Questões de Concurso
Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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O texto Il serve de base para as questões 6 e 7.
TEXTO Il
A professora passou uma lição de casa: fazer uma redação sobre o tema “Mãe só tem uma”.
No dia seguinte, cada aluno leu sua redação. Todos dizendo mais ou menos as mesmas coisas: a mãe nos amamenta, é carinhosa conosco, é a rosa mais linda de nosso jardim etc. etc. etc. Portanto, mãe só tem uma [...].
Aí chegou a vez de o Juquinha ler sua redação: “Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficavam na sala. Elas foram ficando com sede e minha mãe pediu para mim ir buscar coca-cola na cozinha. Eu abri a geladeira e vi que só tinha uma coca-cola. Então gritei para minha mãe: MÃE, SÓ TEM UMA!
Disponível em: https://clubinho.xalingo.com.br/piadas/mae-so-tem-uma. Acesso em: 7 fev. 2024.
Com relação ao excerto "Domingo foi visita lá em casa. As visitas ficavam na sala. Elas foram ficando com sede e minha mãe pediu para mim ir buscar coca-cola na cozinha. Eu abria geladeira e vi que só tinha uma coca-cola”, é incorreto afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
O homem biologicamente incapaz de sonhar
"Sonhar não custa nada". Esta expressão popular soa para a maioria como uma verdade incontestável.
Afinal, quem nunca fechou os olhos deitado sobre o travesseiro, em sua mesa de trabalho ou no ônibus e se viu transportado, como num passe de mágica, para uma praia paradisíaca ou marcando um gol na Copa do Mundo ao lado de um ídolo? Também acontece de se encontrar em situações assustadoras, estranhas ou até incompreensíveis.
Mas há uma porcentagem da população para a qual o mundo dos sonhos, entendido como aquele território em que a mente cria histórias com imagens, sons e até cheiros enquanto dormimos ou até mesmo estamos acordados, é algo desconhecido. O motivo? Eles têm afantasia.
"A afantasia é a ausência de visão mental ou a incapacidade de visualizar". É assim que o neurologista britânico Adam Zeman define a condição, da qual apenas se começou a falar nas últimas duas décadas, em grande parte por causa de suas pesquisas sobre imagens mentais.
"Para a maioria de nós, se nos disserem 'mesa de cozinha' ou 'árvore de maçãs', seremos capazes de reproduzir em nosso cérebro ambas as imagens. Pessoas com afantasia, no entanto, são incapazes de fazer isso", acrescentou o professor da Universidade de Exeter, no Reino Unido.
O médico venezuelano Guillermo Antonio Acevedo pertence ao grupo ao qual o especialista se refere. "Meu cérebro é como um computador com o monitor desligado ou que só armazena arquivos txt (de texto) e não suporta arquivos jpg, png ou nenhuma imagem", ilustrou.
Foi por acaso que Acevedo descobriu que pertence aos 4% da população que, segundo especialistas, não visualizam imagens mentais.
"Eu trabalhava em um hospital psiquiátrico, comecei a mergulhar mais em temas de neurologia e doenças mentais e me deparei com um artigo de Zeman, que falava sobre a mente cega", contou por telefone, da cidade espanhola de San Sebastián, onde vive e trabalha há seis anos. "Esse artigo descreve como as pessoas que têm afantasia pensam e explica que essas pessoas não conseguem imaginar coisas, ou seja, não veem imagens em sua mente. E foi aí que eu disse a mim mesmo: mas será que as pessoas podem realmente fazer isso?", continuou ele. "O meu choque foi que havia pessoas dizendo que podiam imaginar coisas na sua mente.
Hoje, com trinta e cinco anos, Acevedo passou trinta e um anos de sua vida acreditando que, quando as pessoas diziam ter sonhado, não visualizavam o que contavam. "Até eu descobrir que tinha afantasia, pensava que os desenhos animados colocavam a nuvenzinha nos personagens para que pudéssemos entender a história", explicou ele.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1418120qwqo.adaptado.
