Questões de Concurso Comentadas sobre análise sintática em português

Foram encontradas 6.434 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2738692 Português

Atenção: Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.

Uma palavra sobre cultura e Constituição

Todas as Constituições brasileiras foram lacônicas e genéricas ao tratar das relações entre cultura e Estado. Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior. Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base cujo vetor é sempre a melhor distribuição da renda nacional. Na esfera dos bens simbólicos, esse objetivo se alcança, em primeiro e principal lugar, construindo o suporte de um sistema educacional sólido conjugado com um programa de apoio à pesquisa igualmente coeso e contínuo.

A sociedade brasileira não tem uma “cultura” já determinada. O Brasil é, ao mesmo tempo, um povo mestiço, com raízes indígenas, africanas, europeias e asiáticas, um país onde o ensino médio e universitário tem alcançado, em alguns setores, níveis internacionais de qualidade e um vasto território cruzado por uma rede de comunicações de massa portadora de uma indústria cultural cada vez mais presente.

O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” nada tem de homogêneo ou de uniforme. A sua forma complexa e mutante resulta de interpenetrações da cultura erudita, da cultura popular e da cultura de massas. Se algum valor deve presidir à ação do Poder Público no trato com a “cultura”, este não será outro que o da liberdade e o do respeito pelas manifestações espirituais as mais diversas que se vêm gestando no cotidiano do nosso povo. Em face dessa corrente de experiências e de significados tão díspares, a nossa Lei Maior deveria abster-se de propor normas incisivas, que soariam estranhas, porque exteriores à dialética das “culturas” brasileiras. Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é, aqui, recomendável.

(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Entre a Literatura e a História. São Paulo: Editora 34, 2013, p. 393-394)

Observando-se a construção da frase Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior, é correto afirmar que

Alternativas
Q2738342 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os processos decisórios do ser


01---------Ana acorda todos os dias às 7 horas da manhã, toma seu café acompanhado de algumas

02--torradas com requeijão, checa a previsão do tempo, se veste de acordo com a temperatura, olha

03--como está o trânsito – se a avenida principal de sua cidade está parada, não é uma boa ir de

04--carro hoje. Pega o metrô, para em um restaurante para o seu segundo café do dia, entra no

05--prédio onde trabalha, sobe pela escada porque hoje não vai dar tempo de ir ____ academia,

06--senta ao computador, abre a página de notícias, se desespera com a violência na cidade (talvez

07--seja melhor se mudar para um lugar mais tranquilo). Envia alguns e-mails, responde alguns

08--outros. Chega a hora do almoço, hoje ela está com vontade de comida japonesa. Vai ao

09--restaurante mais gostoso, porque o vale-refeição caiu nessa mesma semana. Parte para o terceiro

10--café do dia. Tem reunião ___ tarde, é melhor reservar alguns minutos antes para se preparar. A

11--reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Ana vê as redes sociais e faz alguns

12--testes do Buzzfeed. Ela volta ___ responder alguns e-mails e depois foca na grande apresentação

13--que tem de fazer na próxima semana. Os amigos da faculdade mandam mensagens no WhatsApp,

14--ela responde na hora. O que vão fazer neste fim de semana? Chega o final do dia, o trânsito está

15--mais tranquilo, Ana pede um Uber para casa, já que o metrô está caótico. Chega, alimenta os

16--gatos, liga a televisão, fica 30 minutos procurando o que assistir na Netflix, vê alguns episódios

17--daquela série que a chefe recomendou. Não gosta muito, mas é bom ter assunto com a chefia. É

18--melhor ir dormir para não perder a hora amanhã. Corre a mão pelo feed do Facebook. Sua prima

19--se casou. Agora é melhor ir dormir mesmo. Bota o celular para despertar às 7 horas.

20---------Identificou-se com Ana? Provavelmente há vários pontos em seu dia que são comuns aos

21--dela. Mas tem uma coisa que se repete durante toda a rotina de Ana, assim como na sua e na

22--minha, e que de tão intrínseco nem todos percebem: a necessidade constante de tomar decisões.

23--Sim, desde o acordar até a hora de ir dormir, desde o seu nascimento até o fim de sua vida. Tudo

24--isso é feito e construído por meio das suas decisões, sejam elas grandes ou pequenas,

25--conscientes ou inconscientes. Mas não se assuste ou se deixe levar pela ansiedade. “Cada vez,

26--cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica,

27--intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse

28--acontecimento”, revela o psiquiatra e filósofo italiano Mauro Maldonato.

