Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3734430 Português
Texto


O PLÁGIO ENCOBERTO EM TEXTOS DO CHATGPT


Fabrício Marques (Fonte de pesquisa: FAPESP) Estudos mostram como modelos de linguagem natural podem ser fonte de má conduta acadêmica e indicam formas de prevenir o problema


    Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio. Isso porque esses sistemas processam, memorizam e reproduzem informações preexistentes, baseadas em gigantescos volumes de dados disponíveis na internet, tais como livros, artigos científicos, páginas da Wikipédia e notícias.

    O grupo analisou 210 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, criadora do ChatGPT, em busca de indícios de três diferentes tipos de plágio: a transcrição literal, obtida copiando e colando trechos; a paráfrase, que troca palavras por sinônimos a fim de obter resultados ligeiramente diferentes; e o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente.

    A conclusão do estudo foi de que todos os três tipos de cópia estão presentes. E, quanto maior é o conjunto de parâmetros usados para treinar os modelos, mais frequentemente a má conduta foi registrada. A análise utilizou dois tipos de modelos os pré-treinados, baseados em um amplo espectro de dados, e os de ajuste fino, aprimorados pela equipe da Penn State a fim de concentrar e refinar a análise em um conjunto menor de documentos científicos e jurídicos, artigos acadêmicos relacionados à Covid-19 e solicitações de patentes. A escolha desse tipo de conteúdo não foi ocasional nesses textos, a prática de plágio é considerada muito problemática e não costuma ser tolerada.

    No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte. "Constatamos que o plágio aparece com diferentes sabores", disse um dos autores do trabalho, Dongwon Lee, cientista da computação da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Informação da Penn State, de acordo com o serviço de notícias Eurekalert. Os achados serão divulgados com mais detalhes na Web Conference, um evento da ACM que acontece entre 30 de abril e 4 de maio na cidade de Austin, nos Estados Unidos.

    O ChatGPT é um entre vários sistemas baseados em inteligência artificial e ganhou grande notoriedade porque foi disponibilizado para uso público. Desde novembro, já foi testado por mais de 100 milhões de pessoas e impressionou por sua capacidade de gerar textos coerentes que mimetizam a escrita dos seres humanos (ver Pesquisa FAPESP n° 325). Uma das polêmicas que levantou envolveu justamente a originalidade de suas respostas e o receio de que se transforme em uma fonte de má conduta acadêmica.

   "As pessoas perseguem grandes modelos de linguagem porque, quanto maior um modelo fica, mais suas habilidades aumentam", disse o autor principal do trabalho, Jooyoung Lee, estudante de doutorado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Informação da Penn State. Ferramentas de escrita de inteligência artificial conseguem criar respostas únicas e individualizadas a perguntas apresentadas por usuários, mesmo extraindo as informações de um banco de dados. Essa habilidade, contudo, não livra a ferramenta de ser uma fonte de plágio, mesmo em formatos mais difíceis de detectar. "Ensinamos os modelos a imitar a escrita humana, mas não os ensinamos a não plagiar", afirmou Lee.

    Várias ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar conteúdo gerado por softwares de inteligência artificial. A própria OpenAI desenvolveu umprograma capaz de apontar textos feitos por robôs. Há outras do gênero na internet, como o Writer AI Content Detector e o Content at Scale. Como os sistemas de linguagem natural estão em desenvolvimento, também será necessário atualizar continuamente a tecnologia para rastrear sua produção.


    Uma equipe da Escola de Engenharias e Ciências Aplicadas da mesma Penn State mostrou que é possível treinar as pessoas para identificar esses textos, sem precisar depender exclusivamente de programas detectores. Apresentado em fevereiro em um congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial realizado em Washington, Estados Unidos, o estudo liderado pelo cientista da computação Chris Callison-Burch mostrou que essas ferramentas já são muito eficientes em produzir prosa fluente e seguir as regras gramaticais. "Mas eles cometem tipos distintos de erros que podemos aprender a identificar", disse ao blog Penn Engineering Today o cientista da computação Liam Dugan, aluno de doutorado da Penn State e um dos autores do artigo.