Quem nunca fechou os olhos 'deitado' sobre o travesseiro, em sua mesa de trabalho?
Sintaticamente, o termo destacado trata-se de:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.
Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia
O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época.
Liderado pelo arqueólogo Francisco Estrada- Belli, o time de pesquisadores fez investigações no sítio de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.
A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “É como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.
A tumba contém oferendas funerárias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.€. A expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan.
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-e-outros-tesouros-sao-encontrados-em-tumba-de-rei-maia.ghtml
Considere o excerto a seguir para responder às questões 5,6 e 7:
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
No excerto apresentado, a regência verbal de “abrir” é:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.
Os raros 'dragões azuis' que invadem praias nos EUA
O oceano é repleto de criaturas misteriosas. Muitas delas raramente são observadas pelos seres humanos.
Se você pesquisar na internet "dragões azuis", ou lesmas-do-mar azuis, encontrará uma espécie de animal cujo nome científico é Glaucus atlanticus. Trata-se de uma espécie deslumbrante e urticante que tem sido encontrada recentemente nas praias do Texas, prejudicando os planos de férias de muitas pessoas.
Segundo a ONG One Earth, a queimadura do dragão azul causa náusea, dor, vômito, dermatite alérgica aguda e hiperpigmentação pós-inflamatória.
"Eles são muito maus nadadores e vão aonde o vento e as correntes os levarem", explica Campbell, fundador da Sociedade de Conservação MarineBio.
Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos. Por isso, seus avistamentos alertaram organizações texanas a emitir sinais de atenção para os banhistas incautos.
O fundador da Sociedade destacou que os ventos da primavera no hemisfério norte causaram o aparecimento de certas espécies, como a caravela-portuguesa, o botão-azul, uma criatura parecida com a água-viva, e os dragões azuis, raramente observados no litoral.
Campbell explica que esses animais se alimentam dos tentáculos das caravelas-portuguesas e deles retiram suas células urticantes. Eles as armazenam nos seus apêndices para usar mais tarde e as liberam quando se sentem ameaçados.
"É isso o que os torna tão perigosos, pois eles liberam todas as células urticantes de uma vez", explica ele. "Isso é três vezes mais intenso do que a caravela-portuguesa"
Campbell já sentiu essa dor pessoalmente. "Eu pisei em um deles em uma praia na Austrália quando era criança e meu pai exibe até hoje as cicatrizes nas mãos por me ajudar", ele conta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7204yzy4zwo.adaptado.
Segundo a ONG One Earth, a queimadura do dragão azul causa 'náusea, dor, vômito, dermatite alérgica aguda, hiperpigmentação pós-inflamatória'.
Sintaticamente, os termos destacados são:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.
Os raros 'dragões azuis' que invadem praias nos EUA
O oceano é repleto de criaturas misteriosas. Muitas delas raramente são observadas pelos seres humanos.
Se você pesquisar na internet "dragões azuis", ou lesmas-do-mar azuis, encontrará uma espécie de animal cujo nome científico é Glaucus atlanticus. Trata-se de uma espécie deslumbrante e urticante que tem sido encontrada recentemente nas praias do Texas, prejudicando os planos de férias de muitas pessoas.
Segundo a ONG One Earth, a queimadura do dragão azul causa náusea, dor, vômito, dermatite alérgica aguda e hiperpigmentação pós-inflamatória.
"Eles são muito maus nadadores e vão aonde o vento e as correntes os levarem", explica Campbell, fundador da Sociedade de Conservação MarineBio.
Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos. Por isso, seus avistamentos alertaram organizações texanas a emitir sinais de atenção para os banhistas incautos.
O fundador da Sociedade destacou que os ventos da primavera no hemisfério norte causaram o aparecimento de certas espécies, como a caravela-portuguesa, o botão-azul, uma criatura parecida com a água-viva, e os dragões azuis, raramente observados no litoral.