29---------Claro que, senão todas, muitas dessas decisões do cotidiano acontecem no âmbito de

30--nosso inconsciente, ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos

31--tomar, o que acarretaria um fluxo insano de informações ___ mente. “Quando tomamos uma

32--decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é

33--totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que

34--acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e

35--você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele”, descreve o

36--neurocientista argentino Mariano Sigman.

37---------Segundo ele, apesar de não acompanharmos esse processo na íntegra, nosso corpo nos

38--comunica sobre o momento decisório: “Toda essa atividade de nossa mente, tudo isso manda um

39--sinal para o seu corpo, o batimento cardíaco aumenta, a pele começa a suar. Enfim, é como se o

40--seu cérebro estivesse preparando o seu corpo para alguma coisa, algum acontecimento”.

41---------É interessante notar, como atesta o professor de filosofia da USP Roberto Bolzani Filho,

42--que as “deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o

43--mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos

44--em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais”.

45---------É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas

46--escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos

47--conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. “A tomada

48--de decisões faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos

49--mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante

50--a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais

51--passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as

52--situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os

53--processos decisórios nos indicam o quanto podemos ser diferentes em cada situação”, finaliza

54--Clarice Paulon, psicologa membro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.


(Fonte: Renata Volmério – Revista da C+ultura – disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/decisoes – adaptação)

Considere a oração: “É melhor ir dormir para não perder a hora amanhã”, retirada do texto, e seus conhecimentos sobre orações subordinadas.


( ) A oração introduzida por “para” é uma oração reduzida final e sua forma expandida é “para que não perca a hora amanha”.

( ) O trecho “ir dormir para não perder a hora amanhã” tem a função de predicativo do sujeito.

( ) Ir dormir é uma oração subordinada substantiva expandida.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2738339 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os processos decisórios do ser


01---------Ana acorda todos os dias às 7 horas da manhã, toma seu café acompanhado de algumas

02--torradas com requeijão, checa a previsão do tempo, se veste de acordo com a temperatura, olha

03--como está o trânsito – se a avenida principal de sua cidade está parada, não é uma boa ir de

04--carro hoje. Pega o metrô, para em um restaurante para o seu segundo café do dia, entra no

05--prédio onde trabalha, sobe pela escada porque hoje não vai dar tempo de ir ____ academia,

06--senta ao computador, abre a página de notícias, se desespera com a violência na cidade (talvez

07--seja melhor se mudar para um lugar mais tranquilo). Envia alguns e-mails, responde alguns

08--outros. Chega a hora do almoço, hoje ela está com vontade de comida japonesa. Vai ao

09--restaurante mais gostoso, porque o vale-refeição caiu nessa mesma semana. Parte para o terceiro

10--café do dia. Tem reunião ___ tarde, é melhor reservar alguns minutos antes para se preparar. A

11--reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Ana vê as redes sociais e faz alguns

12--testes do Buzzfeed. Ela volta ___ responder alguns e-mails e depois foca na grande apresentação

13--que tem de fazer na próxima semana. Os amigos da faculdade mandam mensagens no WhatsApp,

14--ela responde na hora. O que vão fazer neste fim de semana? Chega o final do dia, o trânsito está

15--mais tranquilo, Ana pede um Uber para casa, já que o metrô está caótico. Chega, alimenta os

16--gatos, liga a televisão, fica 30 minutos procurando o que assistir na Netflix, vê alguns episódios

17--daquela série que a chefe recomendou. Não gosta muito, mas é bom ter assunto com a chefia. É

18--melhor ir dormir para não perder a hora amanhã. Corre a mão pelo feed do Facebook. Sua prima

19--se casou. Agora é melhor ir dormir mesmo. Bota o celular para despertar às 7 horas.

20---------Identificou-se com Ana? Provavelmente há vários pontos em seu dia que são comuns aos

21--dela. Mas tem uma coisa que se repete durante toda a rotina de Ana, assim como na sua e na

22--minha, e que de tão intrínseco nem todos percebem: a necessidade constante de tomar decisões.

23--Sim, desde o acordar até a hora de ir dormir, desde o seu nascimento até o fim de sua vida. Tudo

24--isso é feito e construído por meio das suas decisões, sejam elas grandes ou pequenas,

25--conscientes ou inconscientes. Mas não se assuste ou se deixe levar pela ansiedade. “Cada vez,

26--cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica,

27--intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse

28--acontecimento”, revela o psiquiatra e filósofo italiano Mauro Maldonato.

