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Q1980673 Português
Texto 01:

Tecnologia com humanidade-1

        Há anos, trabalho no estudo da comunicação via mídias sociais e no desenvolvimento de narrativas que envolvem a transmissão de mensagens de maneira assertiva em plataformas nas quais a história deve ser construída em imagens fixas ou em takes de até 15 segundos. A mudança na comunicação, a partir da existência dessas ferramentas, é uma revolução no modo como conversamos e interagimos no nosso dia a dia - e também como somos impactados por informações veiculadas, muitas vezes, em uma única imagem ou frase que pode atingir milhões de pessoas. Entender e respeitar a força e o poder desses novos veículos que estamos todos aprendendo a usar faz parte do estar alinhado com um novo mundo.
        Segundo pesquisa recente feita pelo Ibope, mais de 90% dos brasileiros afirmam que deveria haver leis que regulamentem as redes sociais para combater a disseminação de notícias falsas. Além disso, a pesquisa mostra a vontade da população para que as contas que não são de pessoas de verdade, sejam rotuladas como robôs. Um projeto de lei, que já está no Senado, pretende transformar em crime o uso de contas falsas nas redes sociais ou de robôs sem o conhecimento das plataformas. [...] 

Fonte: FERRAZ, Alice. Tecnologia com humanidade. 5 jul. 2020. (Adaptado) Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia-com-humanidade,6e0c38f966cb5195d1a8f89314bc007f5g2xrf68.html 


Texto 02:

Tecnologia com humanidade-2

      Em cada notícia falsa disparada ou postada, existe um fator humano que colabora de maneira decisiva para que ela ganhe escala e cause estragos. Algo que explicam como "efeito manada", termo usado para descrever o comportamento de indivíduos que reagem todos da mesma forma, quando estão em grupo, mesmo sem análise ou informação suficientes para tomarem determinada decisão. Centenas e até milhares de pessoas, em efeito manada, contribuem para a dispersão das fake news. A informação falsa, distribuída via mídias sociais para grupos de amigos e seguidores, pode vir acompanhada de ataques violentos. Com esses comportamentos, as pessoas deixam de usar a Justiça, uma das mais importantes virtudes humanas. O termo virtude, segundo o dicionário, é a disposição do indivíduo de praticar o bem, são hábitos constantes que regulam nossos atos, ordenam nossas emoções e guiam nossa conduta. [...]

Fonte: FERRAZ, Alice. Tecnologia com humanidade. 5 jul. 2020. (Adaptado) Disponível em:
https://www.terra.com.br/noticias/tecnologia-com-humanidade,6e0c38f966cb5195d1a8f89314bc007f5g2xrf68.html
I - Centenas e até milhares de pessoas, em efeito manada, contribuem para a dispersão das fake news.
II - O termo virtude, segundo o dicionário, é a disposição do indivíduo de praticar o bem (...).

Sobre o uso de vírgulas nas frases acima, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FUMARC Órgão: PC-MG Prova: FUMARC - 2021 - PC-MG - Médico Legista |
Q1980579 Português
Texto 01:

