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Q3828913 Português
"As medidas de reestruturação de cargos e salários, os reajustes negociados e as novas gratificações atingem 200 mil servidores e servidoras, sendo cerca de 157 mil da ativa e 44 mil aposentados. A despesa está estimada em R$ 4,2 bilhões em um ano. Também estão sendo criados 8.825 cargos efetivos, sendo 8.600 para as universidades federais e 225 para a Anvisa."
(https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/ dezembro/governo-federal-da-sequencia-a-reestruturac ao-de-carreiras-da-administracao-federal)

Com base na concordância verbal, analise as assertivas a seguir:

I.A expressão '8.825 cargos efetivos' exerce a função de objeto direto da locução 'estão sendo criados', já que o sujeito está na voz passiva.
II.O verbo 'atingir' está flexionado no plural adequadamente, concordando com o sujeito composto explícito no texto.
III.Manteria a correção gramatical, caso a forma 'estimada' fosse flexionada para o masculino, pois em expressões numéricas admitem-se mais de um tipo de concordância.
IV.A expressão 'aposentados' deveria estar no singular, por se tratar de numeral seguido de substantivo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3828849 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3828728 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3828643 Português

Instituto Butantan 
Por Vanessa Sardinha dos Santos

 (Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/instituto-butantan.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “o laboratório foi reconhecido como uma instituição autônoma”, a voz verbal é:
Alternativas
Q3828594 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Onda de calor: por que oito Estados do Brasil enfrentam alerta laranja por temperaturas extremas?


Uma combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, intensificada neste fim de dezembro, explica por que uma ampla área do Centro-Sul do Brasil enfrenta um período prolongado de calor extremo. Desde o início da semana, regiões do Sudeste, além de partes do Sul e do Centro-Oeste, registram temperaturas muito acima da média, com persistência, quebra de recordes e aumento dos riscos à saúde.

O fenômeno é classificado como onda de calor, caracterizada pela manutenção de temperaturas significativamente superiores ao padrão por vários dias consecutivos. No episódio atual, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um aviso de alerta laranja, indicando que os termômetros devem permanecer cerca de cinco graus acima da média climatológica em oito Estados.

O aspecto mais preocupante não é apenas o calor intenso em dias isolados, comum no verão, mas a sua continuidade. As temperaturas elevadas se mantêm inclusive durante a noite e a madrugada, dificultando a recuperação do organismo e ampliando o desconforto térmico. Capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas extremas, mas o calor intenso também se espalha pelo interior, atingindo áreas agrícolas e cidades de médio porte.

A principal explicação para essa onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco reforçada pela Alta Subtropical do Atlântico Sul, que funciona como um bloqueio atmosférico. Esse sistema impede o avanço de frentes frias e reduz a formação de chuvas organizadas, mantendo o ar quente sobre a região por vários dias. Com menos nuvens, há maior aquecimento durante o dia e menor perda de calor à noite.

O fato de o episódio ocorrer no início do verão potencializa seus efeitos, já que dezembro é historicamente quente em grande parte do país. Assim, condições naturalmente favoráveis ao calor são intensificadas, elevando ainda mais as temperaturas.

As áreas mais afetadas concentram-se no Sudeste, mas a influência da onda de calor avança sobre o Sul e o Centro-Oeste. Regiões afastadas do litoral sofrem mais, enquanto áreas costeiras contam com algum alívio da brisa marítima. No Norte e no Nordeste, o calor intenso não está diretamente ligado a esse sistema, embora haja risco de temporais em algumas áreas.

As autoridades alertam para riscos à saúde, como desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. A recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar ambientes ventilados. A previsão indica que o calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico comece a mudar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy9535jreyjo.adaptado.
O calor deve persistir até o fim da semana, com possibilidade de alívio gradual nos dias seguintes, à medida que o padrão atmosférico "comece" a mudar.

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3828561 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)


Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído.

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento  determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado.

Antes de sair, sussurrou à filha que "ficasse" deitada e que "voltaria" pela manhã.

Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3828277 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)


Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído.

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento  determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado.

Antes de sair, sussurrou à filha que "ficasse" deitada e que "voltaria" pela manhã.

Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3828139 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto."
Identifique a alternativa que classifica CORRETAMENTE o tempo e o modo do verbo 'incluir', utilizado no  trecho.
Alternativas
Q3827944 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)

Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído. 

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado. 

Antes de sair, sussurrou à filha que "ficasse" deitada e que "voltaria" pela manhã.


Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3827431 Português
Tom Vanderbilt despertou para a importância do aprendizado ao perceber a contradição entre incentivar a filha a explorar novas habilidades e, ao mesmo tempo, não se envolver em nenhum processo semelhante.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3827118 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
Os gatos leopardo se "beneficiavam" da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores.
O verbo destacado encontra-se conjugado no modo: 
Alternativas
Q3827116 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DNA revela que gatos foram domesticados muito depois do que se pensava

Pesquisas recentes indicam que os gatos, em seu habitual estilo independente, demoraram a estabelecer vínculos com os humanos. Evidências científicas revelam que a transição de caçador selvagem para animal doméstico ocorreu muito mais tarde do que se pressupunha e em região distinta da tradicionalmente apontada.

