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O texto a seguir é referência para as questões 11 e 12.
Foi com o objetivo de obter um acordo de paz entre palestinos e israelenses que George W. Bush fez uma visita oficial de oito dias a diversos países da região do conflito e patrocinou a reabertura das negociações. _________, menos de 24 horas após o fim da visita americana, a crise recrudesceu, e guerrilheiros atacaram agentes israelenses que investigavam uma casa em Gaza de onde teriam sido lançados mísseis contra Israel.Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima:
TEXTO 2:
“As crianças têm de brincar mais”
Mais velho de três irmãos, o americano Howard Chudacoff começou a trabalhar aos 12 anos, na empresa de um tio. Ainda que temporária, a privação de brincadeiras deixou lembranças úteis para seu trabalho como professor de História. Chudacoff estudou o hábito de brincar nos últimos 500 anos.
Época – O conceito de “brincadeira infantil” é recente?
Chudacoff – A urbanização e a redução do papel das crianças na economia doméstica ajudaram a criar a infância
como um período separado da vida. Quando as crianças eram necessárias para a economia, trabalhando nos
campos ou nas fábricas, era difícil vê-las como diferentes dos adultos. Depois da industrialização surgiu o conceito
de infância, um período especial da vida, isolado, protegido dos perigos e das responsabilidades da idade adulta,
um tempo para educação e diversão (...).
Época – O que mudou nas brincadeiras das crianças do século XVI para cá?
Chudacoff – A primeira grande alteração foi no espaço onde acontecem as brincadeiras. Com a industrialização as
crianças passaram a usar menos os espaços abertos e a natureza para brincar. Em vez de ir para o campo ou para
o mato, ficam nas ruas ou dentro de casa. (...)
Época – Qual é o papel dos pais nas brincadeiras dos filhos?
Chudacoff – Providenciar esse tipo de ambiente seguro e independente de brincadeira sem serem muito
protetores. As crianças aprendem a cuidar de si mesmas e não se machucam com tanta freqüência quanto pensam
os pais. (...) Os pais se sentem muito culpados quando não brincam com seus filhos, mas se esquecem de
perguntar se os filhos querem brincar com eles. Às vezes, os filhos querem criar o próprio jogo e construir sua
autonomia.
Época – Qual é o melhor brinquedo para uma criança?
Chudacoff – O melhor brinquedo é um pedaço de pau. Pode ser chocante, mas, se você pensar, um bastão, uma
bola ou uma caixa vazia são o tipo de brinquedo com que todo mundo brinca. Você pode fazer várias coisas com
eles, usar sua imaginação e criar. Na maioria das vezes, as crianças enjoam dos brinquedos industrializados muito
rapidamente.
Época – O senhor afirma que as crianças brincam cada vez mais tempo sozinhas. Isso é necessariamente
ruim?
Chudacoff – Com um jogo, um computador, um videogame ou mesmo assistindo à televisão, as crianças não
brincam com os vizinhos, não correm pelas redondezas. Certamente uma criança que brinca sozinha várias horas
por dia vai ter um tipo diferente de personalidade que o de alguém que interage com outras crianças. Tendemos a
olhar mais para o lado negativo desses novos hábitos, que é mais evidente, mas as crianças de hoje têm de usar
sua imaginação da mesma forma que seus antepassados. Elas não estão se tornando zumbis ou robôs.
Época – As crianças brincam o suficiente?
Chudacoff – Tempo é liberdade quando se fala em brincar. E os pais estão tão preocupados em dar experiências
enriquecedoras a seus filhos que acabam tomando conta do tempo de brincar. Eles as inscrevem em ligas de
futebol, em aulas de ginástica. Além de tentar educá-las, eles tentam evitar que as crianças saiam de casa e façam
algo perigoso. O tempo livre para brincadeiras, infelizmente, tem sido reduzido.
(CHUDACOFF, Howard. As crianças têm de brincar mais. In: Revista Época, 10 de março de 2008, edição 512, p.104-106.)
O verbo assistir pode assumir mais de uma significação dependendo do contexto e da regência que o acompanha. Logo, no período “com um jogo, um computador, um vídeo game ou mesmo assistindo à televisão” (5.ª fala), a alternativa em que esse verbo apresenta regência e sentido idênticos ao do fragmento é:
Atenção: As questões de números 41 a 46 referem-se ao texto que segue.
Perversão da Aufklärung*
Os países da América Latina realizaram a sua independência política sob o influxo da Ilustração. Os seus promotores assumiram alguns princípios desta, que atuaram como fator de unidade dentro da grande diversidade das culturas existentes entre o México e a Terra do Fogo. Um desses princípios pode ser expresso por meio das seguintes proposições: 1) o saber trará a felicidade dos povos; 2) este saber é aquele que veio da Europa, trazido pelo colonizador; 3) os detentores deste saber formam uma elite que deve orientar o destino das jovens nações.
A principal conseqüência foi a idéia de que o saber seria difundido entre todos, a partir das luzes de uns poucos. Esta era a missão das elites, como se elas dissessem: “Devemos possuir os instrumentos do poder, porque sabemos, e como sabemos, levaremos os outros ao saber, que é a felicidade. Confiem em nós.”
Mas essas convicções e atitudes de cunho acentuadamente ideológico tiveram, ao contrário, a conseqüência de fechar e restringir a iniciação na cultura intelectual, bem como o seu uso social e político. De ideal ilustrado, teoricamente universal e altruísta, ele se tornou em boa parte um saber de classe e de grupo, um instrumento de dominação que serviu por sua vez para segregar o povo e mantê-lo em condição inferior pela privação do saber.
(Antonio Candido, Textos de intervenção)
* Aufklärung: termo alemão que designa a Ilustração, movimento intelectual do século XVIII, caracterizado pela centralidade do conhecimento racional e da idéia de progresso.
Os elementos sublinhados em
Atenção: As questões de números 31 a 40 referem-se ao texto que segue.
Beethoven e a tartaruga
A biologia estuda todos os seres vivos e não explica a origem mesma da vida, nem parece que a isso se devota: restringe- se (e não é pouca coisa) à descrição e à compreensão dos processos vitais, seja de um protozoário, da máquina humana ou de outras espécies. Talvez por isso aquele jovem biólogo, que conheço desde que nasceu, nunca deixe de me fazer sérias advertências quando lhe falo do “diferencial” humano. Ainda outro dia manifestava eu a convicção de que Beethoven é infinitamente superior a uma tartaruga, e a réplica veio na hora: “Superior em quê?” Perguntei-lhe se ele já havia se comovido com alguma sinfonia composta por um ovíparo de carapaça, e ele contra-atacou querendo saber quantos ovos Beethoven seria capaz de botar numa única noite. Ponderei que compor uma sinfonia é tarefa indiscutivelmente mais complexa do que ovular, mas aí percebi que caíra na armadilha do jovem biólogo: no plano da natureza não funciona o juízo de valor. Disse-lhe isso, para me antecipar a ele, e busquei triunfar: “Pois é, o juízo de valor é uma propriedade exclusivamente humana!” Novo contra-ataque: “Você já foi uma tartaruga, um símio, uma planta carnívora, para ter tanta certeza?”
E a conversa prosseguiu nesse compasso, tentando eu me valer de conceitos como “espiritualidade”, “consciência de si”, “livre-arbítrio”, “subjetividade”, “capacidade crítica” e coisas que tais, ao que ele se contrapunha descrevendo a fotossíntese, o mimetismo dos camaleões, as táticas de sobrevivência dos parasitas etc. etc. Ao fim da discussão, parecíamos empatados: ele não me convencera de que um dromedário pudesse vir a desenvolver aguda sensibilidade para a pintura, e eu não o demovera da idéia de que o homem é um ser tão natural como um antúrio, que também nasce, vive e morre. Para não perder em definitivo a autoridade, sugeri ainda que o vinho que eu lhe
oferecera, e que estávamos bebendo tão prazerosamente, não apenas ditava o rumo da nossa conversa como propiciava um deleite físico e espiritual de que seria incapaz uma borboleta. Ao que ele retrucou: "Quantas vezes você já foi uma lagarta?"
Achei melhor ir dormir. Dormir, sonhar talvez... (A propósito: com o que será que costumam sonhar as bactérias?)
(Nicolau Ramasco, inédito)
São exemplos de uma mesma função sintática os elementos sublinhados em:
O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.
O pior cego
AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do
crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de
3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas
alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.
A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a
6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua
bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:
como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força
9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço
poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a
polícia.
12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria
saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas
cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de
15 advertência.
Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os
olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o
18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora
assaltado.
SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.
A oração “que estava apenas começando na carreira do crime” (linhas 1-2) é classificada como subordinada substantiva
O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.
O pior cego
AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do
crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de
3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas
alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.
A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a
6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua
bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:
como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força
9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço
poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a
polícia.
12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria
saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas
cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de
15 advertência.
Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os
olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o
18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora
assaltado.
SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.
No trecho “A primeira delas: facilidades são enganosas” (linha 5), a função sintática do termo enganosas é:
O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.
O pior cego
AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do
crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de
3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas
alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.
A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a
6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua
bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:
como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força
9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço
poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a
polícia.
12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria
saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas
cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de
15 advertência.
Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os
olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o
18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora
assaltado.
SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.
A palavra ideal (linha 6) equivale, morfológica, sintática e semanticamente, à que está sublinhada em:
O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.
O pior cego
AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do
crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de
3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas
alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.
A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a
6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua
bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:
como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força
9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço
poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a
polícia.
12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria
saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas
cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de
15 advertência.
Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os
olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o
18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora
assaltado.
SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.
Em “[...] o cego o prendera num abraço poderoso [...]” (linha 9), o termo sublinhado exerce a função sintática de
Assinale a alternativa em que a vírgula está empregada incorretamente.
Assinale a alternativa CORRETA em relação à regência verbal.
Assinale a alternativa em que a retirada da(s) vírgula(s) altera o sentido da frase.
“O ex-presidiário precisa trabalhar bastante para integrar-se à sociedade _________ passará a viver.”
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a frase, de acordo com a regência do verbo.
Com base no texto abaixo, responda às questões de 01 a 04.
- _____O instituto da imunidade parlamentar é oriundo
- do direito britânico. Remonta à necessidade de se
- armar o Legislativo contra o autoritarismo dos
- monarcas. É consagrado até hoje em países
- democráticos de todo o mundo. Mas a questão é
- tratada, na maioria deles, de forma um pouco diferente
- da brasileira.
- _____Na Inglaterra, berço da imunidade parlamentar,
- assim como na França, o privilégio é concedido de
- forma discreta. A isenção de prisão só é cabível
- quando os congressistas estão em sessão, ou seja,
- durante três ou quatro meses por ano. Nesse período,
- a ação penal pública fica suspensa. Não existe
- imunidade quando se trata de flagrante delito.
- _____Nos Estados Unidos, a imunidade parlamentar
- não funciona durante o recesso do Congresso e
- também não vale para os casos de traição, falta grave
- ou alteração da paz. Em Portugal, a Constituição de
- 1976 manteve a imunidade material dos parlamentares,
- ao impedir a prisão sem prévia autorização do
- Congresso.
- _____A Alemanha também assegura a imunidade
- parlamentar, mas não torna os deputados isentos de
- processos que envolvam crime de ofensa. Se um
- deputado ofender alguém em uma entrevista, pode ser
- processado pela vítima, sem prévia autorização do
- Poder Legislativo. Em Costa Rica, democracia da
- América Central, a Constituição permite que um
- deputado renuncie a sua prerrogativa de imunidade.
- Essa renúncia não é permitida no Brasil.
(Visão – 10/2007)
Em “Se um deputado ofender alguém em uma entrevista...” (linha 24), o vocábulo destacado estabelece, na oração, uma relação de
Com base no texto abaixo, responda às questões de 01 a 04.
- _____O instituto da imunidade parlamentar é oriundo
- do direito britânico. Remonta à necessidade de se
- armar o Legislativo contra o autoritarismo dos
- monarcas. É consagrado até hoje em países
- democráticos de todo o mundo. Mas a questão é
- tratada, na maioria deles, de forma um pouco diferente
- da brasileira.
- _____Na Inglaterra, berço da imunidade parlamentar,
- assim como na França, o privilégio é concedido de
- forma discreta. A isenção de prisão só é cabível
- quando os congressistas estão em sessão, ou seja,
- durante três ou quatro meses por ano. Nesse período,
- a ação penal pública fica suspensa. Não existe
- imunidade quando se trata de flagrante delito.
- _____Nos Estados Unidos, a imunidade parlamentar
- não funciona durante o recesso do Congresso e
- também não vale para os casos de traição, falta grave
- ou alteração da paz. Em Portugal, a Constituição de
- 1976 manteve a imunidade material dos parlamentares,
- ao impedir a prisão sem prévia autorização do
- Congresso.
- _____A Alemanha também assegura a imunidade
- parlamentar, mas não torna os deputados isentos de
- processos que envolvam crime de ofensa. Se um
- deputado ofender alguém em uma entrevista, pode ser
- processado pela vítima, sem prévia autorização do
- Poder Legislativo. Em Costa Rica, democracia da
- América Central, a Constituição permite que um
- deputado renuncie a sua prerrogativa de imunidade.
- Essa renúncia não é permitida no Brasil.
(Visão – 10/2007)
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
O texto C servirá de referência para responder às questões de 42 a 49.
TEXTO C A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados deu um passo atrás há uma semana. O grupo aprovou por unanimidade o projeto que pretende banir o uso de palavras estrangeiras em anúncios publicitários, meios de comunicação, documentos oficiais, letreiros de lojas e restaurantes. Caso o projeto se tome lei, quem for comprar um mouse para computador terá de procurar na prateleira por um “rato”. Aliás, ao comprar o próprio computador, terá de pedir ao lojista por um “ordenador”. Não se poderá mais promover shows, e sim apresentações musicais... e por aí afora. O projeto, que já passou pelo Senado, será agora encaminhado à votação no plenário da Câmara. Caso ele seja aprovado, o Congresso terá deflagrado um retrocesso sem precedentes na história da língua portuguesa. O projeto se baseia na premissa desmiolada de que o português estaria ameaçado pela invasão de termos em inglês usados pela população, principalmente aqueles trazidos pelas novidades tecnológicas. A percepção de que a língua de Camões estaria perdendo a guerra contra um ataque incessante de estrangeirismo é equivocada e despreza a natureza dos idiomas. (Rafael Corrêa e Vanessa Vieira-Revista Veja, 26 de dezembro de 2007). |
Considerando que os sinais de pontuação são recursos gramaticais ou estilísticos, analise as seguintes passagens do texto.
I. que pretende banir o uso de palavras estrangeiras em anúncios publicitários, meios de comunicação, documentos oficiais, letreiros de lojas e restaurantes.”
II. “Caso o projeto se tome lei, quem for comprar um mouse...”
III. “Não se poderá mais promover shows, e sim apresentações musicais...”
Pode-se AFIRMAR:
O texto C servirá de referência para responder às questões de 42 a 49.
TEXTO C A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados deu um passo atrás há uma semana. O grupo aprovou por unanimidade o projeto que pretende banir o uso de palavras estrangeiras em anúncios publicitários, meios de comunicação, documentos oficiais, letreiros de lojas e restaurantes. Caso o projeto se tome lei, quem for comprar um mouse para computador terá de procurar na prateleira por um “rato”. Aliás, ao comprar o próprio computador, terá de pedir ao lojista por um “ordenador”. Não se poderá mais promover shows, e sim apresentações musicais... e por aí afora. O projeto, que já passou pelo Senado, será agora encaminhado à votação no plenário da Câmara. Caso ele seja aprovado, o Congresso terá deflagrado um retrocesso sem precedentes na história da língua portuguesa. O projeto se baseia na premissa desmiolada de que o português estaria ameaçado pela invasão de termos em inglês usados pela população, principalmente aqueles trazidos pelas novidades tecnológicas. A percepção de que a língua de Camões estaria perdendo a guerra contra um ataque incessante de estrangeirismo é equivocada e despreza a natureza dos idiomas. (Rafael Corrêa e Vanessa Vieira-Revista Veja, 26 de dezembro de 2007). |
Considerando o contexto, sejam os fragmentos:
“Caso o projeto se torne lei...”
“Caso ele seja aprovado...”
Os conteúdos dessas orações funcionam como
Marque a opção correta em que o sentido expresso entre parênteses corresponde à regência verbal estabelecida, de acordo com a norma culta da língua.
Leia o texto B para responder às questões de 31 a 39.
TEXTO B DE ONDE VEM NOSSA MORAL Numa prisão em Milwaukee, nos Estados Unidos, há uma disciplina rigorosa a ser seguida. Os presos têm de ficar em lugares específicos durante as atividades diárias de limpeza, exercícios e alimentação. Isso se tornou um problema para um jovem prisioneiro, que não conseguia entender o que os carcereiros queriam que ele fizesse. Foi aí que o grupo todo de presos passou a protegê-lo. Cada vez que o jovem Kidogo se sentia agitado e confuso, gritava. Os demais presos vinham em seu socorro, pegavam-lhe a mão e lhe indicavam o que fazer. Ao ouvir uma história dessas, tendemos a definir essa demonstração de solidariedade como um comportamento humanitário. Neste caso, estaríamos errados. Kidogo era um jovem bonobo, um primata parecido com um chimpanzé, e a prisão em que foi encarcerado é o zoológico de Milwaukee. Não há, portanto, nada de humano nesse comportamento, descrito pelo biólogo holandês Frans de Waal. [...] Um campo de estudos vem dando força, nos últimos anos, à tese de que a moral não deriva da civilização, e sim de nossa própria “porção animal”. Recentes pesquisas de neurocientistas e psicólogos sugerem que os seres humanos têm um senso inato de certo e errado. Os cientistas usaram imagens de ressonância magnética para mapear quais áreas do cérebro são acionadas quando julgamentos morais são feitos. E descobriram que tomar uma decisão ética aumenta a atividade cerebral principalmente em regiões associadas a resposta emocionais. Portanto, resolver um dilema moral está ligado à emoção, ainda que regiões encarregadas do pensamento racional também sejam ativadas. O resultado das pesquisas reforça a tese de que já nascemos com um senso moral. Mas, se os seres humanos vêm “equipados de fábrica” com um senso moral, por que não vivemos num mundo perfeito, em que todos fazem o bem uns aos outros? O pesquisador Marc Hauser, da Universidade Harvard, responde com um conceito emprestado do estudo da linguagem, desenvolvido pelo americano Noam Chomsky. A tese de Chomsky é que todos os seres humanos nascem sabendo as estruturas fundamentais da linguagem, que seriam comuns a todas as línguas. Mas o idioma que cada um falará dependerá do ambiente e da cultura onde cresce. Segundo Hauser, o mesmo ocorreria com a moral. Todos os seres humanos nascem com esse senso codificado em seu cérebro. A estrutura seria a mesma. Mas sua interpretação mudaria de acordo com os valores do ambiente. A ciência começa a nos mostrar de onde vem a moral. Mas isso não nos exime da responsabilidade de ensiná-la, praticá-la e vigiar os que se desviam dela. (Texto adaptado - Revista Época, 10 de dezembro de 2007). |
“Cada vez que o jovem Kidogo se sentia agitado e confuso, gritava.”
Sobre o período acima, pode-se afirmar:
Texto 1:
-
Gente boa
-
Li outro dia um artigo sobre monges budistas, freiras de clausura e essa gente toda que medita com freqüência. Estudos provaram que eles têm mais desenvolvida a parte do cérebro que percebe o aspecto luminoso das coisas. Enxergam mínimas virtudes, têm mais compaixão e sabem amar com desprendimento.
Há sete anos passei um mês em Myanmar, a antiga Birmânia, e lembro-me de sentir nitidamente que aquela gente era melhor do que eu. Havia harmonia e benevolência na expressão das pessoas. Eu acordava predisposta para o bem, não porque seja de fato boa, mas porque era o que se esperava de mim. Ninguém na rua imaginava que eu pudesse dar um golpezinho, enganar ou pensar algo crítico enquanto sorria gentilmente. A delicadeza ali está por toda parte e aponta para o que há de mais puro na gente, contagiando com qualidades sublimes. Enquanto estive com aquela gente, umas belezas emboloradas foram brotando feito susto de dentro dos meus egoísmos. Por lá não há, ou não havia na época, o hábito da televisão a qualquer hora, nem sequer existia TV por satélite, e a cultura mantinha-se, assim, preservada dos costumes ocidentais. Não vi uma pessoa vestindo calça jeans, nem eu mesma, que rapidamente aprendi a amarrar panos na cintura para fazer saia igual às das moças de lá – se amarrar diferente vira saia de homem. A única infiltração de hábito ocidental que se percebe é um pouco de cinema e, mesmo assim, os filmes são quase sempre indianos.
Quem chega ali vindo de um mundo em que tudo se consegue por força fica perplexo diante dos meninos e meninas que escolhem passar, às vezes três anos de sua adolescência burilando o espírito em monastérios budistas, no preparo para a vida adulta. Saem sabendo tudo de abnegação, generosidade, da importância do silêncio, do não julgamento... Sabem pouco ou nada de sexo, drogas e rock'n'roll. E conseguem viver sem isso, rindo! Não pretendo fazer o relato sentimentalóide da pureza de um povo simples e isolado do mundo, mas é que a virtude precisa mesmo de exercício para manter-se espontânea, e aquele povo, sei lá por quê, parece achar essa prática importante. (...)
Tenho consciência de que um dia fui melhor do que hoje – quando eu era mais simples. A vida foi se sofisticando, me deixando esperta e mais apta para o jogo social. Tive ganhos com isso mas perdi algo de genuíno que me diferenciava. Fui perdendo, no correcorre do "fiz, faço, aconteço,” o que me aproximava de uma experiência particular e única – e melhor, eu acho.
Felizmente, nada é irreversível e não preciso morar em Myanmar para resgatar minhas virtudes distantes. Posso fazer isso do meu apartamento em Copacabana - nada é mais poderoso que a firmeza de uma intenção.
Mas aí... cadê a firmeza?
-
PROENÇA, Maitê. Entre ossos e a escrita. Rio de Janeiro, 2004. p.99-100. (Fragmento)
A oração grifada em "Tenho consciência de que um dia fui melhor do que hoje" exerce a mesma função sintática que o termo destacado na seguinte opção: