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Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Colônias de pinguins agora são mapeadas por satélites
Cientistas australianos descobriram que população da espécie é duas vezes maior que se pensava
O trabalho de contagem da população de pinguins imperadores na Antártica era uma tarefa árdua. Até agora. Cientistas australianos desenvolveram uma nova tecnologia para mapear o habitat das pequenas aves do espaço. E o resultado foi uma grande surpresa com o número de animais que habitam a área.
A equipe australiana realizou nos últimos três anos o que chamou de "censo de pinguins sem precedentes", com o uso de satélites para mapear a população da espécie em alta resolução, o que permite distinguir os animais de sombras e excrementos. "Sim, esse é o primeiro censo de uma espécie feito do espaço", disse Barbara Wienecke, ecologista da Divisão Antártica Australiana.
A boa notícia é que a população de pinguins imperadores na Antártica é de cerca 595 mil, quase o dobro das estimativas anteriores. A ruim, por outro lado, é que foi descoberto o desaparecimento de algumas colônias devido às mudanças de temperatura ocorridas nos últimos anos, o que coloca o futuro da espécie em xeque.
Antes, as contagens tinham uma grande margem de erro devido à inacessibilidade a algumas colônias que haviam se instalado em locais onde era difícil chegar, além das temperaturas extremas de -5OºC. Mas desta vez a equipe de australianos, que contou com a colaboração de cientistas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, usaram a fotografia aérea para fazer sua análise.
Pinguins imperadores, que têm plumagem preta e branca, se destacam na neve. Isso significa que as colônias ficam visíveis nas imagens de satélite, segundo a publicação PLoS ONE. A técnica também tem a vantagem de não interferir diretamente no habitat onde vive a espécie.
"Na maioria das vezes é possível levar em conta cada colônia, mas agora estamos em posição de comparar como o ambiente das calotas polares se modifica e temos a esperança de continuar monitorando a população de pinguins para ver se ela aumenta ou diminui", afirma Barbara. Os métodos tradicionais apontavam que entre 270 mil e 350 mil exemplares da espécie habitavam a área.
O grande número de pinguins é surpreendente, mas as mudanças climáticas significam riscos para a espécie. A maior preocupação é com as placas planas de gelo que se formam próximas do continente, justamente onde as colônias se instalam. A população maior também pode desequilibrar a cadeia alimentar no nível dos camarões, um alimento fundamental para os pinguins.
"As coisas mudam muito rápido, e por isso não podemos relaxar depois de descobrir que temos mais de meio milhão de pinguins. Se o gelo se modifica e derrete, os pássaros podem começar a disputar espaço", conclui Barbara.
(Disponível em www.estadao.eom.br/)
A oração em destaque em "relaxar depois de descobrir que temos mais de meio milhão de pinguins" pode ser classificada como:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Colônias de pinguins agora são mapeadas por satélites
Cientistas australianos descobriram que população da espécie é duas vezes maior que se pensava
O trabalho de contagem da população de pinguins imperadores na Antártica era uma tarefa árdua. Até agora. Cientistas australianos desenvolveram uma nova tecnologia para mapear o habitat das pequenas aves do espaço. E o resultado foi uma grande surpresa com o número de animais que habitam a área.
A equipe australiana realizou nos últimos três anos o que chamou de "censo de pinguins sem precedentes", com o uso de satélites para mapear a população da espécie em alta resolução, o que permite distinguir os animais de sombras e excrementos. "Sim, esse é o primeiro censo de uma espécie feito do espaço", disse Barbara Wienecke, ecologista da Divisão Antártica Australiana.
A boa notícia é que a população de pinguins imperadores na Antártica é de cerca 595 mil, quase o dobro das estimativas anteriores. A ruim, por outro lado, é que foi descoberto o desaparecimento de algumas colônias devido às mudanças de temperatura ocorridas nos últimos anos, o que coloca o futuro da espécie em xeque.