    O experimento utilizou um jogo disponível na internet, chamado Real or Fake Text (Texto real ou falso). O grupo apresentou aos participantes do estudo, todos eles alunos de graduação ou pós-graduação de um curso de inteligência artificial da Penn State, sentenças cujo início foi escrito por seres humanos, mas que, a partir de certo ponto, reproduziam respostas formuladas por modelos de linguagem. Os textos selecionados provinham de notícias publicadas na imprensa, discursos presidenciais, histórias de ficção e receitas culinárias. Os jogadores eram convidados a apontar em que ponto começava o trecho escrito por inteligência artificial e explicar por que apostavam naquela localização. Quando acertavam, eles recebiam pontos. As principais razões apontadas eram o surgimento de conteúdo irrelevante, de erros lógicos, de sentenças contraditórias, de frases muito genéricas e de problemas com a gramática. Foi mais fácil acertar nas receitas culinárias do que nas outras narrativas.

    A pontuação dos participantes foi significativamente maior do que se as respostas fossem feitas ao acaso, mostrando que os textos gerados por robôs são detectáveis. Embora as habilidades dos jogadores variassem bastante, o desempenho deles melhorava com o uso do jogo em um sinal de aprendizado. "Cinco anos atrás, os modelos não conseguiam se concentrar no assunto ou produzir uma frase fluente", afirmou Dugan. "Agora, eles raramente cometem erros gramaticais. Nosso estudo identifica tipos de erros cometidos por chatbots, mas é importante ter em mente que eles continuarão a evoluir. As pessoas deverão seguir treinando para reconhecer a diferença e trabalhar com o software de detecção como um complemento".


(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-plagio-encobertoem-textos-do-chatgpt/)

"Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT (...) conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio."

Em relação às formas verbais destacadas no trecho acima, transcrito do texto, é INCORRETA a seguinte análise:
Alternativas
Q3734207 Português
Situe a alternativa, onde o verbo estiver no tempo passado (ou pretérito).
Alternativas
Q3733435 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Analise as assertivas com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso).



(__) O período: "Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor". − Contém, respectivamente: "porquê" − exemplo de derivação imprópria, daí a mudança de classe gramatical; "exceções" é palavra trissílaba oxítona sem acento gráfico que justifique a tonicidade, pois TIL não é acento, é marca suprassegmental de nasalização; "nenhum" é pronome indefinido variável.



(__) Na morfologia nominal, temos indicação de gênero e de número de nomes: substantivos, adjetivos, pronomes, numerais) − Exemplos: o(s) carro(s), os carros; a(s) mesa/as mesas; bonita(s)/bonito(s); seu(s)/sua(s); Dois/duas; duzentos/duzentas.



(__) Na morfologia verbal, existe apenas a centralização nos verbos irregulares. Ex.: (caber/fazer) e abundantes. Ex.:Eleger (eleito/elegido).



(__) A palavra cultura é derivada de colere, do Latim, que significa "cuidar de". A palavra arte é derivada de ars, do Latim, que significa "técnica", "habilidade". A cultura é comumente associada com diferentes tipos de artes, como a música, o teatro e a pintura.



Marque a alternativa com a série correta.

Alternativas
Q3732710 Português
Considere a crônica a seguir, escrita por Paulo Mendes Campos, para responder a próxima questão.

“Um dos aforismos pungentes da literatura é este: é preciso estar sempre bêbado – de vinho, de poesia, de religião. O homem bebe para disfarçar a humilhação terrestre; para ser consolado; para driblar a si mesmo; o homem bebe como o poeta escreve seus versos, o compositor faz uma sonata, o místico sai arrebatado pela janela do claustro, a adolescente adora cinema, o fiel se confessa, o neurótico busca o analista. Quem foge de si mesmo se encontra. Quem procura encontrar-se, se afasta de si mesmo. Não é paradoxo, é o imbricamento da natureza humana. E esta é uma espiral inflacionária cuja moeda, em desvalorização permanente, é a nossa precária percepção da realidade. Somos inflacionados pelo nosso próprio vazio: a reação nervosa da embriaguez parece encher- -nos ou pelo menos atenuar a presença do espírito desesperado dentro do corpo perfeitamente disposto a possuir os bens terrestres e gozá-los. Não defendo o alcoolismo, respeitável Sr. Alcoólico Anônimo. Queira entender-me com um pouco mais de sutileza, se me faz o favor. Modestamente embora, falando do alto duma tribuna para uma plateia vazia, defendo é o homem. O uísque não me interessa, o que me interessa é a criatura humana, esta pobre e arrogante criatura humana já confrangida por um destino obscuro, arrumada odiosamente numa sociedade dividida em castas, uma sociedade sanguessuga, uma sociedade engenhosamente arquitetada para triturar as classes de baixo a fim de transformar a dolorosa matéria-prima em petróleo, aço, eletricidade, veículos, aparelhos domésticos, tecidos, alimentos. Segue-se a segunda fase do processo industrial: correias de transmissão levam estes bens terrestres ao alto forno, que os transforma miraculosamente em palácios, iates, cavalos de corrida, joias, amantes de luxo. Mas os ricos também bebem, e quanto! Bebem às vezes por má consciência, outras por má educação, e bebem porque todos os bens terrestres são fantasias que se desfazem de repente ao hálito da morte. Pois o que eu advogo no meu desespero-dialético é a melhor distribuição das fantasias terrestres. Será a única maneira eficiente de reduzir o alcoolismo. A máquina social de hoje cria sobre o indivíduo uma inumerável série de compressões, que o desequilibram e o infelicitam. O alcoolismo é uma das variadíssimas consequências desse extraordinário mal-estar coletivo. Transpondo a porta do bar, o homem age com toda a pureza e inocência, buscando fugir ao sofrimento, tentando cumprir a sua vocação para o prazer; se encontra no bar um novo mal, a degradação, o desemprego, a debilitação orgânica, a morte prematura, isto é outra história”.

(Por que bebemos tanto assim?, por Paulo Mendes Campos, com adaptações).
No trecho “Queira entender-me com um pouco mais de sutileza”, o verbo “queira” aparece no modo:
Alternativas
Q3732703 Português
Considere a descrição a seguir, escrita pelo viajante Bartolomé Bossi a respeito de uma cultura indígena, para responder a próxima questão.

“Estas tribos de guaicurus ocupam as margens do Chaco em uma grande extensão. Todos os anos fazem suas incursões contra as tribos vizinhas, especialmente contra os guanás: desta tribo são os escravos que possuem. Só cativam mulheres, jovens e crianças. Os últimos abraçam facilmente os hábitos e a língua de seus senhores e, como estes os tratam com afeto, jamais pensam em abandoná-los. Entre os guaicurus existe uma forte distinção de classes que se divide em nobres, plebeus e escravos; a maior distinção traduz-se pelo número de escravos; nisto se resume sua vaidade e seu orgulho. Os guaicurus são de estatura mais que regular e bem formados. Sua musculatura é forte e marcada; seu olhar imponente; indolentes por natureza. Comem muitas vezes ao dia; o jacaré é um manjar muito preferido por eles. Pintam a cara e o corpo com urucum e jenipapo, introduzindo a tinta na epiderme; os desenhos não carecem de fantástica simetria. As mulheres põem maior esmero neste adorno indelével. A mulher, só quando chega aos trinta anos conserva seus filhos: antes procura sempre abortar, e serve-se dos meios mais cruéis e bárbaros, fazendo-se maltratar e pisotear o ventre. Só depois dos trinta anos começa a preocupar-se com a conservação de sua prole; devendo notar-se que essa raça de mulheres são impecáveis desde então como mães de família, pelos cuidados e pela ternura que consagram a seus filhos. No caráter destes índios predomina a soberba, olham com o mais alto desprezo as demais tribos; professam um ódio visceral aos paraguaios e são muito partidários dos brasileiros. Contentam-se com a posse de uma única mulher, da qual lhes é dado separar-se por mútuo acordo. Crêem em um Ente Criador, mas não lhe rendem nenhum culto manifesto. Não têm nenhuma ideia de recompensas ou castigos futuros; só afirmam que a alma dos capitães transporta-se a uma mansão de delícias contínuas, privilégio do qual também gozam os pretensos adivinhos que há entre eles, que também exercem a profissão de médicos. Estes seres privilegiados, espécie de sacerdotes, que se dizem intérpretes desse Ente Criador, servem-se de sua misteriosa preponderância para estimular a barbárie e ferocidade da tribo."