A análise de ossos encontrados em sítios arqueológicos sugere que a aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África, e não no Levante, área correspondente atualmente a países como Líbano, Síria, Jordânia, Israel e Palestina. Segundo o professor Greger Larson, da Universidade de Oxford, essa convivência que hoje parece natural teve início há cerca de quatro mil anos, e não há dez mil anos, como se difundia.

Os gatos modernos, apesar da ampla variedade de raças, descendem de uma única espécie: o gato selvagem africano. A pergunta sobre como, onde e quando esses animais abandonaram a vida completamente selvagem e passaram a criar laços duradouros com as pessoas sempre intrigou os pesquisadores. Para esclarecer esse ponto, especialistas examinaram o DNA de ossos de gatos coletados em escavações na Europa, no norte da África e na Turquia, realizaram datações e compararam os resultados com o material genético de gatos atuais.

As novas evidências demonstram que a domesticação não coincidiu com o surgimento da agricultura no Levante, mas ocorreu milênios mais tarde, em alguma região do norte da África. Larson observa que, em vez de surgir nas primeiras comunidades agrícolas, o fenômeno parece estar ligado à civilização egípcia, conhecida pela veneração aos gatos, retratados em obras de arte e preservados como múmias.

A partir do momento em que passaram a conviver com humanos, os gatos foram sendo transportados para diferentes regiões, inicialmente como animais de bordo e controladores de pragas. Chegaram à Europa apenas há cerca de dois mil anos, acompanhando romanos em suas expansões, e depois avançaram pela Rota da Seda até alcançar a China. Atualmente, estão distribuídos por quase todo o planeta, exceto pela Antártida.

Em uma descoberta adicional, cientistas identificaram que um felino selvagem conviveu com humanos na China muito antes do surgimento dos gatos domésticos. Trata-se do gato leopardo, espécie de pequeno porte com manchas semelhantes às do leopardo, que frequentou assentamentos humanos por cerca de três mil anos. Segundo a professora Shu-Jin Luo, da Universidade de Pequim, essa relação era de comensalismo: os gatos leopardo se beneficiavam da proximidade com as pessoas, sobretudo pelo acesso a roedores, enquanto os humanos eram indiferentes ou os toleravam como aliados no controle de pragas.

Apesar dessa convivência antiga, os gatos leopardo não passaram por processo de domesticação e continuam vivendo na natureza em várias regiões da Ásia. Curiosamente, foram cruzados, já na era moderna, com gatos domésticos, dando origem ao gato Bengal, raça híbrida reconhecida oficialmente na década de 1980.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvnx8yxgdo.adaptado. 
A aproximação entre gatos e humanos começou há apenas alguns milhares de anos, no norte da África.
Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3826821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.
O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, "indica" efeitos do isolamento populacional.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que o verbo destacado refere-se, especificamente: 
Alternativas
Q3826526 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que primeiro registro de sauá albino na Mata Atlântica representa para o meio ambiente

Pesquisadores do projeto Primatas Perdidos registraram pela primeira vez um sauá albino no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas Gerais, a maior área contínua de Mata Atlântica do estado. O achado, feito com drones equipados com câmeras termal e colorida durante um levantamento populacional, surpreendeu a equipe ao revelar um indivíduo completamente branco, algo tão improvável quanto encontrar uma agulha no palheiro. Casos de albinismo em primatas neotropicais são extremamente raros, e não havia registros anteriores para a família do sauá.

O registro ocorreu em área de floresta densa do parque, criado em 1944, que protege cerca de trinta e seis mil hectares e abriga centenas de espécies, entre elas cinco primatas, três ameaçados de extinção. O projeto Primatas Perdidos monitora essas populações. A tecnologia dos drones possibilita alcançar áreas inacessíveis a pé e reduzir o impacto sobre a fauna. O sauá albino foi visto integrado a dois indivíduos de coloração normal, algo incomum, já que animais albinos muitas vezes sofrem rejeição.

O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, indica efeitos do isolamento populacional e da degradação ambiental no entorno do parque, uma ilha verde cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais. Essas pressões reduzem o fluxo genético e ampliam a endogamia, favorecendo mutações como o albinismo. Fatores externos, como poluição atmosférica e uso intensivo de agrotóxicos, também afetam a expressão genética. Estudos mostram que gases como dióxido de nitrogênio e de enxofre alteram a pigmentação.

O sauá é um primata endêmico da Mata Atlântica, encontrado em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Monogâmico e de hábitos diurnos, vive em pequenos grupos familiares e é reconhecido pela cauda avermelhada contrastando com o corpo acinzentado. Suas vocalizações em dueto são marcantes. Como frugívoros, contribuem para a dispersão de sementes e regeneração da floresta. A espécie está classificada como quase ameaçada de extinção, devido à perda e fragmentação do habitat, que reduzem populações, isolam grupos e ampliam riscos genéticos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c205dg7v4yeo.adaptado.
O aparecimento do animal é simbólico e preocupante. Para os pesquisadores, "indica" efeitos do isolamento populacional.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que o verbo destacado refere-se, especificamente: 
Alternativas
Q3824723 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Texto 02


"A Terra fornece o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens."


(Mahatma Ghandhi)  

O verbo "fornecer" presente na frase está:  
Alternativas
Q3820496 Português

Os últimos dias de Dalton Trevisan


Por Felippe Aníbal


         


(Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/os-ultimos-dias-de-dalton-trevisan/ –

texto adaptado especialmente para esta prova).  

No trecho retirado do texto “Cerca de um ano e meio antes de sua morte, Trevisan deixara registrada em cartório uma declaração com suas últimas vontades”, qual é a função do verbo “deixara”?
Alternativas
Q3819448 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Quais os riscos econômicos se o Brasil declarar facções criminosas como terroristas

Parlamentares e governadores de oposição articulam leis para classificar facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta ganhou força após operação no Rio de Janeiro que deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo para incluir organizações criminosas e milícias. 

De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer o combate às facções e ampliar o poder de investigação da Polícia Federal.

Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações sobre crime organizado.

Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na economia nacional, o que poderia levar à punição de empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo postos, fintechs e fundos de investimento.

O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com facções, podem agir imediatamente", afirma.

Apesar de pressões externas, o governo brasileiro rejeitou o pedido americano para adotar a designação de terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos não se enquadram na legislação nacional. Países vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que adotarão essa classificação. 

Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de terrorismo pode abrir brechas para abusos, como ocorreu quando os EUA classificaram cartéis latino-americanos como terroristas, resultando em deportações e ações militares. Especialistas temem que medidas semelhantes tragam impactos econômicos e políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de credibilidade internacional. 

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Especialistas temem que medidas semelhantes "tragam" impactos econômicos e políticos graves ao Brasil. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao tempo e ao modo do verbo destacado.
Alternativas
Q3819074 Português
"As medidas de reestruturação de cargos e salários, os reajustes negociados e as novas gratificações atingem 200 mil servidores e servidoras, sendo cerca de 157 mil da ativa e 44 mil aposentados. A despesa está estimada em R$ 4,2 bilhões em um ano. Também estão sendo criados 8.825 cargos efetivos, sendo 8.600 para as universidades federais e 225 para a Anvisa."

(https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/ dezembro/governo-federal-da-sequencia-a-reestruturac ao-de-carreiras-da-administracao-federal)

Com base na concordância verbal, analise as assertivas a seguir:

I.A expressão '8.825 cargos efetivos' exerce a função de objeto direto da locução 'estão sendo criados', já que o sujeito está na voz passiva.
II.O verbo 'atingir' está flexionado no plural adequadamente, concordando com o sujeito composto explícito no texto.
III.Manteria a correção gramatical, caso a forma 'estimada' fosse flexionada para o masculino, pois em expressões numéricas admitem-se mais de um tipo de concordância.
IV.A expressão 'aposentados' deveria estar no singular, por se tratar de numeral seguido de substantivo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3818930 Português

O cuidado e a desolação


Por José Henrique Bortoluci



(Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/geracao-democracia-parte-v_o-cuidado-e-a-desolacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os termos retirados do texto às suas respectivas classificações e características.



Coluna 1


1. Diminuir.


2. Longevidade.


3. Será sustentado.


4. Cuidador.



Coluna 2


(  ) Verbo na voz passiva analítica.


(  ) Formação por derivação sufixal.


(  ) Substantivo abstrato formado a partir de adjetivo e sufixo.


(  ) Verbo da 3ª conjugação.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3818783 Português
"As medidas de reestruturação de cargos e salários, os reajustes negociados e as novas gratificações atingem 200 mil servidores e servidoras, sendo cerca de 157 mil da ativa e 44 mil aposentados. A despesa está estimada em R$ 4,2 bilhões em um ano. Também estão sendo criados 8.825 cargos efetivos, sendo 8.600 para as universidades federais e 225 para a Anvisa."
(https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/ dezembro/governo-federal-da-sequencia-a-reestruturac ao-de-carreiras-da-administracao-federal)

Com base na concordância verbal, analise as assertivas a seguir:
I.A expressão '8.825 cargos efetivos' exerce a função de objeto direto da locução 'estão sendo criados', já que o sujeito está na voz passiva.
II.O verbo 'atingir' está flexionado no plural adequadamente, concordando com o sujeito composto explícito no texto.
III.Manteria a correção gramatical, caso a forma 'estimada' fosse flexionada para o masculino, pois em expressões numéricas admitem-se mais de um tipo de concordância.
IV.A expressão 'aposentados' deveria estar no singular, por se tratar de numeral seguido de substantivo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
561: D
562: C
563: D
564: B
565: C
566: D
567: A
568: A
569: B
570: C
571: A
572: A
573: C
574: A
575: C
576: B
577: A
578: C
579: B
580: D