Ética profissional


           O ser humano se constitui numa trama de relações sociais, na medida em que ele adquire o seu modo de ser, agindo no contexto das relações sociais nas quais vive, produz, consome e sobrevive. Em suma, o ser humano emerge, no seu modo de agir (habitual ou não), as condutas normatizadas ou não, as convivências sadias ou neuróticas, as relações de trabalho, de consumo, que constituem prática, social e historicamente o ser humano. Numa dimensão geral, Luckesi (1992) delimita o ser humano como sendo o “conjunto das relações sociais” das quais participa de forma ativa.
           Para compreender como o ser humano se constitui na dinâmica das relações sociais como ser ativo, social e histórico, Luckesi (1992) sugere observar as condições que Marx faz sobre o trabalho como o elemento essencial constitutivo do ser humano. O modo como as pessoas agem se faz de forma social e histórica, produzindo não só o mundo dos bens materiais, mas também o próprio modo de ser do ser humano. Sob esse prisma, sendo o trabalho entendido como fator de construção do ser humano, porque é através dele que se faz e se constrói. O ser humano se torna propriamente humano na medida em que, conjuntamente com outros seres humanos, pela ação, modifica o mundo externo conforme suas necessidades. Ao mesmo tempo, constrói-se a si mesmo. E para que essas construções coletivas e individuais ocorram em prol do bem comum cada profissão conta com um conjunto de regras que delimitam o que é considerado socialmente “correto” e “errado”, através de um código de ética profissional.
          Assim como todos os atos e julgamentos, a prática profissional pressupõe normas que apontam o que se deve fazer. Normas aceitas e reconhecidas com as quais os indivíduos compreendem como devem agir. A ação de um indivíduo é o resultado de uma decisão refletida. Portanto, quando se reflete sobre as ações, sobre o comportamento prático com seus juízos, entra-se na esfera ética; quando essas ações envolvem o campo profissional, passa-se a falar de código de ética.
         O primeiro dever que a profissão impõe aos profissionais da segurança pública é, sem dúvida, o de bem conhecê-la. Não se pode, em verdade, exercer uma profissão, desconhecendo-lhe os deveres, as regras de conduta, as prerrogativas, até porque observar os preceitos do Código de Ética profissional é dever inerente ao exercício de toda profissão.

Fonte: SILVA, Alcionir do Amarante. Ética do policial. TCC Curso de Filosofia UNISUL, 2011.15p
(Adaptado). 
No Texto 01, os 2 (dois) usos de aspas demarcam
Alternativas
Q1979928 Português

Texto 02

Piada


        Não faltam piadas sobre hipotéticos extraterrenos e suas reações às esquisitices humanas. Tipo “o que não diria um marciano, se chegasse aqui e...” Como já se sabe que Marte é um imenso terreno baldio onde não cresce nada, o proverbial homenzinho verde teria que vir de mais longe, mas sua estranheza com a Terra não seria menor. Imagine, por exemplo, um visitante do espaço olhando um mapa do Brasil e, depois, sendo informado de que um dos principais problemas do país é a falta de terras. Nosso homenzinho teria toda razão para rolar pelo chão e dar gargalhadas por todas as bocas.

VERÍSSIMO, Luís F. Novas comédias da vida pública: a versão dos afogados. Porto Alegre: L&PM, 1997. p. 115. (Adaptado)

No Texto 02, NÃO se identifica o uso de vírgulas para
Alternativas
Q1979926 Português

Texto 01:

Ética do policial


        Hoje, nota-se que muitas pessoas demonstram não ter uma cultura de valores inserida em sua vida, criando situações angustiantes, vividas também por colegas de profissão, familiares e amigos. Esse sentimento não é restrito a uma determinada idade ou sexo; essa “deseducação” é percebida desde a infância e se estende até a adolescência, quando apresenta seu maior pico, e, muitas vezes, se mantém durante a vida adulta. As pessoas agridem o patrimônio público, transferindo a violência presente em seu convívio familiar e social para as coisas que não possuem proprietário visível, comportando-se de maneira inadequada e imprópria. Ao mesmo tempo, observa-se que há uma escassez cada vez maior de afeto, de limites, de direitos e deveres respeitados por parte dos indivíduos na postura de cidadãos. 

        Percebe-se que alguns valores de suma importância para se viver bem em sociedade vêm sendo esquecidos. O mundo físico e social se complicou muito; todavia, o homem não vive isolado ou num mundo só material, mas, sim, num mundo de convivência, cujos valores precisam ser conhecidos, compreendidos e postos em prática.

        Pretende-se evidenciar, também, que a ética profissional em sintonia com a responsabilidade e competência profissional é que permitirão ao profissional da segurança pública em especial ao policial, poder e querer realizar um trabalho realmente comprometido com sua posição social que a sociedade lhe confiou, bem como com a garantia da efetivação dos direitos do povo para a garantia do processo de transformação da sociedade atual. [...]

Fonte: SILVA, Alcionir do Amarante. Ética do policial. TCC Curso de Filosofia UNISUL, 2011.15 p. (Adaptado).