(Bartolomé Bossi, Viagem Pitoresca, com adaptações).
No trecho “Não têm nenhuma ideia de recompensas ou castigos futuros”, o verbo “têm” apresenta circunflexo porque o sujeito da oração:
Alternativas
Q3728913 Português

Com base na notícia a seguir, responda à questão abaixo.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos a lei que regulamenta as profissões de agente comunitário de saúde (ACS) e de agente de combate às endemias (ACE) como profissionais de saúde (Lei 14.536, de 2023). Com a alteração, os profissionais das duas categorias poderão acumular até dois cargos públicos, desde que as atividades não conflitem em horário. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (20/01/2023).


Fonte: Agência Senado em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/01/2 3/sancionada-lei-que-reconhece-agentes-comunitarioscomo-profissionais-de-saude

Analise as afirmações a seguir:
I. No excerto: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos a lei que regulamenta as profissões de agente comunitário de saúde (ACS) e de agente de combate às endemias (ACE) como profissionais de saúde (Lei 14.536, de 2023).”, é certo afirmar que o verbo em destaque “regulamenta” tem o sentido equivalente a ‘prescreve’, ‘decreta’, ‘determina’ e está sendo conjugado no presente do subjuntivo.
II. No excerto: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos a lei que regulamenta as profissões de agente comunitário de saúde (ACS) e de agente de combate às endemias (ACE) como profissionais de saúde (Lei 14.536, de 2023).”, é certo afirmar que a palavra destacada “que” é morfologicamente um pronome relativo e neste caso está conectando duas orações coordenadas e funcionando sintaticamente como sujeito do verbo “regulamentar” da segunda oração.
Marque a afirmativa CORRETA:
Alternativas
Q3726205 Português

A frase abaixo está no Futuro do Presente. Marque a alternativa que completa corretamente a frase:



“Nós ....................... o carro daqui a dois quilômetros”

Alternativas
Q3726200 Português
Marque a alternativa em que o verbo não está conjugado no pretérito perfeito (indicativo):
Alternativas
Q3716552 Português
O tempo está voando?


    Pode não parecer para alguns de nós, mas as horas, os minutos e os segundos se moviam no passado na mesma velocidade que no presente. “O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza, flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração”, disse Isaac Newton séculos atrás. Então, __________ tantas pessoas sentem que ele tem andado mais rápido? E ___________, ele parece estar parado, em alguns momentos?


    Não é o tempo que fica mais curto. Ao contrário. A cada século, nossos dias se tornam 1,8 milissegundos mais longos. O que acontece é que a sensação de passagem do tempo reflete o que ocorre no nosso mundo interno. Ou seja, é o que sentimos que nos faz ver o tempo voar ou se arrastar. E essa nossa visão particular envolve diferentes áreas cerebrais – como as relacionadas à emoção e à memória – além de vários neurotransmissores.


    Nada interfere tanto na percepção do tempo como as nossas emoções. Quando o relógio não anda em sintonia com o que estamos sentindo no momento, ele pode parecer apressado ou lento.


    É por isso que quando nos acontecem coisas boas, temos a impressão de que o tempo passa rápido demais. Mas se vivemos um momento ruim, ele parece durar uma eternidade. Ambos despertam em nós reações diferentes. Quando estamos nos divertindo, nos envolvemos nessas atividades e não prestamos atenção no horário em si. Isso faz com que o tempo voe. Já quando estamos em uma situação aversiva, desconfortável, não vemos a hora dela terminar e acabamos voltando nossa atenção ao relógio.


    Sentir o tempo voar é uma sensação mais forte para algumas pessoas do que para outras. Antigamente, a ciência acreditava que o envelhecimento acentuava essa percepção. Mas essa certeza vem sendo contestada. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Sylvie Droit-Volet e John Wearden afirmam que experiência da passagem do tempo na vida cotidiana não tem a ver com a idade, mas com o estado emocional de cada um.


    Não se pode negar que é comum pessoas mais velhas terem um dia a dia sem muitos acontecimentos, sem as novidades e experiências marcantes que costumam fazer parte do início da vida. Por não terem memórias novas, elas veem os anos passarem num piscar de olhos. Mas isso não é uma regra. Há idosos que têm uma vida dinâmica e jovens presos a uma rotina monótona. Independentemente da idade, uma boa dica para “alongar” os dias é apreciar as coisas simples, como prestar mais atenção nas pessoas, nas ruas, nas cores, nos cheiros, nos sabores e em outros encantos do cotidiano que geralmente passam despercebidos.


(Fonte: Uol - adaptado.)
Em relação ao uso do modo subjuntivo, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3716361 Português
Texto

NOMOFOBIA: O QUE É, SINTOMAS E COMO EVITAR

Manuel Reis

     A nomofobia é um termo que descreve o medo de ficar sem contato com o celular, sendo uma palavra derivada da expressão inglesa "no mobile phone phobia". Este termo não é reconhecido pela comunidade médica, mas tem sido utilizado e estudado desde 2008 para descrever o comportamento de dependência e os sentimentos de angústia e ansiedade que algumas pessoas demonstram quando não têm o celular por perto.

   Normalmente a nomofobia é identificada principalmente em pré-adolescentes e adolescentes, já que são os que mais consomem esse tipo de tecnologia e permanecem mais tempo nas redes sociais.

   Por ser uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva a pessoa a sentir ansiedade por estar longe do celular, mas, em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.

Principais sintomas

Alguns sinais que podem ajudar a identificar que se tem nomofobia incluem:


• Sentir ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular;

• Necessitar fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;

• Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;

• Acordar no meio da noite para ir ao celular;

• Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;

• Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa;

• Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;

• Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;

• Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo de a bateria acabar. 


   Além disso, outros sintomas físicos que parecem estar associados aos sinais nomofobia são os de vício, como aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida.

  Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada e não é reconhecida como um transtorno psicológico, ainda não existe uma lista fixa de sintomas, existindo apenas vários formulários diversos que ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular. (...)


Como evitar a dependência

Para tentar combater a nomofobia há algumas orientações que podem ser seguidas todos os dias:


• Ter vários momentos durante o dia em que não se está com o celular e se dá preferência para conversas frente a frente;

• Diminuir progressivamente o uso do celular;

• Não utilizar o celular nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir;

• Colocar o celular para carregar numa superfície longe da cama;

• Desligar o celular durante a noite.


   Quando já existe algum grau de dependência, pode ser necessário consultar um psicólogo para iniciar terapia, que pode incluir vários tipos de técnicas para tentar lidar com a ansiedade gerada pela falta do celular, como ioga, meditação guiada ou visualização positiva.


(Fonte: https://www.tuasaude.com/nomofobia/ - Adaptado)
"Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada(1) e não é reconhecida(2) como um transtorno psicológico, ainda não existe(3) uma lista fixa de sintomas, existindo(4) apenas(5) vários formulários diversos que(6) ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular."

Em relação aos elementos destacados e identificados por números no trecho acima, transcrito do texto, é INCORRETO afirmar que

Alternativas
Q3714818 Português
O texto a seguir é um acróstico em homenagem ao município de Chácara. Leia-o para responder à questão:


MENSAGEM PARA MINHA CIDADE

Conhecer Chácara, torna-se muito prazeroso;
Hospitaleira, pura simplicidade, que povo carinhoso;
A igreja centenária, casas rústicas, que lugar gostoso;
Cativar as pessoas, contar histórias, acreditar ou ficar duvidoso;
Ao amanhecer, a buzina do padeiro acorda o preguiçoso;
Regar a horta, as flores, filho na escola, futuro auspicioso;
Acolhedora, carnaval, exposição, amigos, já estou saudoso!

(Onofre de Paula) 
Retirados do poema, os verbos “conhecer”, “cativar”, “contar”, “acreditar”, “ficar” e “regar” foram empregados na forma verbal do: 
Alternativas
Q3714365 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.


O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.


Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.


(...)


Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.


O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)


Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Aos sete anos de idade imaginei(1) que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria(2) com ele. Um cometa mal-humorado visitava(3) o espaço."

Analise as formas verbais destacadas no trecho acima, devidamente identificadas por números. A seguir, associe cada forma verbal ao tempo e ao sentido expressos nas colunas abaixo, assinalando a alternativa que apresenta a correspondência CORRETA.

Coluna 1 (tempos verbais):
 Futuro do pretérito do indicativo
(b) Pretérito imperfeito do indicativo
(c) Pretérito perfeito do indicativo

Coluna 2 (sentidos):
(I) Ação que transcorreu num passado indeterminado.
(II) Ação que transcorreu num passado determinado.
(III) Ação futura presa a alguma condição ou hipótese.
Alternativas
Q3714124 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.

O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.

Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.

(...)

Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.

O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)

Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Aos sete anos de idade imaginei(1) que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria(2) com ele. Um cometa mal-humorado visitava(3) o espaço."

Analise as formas verbais destacadas no trecho acima, devidamente identificadas por números. A seguir, associe cada forma verbal ao tempo e ao sentido expressos nas colunas abaixo, assinalando a alternativa que apresenta a correspondência CORRETA.

Coluna 1 (tempos verbais):

(a) Futuro do pretérito do indicativo
(b) Pretérito imperfeito do indicativo
(c) Pretérito perfeito do indicativo

Coluna 2 (sentidos):

(I) Ação que transcorreu num passado indeterminado.
(II) Ação que transcorreu num passado determinado.
(III) Ação futura presa a alguma condição ou hipótese.
Alternativas
Q3713872 Português
O encontro

Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.

― Você está morando por aqui?

― Na casa do papai.

Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ― tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado. Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.

― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. Continuava bonita…

― Tenho um apartamento aqui perto.

Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?

― Você sempre faz compras de madrugada?

Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?

Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava. 

― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.

― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.

― Gozado.

Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca. E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante. Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.

― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.

― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.

― Você sempre gostou de festas.

― E você, não.

― A gente muda, né? Muda de hábitos…

― Tou vendo.

― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.

Ela, ainda sorrindo:

― Que Deus me livre.

Os dois riram. Era um encontro informal. Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: Esses dois, se um morrer, o outro se suicida. Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada. Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada. Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir. Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir. Aquele farsante, pensou ela, antes de dormir. Aquela vaca, pensou ele, antes de dormir.

Luís Fernando Veríssimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Considere o seguinte excerto, retirado do texto: “Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles.” Neste contexto, a palavra “sabiam” concorda em número com:
Alternativas
Q3713753 Português
Qual o idioma mais antigo já registrado?

Apesar de sua importância histórica, este idioma não chegou a ser usado fora do território em que se originou.

Os idiomas são uma ponte de comunicação entre diferentes povos, culturas e países. E embora o inglês seja o idioma mais usado no mundo atualmente, atingindo um número estimado de 1,27 bilhão de falantes, ele não é o mais antigo que se tem registro.


Qual o idioma mais antigo?

