Questões de Concurso Comentadas sobre regência em português

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Q3354238 Português
Em qual das alternativas abaixo é possível observar um erro de regência?
Alternativas
Q3353870 Português
Leia atentamente cada enunciado a seguir. Marque a alternativa que traz um erro de regência.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: SPTrans Prova: VUNESP - 2024 - SPTrans - Arquiteto Pleno |
Q3343648 Português
Leia o texto para responder à questão.


Sobre escrever bem: uma declaração contra o império da simplicidade


    Que tudo seja expresso com o mínimo de ruído, que o leitor compreenda de imediato cada mensagem, que as sentenças sejam diretas e limpas, concisas e coerentes – e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. No império da simplicidade, eliminar palavras é o gesto literário por excelência. E assim vamos formando uma geração de escritores contrários ao dicionário e à linguagem; e uma geração de leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente.

    Ao escritor cabe sobretudo o medo. Deve temer os termos longos e abstratos, cada um passível de se tornar um peso morto sobre a página, a assombrar os leitores também assustados. Deve temer as palavras incomuns, as estranhas, as antigas, maculadas pela poeira dos séculos. Deve temer o olhar dos críticos, encarados como fiscais da clareza, e fugir de seu juízo definitivo de pretensão excessiva, de vaidade ou pedantismo. Ao escritor cabe a dieta da língua: ingerir apenas palavras magras e nutritivas, que não suscitem qualquer risco de resultarem indigestas aos estômagos sensíveis.

    Assim recomendou a revista The Economist, num artigo que se propunha a ditar o que devem ler aqueles que querem escrever melhor. O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas?

    Uma sequência de manuais de estilo que defendem sempre a mesma doutrina, a começar pelo manual clássico do escritor George Orwell, que parece ter aberto a tradição de ataque à escrita obscura ou labiríntica, a tradição de defesa da razão, algo que só se encontraria nas palavras cotidianas reunidas na ordem costumeira. Que a literatura siga as diretrizes de eficácia que regem o pensamento econômico, que se faça objetiva e vendável, com custos mínimos: nisso culminam tantos princípios.

    Para dar riqueza a essa visão um tanto empobrecida, evocam-se sempre alguns grandes nomes da boa literatura concisa. Entre anglófonos, Ernest Hemingway é incensado como modelo maior da economia das letras. Entre brasileiros, Graciliano Ramos se torna a referência máxima, na obsessão por um estilo seco assemelhado às vidas que ele retrata.


(FUKS, Julián. Em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/ julian-fuks/2023/10/07/sobre-escrever-bem-uma-declaracao-contra- -o-imperio-da-simplicidade.htm. 07.10.2023. Adaptado)


No trecho – … leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente. (1° parágrafo) –, a palavra destacada pode, em conformidade com a norma-padrão, ser substituída por: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: SPTrans Prova: VUNESP - 2024 - SPTrans - Arquiteto Pleno |
Q3343643 Português
Leia o texto para responder à questão.


Sobre escrever bem: uma declaração contra o império da simplicidade


    Que tudo seja expresso com o mínimo de ruído, que o leitor compreenda de imediato cada mensagem, que as sentenças sejam diretas e limpas, concisas e coerentes – e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. No império da simplicidade, eliminar palavras é o gesto literário por excelência. E assim vamos formando uma geração de escritores contrários ao dicionário e à linguagem; e uma geração de leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente.

    Ao escritor cabe sobretudo o medo. Deve temer os termos longos e abstratos, cada um passível de se tornar um peso morto sobre a página, a assombrar os leitores também assustados. Deve temer as palavras incomuns, as estranhas, as antigas, maculadas pela poeira dos séculos. Deve temer o olhar dos críticos, encarados como fiscais da clareza, e fugir de seu juízo definitivo de pretensão excessiva, de vaidade ou pedantismo. Ao escritor cabe a dieta da língua: ingerir apenas palavras magras e nutritivas, que não suscitem qualquer risco de resultarem indigestas aos estômagos sensíveis.

    Assim recomendou a revista The Economist, num artigo que se propunha a ditar o que devem ler aqueles que querem escrever melhor. O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas?

    Uma sequência de manuais de estilo que defendem sempre a mesma doutrina, a começar pelo manual clássico do escritor George Orwell, que parece ter aberto a tradição de ataque à escrita obscura ou labiríntica, a tradição de defesa da razão, algo que só se encontraria nas palavras cotidianas reunidas na ordem costumeira. Que a literatura siga as diretrizes de eficácia que regem o pensamento econômico, que se faça objetiva e vendável, com custos mínimos: nisso culminam tantos princípios.

    Para dar riqueza a essa visão um tanto empobrecida, evocam-se sempre alguns grandes nomes da boa literatura concisa. Entre anglófonos, Ernest Hemingway é incensado como modelo maior da economia das letras. Entre brasileiros, Graciliano Ramos se torna a referência máxima, na obsessão por um estilo seco assemelhado às vidas que ele retrata.


(FUKS, Julián. Em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/ julian-fuks/2023/10/07/sobre-escrever-bem-uma-declaracao-contra- -o-imperio-da-simplicidade.htm. 07.10.2023. Adaptado)


Leia o período e assinale a alternativa cuja expressão completa corretamente a lacuna:

De acordo com o 4° parágrafo do texto, o autor considera que os ataques à escrita obscura ou labiríntica vêm tradicionalmente daqueles que veem a razão como algo ____________  linguagem do dia a
Alternativas
Q3336729 Português
Analise a seguinte manchete: 

Q33.png (333×64)
Disponível em: GOV.BR

A respeito da manchete, analise as afirmações a seguir:

I. Podemos afirmar que há um desvio de concordância na manchete.
II. Podemos afirmar que há um desvio de regência na manchete.
III. O fenômeno linguístico apresentado na manchete tem se tornado cada vez mais comum e pode ser nomeado como queísmo.
IV. O fenômeno linguístico apresentado na manchete tem se tornado cada vez mais comum e pode ser nomeado como dequeísmo.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3325705 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O argumento contra aumentar número de dias de trabalho presencial no escritório


Um motivo frequentemente mencionado para justificar o trabalho presencial é que ele ajuda a incentivar a conexão da equipe.


O número de empregadores que vêm convocando seus funcionários para trabalhar de quatro a cinco dias por semana no escritório está aumentando. O argumento se concentra na importância da colaboração e na sensação de pertencimento − e alguns líderes acreditam que estes atributos só podem ser promovidos em um ambiente físico compartilhado.


Há dados, no entanto, que mostram que a quantidade de dias de comparecimento ao escritório não apresentam correlação direta com esse sentido de conexão.


Existe apenas 1% de diferença entre o número de funcionários que se sentem conectados à sua organização trabalhando presencialmente quatro ou cinco dias por semana e os que trabalham dois ou três dias no escritório, segundo uma pesquisa global analisada pela BBC.


E esta leve diferença foi verificada em favor do último grupo, em que 60% dos entrevistados se sentem conectados à sua organização. A pesquisa envolveu 1.115 empregados e foi realizada pela Leesman − uma empresa com sede em Londres que oferece informações sobre o mercado de trabalho.


"Simplesmente não parece haver muitos ganhos com o número de dias que as pessoas passam no escritório", segundo Allison English, vice-diretora-executiva da Leesman.


"O que importa é a qualidade, não a quantidade do tempo", explica ela. "Na verdade, observamos que, quanto maior o número de dias presenciais, menor a satisfação geral do funcionário com o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Isso prejudica seu engajamento e sua conexão com a organização.


Existem evidências de que uma combinação de autonomia e dois a três dias presenciais por semana incentiva o engajamento dos funcionários e sua conexão com seu empregador.


Dados do instituto Gallup indicam que um em cada cinco trabalhadores norte-americanos pesquisados declarou ter um "melhor amigo" no trabalho. E, em uma meta-análise de mais de 100 mil locais de trabalho em todo o mundo, o Gallup concluiu que estes relacionamentos próximos entre funcionários contribuem para o aumento do desempenho e reduzem a rotatividade.


No entanto, à medida que os índices de ocupação dos escritórios começam a aumentar e mais empresas de alto perfil põem fim ao trabalho à distância, English afirma que os líderes podem passar a exigir cronogramas fixos, por sua relativa simplicidade.


"Os patrões têm milhares de outras preocupações, além de saber se alguém está trabalhando em casa com produtividade", explica ela. "Eles acham mais fácil gerenciar de cima para baixo e liderar presencialmente."


"Em uma economia mais lenta, os líderes não querem perder tempo procurando uma forma de trabalho diferente e mais complexa, até porque muitos deles preferem padrões de tempo integral no escritório, fazendo uso total dos seus imóveis corporativos." .


Em muitos casos, os dias presenciais obrigatórios não levam em conta o ritmo natural das semanas de trabalho dos profissionais, segundo English. Por isso, eles criam desconexão entre os líderes e os trabalhadores.


"Às vezes, os funcionários precisam apenas de um tempo de concentração trabalhando em casa e mantêm o escritório como um local para se conectar ocasionalmente com as equipes, sem que o empregador estipule em quais dias deve ser feito o quê", explica ela.


Com cada vez mais patrões exigindo mais dias de trabalho no escritório, os profissionais agora passam boa parte dos seus dias de trabalho presencial na frente das telas de computador, em ambientes de trabalho mal preparados para a era do trabalho híbrido, em vez de realmente se conectarem com os colegas, segundo English.


"Muitos funcionários têm funções que, normalmente, podem ser desempenhadas de forma remota na maior parte do tempo. O aumento dos dias presenciais faz com que o tempo de concentração precise ser cumprido em escritórios movimentados, que não têm cabines de reunião. Os dias de trabalho são ocupados por ligações virtuais, em ambientes muitas vezes piores do que a privacidade das suas casas."


A qualidade do tempo presencial também é prejudicada pela necessidade de "ficar ocupado", diz Tomas Chamorro-Premuzic, professor de Psicologia Corporativa do University College de Londres.


Os funcionários passam dias no escritório parecendo ocupados frente a gerentes desconfiados, que não estão preparados para liderar suas equipes em trabalho híbrido. Eles imaginam que os profissionais são mais produtivos quando estão dentro do seu ângulo de visão.


"O problema é a falta de confiança e a incapacidade de avaliar resultados por parte do gerente", explica Chamorro-Premuzic. "Isso causa falta de engajamento e produtividade do lado do funcionário."


Por outro lado, o funcionário pode se sentir conectado à sua organização comparecendo ao escritório ocasionalmente. Isso porque é mais provável que ele sinta que é de confiança e capaz de passar seus dias presenciais colaborando com a empresa.


"As pessoas tendem a gostar de mais liberdade e flexibilidade", segundo Chamorro-Premuzic. "E, de qualquer forma, a maior parte do trabalho dos profissionais do conhecimento [aqueles que usam principalmente seus conhecimentos, informações e inteligência para desenvolver seus trabalhos] é realizada em frente a uma tela de computador, com a 'cultura' da organização frequentemente transmitida pelos meios digitais, como [as plataformas] Zoom, Slack e por e-mail."


"Por isso, ir ao escritório uma ou duas vezes por semana complementa essa cultura digital com as interações analógicas."


Ao longo do tempo, a menos que os patrões planejem os dias presenciais com mais cuidado, pensamento e coordenação, segundo English, os profissionais podem encontrar outros empregadores mais abertos.


"Se os funcionários forem microgerenciados e tratados como crianças, eles irão enfrentar uma sensação de frustração permanente", afirma ela. "Os melhores irão encontrar novos cargos que sejam mais flexíveis e haverá mais funcionários de nível médio infelizes, cumprindo as rigorosas exigências."


O resultado é que, quanto mais os empregadores exigem a volta dos funcionários ao escritório para criar conexões, mais eles podem acabar criando desconexões. "O escritório oferece a oportunidade de ser um fator de conexão incrivelmente forte como a manifestação física de uma empresa, uma ferramenta para que todos remem com a mesma cadencia, voltados ao mesmo destino", explica English.


"Mas, sem um pouco de flexibilidade, o risco é que as organizações fiquem com mais pessoas nas margens, satisfeitas em simplesmente ficarem sentadas no barco, acompanhando as ondas."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz55dm56vmjo

"Por isso, ir ao escritório uma ou duas vezes por semana complementa essa cultura digital com as interações analógicas."


O verbo "ir", quando indica destino ou direção, deve reger preposição. No trecho acima, o emprego do verbo está correto. No entanto, em uma das alternativas apresentadas abaixo ele foi empregado de forma INCORRETA. Identifique-a: 

Alternativas
Q3319971 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Labradores costumam ser cães muito fiéis aos tutores.
II.João Pedro está completamente adaptado com o trabalho novo.
III.O ex-detento deve ser sempre reinserido na sociedade.
IV.O filme não era adequado com a idade das crianças.
V.Marcos tinha muito certeza que iria bem na prova.

Em quais das afirmativas lidas há erro de regência nominal?
Alternativas
Q3317136 Português
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos que se seguem a eles e completam o seu sentido, diante disso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3308636 Português
O surpreendente impacto do barulho na saúde do coração: 'Fator de risco mais subestimado'

Manter o barulho de ruas, avenidas e estradas abaixo dos 55 decibéis poderia salvar 110 mil vidas por ano, sugerem pesquisadores dinamarqueses.

O problema é que, só na Europa, quase 150 milhões de pessoas são submetidas a níveis de barulho que ultrapassa esse limiar pelo fato de elas morarem nas proximidades de aeroportos, linhas de trem ou vias para automóveis.

O surpreendente impacto do barulho na saúde do coração: 'Fator de risco mais subestimado'

Manter o barulho de ruas, avenidas e estradas abaixo dos 55 decibéis poderia salvar 110 mil vidas por ano, sugerem pesquisadores dinamarqueses.

O problema é que, só na Europa, quase 150 milhões de pessoas são submetidas a níveis de barulho que ultrapassa esse limiar pelo fato de elas morarem nas proximidades de aeroportos, linhas de trem ou vias para automóveis.

Aliás, a poluição sonora é reconhecida cada vez mais como um fator que prejudica o corpo e a mente: a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os ruídos como o "fator de risco ambiental mais subestimado".

Essas foram algumas das informações apresentadas pelo pesquisador Thomas Münzel, da Universidade de Mainz, na Alemanha, durante uma sessão científica realizada na sexta-feira (30/8) no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC 2024).

A edição deste ano do evento, que acontece em Londres, no Reino Unido, reúne mais de 30 mil médicos de várias partes do mundo e apresenta as principais novidades sobre a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

Durante a palestra, Münzel explicou que o barulho pode prejudicar o sistema cardiovascular por dois caminhos diferentes.

Em primeiro lugar, há uma conexão direta entre a exposição contínua aos ruídos e prejuízos à saúde. É o que acontece, por exemplo, no processo de perda auditiva.

Segundo, existe uma relação indireta entre as duas coisas. Münzel destacou que a poluição sonora pode, por exemplo, dificultar a comunicação entre as pessoas e afetar diretamente o sono de um indivíduo que mora num bairro muito barulhento.

Esses dois fatores, por sua vez, geram estresse, irritação e raiva. Com o passar do tempo, essas sensações se tornam crônicas e promovem a liberação de substâncias que machucam o endotélio, a camada que reveste a parede interna dos vasos sanguíneos.

Essas lesões podem ser a origem de problemas ainda mais graves e desembocar em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

Essas foram algumas das informações apresentadas pelo pesquisador Thomas Münzel, da Universidade de Mainz, na Alemanha, durante uma sessão científica realizada na sexta-feira (30/8) no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC 2024).

A edição deste ano do evento, que acontece em Londres, no Reino Unido, reúne mais de 30 mil médicos de várias partes do mundo e apresenta as principais novidades sobre a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.

Durante a palestra, Münzel explicou que o barulho pode prejudicar o sistema cardiovascular por dois caminhos diferentes.

Em primeiro lugar, há uma conexão direta entre a exposição contínua aos ruídos e prejuízos à saúde. É o que acontece, por exemplo, no processo de perda auditiva.

Segundo, existe uma relação indireta entre as duas coisas. Münzel destacou que a poluição sonora pode, por exemplo, dificultar a comunicação entre as pessoas e afetar diretamente o sono de um indivíduo que mora num bairro muito barulhento.

Esses dois fatores, por sua vez, geram estresse, irritação e raiva. Com o passar do tempo, essas sensações se tornam crônicas e promovem a liberação de substâncias que machucam o endotélio, a camada que reveste a parede interna dos vasos sanguíneos.

Essas lesões podem ser a origem de problemas ainda mais graves e desembocar em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3vx7ygkeqro fragmento adaptado
"Em primeiro lugar, há uma conexão direta entre a exposição contínua aos ruídos e prejuízos à saúde."
A expressão retirada do trecho responsável por exigir a preposição "a" devido à sua regência é:
Alternativas
Q3307771 Português

Na língua portuguesa os verbos podem ser intransitivos e transitivos. No caso dos verbos transitivos, eles se subdividem em: transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos. Regência verbal é a relação que se estabelece entre os verbos transitivos e os termos que os complementam - objetos diretos e/ou objetos indiretos - ou caracterizam - como no caso dos adjuntos adverbiais.


Visto isso, marque a única alternativa INCORRETA com relação à regência verbal. 

Alternativas
Q3303066 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de pontuação e de regência verbal.
Alternativas
Q3298886 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que é 'desconto hiperbólico', o viés psicológico que te faz tomar más decisões - e como evitá-lo


O desconto hiperbólico é a nossa inclinação para escolher recompensas imediatas em vez de recompensas futuras, mesmo quando as de curto prazo são inferiores.

É um viés cognitivo que pode levar as pessoas a tomar decisões erradas porque incentiva a impulsividade em vez da visão de futuro, explicam especialistas que há décadas estudam o tema no campo da Economia Comportamental ou da Psicologia.

"Isso distorce a nossa percepção de valor", diz Vincent Berthet, professor da Universidade de Lorraine e pesquisador do Centro de Economia da Sorbonne, ambos na França, à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

Se o mais importante na tomada de decisão é que o benefício seja imediato, mesmo que esse benefício seja menor, então o desconto (a redução do lucro) se torna hiperbólico, ou seja, exagerado.

Embora com nomes diferentes, o desconto hiperbólico tem sido estudado há séculos, quando os comerciantes (e até os filósofos) procuravam compreender a lógica do valor do dinheiro, do retorno do capital ou dos juros associados a um empréstimo conforme o custo e a oportunidade.

Tentando compreender estes fenômenos, nas últimas décadas, especialistas mergulharam em cálculos matemáticos complexos para compreender e prever as forças que movem as finanças e a economia.

Por outro lado, vários psicólogos também pesquisaram o funcionamento do cérebro humano e os vieses cognitivos que atuam na tomada de decisões.

Um deles é Daniel Kahneman, pesquisador que analisou como tomamos decisões e como elas influenciam a economia comportamental, investigação pela qual recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2002 (com Vernon Smith).

De forma simples, alguns autores explicam que o viés hiperbólico nos faz pensar que quanto mais próxima a recompensa estiver no tempo, mais atrativa ela parece. 

São conhecidas as experiências feitas há décadas com crianças de 4 anos em que os pesquisadores ofereciam um marshmellow agora, ou dois marshmellows em 15 minutos. E, previsivelmente, menos crianças decidiam esperar porque seria muito difícil para elas adiar a gratificação.

Em qualquer caso, os resultados destas experiências variam substancialmente dependendo das características da amostra e da inclusão de variáveis como a origem socioeconômica dos sujeitos, a idade ou a capacidade cognitiva, entre muitas outras.

Mas, no final das contas, a impulsividade é uma força que pode trabalhar contra nós na infância ou na idade adulta.

Se eles lhe oferecessem R$ 100 agora ou R$ 120 em uma semana, o que você preferiria?

Quando a sua decisão opera sob viés cognitivo, é provável que você opte por ter menos dinheiro, mas mais cedo.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy78mm8440vo adaptado)
"Se eles lhe oferecessem R$100 agora ou R$120 em uma semana, o que você preferiria?"

O pronome oblíquo átono 'lhe' substituiu 'a você' corretamente. Identifique a alternativa em que o 'lhe' foi empregado INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q3296474 Português
A alternativa que apresenta erro de regência em relação ao termo destacado é:
Alternativas
Q3268431 Português
Assinale a alternativa com a regência nominal correta:
Alternativas
Q3268056 Português
O épico


        O gênero épico é provavelmente a mais antiga das manifestações literárias. Surgiu quando os homens primitivos sentiram a necessidade de relatar suas experiências, centradas na dura batalha pela sobrevivência em um mundo caótico, hostil e ameaçador. Pode-se imaginar os demais membros da tribo, em torno de uma roda de fogo, ouvindo esses narradores, que talvez mais gesticulassem e emitissem grunhidos do que articulassem verbalmente as suas histórias. Pode-se conceber também que alguns desses ancestrais dos grandes escritores tivessem maior capacidade para contar suas aventuras do que seus companheiros. Talvez selecionassem melhor os fatos interessantes, concatenassem de maneira mais ordenada os acontecimentos ou conseguissem descrever com maior realismo os animais ferozes que haviam caçado.
       É possível também que — em função da resposta do auditório — esses contadores primitivos de histórias acabassem aumentando o número e a intensidade de suas façanhas. É de supor, por fim, que, em busca do aplauso do clã, eles não se restringissem apenas às situações vividas, mas acrescentassem pormenores inexistentes e inventassem ações heroicas. Ou seja, é bem provável que produzissem ficção. Estava nascendo o gênero épico, a narrativa.

Sergius Gonzaga — Curso de Literatura Brasileira. Adaptado.


Sobre a regência do verbo “ajudar”, analisar os itens.

I. Vamos ajudar-lhe a conseguir isso! II. Todos ajudamos no que foi preciso. III. Paulo ajudou ao Pedro na prova.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3255920 Português

Leia o texto para responder à questão. 



Filando a boia 


    Muitas mesas de jantar no passado tinham uma gaveta correspondente a cada lugar. Serviam para esconder a comida de visitas inoportunas! A família toda estava jantando.

Ouvia-se bater na porta. Alguém olhava pela janela. Dava o alarme.

    – É ele!

    Toca esconder os pratos na gaveta. O jantar desaparecia. Todo mundo ficava sentado, disfarçando. O comilão entrava ávido* para filar a boia. Sentia o cheirinho. Daqui a pouco servem o jantar – pensava.

    Conversa vem, conversa vai. Nada! Saía um cafezinho. A visita fugia. Todos abriam as gavetas e terminavam a refeição, calmamente.

    Tive um tio especialista nesse assunto. Vendedor, corria a cidade inteira. Na hora do almoço, avaliava a distância até o parente mais próximo. Tinha instinto. Chegava no instante em que mamãe botava os pratos na mesa.

    O comilão conhece a natureza humana. Se telefona, corre o risco de ouvir desculpa. Melhor chegar como quem não quer nada.

    – Estava passando aqui perto, resolvi ver como vocês estão. Mal fala, meu tio já vai se acomodando na mesa.

    Ultimamente tentei essa estratégia com minha amiga Lalá. Chego à sua casa e recebo dois beijinhos.

    – Que saudade!

    Aguardo. Quando os dois estão prestes a desmaiar de fome, ela vai para a cozinha. Dali a pouco aparece com uma saladeira repleta de folhas verdes.

    Sento e como a salada pensando que é a entrada, mas Lalá volta para a cozinha e já vem com o café! Quase morro de susto!

    Hoje acabaram as gavetas na mesa. A tradição de filar a boia está chegando ao fim, seja dita a verdade. Mas comilões fora de hora, ou melhor, sempre na hora exata, até que tinham certo charme!


(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 25.09.2002. Adaptado)


*ávido: ansioso, com muita vontade.

Assinale a alternativa que completa corretamente a frase a seguir.


São muitos os mistérios da natureza humana, porém há comilões que _________________ .

Alternativas
Q3255769 Português
Leia a fábula.

A raposa e as uvas
    Uma raposa estava com muita fome. Foi quando viu uma parreira cheia de lindos cachos de uva. Imediatamente começou __________ dar pulos para ver se pegava as uvas. Mas a grade era muito alta e, por mais que pulasse, a raposa não ______ alcançava. – Estão verdes
    – disse, com ar de desprezo.
    E já ia seguindo o seu caminho, quando ouviu um pequeno ruído.          Pensando que era uma uva caindo, deu um pulo para abocanhá-la. Era apenas uma folha, e a raposa foi-se embora, olhando disfarçadamente para os lados. Precisava ter certeza __________ ninguém percebera que queria as uvas.
    Também é assim com as pessoas: quando não podem ter o que desejam, fingem que não o desejam.

(12 fábulas de Esopo. Trad. por Fernanda Lopes de Almeida. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Alternativas
Q3255565 Português
Indique a alternativa que preenche corretamente o texto quanto ao emprego da preposição.

O primeiro medicamento que faz crescer os dentes em seres humanos vai começar ....... ser testado no Japão. Nos testes, uma única dose foi suficiente para fazer nascer dentes em animais como ratos e furões. O medicamento vai ser testado em humanos pela primeira vez em um hospital de Quioto. ...... partir de setembro, 30 pessoas vão fazer o tratamento. Se tudo der certo, a droga injetável deve chegar ....... mercado em 2030.

Fonte: https://record.r7.com/fala-brasil/video/medicamentoque-faz-crescer-dentes-em-humanos-vai-ser-testadono-japao-04072024/
Alternativas
Q3254516 Português
No Art. 5º do Código de Defesa do Consumidor e normas correlatas, de 2017, está determina o seguinte sobre o direito do consumidor:

§ 2º O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.

O verbo implicar no contexto acima:
Alternativas
Q3253759 Português
Leia a manchete, publicada em 25/06/2024 no jornal Correio Braziliense.
'Música brasileira tem importância da qual não nos damos conta', diz Yamandu Costa

Identifique a alternativa que apresenta análise falsa sobre a locução "da qual". 
Alternativas
Respostas
301: A
302: E
303: D
304: C
305: D
306: B
307: B
308: B
309: D
310: D
311: C
312: A
313: A
314: D
315: B
316: B
317: E
318: E
319: C
320: B