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A omissão da vírgula empregada logo após a palavra “artificial” (linha 26) manteria a correção gramatical do texto.




A correção gramatical do texto seria mantida caso a vírgula empregada após “diferentes” (linha 42) fosse substituída por ponto, com a concomitante alteração de minúscula para maiúscula na palavra “o”, que se segue, da seguinte forma: podem ser diferentes. O que faz.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 15.
Texto 01:
Sinais de consentimento forçado
O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.
Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.
Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.
A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.
Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.
O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.
Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.
Texto 02: Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012
[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES
A presente Resolução adota as seguintes definições:
II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];
II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];
II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];
II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];
II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];
II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;
II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.
II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.
Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona funções da pontuação com exemplos de seu emprego nos Textos 01 e 02:
Primeira coluna: função da pontuação
(1)Isolamento de expressão subordinada deslocada.
(2)Isolamento de aposto.
(3)Enumeração.
(4)Isolamento de adjunto adverbial.
(5)Inserção de discurso direto.
Segunda coluna: exemplo
(__)No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang.
(__)"A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau.
(__)O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica. (__)Anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação
(__)Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Os “novos quilombos” e os desafios da “velha escola”
Para fugir da exploração, das violências e do sofrimento impostos pela estrutura socioeconômica escravista do Brasil colonial, grupos de africanos escravizados estabeleciam esconderijos no meio da floresta: os quilombos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, que, segundo alguns historiadores, chegou a reunir cerca de 20 mil habitantes, sob a liderança de Zumbi, morto numa emboscada em 1695 e contemporaneamente alçado ao panteão dos heróis nacionais. Durante os mais de 300 anos de escravidão no Brasil, inúmeros quilombos foram iniciados e dissolvidos.
Com a lei que aboliu a escravatura, em 1888, os quilombos deixaram de se caracterizar como comunidades clandestinas. Sem escravidão oficial, não havia como se falar em “escravos fugidos”. Em decorrência do esfacelamento da sociedade colonial escravista, a categoria quilombo não definia mais as situações daquelas comunidades, mas as pessoas que as formaram, bem como as gerações de seus descendentes não deixaram de existir e de habitar aqueles territórios.
Durante boa parte do século 20, historiadores e antropólogos entraram em contato e pesquisaram aquilo que denominaram “comunidades negras rurais” ou “terras de preto”, como eram chamados os grupos que, julgava-se, descendiam diretamente dos quilombos, tais como Kalunga (Goiás) e Conceição das Crioulas (Pernambuco), para citar algumas das mais conhecidas. Em comum, essas coletividades eram compostas de lavradores com práticas econômicas rurais de subsistência ou atividades econômicas de baixa intensidade. As populações apresentavam baixa escolaridade e acesso reduzido a serviços e bens públicos, como educação, saúde e saneamento.
Muitas conservavam manifestações culturais antigas e tradicionais, como jongo e capoeira, em geral associadas ao patrimônio cultural de origem africana. Outra característica comum era a luta pela manutenção de suas famílias nas terras que habitavam e onde trabalhavam. Durante boa parte do século 20, essas terras foram objeto de conflitos e violações, gerando, em muitos casos, litígios judiciais, uma vez que, em sua maioria, essas pessoas não possuíam titulação das propriedades [...].
(Fonte: Ciência Hoje — adaptado.)
No fragmento “Durante boa parte do século 20, essas terras foram objeto de conflitos e violações [...]”, a vírgula foi empregada para:
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
O sinal de pontuação da frase “Você gosta de viajar?” se chama:
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual sinal de pontuação substitui corretamente a figura da linha 22 do texto?
Atenção: Leia o texto “Liberdade e necessidade ao revés”, de Eduardo Giannetti, para responder às questões de números 6 a 12.
“Por meios honestos se você conseguir, mas por quaisquer meios faça dinheiro”, preconiza - prenhe de sarcasmo - o verso de Horácio. Desespero, precisão ou cobiça, dentro ou fora da lei: o dinheiro nos incita a fazer o que de outro modo não faríamos. Suponha, entretanto, um súbito e imprevisto bafejo da fortuna - um prêmio lotérico, uma indenização milionária, uma inesperada herança. Quem continuaria a fazer o que faz para ganhar a vida caso não fosse mais necessário fazê-lo? Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos, mais ou menos a contragosto, para obter uma renda - como um sacrifício ou necessidade imposta de fora; ao passo que o consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha: o território sagrado para o exercício da nossa liberdade individual. A possibilidade de satisfazer, ainda que parcialmente, nossos desejos e fantasias de consumo se afigura como a merecida recompensa - ou suborno, diriam outros - capaz de atenuar a frustração e aliviar o aborrecimento de ocupações que de outro modo não teríamos e não nos dizem respeito.