O idioma sumério surgiu no Oriente Médio aproximadamente por volta de 3.100 a.C. no sul da Mesopotâmia (atual Iraque, Turquia e Síria), de acordo com a Encyclopædia Britannica, plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido. No entanto, por volta de 2.000 a.C., esse idioma foi substituído na oralidade pelo semítico acadiano, sendo que a sua forma escrita continuou sendo usada por mais alguns anos. Ainda que tenha sido de grande importância e influência no desenvolvimento da Mesopotâmia e de outras civilizações antigas, o sumério nunca conseguiu se expandir para outros territórios, acrescenta a Britannica.


A história do sumério

O sumério pode ser dividido em quatro categorias: sumério arcaico, sumério antigo/clássico, novo sumério e pós-sumério. A primeira denominação abrange o período de 3.100 a.C., quando surgiram os registros iniciais do sumério, até cerca de 2.500 a.C. Sua compreensão ainda é complexa devido às dificuldades de leitura e interpretação, diz a Britannica. O sumério antigo ou sumério clássico abrange o período de 2.500 a 2.300 a.C., sendo usado pelos primeiros governantes de Lagash (uma importante cidade da antiga Suméria) em seus textos comerciais, jurídicos e administrativos, bem como em cartas particulares ou oficiais. Em relação ao período histórico do novo sumério, a Britannica menciona que ele chegou ao fim por volta de 2.000 a.C. No período da Antiga Babilônia, os sumérios perderam sua identidade política e o idioma foi gradualmente desaparecendo, mas a escrita continuou até o fim do uso da escrita cuneiforme (produzida com o auxílio de objetos em formato de cunha). Deu-se o nome de “pós-sumério” a essa última fase do idioma.

National Geographic - História e cultura. Disponível em:
<https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023
/08/qual-o-idioma-mais-antigo-ja-registrado>
Considere o seguinte excerto, retirado de “Vida ao Natural”, de Clarice Lispector: “O acordo do mundo com aquilo que ela nem sequer sabia que precisava como numa fome. Chovia, chovia.” No trecho apresentado, todos os verbos estão conjugados no modo indicativo, no tempo:
Alternativas
Q3713332 Português
FUGA DO CÃO


Juliano Martinz


    Era uma perseguição implacável. Injusta, poderia dizer. Afinal, como duas pernas podem competir contra quatro?

    Enquanto corria tanto quanto podia, percebia em assustadores relances que o cachorro ia alcançá-lo.

    Podia ouvir os sons guturais que provinham das entranhas do quadrúpede sedento de sangue.

     Neste momento, ao perceber o fôlego lhe faltando, Jonas se arrependeu. Maldita hora que decidira entrar pelo portão deixado aberto pelo vizinho para pegar algumas frutas. Seus pais não lhe haviam ensinado tão incisivamente que pegar bens alheios é roubo?

    Malditas laranjas suculentas, pensou! Tarde demais para lamentos. Entrara no quintal do vizinho sem autorização, despertara o cão raivoso e agora fugia do facínora.

    Em certo momento, nem sentia as pernas eram tão rápidas que dispensavam qualquer coordenação. Jamais imaginaria ser capaz de correr tanto assim.

    Tanto correu que, de repente, descobriu-se em outro bairro. Parou, resfolegando como um cavalo. Olhou para trás e descobriu que o cachorro desaparecera.

    Deu um grito de alegria ao perceber que fora mais rápido do que o cão. Quem poderia imaginar? Enfim, duas pernas venceram quatro! O feito renderia muitas histórias entre os amigos.

     E isto sem contar o fato de que o susto servira para lhe ensinar uma importante lição: da próxima vez, ouviria os pais e a voz da consciência.

    Foi quando um quintal alheio lhe chamou a atenção. Ao lado da casa, Jonas se deparou com uma cintilante árvore carregada de malditas laranjas suculentas!


(Fonte: https://corrosiva.com.br/cronicas/fuga-do-cao/)

"Deu um grito de alegria ao perceber que fora mais rápido do que o cão."


A palavra destacada no trecho acima, transcrito do texto, indica uma ação

Alternativas
Q3712881 Português

Leia:


O atentado contra a deputada federal norte-americana Gabrielle Giffords deixou 13 feridos e seis mortos, entre eles uma criança de nove anos e um juiz federal. Diante da perplexidade e paralisia dos políticos, a ferocidade dos ataques na imprensa rompeu todas as barreiras.


As imagens e discursos da direita e da esquerda saíram dos arquivos, metáforas políticas foram ensanguentadas. Um discurso de Barack Obama -"se trouxerem facas, levaremos armas"- foi estrela da noite em um canal da direita.

(Folha de S. Paulo, 13/01/2011)


Assinale a alternativa em que não se identificou corretamente um elemento estrutural do verbo “levaremos”:

Alternativas
Q3710174 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chat GPT: chegou o uso da Inteligência Artificial na sua mais moderna forma, fácil e prático 


Cris Arcangeli


Você já pensou em interagir de verdade com um robô? Não aqueles chatbots feitos para para ajudar os usuários na interação com serviços ou aplicativos Web por meio de texto, gráficos ou voz.


Estou falando do ChatGPT, serviço que utiliza IA − Inteligência Artificial de maneira incrivelmente abrangente e rápida!


CHATGPT é um modelo super avançado para criação de textos.


Vou explicar melhor: o GPT como vem sendo apelidado foi "treinado" com o uso de inúmeros tópicos e estilos para, assim, conseguir gerar textos escritos de forma autônoma, natural e coerente, com compreensão e capacidade de reproduzir o contexto, como se fosse escrito por um ser humano.


Ele pode responder perguntas, escrever histórias, descrever imagens, criar slogans, campanhas, roteiros, legendas e muito mais.


Uma de suas principais vantagens é a capacidade de entender e reproduzir o contexto de um diálogo, o que significa que ele pode entender o que foi dito anteriormente e responder de forma coerente e relevante.


Além disso, ele também aprende com as perguntas e respostas e melhora a entrega se adaptando a diferentes situações e tópicos.


Acredito que num futuro breve o ChatGPT deverá incluir microfone e alto-falante, como evolução para o que entendemos hoje como assistente virtual.


O projeto do ChatGPT está obtendo tamanho sucesso, que em uma semana teve 5M de downloads e deve receber um investimento de US$ 10 milhões da Microsoft.


O ChatGPT é um chatbot autônomo super avançado com Inteligência Artificial, capaz de criar textos do zero que foi treinado com o uso de uma grande quantidade de textos disponíveis na internet, com notícias, fóruns, livros e muito mais, num total de 570 GB de texto, o equivalente a cerca de 40 bilhões de palavras.


Bem Vindos ao futuro!


Estamos diante de uma ferramenta valiosa para empresas e organizações de todos os tipos, que se tornará ainda mais poderoso com a ampliação de sua utilização em conjunto com a sua capacidade de aprender, compreender e reproduzir contextos.


Bem Vindos ao futuro! 


(Adaptado do texto original, disponível em: https://exame.com/colunistas/empreender-liberta/chat-gpt-chegou-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-sua-mais-moderna-forma-facil-e-pratico/

Analise o parágrafo a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa que apresenta a classe gramatical correta das palavras destacadas, seguindo a sequência de seu aparecimento no extrato de texto:
Você já pensou em interagir de verdade com um robô? Não aqueles chatbots feitos para para ajudar os usuários na interação com serviços ou aplicativos Web 
Alternativas
Q3705251 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO


Martha Medeiros


Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.


O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estarão desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.


A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?


O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.


O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.


(Fonte: https://www.pensador.com/cronica_filosofica/)

"A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta."
É INCORRETO afirmar, em relação à forma verbal destacada no trecho acima, que 
Alternativas
Respostas
3521: A
3522: B
3523: E
3524: C
3525: D
3526: D
3527: C
3528: D
3529: B
3530: B
3531: C
3532: A
3533: A
3534: C
3535: B
3536: A
3537: C
3538: D
3539: E
3540: A