O uso de aspas na palavra “deseducação” indica
Alternativas
Q1979924 Português

Texto 01:

Ética do policial


        Hoje, nota-se que muitas pessoas demonstram não ter uma cultura de valores inserida em sua vida, criando situações angustiantes, vividas também por colegas de profissão, familiares e amigos. Esse sentimento não é restrito a uma determinada idade ou sexo; essa “deseducação” é percebida desde a infância e se estende até a adolescência, quando apresenta seu maior pico, e, muitas vezes, se mantém durante a vida adulta. As pessoas agridem o patrimônio público, transferindo a violência presente em seu convívio familiar e social para as coisas que não possuem proprietário visível, comportando-se de maneira inadequada e imprópria. Ao mesmo tempo, observa-se que há uma escassez cada vez maior de afeto, de limites, de direitos e deveres respeitados por parte dos indivíduos na postura de cidadãos. 

        Percebe-se que alguns valores de suma importância para se viver bem em sociedade vêm sendo esquecidos. O mundo físico e social se complicou muito; todavia, o homem não vive isolado ou num mundo só material, mas, sim, num mundo de convivência, cujos valores precisam ser conhecidos, compreendidos e postos em prática.

        Pretende-se evidenciar, também, que a ética profissional em sintonia com a responsabilidade e competência profissional é que permitirão ao profissional da segurança pública em especial ao policial, poder e querer realizar um trabalho realmente comprometido com sua posição social que a sociedade lhe confiou, bem como com a garantia da efetivação dos direitos do povo para a garantia do processo de transformação da sociedade atual. [...]

Fonte: SILVA, Alcionir do Amarante. Ética do policial. TCC Curso de Filosofia UNISUL, 2011.15 p. (Adaptado).

O mundo físico e social se complicou muito; todavia, o homem não vive isolado ou num mundo só material, mas, sim, num mundo de convivência, cujos valores precisam ser conhecidos, compreendidos e postos em prática.”


Sobre a pontuação do período acima, NÃO é correto afirmar: 

Alternativas
Q1949201 Português
Em relação à pontuação, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) Viajou durante o feriado, foi visitar os parentes.
( ) Vimos, quando ele escalou as paredes do prédio e passou, para o edifício ao lado.
( ) A sede do campeonato, sofreu com os estragos causados pela chuva incessante.
Alternativas
Q1945344 Português
Leia o texto para responder à questão.


Rainha Elizabeth 2a mostra como deve se
comportar um verdadeiro líder

   A rainha Elizabeth 2ª fez emocionante discurso e deu ótimo exemplo de como deve se comportar um verdadeiro líder em momentos de crise. É mulher discreta e respeitada pela sua personalidade forte e segura. Não seria exagero afirmar que quase todos os britânicos sentem orgulho de serem súditos do seu reinado.
   Com 93 anos de idade, usou poucas vezes a palavra em público. A rainha fala em momentos excepcionais, quando sua palavra se torna importante para dar direção à Grã-Bretanha. Por isso, seus discursos são ouvidos com bastante atenção, e ela não decepciona. Sem mencionar nenhum aspecto político ou ideológico, fala na hora certa e na medida adequada o que as pessoas precisam ouvir. É a mensagem definitiva, que corresponde bem ao ensinamento que se perpetuou – depois do rei, ninguém fala mais.
   Neste discurso, ela demonstrou ter consciência da gravidade do problema que todos estão enfrentando. Teve especial cuidado para falar a respeito da dedicação dos profissionais de saúde. Agradeceu principalmente aos que atuam de maneira invisível, trabalhando para que a vida continue. Ela se referia também àqueles que, por força de suas atividades, precisam fazer entregas, produzir o que deve ir para a mesa das famílias, atender às necessidades emergenciais. Estimulou e animou a população para que permaneça unida e, assim, enfrente e supere esta crise.
   Como alento, ressaltou que estão enfrentando a doença juntos, e que depois poderão se encontrar novamente. Com certeza, todos se sentiram incluídos, respeitados e encorajados por suas palavras. Foi um discurso curto. Não sobraram nem faltaram palavras. Todas as informações que precisavam ser mencionadas, com mais ou menos destaque, foram incluídas em sua mensagem. Este discurso ultrapassou as fronteiras da Grã-Bretanha e, certamente, tocou o coração dos povos que habitam todos os cantos do mundo.
   Que as suas palavras possam reverberar sempre, em todos os momentos em que precisarmos enfrentar situações difíceis como esta que estamos vivenciando. Em circunstâncias semelhantes não há ideologia, fronteira ou preferências nacionalistas. São seres humanos que sofrem com o que presenciam na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos, no nosso próprio país.


(Reinaldo Polito, “Rainha Elizabeth 2ª mostra como deve se comportar um verdadeiro líder”. Em: https://economia.uol.com.br. 06.04.2020. Adaptado)
A pontuação está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q1912256 Português
Assinale a alternativa CORRETA com relação ao emprego da pontuação:
Alternativas
Q1905285 Português
Em  relação  aos  sinais  de  pontuação,  assinalar  a  alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1903827 Português
COMO SE SENTE UM ESTRANGEIRO? 

    Estrangeiro é um conceito muito largo. Um sujeito que pode ser mil sujeitos. Eu não fui a mesma estrangeira na França que sou em Portugal. Assim como sei que um angolano, um francês ou um chinês em Portugal não se sentem da mesma forma que eu me sinto. Cada história é uma história, cada vivência é uma vivência.
    Mas certos acontecimentos, eu acredito que sejam comuns. Há angústia pelas quais todos passamos, há medos compartilhados, prazeres que todos experimentamos, dúvidas que nos acompanham sempre, como as malas de rodinha e as saudades permanentes.
     Todos vivemos uma certa fragilidade de raízes. Para nossos conterrâneos somos os que foram embora, e para os que nos recebem seremos sempre os de fora. É como se não pertencêssemos verdadeiramente a nenhum dos dois lugares, somos estrangeiros onde vivemos e, num dado momento, também somos estrangeiros no pais onde nascemos. E não é simples de se lidar com o sentimento que isso traz.
     Ser estrangeiro é ter sempre uma estranha sensação de que estão nos fazendo favor de nos deixarem permanecer na nossa própria casa. Trabalhamos, pagamos as contas, temos documentos, amores, projetos, mas mesmo assim não parecerem ser tão donos das nossas vidas. Nunca sabemos se aparecerá um Trump ou um outro absurdo qualquer.
      Por outro lado, temos a contraditória riqueza de sentir que vivemos duas vidas 20 mesmo tempo, enquanto os demais vivem apenas uma. À sensação é boa e é ruim. Uma vida mais preenchida, dois países, duas bases, dois ninhos. Ao mesma tempo, duas ausências, duas saudades, dois vazios.
     É difícil ser estrangeiro. As dúvidas sempre pairarão a seu respeito, não importa quão fiável você seja. Se você tiver nascido no hemisfério sul, as dúvidas duplicam. Assim como suponho que não seja fácil ser português na França nem romeno na Alemanha. Estrangeiros são eternas hipóteses. Por que está aqui? O que quer aqui? O que veio buscar aqui?
     Contudo há dias em que o país que nos acolhe é puro abraço e nossas certezas dão o ar da graça. Há dias em que querem saber da nossa história, elogiam nosso sotaque e nossa coragem, fazem com que a gente se sinta bem-vindo. E talvez seja isso o que mais importa: sentir-se bem vindo. Com o resto a gente vai lidando.
    Ser estrangeiro é viver na corda bamba dos sentimentos, na saga eterna dos documentos, na incerteza dos olhares e nas graças dos abertos que compensam todo o resto.
     E, no fundo, é boa a sensação de apresentar a música do Zambujo para os amigos de lá e da Liniker para os amigos daqui. É bom levar azeitona boa para lá e trazer palmito de açaí para cá. Ensinar minhas amigas brasileiras a falarem “pirosa" e as amigas portuguesas a falarem “periguete”. É bom presentear meu sogro com um livro do Gregório Duvivier e meu pai com um do Ricardo Araújo Pereira. É sorte beber a melhor cachaça e o melhor vinha. É bom carregar a alegria do samba e a emoção do fado no mesmo peito.
     Ser estrangeiro dói, por mais confortável que a situação possa ser. Não, não é fácil. Mas vale a pena. Como dizia um simpático senhor português que mora nas minhas prateleiras desde que a alma não seja pequena. Que quer passar além do Bojador tem de passar além da dor. Aos poucos vamos aprendendo.  


FONTE: MANUS, Ruth. In: Um Dia Vamos Rir de Tudo Isso, p. 181,182.  
As aspas no nono parágrafo assinalam: 
Alternativas
Q1902931 Português

Leia o texto para responder a questão. 

O mercado quer saber: do you speak english?

Dominar mais de uma língua estrangeira é fundamental  para fazer negócios e ter as melhores oportunidades de trabalho


Uma pesquisa realizada pela British Council apurou que apenas 5% dos brasileiros falam inglês e somente 1% da população possui fluência na língua. Segundo dados da 7Waves, cerca de 40% das pessoas que estabeleceram metas para 2021, sinalizaram o desejo em aprender inglês. 

No mundo corporativo, o panorama é particularmente preocupante quando se pensa que, num mundo globalizado, os negócios romperam as barreiras geográficas e as transformações digitais, potencializadas com a pandemia, mostraram a extrema necessidade de dominar línguas estrangeiras, especialmente o inglês. 

A consultora de carreira na LHH Cristiane Mazotto diz que nada é mais atual e importante do que saber comunicar-se em uma língua estrangeira. “No caso do inglês, essa é a língua mais usada na internet para comunicação global. Os profissionais que dominam uma língua estrangeira, principalmente o inglês, ampliam as suas possibilidades de atuação, tendo em vista o aumento dos trabalhos remotos onde as empresas podem reunir profissionais de várias partes do mundo para formarem seus centros de inovação”, salienta.

Cristiane diz que a lacuna na formação dos profissionais brasileiros acaba trazendo desvantagens do ponto de vista de competitividade internacional. “A importância atual do inglês na comunicação global já fez vários países implantarem um sistema bilíngue em suas escolas para que as crianças desenvolvam, desde cedo, habilidades para serem cidadãos globais”, esclarece. 

Enquanto essa não se torna uma realidade nas escolas brasileiras, os profissionais precisam tomar consciência da importância de aprender idiomas para o desenvolvimento da sua carreira e buscar formações que sejam adequadas as suas necessidades e perfil. “Como todo aprendizado novo é preciso trabalho duro, intencionalidade e persistência. Isso passa por frequentar aulas, estudar e ter contato com o idioma um pouco todos os dias, seja através de filmes, textos ou interações via internet. Uma ótima dica é ter claramente definido o porquê esse aprendizado é importante para você, estabelecer metas de aprendizagem de curto prazo e celebrar as pequenas conquistas”, orienta, pontuando que é importante estar aberto a essas novidades e explorar formas mais criativas de se atualizar.

O professor de inglês Martin Dowling lembra que a fluência é consequência de muito estudo e dedicação. “Tive alunos que começaram do 0 e atingiram a fluência, conquistando melhores oportunidades no trabalho e na vida”, conta. Para ele, a melhor estratégia para alcançar a meta de aprender uma nova língua é estudar, seja através de aplicativos, sites e vídeos disponíveis na internet. “É uma meta que leva tempo para se concretizar, mas o resultado é possível e compensador”, defende Dowling. Ele destaca que se há recursos para investir, a melhor alternativa é buscar o auxílio de um professor particular, onde a aula é personalizada e 100% voltada para o objetivo do aluno. Para quem já tem algum conhecimento, a orientação é participar de grupos na internet  ou utilizar sites que possibilitam uma interação maior entre estrangeiros, funcionando como uma rede social capaz de ampliar a fluência na língua. 

Cristine lembra que a internet também oferece vários aplicativos disponíveis em versão gratuita com um plano limitado e recursos extras que são pagos, alguns possuem estrutura colaborativa para convidar amigos para fazerem o curso juntos e funcionam em formato de jogo, a exemplo do Busuu, o Duolingo e o Memrise. “Tem também o Forvo, que é um dicionário de pronúncia para vários idiomas”, sugere. 

A consultora de carreiras também lembra o papel de algumas consultorias inovadoras no mercado, que desenvolvem projetos de acordo com os objetivos, as necessidades e o estilo de aprendizado de cada pessoa, definindo um método e um plano de curso personalizados. “Se o profissional tem possibilidade, não posso deixar de os intercâmbios, que tendem a facilitar e agilizar o aprendizado porque incluem contexto ao processo. As pessoas quando estão no intercâmbio têm uma maior necessidade de compreender e se expressar, as interações impactam todos os sentidos e o aprendizado está inserido em um contexto específico”, finaliza.


Adaptado de: VASCONCELOS, Carmen, 2021.

Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/omercado-quer-saber-do-you-speak-english/#:~:text=Uma%20pesquisa%20realizada%20pela%20British,popula%C3%A7%C3%A3o%20possui%2 0flu%C3%AAncia%20na%20l%C3%ADngua. 

As aspas duplas são um sinal de pontuação. Durante o texto, este sinal é utilizado para:
Alternativas
Q1900495 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

   Quando alguém lhe disser que você não sabe o que diz, o melhor é concordar. Eu concordo sempre, pois também conheço as armadilhas que as palavras montam.
   Por exemplo, quando digo que determinado acontecimento foi auspicioso, estou a falar em pássaros. A palavra auspício vem da expressão latina “avis spicium”, ou seja, contemplar as aves, por causa de um antigo método de prever o futuro. Se digo que montei um alarme residencial, revelo o meu caráter belicista, pois a palavra alarme deriva da locução italiana “all’arme”, que é um apelo às armas. 
  A expressão que, sem o sabermos, mais nos ensina é o “pomo da discórdia”. Quando descobri que a palavra pomo designa um fruto, a minha vida mudou. Nos restaurantes, na hora da sobremesa, pergunto sempre se há pomos. Os empregados, em regra, ficam alarmados. O que não auspicia nada de bom para a minha refeição. 
   O “pomo da discórdia” original era uma maçã. Eris, a deusa da discórdia, não foi convidada para o casamento de Peleu e Tétis. Mesmo assim, apareceu na boda e deixou uma maçã de ouro com uma nota: “Para a mais bela da festa”.
   As deusas Hera, Atena e Afrodite pediram a Zeus que decidisse qual delas era a mais bela. Zeus entregou a missão a Páris. Para convencer Páris a dar-lhe o prêmio, cada deusa prometeu-lhe um presente. Hera disse que o faria rei da Europa e da Ásia, Atena ofereceu-lhe sabedoria, e Afrodite jurou entregar-lhe o amor de Helena de Troia.
   Páris deu a vitória a Afrodite, seduziu Helena e deu origem a uma guerra de dez anos. É uma história estranha por várias razões: não ser convidado para casamento é uma benção e, no entanto, Eris ficou magoada; três deusas competem por uma maçã de ouro, uma peça de decoração brega que não fica bem em casa nenhuma. Zeus, mesmo sendo o todo-poderoso, sabe que não é prudente ser jurado em concursos de beleza. Páris, podendo escolher capacidades que lhe garantiriam várias mulheres, opta por ter apenas uma. 
   Pessoalmente, discordo do pomo da discórdia.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. O pomo da discórdia. Folha de São Paulo,
09.02.2020. Adaptado).

As frases abaixo são transcrições livres do texto. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1896742 Português
Os sinais de pontuação são variados, e possuem finalidades diversas. A esse respeito, analise as alternativas a seguir e marque a que apresenta uso INCORRETO de pontuação.  
Alternativas
Q1896592 Português

Leia o texto.

Marcela

Gastei trinta dias para ir do Rocio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. (…)

Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome, que eu de nomes não curo; teve a fase consular e a fase imperial. Na primeira, que foi curta, regemos o Xavier e eu, sem que ele jamais acreditasse dividir comigo o governo de Roma; mas, quando a credulidade não pôde resistir à evidência, o Xavier depôs as insígnias, e eu concentrei todos os poderes na minha mão: foi a fase cesariana. Era o meu universo; mas, ai triste! não o era de graça. Foi-me preciso coligir dinheiro, multiplicá-lo, inventá-lo. Primeiro explorei as larguezas de meu pai; ele dava-me tudo o que lhe pedia, sem repreensão, sem demora, sem frieza; dizia a todos que eu era rapaz e que ele o fora também. Mas a tal extremo chegou o abuso, que ele restringiu um pouco as franquezas, depois mais, depois mais. Então recorri a minha mãe, e induzi-a a desviar alguma cousa (sic), que me dava às escondidas. Era pouco; lancei mão de um recurso último: entrei a sacar sobre a herança de meu pai, a assinar obrigações, que devia resgatar um dia com usura. Machado de Assis.

Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto.

Assinale a alternativa correta, considerando pontuação, crase e vícios de linguagem.
Alternativas
Q1896335 Português

Texto CG2A1-I


   Até o final do século XVIII, quando a produção de açúcar começou a ser mecanizada, a maioria das pessoas consumia muito pouco dos chamados açúcares livres, que são adicionados aos alimentos. Um americano médio podia passar a vida inteira sem comer nenhum doce industrializado, muito menos os iogurtes, cereais matinais, bolachas e bebidas adoçadas que encontramos nos supermercados.

   Hoje, esse mesmo americano médio ingere nada menos que 19 colheres de chá, ou 76 gramas, de açúcar livre por dia. É assim, também, porque nossos receptores gustativos que detectam o sabor doce são menos sensíveis do que os outros. A língua consegue detectar o sabor amargo mesmo em baixíssimas concentrações, de poucas partes por milhão, mas, para que um copo d’água fique doce, precisamos colocar nele uma colherada de açúcar.

  Os humanos evoluíram num ambiente cheio de substâncias tóxicas, por isso são altamente sensíveis a sabores que possam significar perigo. Mas os venenos da natureza geralmente não são doces. Além disso, a coisa mais doce que os hominídeos primitivos tinham para comer eram as frutas. Hoje vivemos cercados por alimentos muito doces, mas nossos receptores ainda estão calibrados para a delicada doçura de uma banana.

   Essa discrepância entre os nossos receptores gustativos, que são pouco sensíveis, e a alimentação ultradoce do mundo moderno levou médicos e gurus das dietas a recomendar adoçantes artificiais. O primeiro foi a sacarina, um derivado do alcatrão que chegou ao mercado no final do século XIX. Depois vieram vários outros, dos quais o mais famoso é o aspartame, lançado na década de 80 do século passado. Os adoçantes foram ganhando má reputação — muita gente acha que o seu gosto é ruim e que eles fazem mal à saúde. Em 1951, quando os refrigerantes e sobremesas diet começaram a proliferar, o ciclamato foi banido pela FDA, porque causava câncer de bexiga em ratos. A sacarina também foi banida por muitos anos, depois que alguns estudos preocupantes surgiram na década de 70 do século passado. Hoje, o consenso é que os adoçantes não são cancerígenos nas quantidades em que são consumidos.  


Internet:<super.abril.com.br>  (com adaptações).  

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto CG2A1-I, julgue os itens a seguir.
I A supressão da vírgula empregada logo após “mecanizada” (primeiro período do primeiro parágrafo) manteria a coesão e a correção textual, uma vez que seu emprego é facultativo no período.
II O emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “à”, em “fazem mal à saúde” (quarto período do último parágrafo), é facultativo.
III No último parágrafo, o termo “primeiro” (segundo período) faz referência a “mundo moderno” (primeiro período).

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q1895789 Português

Leia o texto.

Bonitas mesmo.

Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

    Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.

    Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

    Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.

    O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

(Martha Medeiros)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBADE Órgão: ISE-AC Prova: IBADE - 2021 - ISE-AC - Agente Socioeducativo |
Q1892908 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

       Comer bem te faz mais feliz
 
         Já ficou mais feliz depois de comer chocolate ou ainda mais irritado por causa de um desconforto digestivo? Saiba que a conexão entre o seu humor e a sua alimentação pode ser a resposta para isso.
       Estudos mostram uma correlação inversa entre uma dieta rica em açúcares refinados e uma função cerebral prejudicada - até mesmo uma piora dos sintomas de transtornos de humor, como a depressão. Mas o responsável pela sensação de bem-estar não é apenas o cérebro. É no intestino que cerca de 95% da serotonina, conhecida como hormônio da felicidade, é produzida a partir dos alimentos.
     Esse neurotransmissor – que atua no cérebro, estabelecendo comunicação entre as células nervosas, e pode também ser encontrado no sistema digestivo e nas plaquetas do sangue – ajuda a regular o sono e o apetite, a mediar o humor e a inibir a dor. Como a produção da serotonina é no trato gastrointestinal, faz sentido que o funcionamento do sistema digestivo, além de digerir os alimentos, ajude a guiar as emoções.
        Segundo o psiquiatra e professor de pós-graduação da PUC-Rio, Marcus Schwartz, o humor é definido como um estado de espírito, uma sensação generalizada que pode variar normalmente em todos os indivíduos. “No entanto, algumas pessoas apresentam transtornos do humor. Nesses casos, tratam-se de doenças, em que as variações são muito acentuadas, podendo ser uma exaltação ou uma oscilação muito para baixo do humor, o que caracteriza a depressão. Assim, essas doenças requerem tratamentos”, alerta. 
           Em parte, o humor é determinado pelo tipo de flora bacteriana que coloniza o intestino. O órgão é o lar de mais de 500 espécies diferentes desses micro-organismos, que podem afetar o cérebro, processo conhecido como eixo intestino-cérebro. Tais bactérias são necessárias para nos manter saudáveis. Porém, nem todas as espécies são amigáveis. (...)


Fernanda Taveira
Em “É no intestino que cerca de 95% da serotonina, conhecida como hormônio da felicidade, é produzida a partir dos alimentos.”, as vírgulas foram usadas para separar:
Alternativas
Q1892018 Português

Leia o texto, para responder à questão.


   Quem se espanta com o espetáculo de horror diversificado que o mundo de hoje oferece faria bem se tivesse o dicionário como livro de leitura diurna e noturna. Pois ali está, na letra M, a chave do temperamento homicida, que convive no homem com suas tendências angélicas, e convive em perfeita harmonia de namorados.


    O consulente verá que matar é verbo copiosamente conjugado por ele próprio, não importa que cultive a mansuetude, a filantropia, o sentimentalismo; que redija projetos de paz universal, à maneira de Kant, e considere abominações o assassínio e o genocídio. Vive matando.


     A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo. Sua linguagem o trai. Por que não diz, nas horas de ócio e recreação ingênua, que está vivendo o tempo? Prefere matá-lo.


    Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la. O estudante que falta à classe confessa que matou a aula, o que implica matança do professor, da matéria e, consequentemente, de parte do seu acervo individual de conhecimento, morta antes de chegar a destino. No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor, mas liquidá-lo pela aplicação de xeque-mate. Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça.


  Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata-bicho, indiscriminado. Matar charadas constitui motivo de orgulho intelectual para o matador.


   Se a linguagem espelha o homem, e se o homem adorna a linguagem com tais subpensamentos de matar, não admira que os atos de banditismo, a explosão intencional de aviões, o fuzilamento de reféns, o bombardeio aéreo de alvos residenciais, os pogroms, o napalm, as bombas A e H, a variada tragédia dos dias modernos se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano.


    Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor.


(Carlos Drummond de Andrade, O verbo matar. Poesia e Prosa. Adaptado.)

Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto de acordo com a norma-padrão de concordância, emprego de pronomes, pontuação e regência.
Alternativas
Q1891537 Português
    Em sistemas planetários formados por estrelas semelhantes ao Sol, mas que apresentam processos dinâmicos severos que causam reconfigurações em sua arquitetura, alguns planetas podem ter sido “devorados” pela estrela hospedeira.
    Uma equipe internacional de astrônomos — liderada por Lorenzo Spina, do Istituto Nazionale di Astrofisica (INAF), de Pádua, Itália, e incluindo Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) — estudou a composição química de estrelas de tipo solar em mais de cem sistemas binários, a fim de identificar assinaturas de planetas eventualmente “engolidos”.

ARANTES, José Tadeu. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2021/08/estrelas-semelhantes-ao-sol-devoramplanetas-em-sua-orbita-indica-estudo.shtml. Acesso em 31 ago. 2021. (Fragmento)

Analise o uso dos termos “devorados” e “engolidos” no texto apresentado e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891496 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

Em “Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.”, o uso dos dois pontos tem por função
Alternativas
Respostas
5681: B
5682: B
5683: B
5684: C
5685: A
5686: C
5687: C
5688: C
5689: D
5690: C
5691: A
5692: A
5693: C
5694: A
5695: B
5696: D
5697: A
5698: E
5699: C
5700: D