Antes, as contagens tinham uma grande margem de erro devido à inacessibilidade a algumas colônias que haviam se instalado em locais onde era difícil chegar, além das temperaturas extremas de -5OºC. Mas desta vez a equipe de australianos, que contou com a colaboração de cientistas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, usaram a fotografia aérea para fazer sua análise.
Pinguins imperadores, que têm plumagem preta e branca, se destacam na neve. Isso significa que as colônias ficam visíveis nas imagens de satélite, segundo a publicação PLoS ONE. A técnica também tem a vantagem de não interferir diretamente no habitat onde vive a espécie.
"Na maioria das vezes é possível levar em conta cada colônia, mas agora estamos em posição de comparar como o ambiente das calotas polares se modifica e temos a esperança de continuar monitorando a população de pinguins para ver se ela aumenta ou diminui", afirma Barbara. Os métodos tradicionais apontavam que entre 270 mil e 350 mil exemplares da espécie habitavam a área.
O grande número de pinguins é surpreendente, mas as mudanças climáticas significam riscos para a espécie. A maior preocupação é com as placas planas de gelo que se formam próximas do continente, justamente onde as colônias se instalam. A população maior também pode desequilibrar a cadeia alimentar no nível dos camarões, um alimento fundamental para os pinguins.
"As coisas mudam muito rápido, e por isso não podemos relaxar depois de descobrir que temos mais de meio milhão de pinguins. Se o gelo se modifica e derrete, os pássaros podem começar a disputar espaço", conclui Barbara.
(Disponível em www.estadao.eom.br/)
A expressão "uma tarefa árdua", em destaque no primeiro parágrafo, exerce função sintática de:
O gigolô das palavras
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos
do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma
missão, designada por seu professor de Português:
saber se eu considerava o estudo da Gramática indis
5 pensável para aprender e usar a nossa ou qualquer
outra língua. Suspeitei de saída que o tal professor
lia esta coluna, se descabelava diariamente com
suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aque
la oportunidade para me desmascarar. Já estava até
10preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da re
visão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram
o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos
tinham escolhido os nomes a serem entrevistados.
Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo er
15rado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem,
é um meio de comunicação e que deve ser julgada
exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras
básicas da Gramática, para evitar os vexames mais
20gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma
questão de uso, não de princípios. Escrever bem é es
crever claro, não necessariamente certo. Por exemplo:
dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo?
O importante é comunicar. (E quando possível surpre
25ender, iluminar, divertir, mover… Mas aí entramos na
área do talento, que também não tem nada a ver com
Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. [...]
É o esqueleto que nos traz de pé, mas ele não informa
nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas
30 sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias con
versam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus en-
trevistadores. E adverti que minha implicância com
a Gramática na certa se devia à minha pouca inti-
35midade com ela. Sempre fui péssimo em Português.
Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com
a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida
escrevendo, apesar da minha total inocência na ma-
téria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas cus-
40tas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften
profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço,
as desconhecidas são perigosas e potencialmente
traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas
flexões inomináveis para satisfazer um gosto pas
45sageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo
dominar por elas. [...]
Um escritor que passasse a respeitar a intimida
de gramatical das suas palavras seria tão ineficiente
quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel.
VERISSIMO, Luis Fernando. O gigolô das palavras. In: LUFT, Celso Pedro. Língua e liberdade: por uma nova concepção de língua materna e seu ensino. Porto Alegre: L&PM, 1985. p. 36. Adaptado.
Texto II
Aula de português
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
5 A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
10o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, equipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
15em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Aula de português. In: Reunião: 10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974. p. 81.
Segundo diria o Professor Carlos Góis, mencionado no Texto II, a frase cuja regência do verbo respeita a norma-padrão é:
Considere as orações abaixo.
I. Devem-se calcular os custos com precisão.
II. Tratam-se de cálculos complicados.
III. Devem haver problemas na obra.
A concordância está correta somente em
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação à regência nominal, assinale a alternativa correta.
Leia o poema e responda às questões 12 a 14.
A namorada
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
Manoel de Barros. Tratado geral das grandezas do infinito. Rio de Janeiro, Record, 2001.
