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Q1713269 Português

O que é Agricultura Sintrópica?

Dayana Andrade


    Não existe uma resposta rápida. Temos que ser francos e, logo de cara, avisar que aqui você não vai encontrar uma receita pronta para copiar e colar. A agricultura sintrópica (também descrita como agrofloresta sucessional) não é um pacote tecnológico que pode ser comprado, nem um plano definitivo de design ajustável para todos os gostos. Ela é, antes de tudo, uma mudança no olhar. É uma nova proposta de leitura dos ecossistemas que abre caminho para que o agricultor aprenda a buscar suas respostas usando outro raciocínio, bem diferente do que estamos acostumados.

    A Agricultura Sintrópica é constituída por um conjunto teórico e prático de um modelo de agricultura desenvolvido por Ernst Götsch, no qual os processos naturais são traduzidos para as práticas agrícolas tanto em sua forma, quanto em sua função e dinâmica. Assim podemos falar em regeneração pelo uso, uma vez que o estabelecimento de áreas agrícolas altamente produtivas, e que tendem à independência de insumos e irrigação, tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do microclima e o favorecimento do ciclo da água. Ou seja, o plantio agrícola é concomitante à regeneração de ecossistemas.

    Ao invés de receitas, há um conjunto de conceitos e técnicas que viabilizam o acesso a suas características fundamentais. O criador da Agricultura Sintrópica, Ernst Götsch, baseia sua cosmovisão transdisciplinar em muita ciência e a prática diária de mais de cinco décadas. A lógica que orienta sua tomada de decisão percorre um trajeto que nasce na ética de Kant e atravessa a física, a filosofia grega e a matemática. Ele também se apoia na biologia, química, ecologia e botânica, e se abastece da cena tecnológica do momento, adaptando técnicas e ferramentas de outras áreas. Portanto, a agricultura de Ernst Götsch se vale de um encadeamento coerente e sistemático de dados, livre de contradições internas, que não somente percorre uma narrativa lógica como também inclui uma expressão concreta no fim do caminho. Do planejamento à execução do plantio, há método, e há resultado prático. Mais que uma boa ideia, a Agricultura Sintrópica comprovadamente funciona, e pode responder aos maiores desafios sociais e ambientais do nosso tempo.

Disponível em: https://agendagotsch.com/pt/what-is-syntropic-farming/

Sobre aspectos estruturais do texto, assinale a opção em que há uma afirmativa correta:
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Q1711563 Português
Analise as seguintes assertivas sobre emprego de sinais de pontuação no texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O sinal de dois-pontos nas linhas 03 (as duas ocorrências), 05 e 12 exerce – em todos os casos – a função de introduzir um esclarecimento sobre o que foi dito antes. ( ) As duas vírgulas da linha 09 isolam um termo que a gramática chama de aposto. ( ) A oração isolada por vírgulas nas linhas 15 e 16 e a oração, também isolada por vírgulas, da linha 18 são, ambas, temporais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q1707559 Português
Novo Código de Ética mira preconceito contra médicos com deficiência: 'Achavam que a Medicina não era mais para mim'

Mônica Manir

De São Paulo para a BBC News Brasil

30 junho 2019

Em 2008, quando tinha 23 anos e estava no quarto ano de Medicina, o goiano Marcos Vinícius Nunes da Silva sofreu uma lesão cervical nas vértebras C3, C4 e C5 em um acidente de carro em Porto Velho. Percebeu na hora que estava tetraplégico. "Deixei de ser estudante de Medicina para ser paciente."

Foram 11 meses de recuperação motora após à cirurgia. Mas sua tetraplegia parcial não o impediu de se formar e de atuar como clínico-geral em unidade de pronto-atendimento. "Colegas de classe, professores da faculdade e mesmo outros médicos achavam que a Medicina não era mais para mim."

Segundo ele, alguns colegas vetavam sua presença em grupos do internato, período em que o aluno de Medicina estagia em hospitais e é supervisionado em tomadas de decisão e aquisição de destreza em procedimentos. Três deles disseram à Silva que ele devia estar fazendo sessões de fisioterapia, e não frequentando a faculdade. "Julgaram meu aspecto físico, e não o meu intelectual."

Dos pacientes, a receptividade tendeu à ser outra: "Até hoje, doentes que ainda não decoraram meu nome pedem para se consultarem com o 'médico da cadeira (de rodas)'". Em 2016, três anos depois da formatura, abriu uma clínica popular em Goianésia (GO), onde já atendeu mais de 15 mil pessoas. Ali, alterna entre uma cadeira de rodas elétrica e outra manual e atende os pacientes em uma maca adaptada à sua altura.

Silva está entre os que celebram um inciso do novo Código de Ética Médica que estipula ser "direito do médico com deficiência ou com doença, nos limites de suas capacidades e da segurança dos pacientes, exercer a profissão sem ser discriminado".

(Fragmento adaptado) Disponível em: < https://www.bbc.com/portuguese/geral-48657570> Acesso em 1º nov. 2020. 
As aspas, no texto em análise, têm como função:
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Ano: 2021 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2021 - FURB - SC - Coletador |
Q1707311 Português
Em um país onde, de acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2018, apenas 0,5% dos 8,45 milhões de estudantes possuem alguma deficiência, o assunto da inclusão social dessas pessoas no ambiente acadêmico ainda _____ muito o que avançar. Na Universidade Regional de Blumenau, a professora do Programa de PósGraduação em Educação, Andrea Soares Wuo, coordena pesquisas _____ a educação inclusiva dos estudantes, mas _____ a perspectiva das próprias pessoas com deficiência, e não apenas a partir da visão de professores ou da família dos estudantes. [...]

Na FURB, todos os estudantes com algum tipo de deficiência, seja ela física, auditiva, visual, intelectual ou múltipla _____ o direito de solicitar assistência dentro da Universidade. Para isso, basta sinalizar a condição no momento da matrícula e procurar a Coordenadoria de Assuntos Estudantis (CAE) da FURB.

Segundo a coordenadora da CAE, Lucymara Valentini Borges, entre os projetos e programas da coordenadoria, está o serviço de Atendimento Educacional Especializado (AEE), que proporciona aos estudantes com deficiência professores especializados, intérpretes de libras e profissionais de apoio. A FURB, através desse atendimento, analisa as demandas de cada aluno e faz adaptações, de materiais até o mobiliário.

Disponível em: http://www.furb.br/web/1704/noticias/ pesquisas-sobre-educacao-inclusiva-revelam-barreiras/8537. Acesso em: 04/fev/2021. [adaptado]
No trecho “... a professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Andrea Soares Wuo, coordena pesquisas...”, as vírgulas foram corretamente empregadas para:
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Q1705474 Português

Texto 15A2-II


     Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados. 

                                  Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ciranda Cultural, 2018. p. 49.

No trecho “Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade!”, do texto 15A2-II, o emprego do ponto de exclamação enfatiza a expressão de um sentimento do narrador. Assinale a opção que apresenta esse sentimento.
Alternativas
Q1703342 Português

Texto para o item.

Internet: <www.noticias.r7.com> (com adaptações).

Acerca das relações e dos mecanismos de coesão no texto, julgue o item.


A inserção do vocábulo entretanto, isolado entre vírgulas, após o termo “imóveis” (linha 34) evidenciaria a relação de sentido existente entre o sétimo parágrafo e os anteriores.
Alternativas
Q1703336 Português

Texto para o item.

Internet: <www.noticias.r7.com> (com adaptações).

Julgue o item, que consiste em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que se refere ao correto emprego dos sinais de pontuação.
“De acordo com a referida pesquisa, o resultado foi positivo em todas as regiões. O melhor resultado foi observado no Sudeste, onde as vendas de imóveis subiram 93,3% no 3.o trimestre. No Centro-Oeste, o aumento foi de 70% no período, seguido da região Norte, onde as vendas subiram 64,5%.” (linhas de 23 a 28): De acordo com a referida pesquisa, o resultado foi positivo em todas as regiões: o melhor foi observado no Sudeste, onde as vendas de imóveis subiram 93,3% no 3. o trimestre; no Centro-Oeste, o aumento foi de 70% no período; na região Norte, as vendas subiram 64,5%.
Alternativas
Q1703335 Português

Texto para o item.

Internet: <www.noticias.r7.com> (com adaptações).

Julgue o item, que consiste em propostas de reescrita para trechos destacados do texto, no que se refere ao correto emprego dos sinais de pontuação.
“segundo a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, divulgada em novembro de 2020 pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).” (linhas de 3 a 5): segundo a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais divulgada, em novembro de 2020, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Alternativas
Q1701939 Português

Texto para o item.





Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

O emprego da vírgula após “(Secovi)” (linha 8) justifica-se por separar oração com função adjetiva de sentido explicativo.
Alternativas
Q1701675 Português

Internet:<https://g1.globo.com> (com adaptações).

No título do texto, o trecho que aparece entre aspas (“”) é
Alternativas
Q1700600 Português

No que se refere à estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item.


Na linha 5, a supressão da vírgula não prejudica a correção gramatical do texto, embora altere o sentido explicativo da oração posterior.

Alternativas
Q1699466 Português

Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de

uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: <http://:anpur.org.br>  (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.
O emprego de vírgulas para isolar o trecho “enquanto aglomerações urbanas” (l.26) justifica-se pela natureza explicativa desse trecho dentro do período.
Alternativas
Q1698789 Português

Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.


Mantém a correção gramatical e os sentidos textuais a seguinte reescrita do trecho “A cultura não apenas fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece, também, um discurso sobre suas causas e consequências.” (linhas de 13 a 16): A cultura não oferece apenas os nomes de um conjunto de emoções, mas também um discurso sobre suas causas e consequências.

Alternativas
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: CODEN Prova: VUNESP - 2021 - CODEN - Engenheiro Civil |
Q1693820 Português
Lições de vida

    Em 2009, um avião pousou de emergência no rio Hudson. O piloto era Sully Sullenberger e as 155 pessoas a bordo foram salvas por uma manobra impossível, perigosa, milagrosa. Sully virou herói e a lenda estava criada.
    Em 2016, no filme “Sully, o herói do rio Hudson”, Clint Eastwood revisitou a lenda para contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão Sully Sullenberger. Ele salvara 155 pessoas, ninguém contestava. Mas foi mesmo necessário pousar no Hudson? Ou o gesto revelou uma imprudência criminosa, sobretudo quando existiam opções mais sensatas?
    Foram feitas simulações de computador. E a máquina deu o seu veredicto: era possível ter evitado as águas do rio e pousar em LaGuardia ou Teterboro. O próprio Sully come- çou a duvidar das suas competências. Todos falhamos. Será que ele falhou?
    Por causa desse filme, reli um dos ensaios de Michael Oakeshott, cujo título é “Rationalism in Politics”. Argumenta o autor que, a partir do Renascimento, o “racionalismo” tornou- -se a mais influente moda intelectual da Europa. Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na razão dos homens como guia único, supremo, da conduta humana.
     Para o racionalista, o conhecimento que importa não vem da tradição, da experiência, da vida vivida. O conhecimento é sempre um conhecimento técnico, ou de uma técnica, que pode ser resumido ou aprendido em livros ou doutrinas.
    Oakeshott argumentava que o conhecimento humano depende sempre de um conhecimento técnico e prático, mes- mo que os ensinamentos da prática não possam ser apresentados com rigor cartesiano.
    Clint Eastwood revisita a mesma dicotomia de Oakeshott para contar a história de Sullenberger. O avião perde os seus motores na colisão com aves; o copiloto, sintomaticamente, procura a resposta no manual de instruções; mas é Sully quem, conhecendo o manual, entende que ele não basta para salvar o dia.
    E, se os computadores dizem que ele está errado, ele sabe que não está – uma sabedoria que não se encontra em nenhum livro já que a experiência humana não é uma equa- ção matemática.
    As máquinas são ideais para lidar com situações ideais. Infelizmente, o mundo comum é perpetuamente devassado por contingências, ambiguidades, angústias, mas também súbitas iluminações que só os seres humanos, e não as má- quinas, são capazes de entender.
    Quando li Oakeshott, encontrei um filósofo que, contra toda a arrogância da modernidade, mostrava como a nossa imperfeição pode ser, às vezes, uma forma de salvação. O ensaio era, paradoxalmente, uma lição de humildade e uma apologia da grandeza humana. Eastwood, aos 86 anos, traduziu essas imagens.