Campbell explica que esses animais se alimentam dos tentáculos das caravelas-portuguesas e deles retiram suas células urticantes. Eles as armazenam nos seus apêndices para usar mais tarde e as liberam quando se sentem ameaçados.
"É isso o que os torna tão perigosos, pois eles liberam todas as células urticantes de uma vez", explica ele. "Isso é três vezes mais intenso do que a caravela-portuguesa"
Campbell já sentiu essa dor pessoalmente. "Eu pisei em um deles em uma praia na Austrália quando era criança e meu pai exibe até hoje as cicatrizes nas mãos por me ajudar", ele conta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c7204yzy4zwo.adaptado.
Os dragões azuis têm uma aparência fascinante, mas são perigosos.
Assinale a opção correta quanto à função sintática dos termos mencionados.
As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.
O que as mulheres querem
Por Natalia Pasternak
Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.
Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.
Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.
Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.
Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?
A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.
Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.
Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.
Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]
Para responder às questões 5 e 6, considere o período a seguir.
Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los.
O termo em destaque funciona como
O perigo do cancelamento
Na Grécia Antiga, Platão afirmava que “o ápice da educação é a tolerância”, uma ideia que permaneceu através dos séculos. No entanto, os tempos modernos, especialmente com a ascensão das redes sociais e da cultura digital, nos confrontam com uma realidade desafiadora. O que deveria ser um espaço de intercâmbio de ideias e saberes muitas vezes se transforma em um campo de batalha, onde a compreensão é substituída pela intolerância e pelo cancelamento.
A internet, longe de ser apenas uma ferramenta de conexão global, se tornou palco para manifestações de ódio e preconceito. O fenômeno do cancelamento, definido como a prática de hostilizar alguém publicamente por suas opiniões ou comportamentos considerados inadequados, tem ganhado relevância alarmante. Nesse contexto, cancelar alguém não apenas é visto como uma demonstração de superioridade moral, mas também como uma forma de punição. A grande questão que fica é: como cuidar da saúde mental diante dessa perspectiva?
As consequências práticas da rejeição virtual podem ser devastadoras. O cancelamento pode levar à perda de oportunidades profissionais, sociais e pessoais. A vítima dessa situação costuma enfrentar boicotes em sua carreira, é marginalizada em seu círculo social e sofre até mesmo ameaças à sua segurança, de forma física e emocional. É incumbido aquela pessoa um status de “criminoso social”.
O impacto psicológico dessa rejeição social costuma ser profundo e duradouro, deixando cicatrizes emocionais que desafiam a autoestima e o bem-estar de cada um. É crucial buscar apoio psicológico para lidar com os desafios impostos por essa experiência. Participar de terapias individuais e ter práticas de autocuidado auxiliam no desenvolvimento de uma resiliência emocional, e cuidar da mente nesse processo é fundamental.
É preciso lembrar que todos nós cometemos erros, e podemos aprender e crescer com eles. A cultura do cancelamento não define valia ou o valor intrínseco de uma pessoa. Pelo contrário, mostra que nós podemos ser bem piores do que aquela atitude que reprovamos.
Cultivar a empatia e o perdão, tanto conosco quanto para os outros, é o passo fundamental para abandonarmos de vez essa indústria do ódio, e recuperarmos o lado humano da sociedade.
Cristina Navalon
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-perigo-docancelamento-1.1007248 Acesso em 03/04/2024)
No enunciado “É crucial buscar apoio psicológico para lidar com os desafios impostos por essa experiência.”, o fragmento destacado desempenha sintaticamente função de
Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos.
Graciosos edifícios art-deco erguidos no principal distrito comercial de Chicago registram taxas de ocupação de 17%. Um conjunto de torres de escritórios reluzentes em Denver, que estava cheio de inquilinos e valia US$ 176 milhões em 2013, agora está praticamente vazio e foi avaliado pela última vez em apenas US$ 82 milhões, de acordo com dados fornecidos pela Trepp, uma empresa de pesquisa que rastreia empréstimos imobiliários. Até mesmo os famosos edifícios de Los Angeles estão custando cerca de metade de seus preços antes da pandemia.
De São Francisco a Washington, a história é a mesma. Os edifícios de escritórios continuam presos em uma crise de combustão lenta. Os funcionários enviados para trabalhar em casa no início da pandemia ainda não retornaram totalmente, uma situação que, combinada com as altas taxas de juros, está eliminando o valor de uma importante classe de imóveis comerciais. Os preços de imóveis comerciais de qualidade ainda mais alta caíram 35% em relação ao pico registrado no início de 2022, com base em dados da empresa de análise de imóveis Green Street.
Essas forças colocaram os bancos que detêm uma grande parte da dívida imobiliária comercial dos Estados Unidos na berlinda — e os analistas e até mesmo os órgãos reguladores disseram que o acerto de contas ainda não foi totalmente realizado. A questão não é se grandes perdas estão chegando. A questão é se elas serão um sangramento lento ou uma onda indutora de pânico.
A semana passada trouxe uma amostra dos problemas que estão se formando, quando as ações do New York Community Bancorp despencaram depois que o credor divulgou perdas inesperadas em empréstimos imobiliários vinculados a edifícios de escritórios e apartamentos.
Até agora, “as manchetes foram mais rápidas do que o estresse real”, disse Lonnie Hendry, diretor de produtos da Trepp. “Os bancos estão sentados em um monte de perdas não realizadas. Se esse vazamento lento for exposto, ele poderá ser liberado muito rapidamente.” Quando uma série de bancos faliu na primavera passada — em parte devido ao aumento das taxas de juros que reduziram o valor de seus ativos — os analistas temiam que os imóveis comerciais pudessem desencadear um conjunto mais amplo de problemas.
Os bancos detêm cerca de US$ 1,4 trilhão dos US$ 2,6 trilhões em empréstimos para imóveis comerciais que devem vencer nos próximos cinco anos, com base em dados da Trepp, e os credores pequenos e regionais são especialmente ativos no mercado. Os economistas e os órgãos reguladores temiam que a forte exposição ao setor de aparência arriscada pudesse assustar os depositantes dos bancos, principalmente aqueles com poupanças acima do limite de US$ 250 mil para o seguro do governo, e levá-los a sacar seus fundos.
No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023. Eles ajudaram a vender as instituições falidas e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criou uma opção de financiamento bancário barato. As ações restauraram a confiança, e o nervosismo dos bancos desapareceu de vista. Isso mudou nos últimos dias com os problemas do New York Community Bancorp. Alguns analistas estão descartando o fato como algo isolado. O New York Community Bancorp absorveu o falido Signature Bank na primavera passada, acelerando seus problemas. E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número.
Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema. O alívio que o governo deu ao sistema bancário no ano passado foi temporário: O programa de financiamento do Fed deve ser encerrado no próximo mês, por exemplo. Os problemas dos imóveis comerciais são duradouros.
Fonte: Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos (msn.com)
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: “E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número”.
Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal e assinale a alternativa em que a preposição em destaque não introduz um objeto indireto.
Leia o texto para responder às questões de 1 a 06
Sonda chinesa identifica mineral inédito na Lua
As crateras lunares são resultado da colisão entre a Lua e objetos celestiais, como asteroides e cometas. O impacto é rápido, envolvendo alta velocidade, pressão e temperatura. O fenômeno, além de alterar o relevo da superfície do satélite natural da Terra, também é responsável por mudanças na composição mineral do solo lunar, chamado de regolito. Por isso, uma das formas de estudar o passado da Lua consiste em analisar os minerais que compõem a sua superfície. Recentemente, a missão chinesa Chang’e-5 retornou para a Terra com 1,73 kg de regolito, fornecendo novos materiais para a investigação da história do nosso satélite natural.
Os pesquisadores identificaram um novo mineral lunar, o Changesite-(Y), bem como minerais do grupo dos silicatos em uma combinação considerada “desconcertante”. As amostras foram coletadas em uma região denominada Oceanus Procellarum. Tais descobertas foram descritas em artigo publicado na revista Matter and Radiation at Extremes na última terça-feira (6).
De acordo com as estimativas dos cientistas, a colisão de objetos celestiais que resultou nas amostras teve uma pressão máxima entre 11 e 40 GPa e uma duração de 0,1 a 1 segundo. A cratera gerada na Lua pode ter entre 3 e 32 km de largura.
O novo mineral Changesite-(Y) pertence ao grupo dos fosfatos e é caracterizado por colunas de cristais transparentes, sem cor. A combinação dos silicatos, por sua vez, inclui a seifertita e a estishovita – ambas quimicamente similares ao quartzo, mas com estruturas cristalinas distintas.
O fragmento que contém seifertita e estishovita surpreendeu os pesquisadores, uma vez que esses minerais, teoricamente, só coexistiriam em pressões muito mais elevadas do que as da amostra. “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto, minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”, afirma a pesquisadora e autora do estudo Wei Du em nota. “Uma das possíveis explicações para isso é que a maioria dos minerais de alta pressão são instáveis em altas temperaturas.”
No caso da amostra coletada pela missão Chang’e-5, levantou-se a hipótese de que a presença de um terceiro polimorfo dos silicatos, a α-cristobalita, pode ter sido importante para viabilizar a combinação de seifertita e estishovita.
“A seifertita pode ter se formado a partir da αcristobalita durante o processo de compressão, e uma parte da amostra se transformou em estishovita durante o subsequente processo de elevação de temperatura”, propõe Du.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/n oticia/2024/02/sonda-chinesa-identifica-mineralinedito-na-lua.ghtml>
Analise a seguinte sentença quanto aos papéis sintáticos:
“Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” (Olavo Bilac)
O termo “de todo mundo” desempenha, no contexto apresentado, o papel de:
Considere a sentença:
“Camões conglobou _____ seus versos a cultura de Portugal.”
No contexto apresentado, o verbo “conglobar” requer para o objeto indireto a preposição:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 26.
O que está por trás da genialidade em crianças
Você certamente já conheceu — na própria família, na vizinhança ou em programas de televisão — crianças que têm habilidades extraordinárias e surpreendentes para a idade delas.
Algumas são excelentes em Matemática, outras nasceram com uma aptidão excepcional para tocar um instrumento musical.
Há também aquelas que superam todas as expectativas num esporte ou fazem desenhos com a habilidade de um mestre das belas artes.
Mas quais são os fatores que influenciam na formação de um "pequeno gênio"? E será que é possível estimular a inteligência — ou ao menos determinadas capacidades — desde cedo?
Para encontrar respostas a essas e outras perguntas, a BBC News Brasil conversou com a médica Magda Lahorgue Nunes, professora titular de Neurologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e pesquisadora do Instituto do Cérebro (InsCer), em Porto Alegre.
A especialista, que também coordena o Departamento de Neurologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, aponta que o conceito de genialidade infantil passou por uma série de transformações nos últimos anos — e hoje há mais maneiras de entender e avaliar a inteligência nos primeiros anos de vida.
Ela também alerta para o risco de determinados dons e habilidades se tornarem um peso, caso a criança passe a ser reconhecida e cobrada em excesso por eles.
Nunes lembra que, durante muitas décadas, o teste de QI (quociente de inteligência) era a principal — senão a única — maneira de medir a capacidade cognitiva de alguém.
Vale destacar aqui que o QI é uma espécie de prova que avalia uma série de habilidades. Ela é aplicada em centenas ou milhares de indivíduos de diferentes faixas etárias. A partir daí, é possível definir um resultado médio para cada idade e destacar aqueles que fogem da curva — ou seja, se saem melhor ou pior no teste.
"Mais recentemente, começamos a observar a genialidade em indivíduos que possuem habilidades criativas e inovadoras, que são fora do comum", diz ela.
"O teste de QI segue como uma das ferramentas, mas a definição dessa genialidade ficou mais ampla e um tanto mais ambígua.
" Mas de onde vem e como surge essa inteligência fora do comum?
As evidências científicas mais recentes apontam que há uma série de fatores que, juntos, explicam esses casos, segundo a neuropediatra.
"Evidentemente, deve existir alguma base genética para isso, embora ainda não tenhamos encontrado genes específicos relacionados a essa questão", pontua ela.
"Em segundo lugar, precisamos levar em conta o ambiente em que a criança é criada, que tem um impacto direto nas questões comportamentais e cognitivas dela", complementa a neuropediatra.
Em termos práticos, se o indivíduo recebe desde cedo estímulos intelectuais adequados à idade, isso ajuda a estimular o cérebro e determinadas capacidades.
"Um ambiente favorável não é necessariamente lotado de brinquedos caros. O mais importante é crescer em uma casa onde essa criança é estimulada, cuidada e amada", ensina Nunes.
Um estudo feito por instituições finlandesas, suecas, austríacas, espanholas e alemãs publicado em 2022 tentou explicar quais eram os determinantes de uma performance cognitiva avançada de crianças e adolescentes.
Os autores concluem que um mix de atividades traz benefícios em termos de inteligência, especialmente quando elas são desafiadoras do ponto de vista cognitivo.
"A leitura está positivamente associada ao desempenho cognitivo, independentemente da idade, e deve ser promovida", destacam eles.
Ainda na seara dos fatores externos, não dá para ignorar o impacto da boa alimentação e da prática de atividade física. Estudos sugerem que ambos influenciam no desenvolvimento cognitivo em qualquer faixa etária.
Por fim, há também o papel do reforço positivo. Pais que observam nos filhos uma certa aptidão para a música ou o futebol, por exemplo, tendem a presenteá-los com instrumentos ou bolas de futebol e prestam mais atenção em como essas habilidades se desenvolvem.
Mas existe alguma área do cérebro que está super desenvolvida nesses pequenos gênios?
Nunes aponta que, durante muito tempo, acreditava-se que a inteligência acima da média estava relacionada ao nível de maturação de uma região da massa cinzenta chamada córtex pré-frontal, que fica na região próxima à testa.
"Mas, hoje em dia, graças aos estudos com ressonância magnética funcional e outras técnicas, sabemos que esse local relacionado à inteligência é muito mais amplo", explica a médica.
"Na verdade, não se trata de um lugar específico. O mais relevante aqui é a rede de neurônios e como essas células se conectam e interagem entre si", complementa ela.
Uma das pesquisas a detalhar esses aspectos foi publicada em 2014 por especialistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem, na Espanha, e das universidades da Califórnia em Berkeley e Davis, nos Estados Unidos.
"As melhoras nas funções cognitivas superiores desde a infância até a idade adulta refletem a integração de sistemas cerebrais complexos e amplamente distribuídos", escrevem os cientistas.
Ou seja, a forma como os neurônios — responsáveis por transmitir impulsos nervosos relacionados ao raciocínio e à memória, entre outras funções — "conversam" e criam conexões fortes parece ser determinante por aqui.
Aliás, a formação de uma rede neuronal sólida desde a infância é algo importante por toda a vida, segundo pesquisadores — e pode até retardar o aparecimento dos sinais de demência na velhice.
Nunes acrescenta que, durante a nossa formação, existe uma janela valiosa, em que os estímulos cognitivos trazem impactos ainda mais profundos.
"Essa plasticidade cerebral está no seu máximo de ação até os três anos de idade", aponta ela.
Nesse contexto, o termo plasticidade se refere justamente a essa capacidade das células nervosas de se modificarem e firmarem conexões fortes por meio do aprendizado e dos estímulos externos.
Nunes destaca os trabalhos do economista americano James Heckman. Ele defende a ideia de que investir na primeira infância, nesses primeiros anos de vida, é a principal estratégia para formar cidadãos com mais habilidades e capacidades.
"E isso tem um fundamento na neurociência, porque estamos falando do período de maior habilidade cerebral", diz ela.
"Portanto, se o indivíduo receber esse apoio inicial, fica mais fácil para ele ter um melhor desempenho e uma maior qualidade de vida lá na frente."
E, para alguém que já possui naturalmente uma inteligência fora do comum ou uma habilidade específica excepcional, esses estímulos podem representar o salto necessário para alcançar um certo status de genialidade numa determinada área do conhecimento.
"Por outro lado, a pessoa pode até possuir uma determinada habilidade, mas, se ela cresce num ambiente desfavorável, ela não a desenvolve", observa Nunes.
Vale ponderar aqui que, por mais que os três primeiros anos de vida representem de fato essa janela valiosa, exercitar o cérebro em qualquer faixa etária é fundamental para manter a memória e o raciocínio afiados.
Nunes alerta que, a depender de como a inteligência fora da curva da criança é vista pelos mais velhos, ela pode se tornar uma fonte de aflição para os mais jovens.
"É positivo que os pais reconheçam as habilidades dos filhos e a estimulem", pontua ela.
"Mas a criança não pode se tornar apenas aquela habilidade. Podemos estar diante de um gênio da Matemática, mas ele ainda é uma criança. "
Isso acontece quando o menino ou a menina são apenas reconhecidos pelo dom que possuem, e não podem mais fazer outra coisa ou são até desencorajados a explorar outras áreas do conhecimento.
"Nesse momento, aquilo deixa de ser algo que a criança gosta, se alegra em fazer, para virar um fardo", destaca a neuropediatra.
"A função dos pais aqui é buscar um equilíbrio e nunca jogar em cima de crianças pequenas responsabilidades ou expectativas tão grandes", conclui ela.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/czdlv50445po
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
Thiago convidou seus amigos para sua festa de despedida.
Qual é a função sintática dos termos destacados?
Em períodos simples, como em "O vento agitava as árvores violentamente", a análise morfossintática revela que cada palavra desempenha um papel sintático específico, onde "vento" é o sujeito, "agitava" é o verbo, "as árvores" é o objeto direto, e "violentamente" é o advérbio de modo.
No período "É necessário que todos participem da reunião", a oração "que todos participem da reunião" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal que completa o sentido do adjetivo "necessário" na oração principal.
Com base no trecho a seguir, analisar os itens.
Séculos mais tarde, estudiosos notaram “imprecisões históricas”, refizeram cálculos e determinaram que Jesus não nasceu entre os anos 1 a.C. e 1 d.C., mas possivelmente três anos antes da chamada era de Cristo.
I. “imprecisões históricas” exerce a função de objeto direto.
II. “de Cristo” exerce a função de predicativo do sujeito.
III. “Séculos mais tarde” exerce a função de aposto.
Está CORRETO o que se afirma:
Analise as proposições que seguem, considerando as falas expostas nos quadrinhos.
I. Transpondo para a voz ativa a frase “Borboletas são atraídas pelo cheiro das flores” (1º quadrinho), obtém-se a forma verbal “atraem”.
II. A locução verbal, presente na fala (1º quadrinho), assume a forma de voz passiva sintética.
III. Em: “Ai minha língua”, o pronome possessivo apresenta idêntica função sintática que o termo grifado em: “O incenso de rosas”.
IV. Em: “O incenso de rosas'', a expressão em destaque é classificada sintaticamente como complemento nominal.
Das afirmativas, verifica-se que está/ão correta/s apenas
Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar
Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.
"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.
Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.
O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.
Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.
"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.
Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.
Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/
Um estudo que foi publicado no final do ano passado.
Podemos afirmar que o trecho em destaque desempenha a função sintática de: