição das águas. De fato, é assustador pensar que 500 milhões de canudos plásticos são utilizados por dia somente nos Estados Unidos considerando que cada um leva até 200 anos para se decompor. No entanto, os canudos representam somente 4% do lixo marinho. O grande volume é de redes e equipamentos de pesca abandonados, que correspondem a 46% dos resíduos plásticos largados no mar. O restante é distribuído em outros itens plásticos, como copos e utensílios descartáveis, brinquedos, sacolas e embalagens.
[...]
Disponível em: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/falando-de-sustentabilidade/noticia/2019/01/07/lixo-domestico-problema-global.ghtml
No título do texto, a vírgula foi empregada para:
Assinale a alternativa em que a pontuação esteja correta.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.
Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi: “Feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida (John Lennon).
Eu escrevi: “Feliz”. Assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa para o uso de aspas no vocábulo em destaque.
Leia o texto para responder as questões 07, 08 e 09.
Meu Destino
Cora Coralina
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
De acordo com o contexto, as reticências foram empregadas em duas situações no poema para
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
EUA jogam fora mais da metade da comida que compram
- Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
- é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
- americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
- está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
- devido __ confusões na leitura da embalagem.
- Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
- mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
- consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
- com frutas e laticínios.
- O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
- semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
- a jogar comida fora.
- Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
- Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
- motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
- estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
- As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
- antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
- produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
- um indicador de segurança.
- Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
- mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
- dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
- efetiva data de validade do produto).
- O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
- nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
- especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
- diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
- enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
- Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
- para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
- estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
- desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
- bilhões.
Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.
Analise as seguintes propostas de reescrita de trechos do texto:
I. “Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo.”
Reescrita: Para Brian Roe, pesquisador, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo.
II. “Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo devido __ confusões na leitura da embalagem.”
Reescrita: A comida jogada fora normalmente não está estragada, como se poderia imaginar. Na verdade, ela é consumível, portanto a pesquisa evidenciou que a comida vai fora porque as pessoas não sabem interpretar as embalagens.
III. Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram, mas na verdade comem menos de 50% dela.
Reescrita: Na verdade, apenas 50% da carne comprada é consumida, mas os participantes afirmam que o consumo é de quase 100%.
Quais mantêm o sentido original, respeitando também as regras de sintaxe e de pontuação?
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
EUA jogam fora mais da metade da comida que compram
- Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
- é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
- americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
- está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
- devido __ confusões na leitura da embalagem.
- Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
- mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
- consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
- com frutas e laticínios.
- O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
- semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
- a jogar comida fora.
- Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
- Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
- motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
- estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
- As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
- antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
- produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
- um indicador de segurança.
- Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
- mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
- dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
- efetiva data de validade do produto).
- O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
- nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
- especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
- diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
- enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
- Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
- para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
- estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
- desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
- bilhões.
Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.
Sobre a pontuação empregada no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Exposição no Palácio dos Bandeirantes convida a viajar
para o passado
A exposição “Arte e história nas coleções públicas
paulistas”, em cartaz no Palácio dos Bandeirantes, sede
do governo paulista, convida o visitante a passear pelo
passado. São mais de 200 peças trazidas do Museu
Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), da
Pinacoteca do Estado e do Acervo Artístico-Cultural dos
Palácios do Governo. Uma coleção de ferros de passar
roupa, uma carruagem do século XIX, mobiliário da elite
paulista e telas de pintores como Benedito Calixto e
Antonio Ferrigno contam episódios da história do Brasil
desde os tempos coloniais. É a primeira vez que uma
exposição reúne peças dos três mais antigos acervos
culturais paulistas num único espaço.
Para ajudar os visitantes ___ viajar para o
passado, a exposição começa com uma apresentação do
grupo de teatro do Instituto Histórico e Geográfico de São
Vicente. Vestidos ___ moda do século XIX, cerca de 20
atores interpretam personagens típicos do Brasil _____
vésperas da Independência: escravos, capitães do mato,
padeiros portugueses, aristocratas indolentes, polemistas
da imprensa e sinhás. Alguns personagens históricos
também entram em cena, como a escritora negra Maria
Firmina dos Reis, o jornalista Manoel Bastos Tigre e Dona
Leopoldina, mulher de Dom Pedro I.
Os personagens conversam sobre dilemas do
Brasil de 1822: uma escrava exige sua liberdade e o
senhor diz que razões econômicas impedem a Abolição;
uma portuguesa maldiz as ideias independentistas de
certos brasileiros; um menino jornaleiro anuncia notícias
da época. A pecinha termina com o grito “Independência
ou morte!”, bradado por um Dom Pedro de no máximo 6
anos de idade.
Depois da apresentação, os atores passeiam pela
exposição com os visitantes. Boa parte do espaço da
exposição é dedicada ____ iconografia produzida sobre
os bandeirantes, que foram glorificados em pinturas
acadêmicas e bucólicas. No início do XX, membros da
elite paulista costumavam encomendar obras de arte de
temática bandeirante para o Museu do Ipiranga. A
exposição tenta problematizar os bandeirantes e lembra
as brutalidades cometidas por eles contra populações
indígenas. Mas a história que os quadros contam é outra:
paulistas orgulhosos, com barbas longas e chapéus de
aba larga, índios sempre em segundo plano.
https://epoca.globo.com... - adaptado.
Quanto à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA:
Quanto à pontuação, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) A Luísa, precisava comprar mais carne para o almoço.
( ) Cuidado! Olhe! É muito alto para pular.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?
01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de
02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o
03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do
04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da
05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma
06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas
07 que realmente entregam a educação (professores)
08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de
09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos
10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na
11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,
12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza
13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as
14 políticas educacionais oficiais.
15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a
16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.
17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas
18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o
19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.
20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para
21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,
22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os
23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É
24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem
25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que
26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a
27 vontade de ensinar.
28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?
29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de
30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu
31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na
32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.
33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles
34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos
35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que
36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro
37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e
38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que
39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde
40 seu dinheiro estava indo.
41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala
42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os
43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o
44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os
45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos
16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi
47 utilizado.
48 Como se tornar um professor empreendedor?
49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de
50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem
51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram
52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o
53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de
54 aprendizado mais engajado e simplificado.
55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é
56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias
57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se
58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança
59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora
60 desta, vai?
(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)
Considerando o emprego da vírgula, analise as assertivas a seguir:
I. A ocorrência de vírgula na linha 01 e a primeira ocorrência da linha 02 demarcam um aposto explicativo.
II. A ocorrência das vírgulas, nas linhas 08 e 09, marca a separação de uma oração subordinada adjetiva explicativa.
III. Na linha 50 (primeira ocorrência), a vírgula marca uma enumeração de itens.
Quais estão corretas?
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.
Liberdade
Cecília Meireles
Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se têm até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferivel à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “ nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria...” em certo instante.
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)
Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos...
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la, estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”,
Editora Record Rio de Janeiro, 2002, p. 07, Adaptado.
Releia o 6º parágrafo para responder às questões 5 e 6:
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...(6º parágrafo) |
Um recurso utilizado pelo autor para realçar, valorizar e ampliar a comunicação expressiva do trecho é a:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?
- O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
- tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
- mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
- próspera, digna e saudável?
- Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
- chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
- será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
- Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
- Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
- artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
- da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
- e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
- Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
- afirmação tão positiva:
- -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
- pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
- -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
- internet pela primeira vez;
- -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
- -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
- comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
- Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
- sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
- como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
- Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
- ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
- dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
- fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
- noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
- nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
- globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
- otimismo.
- Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
- situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
- apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
- direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
- grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
- Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
- estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
- ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
- diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
- tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
- desse mundo.
- Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
- mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
- Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
- história da humanidade!
- Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
- por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
- fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
- de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
- compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.
Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 01, o emprego do ponto de interrogação indica uma pergunta direta, que inclui o leitor como interlocutor do autor do texto.
II. Na linha 08, o emprego da vírgula deve-se à separação de uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo e de uma oração principal.
III. Na linha 14, o emprego dos dois pontos indica a reprodução de falas em diálogo em discurso direto.
Quais estão corretas?