29---------Claro que, senão todas, muitas dessas decisões do cotidiano acontecem no âmbito de

30--nosso inconsciente, ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos

31--tomar, o que acarretaria um fluxo insano de informações ___ mente. “Quando tomamos uma

32--decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é

33--totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que

34--acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e

35--você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele”, descreve o

36--neurocientista argentino Mariano Sigman.

37---------Segundo ele, apesar de não acompanharmos esse processo na íntegra, nosso corpo nos

38--comunica sobre o momento decisório: “Toda essa atividade de nossa mente, tudo isso manda um

39--sinal para o seu corpo, o batimento cardíaco aumenta, a pele começa a suar. Enfim, é como se o

40--seu cérebro estivesse preparando o seu corpo para alguma coisa, algum acontecimento”.

41---------É interessante notar, como atesta o professor de filosofia da USP Roberto Bolzani Filho,

42--que as “deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o

43--mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos

44--em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais”.

45---------É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas

46--escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos

47--conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. “A tomada

48--de decisões faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos

49--mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante

50--a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais

51--passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as

52--situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os

53--processos decisórios nos indicam o quanto podemos ser diferentes em cada situação”, finaliza

54--Clarice Paulon, psicologa membro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.


(Fonte: Renata Volmério – Revista da C+ultura – disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/decisoes – adaptação)

Considere o vocábulo “intrínseco” (l. 22) e analise as assertivas a seguir:


( ) No contexto em que é empregado, o vocábulo refere-se àquilo que é parte da natureza de alguém, característico ou próprio.

( ) Tal palavra poderia ser substituída por “inerente”, desconsiderando alterações estruturais no período, sem prejuízo do significado.

( ) “Intrínseco” é um sinônimo perfeito de “inato”, pois as duas palavras possuem o prefixo –in em seu radical.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2738338 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os processos decisórios do ser


01---------Ana acorda todos os dias às 7 horas da manhã, toma seu café acompanhado de algumas

02--torradas com requeijão, checa a previsão do tempo, se veste de acordo com a temperatura, olha

03--como está o trânsito – se a avenida principal de sua cidade está parada, não é uma boa ir de

04--carro hoje. Pega o metrô, para em um restaurante para o seu segundo café do dia, entra no

05--prédio onde trabalha, sobe pela escada porque hoje não vai dar tempo de ir ____ academia,

06--senta ao computador, abre a página de notícias, se desespera com a violência na cidade (talvez

07--seja melhor se mudar para um lugar mais tranquilo). Envia alguns e-mails, responde alguns

08--outros. Chega a hora do almoço, hoje ela está com vontade de comida japonesa. Vai ao

09--restaurante mais gostoso, porque o vale-refeição caiu nessa mesma semana. Parte para o terceiro

10--café do dia. Tem reunião ___ tarde, é melhor reservar alguns minutos antes para se preparar. A

11--reunião corre sonolenta, mas alguns pontos são resolvidos. Ana vê as redes sociais e faz alguns

12--testes do Buzzfeed. Ela volta ___ responder alguns e-mails e depois foca na grande apresentação

13--que tem de fazer na próxima semana. Os amigos da faculdade mandam mensagens no WhatsApp,

14--ela responde na hora. O que vão fazer neste fim de semana? Chega o final do dia, o trânsito está

15--mais tranquilo, Ana pede um Uber para casa, já que o metrô está caótico. Chega, alimenta os

16--gatos, liga a televisão, fica 30 minutos procurando o que assistir na Netflix, vê alguns episódios

17--daquela série que a chefe recomendou. Não gosta muito, mas é bom ter assunto com a chefia. É

18--melhor ir dormir para não perder a hora amanhã. Corre a mão pelo feed do Facebook. Sua prima

19--se casou. Agora é melhor ir dormir mesmo. Bota o celular para despertar às 7 horas.

20---------Identificou-se com Ana? Provavelmente há vários pontos em seu dia que são comuns aos

21--dela. Mas tem uma coisa que se repete durante toda a rotina de Ana, assim como na sua e na

22--minha, e que de tão intrínseco nem todos percebem: a necessidade constante de tomar decisões.

23--Sim, desde o acordar até a hora de ir dormir, desde o seu nascimento até o fim de sua vida. Tudo

24--isso é feito e construído por meio das suas decisões, sejam elas grandes ou pequenas,

25--conscientes ou inconscientes. Mas não se assuste ou se deixe levar pela ansiedade. “Cada vez,

26--cada dia, nós tomamos decisões. E em nossa mente acontece um verdadeiro conflito entre lógica,

27--intuição e racionalidade. Todas as nossas ações são distintas, caracterizadas por esse

28--acontecimento”, revela o psiquiatra e filósofo italiano Mauro Maldonato.

29---------Claro que, senão todas, muitas dessas decisões do cotidiano acontecem no âmbito de

30--nosso inconsciente, ou seja, não estamos o tempo inteiro refletindo sobre cada ação que devemos

31--tomar, o que acarretaria um fluxo insano de informações ___ mente. “Quando tomamos uma

32--decisão, muitas vezes acreditamos que estamos fazendo algo consciente, quando na verdade é

33--totalmente inconsciente. Todo esse processo ocorre numa camada abaixo do consciente. O que

34--acontece é que nesse momento o seu cérebro começa a calcular muitas coisas e possibilidades e

35--você não está nem ciente de toda essa atividade que está acontecendo nele”, descreve o

36--neurocientista argentino Mariano Sigman.

37---------Segundo ele, apesar de não acompanharmos esse processo na íntegra, nosso corpo nos

38--comunica sobre o momento decisório: “Toda essa atividade de nossa mente, tudo isso manda um

39--sinal para o seu corpo, o batimento cardíaco aumenta, a pele começa a suar. Enfim, é como se o

40--seu cérebro estivesse preparando o seu corpo para alguma coisa, algum acontecimento”.

41---------É interessante notar, como atesta o professor de filosofia da USP Roberto Bolzani Filho,

42--que as “deliberações que preparam tomadas de decisões resultam da maneira como vemos o

43--mundo e os valores que encontramos nele, ao mesmo tempo em que, inevitavelmente, levamos

44--em conta, de forma prioritária, nossos interesses pessoais”.

45---------É nessa conjuntura que formamos uma bagagem emocional e psíquica acerca de nossas

46--escolhas, as quais se acumulam e crescem, dando sentido à trajetória de vida. Assim como nos

47--conhecermos como indivíduos frente aos problemas e questões que a vida nos propõe. “A tomada

48--de decisões faz com que entendamos o modo como lidamos com situações cotidianas. Se somos

49--mais impulsivos e tomamos decisões mais rapidamente, somos considerados mais ativos perante

50--a vida, do contrário, somos mais conservadores em nosso modo de reagir e considerados mais

51--passivos. No entanto, essas características não são estanques e podem mudar de acordo com as

52--situações que passamos. O ser humano é sempre capaz de se adaptar e se transformar, e os

53--processos decisórios nos indicam o quanto podemos ser diferentes em cada situação”, finaliza

54--Clarice Paulon, psicologa membro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.


(Fonte: Renata Volmério – Revista da C+ultura – disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/decisoes – adaptação)

Considerando o emprego do vocábulo “que”, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 20, a ocorrência do vocábulo “que” pode ser classificada como pronome relativo cujo antecedente é a palavra “pontos”.

II. Na linha 42, a palavra “que” é uma conjunção integrante e introduz a oração subordinada que tem a função de objeto direto do verbo “notar” (l. 41).

III. Na linha 46, poderíamos substituir a expressão “as quais” por “que” sem que isso resulte em alteração do sentido da oração ou em incorreção gramatical.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2734387 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere o seguinte período retirado do texto e as propostas de reescrita:


“Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem externa.”


I. Ed Lu, veterano de três missões espaciais da Nasa (entre 1997 e 2003), deu uma olhada no planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem externa.

II. O veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu, deu uma olhada no planeta, e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta, por impactos de origem externa.

III. Entre 1997 e 2003, Ed Lu participou de três missões espaciais da Nasa; nessa época, olhando o planeta, ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem externa.

IV. Ed Lu ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta da Terra por impactos de origem externa, ele é veterano de três missões espaciais da Nasa; entre 1997 e 2003.


Quais delas apresentam pontuação INACEITÁVEL sob o ponto de vista da Norma Gramatical? (Desconsidere eventuais alterações de sentido).

Alternativas
Q2734383 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere o que se afirma sobre o seguinte período do texto:


“Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu”.


I. Há cinco orações no período, que é composto por subordinação.

II. A primeira oração tem valor de advérbio.

III. Há duas orações adjetivas restritivas.

IV. A segunda oração é a principal.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2734381 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Eles viram a Terra do Espaço, e isso os transformou

Por Nadia Drake


  1. Para a maioria de nós, a Terra é o espaço que marca o horizonte da nossa existência. Aqui
  2. ficamos, limitados pela força da gravidade e pelas características biológicas. Mesmo hoje, após
  3. quase seis décadas de voos espaciais tripulados, raras pessoas tiveram a chance de contemplar
  4. o Sol “nascendo” por ......... da curvatura terrestre – desde 1961, exatas 556 pessoas desfrutaram
  5. dessa experiência única. Um número ainda menor, meros 24 indivíduos, ........ a Terra encolher
  6. ao longe, ficando cada vez menor até virar um disco de diâmetro tão pequeno quanto o de um
  7. relógio de pulso. E apenas seis pessoas ficaram sozinhas no outro lado da Lua, impossibilitadas
  8. de avistar o nosso planeta. Tal experiência pode mudar a concepção de mundo da pessoa.
  9. Depois de viajar duas vezes no ônibus espacial Discovery, a astronauta americana Nicole
  10. Stott descobriu em si um novo impulso para criar obras de arte que representassem o que viu.
  11. Já o canadense Chris Hadfield conta que, enquanto estava em órbita ao redor da Terra, se sentiu
  12. mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida. Kathy
  13. Sullivan, que, em 1984, tornou-se a primeira americana a realizar atividades ............ no espaço,
  14. retornou assombrada com os complexos sistemas que se imbricam para fazer da Terra um
  15. improvável oásis. “No decorrer desses voos, foi crescendo em mim um desejo e uma vontade
  16. concretos [...] de não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens”, conta ela, “mas,
  17. sobretudo, de fazer algo relevante e útil.” Ao se aposentar da Nasa, Sullivan dirigiu o órgão federal
  18. americano que cuida de assuntos referentes aos oceanos e à atmosfera durante três anos,
  19. recorrendo aos olhos robóticos dos satélites orbitais para o seu trabalho. Segundo ela, o nosso
  20. planeta é de uma incrível beleza, ________ a astronauta jamais se entediava.
  21. Veterano de três missões espaciais da Nasa, entre 1997 e 2003, Ed Lu deu uma olhada no
  22. planeta e ficou impressionado com as imensas crateras abertas na crosta por impactos de origem
  23. externa. Em 2002, ele ajudou a criar a B612 Foundation, organização que se dedica ________
  24. que chama de “engenharia na maior escala concebível”, com o objetivo de evitar qualquer choque
  25. devastador de asteroides na Terra. Em 1968, pela primeira vez na história, a missão Apollo 8
  26. levou as primeiras pessoas para bem longe da Terra, em uma volta ao redor da Lua. Na véspera
  27. de Natal, o astronauta William Anders registrou uma imagem que iria se tornar inesquecível: um
  28. mundo vicejante erguendo-se acima do árido e esburacado horizonte lunar. Hoje conhecida como
  29. o “Nascer da Terra”, essa foto contribuiu imensamente para ampliar a percepção da beleza e da
  30. fragilidade do nosso planeta. “O ano de 2018 é o 50º aniversário dessa imagem emblemática que
  31. ajudou a definir o movimento ambientalista. Quais são as correções de trajetória que agora nos
  32. cabe fazer para que consigamos chegar ao 100º aniversário?”, pergunta o americano Leland
  33. Melvin. Junto a outros astronautas, ele está empenhado em um projeto para reavaliar o modo
  34. como equilibramos a saúde ambiental e as necessidades humanas, em busca de formas de vida
  35. mais sustentáveis.
  36. A vontade de proteger o planeta é comum entre aqueles que tiveram a chance de deixá-lo.
  37. O cosmonauta russo Gennady Padalka é o ser humano que acumulou mais dias no espaço. O
  38. fascínio das viagens espaciais o manteve em atividade por 28 anos, mas algo ainda mais forte
  39. que a gravidade continuou a trazê-lo de volta para casa. “Estamos geneticamente vinculados a
  40. este planeta”, analisa ele. E, por enquanto, somente a Terra reúne as condições para a
  41. manutenção da vida como a conhecemos. A última década de pesquisas astronômicas nos
  42. mostrou que somos apenas um entre bilhões de planetas na galáxia da Via Láctea, mas essa
  43. mescla específica de características geológicas, ecológicas e biológicas, hoje, faz deste estranho
  44. mundo rochoso o único que é perfeito para nós, seres humanos. Por isso, não há nada comparável
  45. ao nosso lar.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2018/02/eles-viram-terra-do-espaco (Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Considere os seguintes trechos do texto e os elementos de coesão que aparecem neles.


I. Diâmetro tão pequeno quanto o de um relógio de pulso (l. 06 e 07)

II. Enquanto estava em órbita (l. 11)

III. Mais conectado aos habitantes do planeta que em qualquer outro momento da sua vida (l. 12)

IV. Não só apreciar aquelas vistas e registrá-las em imagens (...) mas, sobretudo, de fazer algo relevante e útil (l. 16 e 17).


Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação INCORRETA sobre o sentido estabelecido por esses nexos.

Alternativas
Q2729020 Português

As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

A louca vida sexual das plantas

  1. Mal entrou na puberdade e ela só quer, só pensa, em namorar. Uns argumentam que ainda é
  2. jovem, um botão em flor, mas isso nunca foi um grande problema para ela, que vem se
  3. preparando para desabrochar desde que era um brotinho. Apesar de ter criado raízes junto aos
  4. pais, sente que é hora de formar sua própria família e gerar seus rebentos. Para conceber as
  5. sementes dessa transformação silenciosa, a moça se insinua aos quatro ventos, ludibria os
  6. varões e cria sugestivas armadilhas. Se preciso, ela se vestirá de forma sensual e se cobrirá com
  7. perfumes, tudo para deixar sua herança na terra – e, com sorte, gerar bons frutos para as
  8. próximas gerações.
  9. Sob a ótica de uma flor, um jardim é uma grande orgia. Cactos e ipês fazem. Trepadeiras,
  10. claro, fazem. A mais prosaica violeta e a rosa caríssima fazem. De fato, assim que provaram o
  11. gostinho da coisa pela primeira vez, cerca de 145 milhões de anos atrás, 415 milhões de anos
  12. depois de a primeira alga verde chegar à terra firme, as plantas logo perceberam que o sexo
  13. poderia trazer benefícios interessantes. Vamos a eles.
  14. À primeira vista, o sexo parece pouco importante para as plantas. Isso porque a maior parte
  15. delas é hermafrodita: um mesmo indivíduo tem tanto um ovário, sua porção feminina, quanto
  16. grãos de pólen, pequenas estruturas que encerram os gametas masculinos. A reprodução
  17. sexuada, que leva o pólen até o ovário, não deveria, portanto, demandar grandes esforços. Mas
  18. não é isso que acontece na realidade. Uma flor só se entrega ao solitário prazer da fecundação
  19. própria quando sua sobrevivência está sob ameaça. É que um vegetal autofecundado cria
  20. descendentes geneticamente idênticos à mãe. Mal negócio. A reprodução sexuada junta e
  21. embaralha genes de dois indivíduos. O filho nasce com um código genético só dele (é
  22. precisamente o seu caso, leitor ou leitora – você é só um embaralhamento aleatório dos genes
  23. dos seus pais). A vantagem aí é que códigos genéticos novos produzem anticorpos inéditos na
  24. natureza. É uma bela vantagem do ponto de vista da espécie. Se um vírus mortal infectar todos
  25. os indivíduos de uma espécie, alguns vão sobreviver, já que provavelmente terão nascido com
  26. anticorpos que, por sorte, conseguem defende-los do ataque. Se todos tivessem os mesmos
  27. genes, um único ataque viral poderia exterminar a espécie inteira. É por isso que você faz sexo.
  28. Não houvesse essa pressão evolutiva, não existiriam pênis, vagina, tesão, orgasmo. Nada.
  29. Mas voltemos a falar de flores. Como não podem sair do lugar, as flores recorrem a aves,
  30. insetos e pequenos mamíferos — seus polinisadores — para misturar seu material genético ao de
  31. outras. Essa sacada garantiu às plantas floríferas uma diversidade enorme, se comparadas aos
  32. vegetais sem flor, como musgos, pinheiros e samambaias. Ainda assim, isso não quer dizer que
  33. uma flor jamais vai se fecundar sozinha. Há casos em que isso se torna necessário. Em condições
  34. normais, a violeta-africana produz flores no alto de hastes longas, boas para atrair a atenção de
  35. insetos e reproduzir-se embaralhando seus genes com os de outra flor, distante. Mas, se notar
  36. que as condições estão ruins — o clima ficou frio ou quente demais, por exemplo —, a mesma
  37. violeta pode gerar flores de haste curta, que ficam escondidas pelas folhas e se autofecundam
  38. ainda em botão.
  39. Nesse caso, o alerta que vai determinar qual tipo de sexo elas vão praticar é dado por
  40. estruturas celulares especializadas, que registram alterações na intensidade da luz solar ou na
  41. quantidade de horas de escuro. “Uma planta é capaz de perceber mudanças mínimas na oferta
  42. de nutrientes ou mesmo detectar que os dias estão ficando mais curtos e, portanto, o inverno
  43. está chegando”, diz o biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e
  44. parasitologia.

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/a-louca-vida- sexual-das-plantas/. Acesso em 09 out. 2018.

Da frase “um jardim é uma grande orgia”, o fragmento “uma grande orgia” corresponde ao seu:

Alternativas
Q2728971 Português

As questões de 1 a 10 desta prova são baseadas no texto abaixo.

Salas de aula transformando o sertanejo

1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais, faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.

2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em Caicó.

4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por 10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21 institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação.

5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.

6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós-graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos somente nos cursos presenciais. “A interiorização do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.

7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter, em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN, o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017.


Disponível em: <http://blog.tribunadonorte.com.br/umnovosertao/>. Acesso em: 05 jul. 2018. [Excerto adaptado]


Para responder às questões 06, 07, 08, 09 e 10, considere o excerto transcrito abaixo.

“Não existia perspectiva[1]. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra[2] Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN -Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como[3] se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Na oração em que surge, o elemento linguístico [1] funciona como

Alternativas
Q2728522 Português

Texto 2


CÔNSUL!


Domício da Gama


No café de Londres, às onze horas da noite.

Chove desabridamente. Entre a zoada dos aguaceiros,

que lavam a rua, ouvem-se raros passos apressados de

transeuntes invisíveis na sombra. A espaços um ronco

5 rápido e surdo, como um rufo de tambor molhado,

assinala a passagem de um guarda-chuva por baixo do

jorro de uma goteira que transborda. Corre um sopro

glacial de tédio e desconforto pelo café profusamente

iluminado, em que já pouca gente resta. O silêncio só é

10 quebrado pelo ruído dos talheres e da conversa de três

rapazes cavaqueando numa ceia econômica ao fundo.

O homem do contador cochila. Sentado a uma mesinha,

em frente ao prato vazio, em que um osso descarnado

de galinha comemora a passagem de uma canja, está

15 um homem que cisma sobre um jornal.


GAMA, Domício. Apud SANDANELLO, F. B. Domício da Gama e o impressionismo literário no Brasil. São Luís, MA: EDUFMA, 2017. p. 169.

Em “Entre a zoada dos aguaceiros, que lavam a rua, ouvem-se raros passos apressados de transeuntes invisíveis na sombra” (linhas 2-4), a oração sublinhada:

Alternativas
Q2727531 Português

O termo destacado em: “Vocês serão felizes” exerce a seguinte função sintática:

Alternativas
Q2724730 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

A alternativa em que o emprego do recurso linguístico que aparece nesse texto está devidamente explicado é a

Alternativas
Q2724728 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

Com referência aos mecanismos linguísticos usados no texto, é correto afirmar:

Alternativas
Q2724727 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

Desconsiderando a liberdade poética, uma das alternativas apresenta erro, levando-se em consideração a gramática padrão. Marque-a:

Alternativas
Q2724726 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

A expressão “um ano no Hospício” (v.21), exerce a mesma função sintática que a oração

Alternativas
Q2724725 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

Na frase “A faca enterrou no corpo” (v.40), a expressão “a faca” exerce a mesma função sintática de

Alternativas
Q2723690 Português

Observe o cumprimento das normas de regência, no seguinte trecho do Texto 1:

Outras obras que têm o propósito de resgatar a biografia de mulheres cuja contribuição histórica é pouco difundida [...].

As normas de regência também estão cumpridas em:

Alternativas
Q2722570 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


O Brasil registrou crescimento exponencial no número de mulheres presas. Entre 2000 e 2016, o encarceramento feminino passou de 6 mil para 42.355, impactantes 656% de aumento. Os dados foram compilados pelo Departamento Penitenciário Nacional, órgão ligado ao Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Desse total, metade tem até 29 anos e 62% dos crimes estão relacionados ao tráfico de drogas.

“Há um crescimento industrial das prisões no país e, em geral, falamos dos presos homens. Os números alarmantes mostram a urgência em falar da condição da mulher no sistema carcerário”, afirmou Henrique Apolinário, advogado e assessor do programa de violência institucional da Conectas.

O Brasil é o quarto país que mais encarcera mulheres no mundo – atrás de Estados Unidos, China e Rússia. Divulgado na quinta-feira (10 de maio), o relatório foi retirado da página do Depen logo depois, apesar de o link para acessá-lo permanecer ativo. Por nota, o Ministério “confirma a necessidade de equilíbrio entre a priorização das políticas de alternativas penais e a construção e/ou reforma de unidades prisionais” diante do crescimento da população encarcerada. O impacto “afeta diretamente a possibilidade de oferta de serviços adequados, desde a falta de vagas até a oferta das assistências.”.

Os dados evidenciam a superlotação dos presídios. Em junho de 2016, havia apenas 27.029 vagas no sistema prisional para acomodar as mais de 42 mil detentas.

Seguindo o parâmetro do International Centre for Prision Studies, o número de mulheres encarceradas para cada grupo de 100 mil habitantes é maior no estado de Mato Grosso. Lá, são 113 mulheres presas para cada grupo de 100 mil. A média nacional é 40,6.

Há, ainda, uma disparidade entre o aprisionamento de mulheres brancas e negras. No país, o número de mulheres brancas presas é de 40 a cada 100 mil. Entre as negras, o total é de 62 para cada 100 mil.

Mais que um retrato do encarceramento feminino, o levantamento enumera as fragilidades do sistema. Quase metade das mulheres, 45%, estão detidas sem julgamento ou condenação – em 2014, eram 30,1%. No Amazonas, são 81%; em Sergipe, 79%; e, na Bahia, 71%. No Rio de Janeiro e em São Paulo, são 45% e 41%, respectivamente.

Na avaliação de especialistas, a mudança na política de combate às drogas, adotada em 2006, foi o combustível para o aumento das prisões femininas. A legislação mudou o jeito de lidar com usuários e traficantes. Enquanto o usuário tem pena alternativa ao invés de ser preso, o traficante é punido com prisão – na prática, afirmam, todos os casos passaram a ser enquadrados como tráfico. “A legislação é imprecisa, e usuárias ou mulheres em posições marginais no tráfico acabam encarceradas como traficantes em vez de terem a prisão preventiva substituída pela medida cautelar ou, em última instância, pela domiciliar” afirmou Roberta Canheo, pesquisadora do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania no Programa Justiça Sem Muros.

A taxa de suicídio entre presas é 20 vezes maior que a média nacional. Muitos fatores influenciam o sofrimento psicológico atrás das grades. Entre eles, está a falta de informação sobre a situação prisional e o tempo da pena, a violência física e emocional a que são submetidas e o abandono da família e dos amigos. “É uma fonte inesgotável de angústia”, disse Canheo. Em nota, o Depen afirmou que “está construindo projeto específico para combate ao suicídio de mulheres nas cadeias brasileiras, incluindo também a população de mulheres trans.”

O relatório mostrou que três em cada quatro mulheres presas são mães. “As mulheres são arrimo de família. O encarceramento delas impacta filhos, avós”, afirmou Apolinário, da Conectas. E há ainda as gestantes. Nos estados de Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins não existem celas ou dormitórios adequados para grávidas. E apenas 14% das unidades prisionais femininas ou mistas têm berçário ou um centro de referência materno-infantil. O Depen afirmou que tem trabalhado pela implementação de penas alternativas e monitoramento eletrônico.

LAZZERI, Thais. The Intercept. Disponível em: < https://bit.ly/2Kp6La8 >. Acesso em: 22 maio 2018 (fragmento adaptado).

Releia o trecho a seguir.

“Os dados evidenciam a superlotação dos presídios.”

Em relação à palavra destacada, considere as afirmativas a seguir.


I. Trata-se de uma palavra formada a partir do acréscimo de um sufixo ao verbo “superlotar”.

II. Trata-se de um substantivo.

III. Tem, como sinônimo, a palavra “sobrelotar”.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q2722250 Português

TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

O termo em destaque no verso a seguir é classificado sintaticamente como:

José, e agora?

Alternativas
Q2722242 Português

TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

Dado o fragmento: "quer morrer no mar, / mas o mar secou”, observamos um período composto em que a segunda oração é classificada como:

Alternativas
Respostas
3481: D
3482: B
3483: B
3484: E
3485: C
3486: E
3487: E
3488: E
3489: A
3490: C
3491: A
3492: D
3493: A
3494: D
3495: C
3496: B
3497: E
3498: D
3499: D
3500: E