O vocábulo SE presente no 7º verso do poema tem a função sintática de:
Leia o texto e responda às questões 4 a 10.
Eles sabem tudo. Será?
Nunca os adolescentes foram tão bem informados sobre sexo. Mas nem sempre eles levam a teoria à prática.
Há uma notícia ótima no campo do comportamento: pesquisas mostram que, quando os jovens de hoje vão fazer a iniciação sexual, já conhecem bem a teoria. A geração atual --- principalmente os adolescentes das classes A e B --- é provavelmente a mais bem informada sobre sexo em todos os tempos. Ela lê a respeito do assunto em revistas, suplementos de jornais e livros educacionais. Assiste a programação de TV que tiram dúvidas sobre sexo. Têm à disposição vários sites da internet que respondem a perguntas relativas ao tema. Por fim, a educação sexual já é obrigatória na maioria das escolas particulares e começa a se espalhar também pelo ensino público. Infelizmente, há uma notícia ruim, que é dada pelo psiquiatra paulista Jairo Bouer, referência da juventude quando o assunto é sexo. “Eles não conseguem processar toda essa massa de informações e, na hora H, fazem quase tantas burradas quanto à geração anterior”. Ele quer dizer que tanta teoria não se traduz necessariamente numa prática mais cuidadosa. O índice de gravidez na adolescência ainda cresce no país. E o uso de camisinha é abaixo do esperado, apesar de todas as campanhas de instituições públicas e privadas.
Quais as razões dessa distância entre a teoria e a prática? A primeira delas é óbvia: sexo não é só uma questão de informação, mas também de maturidade. É fundamental o adolescente conversar de maneira franca com quem está próximo a ele e pode passar a própria experiência sobre o assunto --- ou seja, os pais.
Outra questão é como falar a linguagem do jovem. O grosso das campanhas e dos programas de ensino, segundo especialistas, fracassa justamente nesse ponto. “A maior parte das escolas recorre a palestras, e elas são chatas”, avalia a médica Albertina Duarte Takiuti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. {...}
Angélica Oliveira. Veja Especial Jovens, Seção Comportamento, São Paulo, 2001, págs. 24 e 25.
Em “Assiste À PROGRAMAÇÃO DE TV”, a oração destacada deve ser classificada como:
Onde comprar estantes de livros?
Em 1970, voltando do meu doutoramento, comecei a montar casa no Rio de Janeiro.
Logo notei que as lojas não ofereciam estantes de livros. Havia estantes de tudo, menos de livros. Diante do orçamento apertado, descobri uma solução. Por serem feitas em série, escadas de subir cm postes de luz são muito baratas. Com elas e mais tábuas - para colocar os livros - resolvi o problema.
Quando fui morar em Brasília, em 1980, foi a mesma coisa, pois nas lojas só havia estantes profundas, para jarras ou processos administrativos. Para livros, nem pensar. Comprei sólidas tábuas de mogno e fiz minha linda estante.
Recentemente, com mudanças de escritório, precisei novamente de estantes. Debalde, peregrinei por Tok & 8tok, Etna, Walmart e Leroy Merlin. Eram as mesmas de antes, para bibelôs e jarros. Para livros, ou são horrendas e mal-acabadas (para bibliotecas públicas e feitas de chapa de metal) ou são os precários trilhos verticais, com mãos francesas de encaixe duvidoso.
Acabei comprando gôndolas de quitanda, no mesmo gênero, mas um pouquinho mais robustas. Por desfastio, busquei também no site do Magazine Luiza, encontrando centenas de estantes, mas nem uma só para livros (a maioria era para TV).
Como os donos dessas empresas não são tontos, é inevitável concluir que, se não oferecem boas estantes, é porque não há compradores. Ou seja, o brasileiro frequentador dessas lojas não possui o volume de livros que provocaria a demanda por elas.
Os poucos que precisam de estantes mais avantajadas se entendem com seu marceneiro e pagam as contas, também mais avantajadas.
Triste constatação, pois não? E como será no mundo mais rico? A média brasileira é de apenas 1,8 livro por habitante/ano. Na Colômbia, 2,4. Na França, 7.
Apenas para ter uma ide ia, abri o site do Ikea americano, uma cadeia multinacional de móveis baratos e de bom gosto. Digitando a palavra bookcase, aparecem 725 itens. Há um número para cada cor, aparecendo também acessórios e modelos menos apropriados para livros. Por seguro, digamos que existem mais de 300 modelos de estantes para livros. A comparação é escandalosa.
Falando de estantes de livros, em uma área rural da Islândia, uma casa de camponeses modestíssimos foi transformada em um museu sobre os hábitos e os estilos de vida locais. Mostra a casa como estaria por volta de 1920, austera e espartana, como tu cio no país. Chamou atenção a biblioteca do dono.
A estante, mais alta do que eu e com um bom metro c meio de largura, estava repleta de livros, com o desgaste que corresponde ao uso frequente. Quem já viu estante de livros nas aristocráticas fazendas brasileiras?
Na realidade, os islandeses estão entre os leitores mais furiosos, comprando oito livros por pessoa/ano e os domicílios abrigando uma média de 338 livros. Na Austrália e na Nova Zelândia, acima da metade dos lares tem mais de 100 livros.
Como serão os hábitos de leitura dos brasileiros? Os resultados não são nada lisonjeiros. A média brasileira é de 1,8 livro lido por habitante/ano. Isso se . compara com 2,4 para nossos vizinhos colombianos, cinco para os americanos e sete para os franceses.
Diriam os cínicos, e daí? Um passatempo como outro qualquer.
Biblioteca familiar tem a ver com bons resultados na educação.
Infelizmente, não é assim. Uma pesquisa em 27 países mostrou que a biblioteca familiar se correlaciona mais com bons resultados na educação do que a própria escolaridade dos país.
Uma biblioteca de 500 livros se associa a acréscimos de escolaridade que vão de três a sete anos. Segundo os autores, "uma casa onde os livros são valorizados fornece às crianças ferramentas que são diretamente úteis no aprendizado escolar ... ". E tem mais, leitores mais assíduos visitam mais museus, fotografam mais e, surpresa, praticam mais esportes.
CASTRO, Claudio de Moura. Onde comprar estantes de livros? Revista Veja. 25 jan 2012.
Que opção exerce a mesma função sintática do termo em destaque na sequência: "Na área rural, pela riqueza de exemplares, chamou atenção a biblioteca do dono."
Dize-me os teus genes que te direi quem és
“...Como eu disse antes, qualquer semelhança não é mera coincidência...”
É possível classificar a oração em destaque como subordinada adverbial:
Dize-me os teus genes que te direi quem és
“Mais de três milhões de anos se passaram até que os primeiros primatas...”
A expressão em destaque tem, no contexto, valor semântico de:
Dize-me os teus genes que te direi quem és
“... macacos não estudam Biologia...”
O termo sublinhado exerce função sintática igual àquela da oração destacada em:
Excerto 1:
Ambição e ética
Ambição é tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suasresoluções para o novo milênio. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar pelo mundo. No fim da viagem, você estará de volta à estaca zero quanto ao dinheiro, mas terá cumprido sua ambição. Não há nada de errado em ser ambicioso na vida, muito menos em ter “grandes” ambições. As pessoas mais ambiciosas que conheço não são os pontocom que querem fazer uma IPO (sigla de oferta pública inicial de ações) em Nova York. São os líderes de entidades beneficentes do Brasil que querem “acabar com a pobreza no mundo” ou “eliminar a corrupção do Brasil”. Esses, sim, são ambiciosos. Já ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo o que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição. A maioria dos pais se preocupam bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior. Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
Stephen Kanitz. Veja, 24 jan. 2001 (fragmento)
Excerto 2: Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".
Excerto 3: "A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta".
VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a
edição Ed.Brasiliense, 1993, p.7
Marque a questão em que as regras de regência nominal NÃO foram garantidas:
Assinale a alternativa que apresenta a única frase correta.
O valor semântico expresso pela conjunção destacada em
''Ele jantou e tomou sorvete'' é de:
Analisar os itens abaixo:
I - Um cenário dessa natureza implica, necessariamente, no estabelecimento de mecanismos de arbitragem.
II - Neste caso, preferimos uma construção simples do que uma complexa.
III - Esqueci-me, por completo, de entregar as plantas da casa ao cliente.
Quanto à regência verbal, está(ão) CORRETO(S):
Polícia acha Cézanne roubado na Sérvia
A polícia de Belgrado, na Sérvia, conseguiu recuperar um quadro pintado por Paul Cézanne que havia sido roubado em Zurique, na Suíça. Autoridades francesas foram chamadas e confirmaram a autenticidade da obra, avaliada em US$ 110 milhões.
O Estado de São Paulo, 16 abr 2012, p. A14.
Assinale a alternativa com a frase em que os verbos apresentam a mesma regência que tem confirmaram, em “Autoridades francesas foram chamadas e confirmaram a autenticidade”.
Leia o texto com atenção para responder as questões referentes a ele.
Texto I
Assisto, logo existo
Sintoma William Moreira. Eis a definição do psicólogo Carlos Perktold para a dificuldade da geração pós-64 de entender o que lê.
Por Maurício Dias
Quando leu os resultados da avaliação do desempenho dos estudantes brasileiros do ensino fundamental, revelados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), o psicólogo mineiro Carlos Perktold viu ali, multiplicada milhares de vezes, a situação do jovem Tiago D., de 17 anos, de quem ele cuida profissionalmente.
Tiago, assim como grande parte dos 53 mil alunos que responderam à prova de português do SAEB, são portadores de um problema que Perktold, membro do círculo psicanalítico de Minas Gerais, batizou de sintoma William Moreira.
Todo portador desse sintoma tem uma singularidade: entende apenas o que ouve e não o que lê. Tiago, por exemplo, reclamava de um erro no computador e recebeu instruções escritas para corrigi-lo. Não conseguiu entender o que leu. Depois de ouvir a leitura do que estava escrito disse: “Ah, é isso? Não tem problema, faço agora”.
O sintoma William Moreira parece, mas não é, oligofrenia. Também não é analfabetismo funcional, porque não se manifesta apenas em pessoas com baixa escolaridade. Não é, enfim, uma doença catalogável. É, sim, um fenômeno intelectual de um tempo em que o texto praticamente sucumbiu ao recurso visual e, principalmente, à imagem da televisão.
O batismo do sintoma vem, assim, do cruzamento dos nomes dos dois mais conhecidos locutores-apresentadores de televisão: William, de William Bonner, e Moreira, de Cid Moreira. Em geral, os portadores do sintoma são bem informados sobre tudo o que ouviram, mas nunca sobre o que leram.
Perktold – cuja paixão pela pintura o levou a integrar a Associação Brasileira de Críticos de Arte – contou a história de Tiago no livro Ensaios de Pintura e Psicanálise, lançado no início deste ano. Ele explica, nesta entrevista a Carta Capital, como e por que o problema é preocupante.
[...]
Carta Capital: Uma boa dose de leitura ajuda a reverter a situação?
Carlos Perktold: O portador do sintoma William Moreira não sabe que ele foi construído ao longo de uma existência sem leitura. Com a leitura nasce algo internamente. A dificuldade causadora de sua existência começa quando é chegado o momento de compreender as palavras escritas, formadoras de uma frase, de um pensamento; o momento de ler ou de escrever um simples bilhete.
Na nossa existência há uma hora na qual “a ficha cai” dentro de cada um e o texto passa a ter a sua importância. A minha experiência indica que isso ocorre quando há leituras sucessivas. Quando alguém me pede, aconselho a começar a ler textos menores: crônicas e contos que sirvam de iscas intelectuais. Aconselho também a buscar nos dicionários o significado das palavras desconhecidas. É assim que melhoramos nosso vocabulário e aprendemos a expressar o que queremos.