(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)
Leia os trechos do texto.

Clint Eastwood revisitou a lenda para contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão Sully Sullenberger. (2° parágrafo)

Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na razão dos homens como guia único, supremo, da conduta humana. (4° parágrafo)

Os dois-pontos foram empregados nesses trechos, respectivamente, para inserir no texto
Alternativas
Q1693646 Português
TEXTO I

Você reconhece quando chega a felicidade?
Ana Paula Padrão

    Tenho uma forte antipatia pela obrigação de ser feliz que acompanha o Carnaval. Quem foge da folia ganha o rótulo de antissocial, depressivo ou chato. Nada contra o Carnaval. Apenas contra essa confusão de conceitos. Uma festa alegre não significa que você esteja plenamente feliz. E forçar uma situação de felicidade tem tudo para terminar em arrependimento e frustração. Aliás, você reconhece a felicidade quando ela chega? Sabe que está sendo feliz naquele momento? Espere um pouco antes de responder. Pense de novo.
     Estamos falando de felicidade! Não de uma alegria qualquer. E qual é a diferença? Bem, descrever a felicidade não é fácil. Ela é muito recatada. Não fica ali, posando para foto, sabe? Mas um Manual de Reconhecimento da Felicidade diria mais ou menos o seguinte: Ela é mansa. Não faz barulho. Ao mesmo tempo é farta. Quando chega, ocupa um espaço danado. Apesar disso, você quase não repara que ela está ali. Se chamar a atenção, não é ela. É euforia. Alegria. A licenciosidade de uma noite de Carnaval. Ou um reles frenesi qualquer, disfarçado de felicidade.
    A dita cuja é discreta. Discretíssima. E muito tranquila. Ela te faz dormir melhor. E olha, vou te contar uma coisa: a felicidade é inimiga da ansiedade. As duas não podem nem se ver. Essa é a melhor pista para o seu Manual de Reconhecimento da Felicidade. Se você se apaixonou e está naquela fase de pura ansiedade, mesmo que esteja superfeliz, não é felicidade. É excitação. Paixonite. Quando a ansiedade for embora, pode ser que a felicidade chegue. Mas ninguém garante.
    É temperamental, a felicidade. Não vem por qualquer coisa. E para ficar então… hi, não conheço nenhum caso de alguém que a tenha tido por perto a vida inteira. Por isso é tão importante reconhecê-la quando ela chega. Entendeu agora por que a minha pergunta? Será que você sabe mesmo quando está feliz? Ou será que você só consegue saber que foi feliz quando a felicidade já passou?
    Eu estudo muito a felicidade. Mas não consigo reconhecê-la. Talvez porque eu seja péssima fisionomista. Ou porque ela seja muito mais esperta do que eu. Mais sábia. Fato é que eu só sei que fui feliz depois. No futuro. Olho para o passado e reconheço: “Nossa, como eu fui feliz naquela época!” Mas no presente ela sempre me dá uma rasteira. Ando por aí, feliz da vida e nem sei que estou nesse estado. Por isso aproveito menos do que poderia a graça que é ter assim, tão pertinho, a tal da felicidade.
    Nos últimos tempos, dei para fazer uma lista de momentos felizes. E aqui é importante deixar claro que esses momentos devem durar um certo período de tempo. Um episódio isolado feliz – como quatro dias de Carnaval, por exemplo – não significa felicidade. A felicidade, quando vem, não vem de passagem. Não dura para sempre, mas dura um tempinho. Gosta de uma certa estabilidade, a danada! O problema é saber que ela está ali na hora em que ela está ali. Mas, voltando à lista, até que ela é longa.
    Já fui bastante feliz. Talvez não na maior parte do tempo. Mas acho que ninguém é. A lista é um grande exercício. Sabendo quando você foi feliz, é mais fácil descobrir por que você foi feliz. Para ser ainda mais funcional, é bom que a lista seja cronológica. Lendo a minha, constato que fico cada vez mais feliz e por mais tempo. Será que ela está aqui agora? Não sei dizer. Mas a paz de que desfruto agora é um sintoma dela.
     E isso não tem nada a ver com a tal obrigação de ser feliz desfilando no Sambódromo. Continuo meus estudos. Já tenho certeza de que hoje sou mais amiga da felicidade do que jamais fui em qualquer tempo. 

Disponível em: https://istoe.com.br/190975_VOCE+RECONHECE+Q UANDO+CHEGA+A+FELICIDADE+/

TEXTO II

Brasileiros estão menos felizes em 2019, diz pesquisa da Ipsos
Os brasileiros estão menos felizes neste ano em comparação com o ano passado, segundo uma pesquisa do instituto Ipsos que avaliou a felicidade da população de 28 países.

   No Brasil, 61% dos entrevistados consideram-se muito felizes ou felizes – uma queda de 12 pontos percentuais em relação à última edição, feita em 2018, quando o resultado foi de 73%. No mundo, o índice de felicidade também caiu de 70% para 64%.
   "Toda vez que há uma eleição presidencial, vemos uma renovação dos ânimos, então 2019 começou com expectativas e depois houve uma frustração.", explica Sandra Pessini, diretora da Ipsos. "Existe uma correlação bem forte entre a confiança na economia e a percepção de felicidade. E a demora na retomada econômica impacta muito a vida e o dia a dia das pessoas."
   "Mas há frustração não só com o governo e com a economia em si. Sabemos que tragédias e a polarização política também impactam essa percepção."
    A pesquisa, chamada Global Happiness Study ou Estudo Global da Felicidade, foi divulgada nesta quarta. Foi feita online com 20,3 mil entrevistados em 28 países, entre 24 de maio e 7 de junho de 2019. Foram mais de 1.000 entrevistados no Brasil e a margem de erro no país é de 3,5 pontos para mais ou para menos.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral49666519
Sobre os textos I e II, assinale a afirmativa CORRETA:
Alternativas
Q1689723 Português
Texto 5A2-I

Socorro


Socorro, eu não estou sentindo nada.
Nem medo, nem calor, nem fogo,
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir.

Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
me empreste suas penas.
Já não sinto amor nem dor,
já não sinto nada.

Socorro, alguém me dê um coração,
que esse já não bate nem apanha.
Por favor, uma emoção pequena,
qualquer coisa que se sinta,
tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido,
em qualquer cruzamento,
acostamento, encruzilhada,
socorro, eu já não sinto nada.

Alice Ruiz. Socorro, 1986. 
No texto 5A2-I, a vírgula foi empregada para separar termos da oração com a mesma função sintática no trecho
Alternativas
Q1689717 Português
Texto 5A2-I

Socorro


Socorro, eu não estou sentindo nada.
Nem medo, nem calor, nem fogo,
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir.

Socorro, alguma alma, mesmo que penada,
me empreste suas penas.
Já não sinto amor nem dor,
já não sinto nada.

Socorro, alguém me dê um coração,
que esse já não bate nem apanha.
Por favor, uma emoção pequena,
qualquer coisa que se sinta,
tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva.

Socorro, alguma rua que me dê sentido,
em qualquer cruzamento,
acostamento, encruzilhada,
socorro, eu já não sinto nada.

Alice Ruiz. Socorro, 1986. 
No primeiro verso de cada estrofe do texto 5A2-I, o termo “Socorro”, isolado por vírgula,
Alternativas
Q1689715 Português
Texto 5A1-III


    Chegando ao Brasil em 1500 com nossos descobridores, praticamente só em 1534 foi introduzida a língua portuguesa com início efetivo da colonização, com o regime das capitanias hereditárias. Conclui-se que a língua que chegou ao Brasil pertence à fase de transição entre a arcaica e a moderna, já alicerçada literalmente.
     No Brasil dessa época, encontraram os descobridores e colonizadores portugueses uma variedade de falares indígenas, no cômputo aproximado de trezentos, hoje reduzidos a cerca de 170, na opinião de um dos seus mais categorizados conhecedores, Aryon Dall’Igna Rodrigues. Grande extensão territorial da nova terra era ocupada pela família Tupi-Guarani, que apresentava pouca diferenciação nas línguas que a integram.
     Veio depois a contribuição das línguas africanas em suas duas principais correntes para o Brasil: ao Norte, de procedência sudanesa, e ao Sul, de procedência banto; temos, assim, no Norte, na Bahia, a língua nagô ou iorubá; no Sul, no Rio de Janeiro e Minas Gerais, o quimbundo.
     A pouco e pouco, à medida que se ia impondo, pela cultura dos europeus, o desenvolvimento e o progresso da colônia e do país independente, a língua portuguesa foi predominando sobre a “língua geral” de base indígena e dos falares africanos, a partir da segunda metade do século XVIII.

Evanildo Bechara. Breve história externa da língua portuguesa. In: Gramática Escolar da Língua
Portuguesa. 2 ed. ampliada e atualizada pelo novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 690-691(com adaptações)
As aspas empregadas na expressão ‘língua geral’, no último parágrafo do texto 5A1-III,
Alternativas
Q1689709 Português
Texto 5A1-I


    As palavras têm um poder tremendo. Repito com assertividade: as palavras têm um poder tremendo. Há palavras que edificam, outras que destroem; umas trazem bênção, outras, maldição. E é entre estas duas balizas que a comunicação vai moldando a nossa vida.
   Há palavras que deviam ser escondidas num baú fechado a sete chaves. Porque não edificam, porque magoam, porque destroem… Há uns tempos fui fazer um exame médico. Após o questionário clínico habitual, a médica prosseguiu: “Agora, vou fazer-lhe umas maldades”. Nesse instante, o meu corpo sucumbiu e o desmaio tornou-se iminente. Ora, a palavra maldade magooume mais do que o próprio exame. Teria sido muito sensato ter escondido tal palavra num quarto escuro. Não teria magoado tanto.
     Mas voltemos às palavras amigas, as que mimam, as que confortam, as que aquecem o coração.
    Sabiam que podem mudar o dia de alguém com uma calorosa saudação? “Bom dia, como está?” Experimentem, sempre que comunicam, escolher palavras com carga afetiva positiva! Por exemplo, se substituírem a palavra “problema” por “situação”, o problema parece tornar-se mais pequeno, não parece? Ou então acrescentar adjetivos robustos quando agradecem a alguém: “Obrigada pela sua preciosa, valiosa ajuda”.
     Se queremos relações pessoais e profissionais mais saudáveis e felizes, usemos e abusemos das palavras positivas na nossa vida. E não nos cansemos de elogiar. Palavras de louvor e honra trazem felicidade não só a quem as recebe, mas também, e sobretudo, a quem as oferece. 

Sandra Duarte Tavares. O poder das palavras. In: Visão, ed. 1298, 2017.
Internet: <visao.sapo.pt> (com adaptações)
No texto 5A1-I, o emprego de reticências no trecho “Porque não edificam, porque magoam, porque destroem…” expressa a ideia de
Alternativas
Q1689591 Português

Texto para a questão.

Internet: <https:www.google.com>.

No primeiro quadrinho, a vírgula que isola “doutor” está
Alternativas
Respostas
6101: D
6102: C
6103: B
6104: A
6105: E
6106: C
6107: C
6108: C
6109: C
6110: A
6111: E
6112: C
6113: C
6114: C
6115: C
6116: B
6117: D
6118: E
6119: B
6120: E