[...]
Carlos Perktold: A televisão é uma máquina “emburrecedora”. Acabado um programa inteligente, ninguém tem tempo para elaborar [...] o que viu. Surge outro de conteúdo diferente e, com frequência, sem ligação com o primeiro. O show deve continuar. Além disso, há realmente um interesse ideológico de que as pessoas pensem? Por fim, temos essa maravilhosa praga chamada internet. A geração atual imagina encontrar nela casa, comida, roupa lavada e vários salários mínimos, creditados em conta corrente bancária mensalmente. Não descobriram ainda que ela é a velha biblioteca modificada no tempo e no espaço.
Carta Capital, 07 de julho de 2004.
Oligofrenia: escassez de desenvolvimento mental que pode ter causas diversas (hereditárias ou adquiridas).
“Assisto, logo existo”.
A classificação CORRETA da segunda oração na frase acima é:
Leia o trecho abaixo para responder à questão 9.
“Quando saímos do hospital, Pedro já dera entrada no pagamento.”Em relação ao trecho em destaque, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) O trecho em destaque indica um fato que ainda está em andamento. ( ) O trecho em destaque indica um fato totalmente concluído e que ocorreu antes de outro fato também já concluído. ( ) O trecho em destaque indica um fato futuro, mas relativo a um outro, no passado.De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação à regência verbal.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
O piadista do Vaticano
Poggio Bracciolini redescobriu em documentos antigos a arte de contar piadas e virou o comediante da Renascença
Álvaro Oppermann
Um italiano chega a um mosteiro alemão e pergunta: "Vocês têm livro de humor grego?" Parece anedota, mas situações como essa eram comuns para Gian Francesco Poggio Bracciolini (1380-1459). Secretário de 8 papas, o funcionário graduado do Vaticano aproveitava as viagens de trabalho para praticar seu hobby: vasculhar bibliotecas. Entre pilhas de manuscritos em decomposição, Poggio localizou e copiou valiosas obras de gregos e romanos perdidas havia séculos. Mas seu grande achado foi uma coleção de piadas.
No século 15, elas eram mesmo item de colecionador. Abundantes e populares até o fim da Antiguidade - o autor romano Suetônio menciona 150 coletâneas à disposição de seus contemporâneos -, foram sendo banidas e esquecidas, vítimas da moral do cristianismo medieval.
Daí a alegria de Poggio quando encontrou, em um mosteiro no sul da Alemanha, o lendário Philogelos ("Amante do Riso"), uma antologia de humor grego do século 4. Seus contos de escatologia, adultério e burrice, que hoje eliminariam humoristas do Show do Tom, eram flashbacks hilariantes para a sombria Europa medieval. "Com a divulgação do Philogelos, a piada nasceu de novo, e Poggio foi o seu parteiro", escreveu seu biógrafo, William Sheperd, ele mesmo um precursor do humor involuntário.
Em 1451, aos 70 anos, Poggio finalmente publicou sua própria obra humorística. O Liber Facetiarum ("Livro da Jocosidade"), ou apenas Facetiae, era uma coleção em latim de 273 anedotas, a primeira desde o Império Romano. Piadas hoje meio chochas ("Como eu quero que o barbeiro corte meu cabelo? Em silêncio!" ou "A esposa convidou o marido para jantar ou fazer amor... e não tinha comida em casa!") tornaram seu autor a sensação nas cortes italianas.
[ ...]
O piadista do Vaticano morreu em Florença e virou estátua de Donatello. A imagem de Poggio ficou na frente do famoso Duomo até 1569, quando foi parar no topo da fachada da catedral, "reciclada" como um dos 12 apóstolos. Poggio, crítico dos pecados da Igreja, certamente acharia graça na canonização.
Revista SuperInteressante. Edição 263. Março de 2009. Disponível em:<http://super.abril.com.br/cultura/piadistavaticano-616655.shtml>. Acesso em: 19 de abril de 2012. (texto adaptado)