Daí que, na feliz expressão do jovem Marx, “o trabalhador só se sente ele mesmo quando não está trabalhando; quando ele está trabalhando, ele não se sente ele mesmo”. - Mas, se o mundo do trabalho está vedado às minhas escolhas e modo de ser; onde poderei expressar a minha individualidade? Impedido de ser quem sou no trabalho - escritório, chão de fábrica, call center, guichê, balcão -, extravaso a minha identidade no consumo - shopping, butique, salão, restaurante, showroom. Fonte de elã vital, o ritual da compra energiza e a posse ilumina a alma do consumidor. A compra de bens externos molda a identidade e acena com a promessa de distinção: ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia, respeito e admiração pelos demais. Não o que faço, mas o que possuo - e, sobretudo, o que sonho algum dia ter - diz ao mundo quem sou. Servo impessoal no ganho, livre e soberano no gasto.
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
Verifica-se o emprego de vírgula para separar elementos de uma enumeração em:
Todas as sentenças a seguir estão corretas quanto ao emprego da vírgula, exceto:
Casos de dengue triplicaram neste ano: veja os sintomas e como evitar
01 Está havendo um forte aumento no número de casos de dengue neste começo de 2024,
02 segundo o Ministério da Saúde. O órgão atribui o aumento a uma combinação de fatores,
03 incluindo a volta eminente dos sorotipos 3 e 4 do vírus da dengue e as alterações climáticas
04 (combinação do calor excessivo com as chuvas intensas) provocadas pelo fenômeno El Niño.
05 A dengue é um risco para todas as idades, embora o Ministério da Saúde revele que pessoas
06 mais velhas e que têm doenças como diabetes e hipertensão podem sofrer sérias complicações
07 que podem levar à morte. Nem todas as infecções manifestam sinais. É possível ter um caso
08 assintomático de dengue ou mostrar indícios suaves, que não chamam a atenção. Contudo,
09 alguns sintomas podem indicar dengue, são eles: febre alta, entre 39ºC a 40ºC e que surge
10 abruptamente; intensa dor de cabeça; dores nos músculos e articulações; náuseas e vômitos;
11 manchas vermelhas pelo corpo; dor atrás dos olhos; exaustão; inchaço nas glândulas.
12 Para prevenir a dengue, é crucial evitar a presença de água parada e sem proteção em
13 casa, que pode ser usada pelo mosquito para colocar ovos. Além disso, é importante proteger
14 as residências com telas e mosquiteiros e usar repelente de insetos regularmente. O uso da
15 vacina contra a dengue também é aconselhado, principalmente para adolescentes de 10 a 14
16 anos e moradores de grandes cidades onde ocorre alta transmissão de dengue de tipo 2
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/saude-bem-estar/casos-de-dengue-triplicam-neste-ano-veja-os-sintomas-e-como-evitar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual sinal de pontuação substitui corretamente a figura da linha 16?
Bem-vindo à selva digital
A realidade agora é exibida em polegadas. E o desespero se instala quando acaba a bateria.
Mas lembre-se: um pensamento só pode ser propagado se vier acompanhado de uma hashtag.
First…
Deu no jornal que caiu mais um avião. Na internet, tem gente dizendo que foram terroristas. Outros dizem que foi o próprio governo. E tem louco dizendo que foi Deus. Na era em que todos têm voz, ninguém aprendeu a calar a boca.
Talvez por isso precisemos de corretor ortográfico. Ontem mesmo ele corrigiu meu desvio de septo. Mas para transformar meus sonhos em realidade, usei um tradutor online. Isto tudo depois de engolir uma nova campanha publicitária no café da manhã. Vomitei inglês o dia todo. Da próxima vez, clico em “Pular Anúncio”.
Vivemos mergulhados na escuridão das lâmpadas de LED. Um mundo vilanesco onde sorrisos faceanos e instagraneanos escondem angústias e sonhos mortos. Ajustes de matiz e saturação para ocultar pele morta. Mas, pelo menos, a previsão pra amanhã é sol escaldante, com alguma nebulosidade e possibilidade de chuva e neve. Talvez um arrependimento e pensamentos angustiantes no fim do dia. Mas isto não vai pro microblog, claro. Redes sociais não aceitam tristezas ou imperfeições.
Mas quer saber? Não estou nem aí. Eu tenho quem me defenda e me oriente. O Google Now pensa por mim. Ele me diz o que fazer, onde preciso ir e como chegar lá. E se eu me deparar com alguma questão complexa, recorro ao GPT. By the way, meu cérebro amanhã está de folga. Vou levantar ao meio-dia e se tivesse que pagar por isso, faria pela internet. E quando acordar, o app do meu smartphone vai me dizer bom dia! Pode dar joinha.
Agora, deu no jornal que morreu um, morreram dois, morreram zilhões. Mas o problema mesmo é ver os dois tiques azuis no whats e não ter resposta alguma. Um tiro no joelho não seria tão cruel. Aposto que dá pra fazer um vídeo sobre isso, colocar no YouTube e esperar milhões de visualizações. Ou se preferir, fale sobre o que quiser. Apenas não ignore a regra mor: se for útil, não viraliza. É como diria Clarice Lispector: “Penso, logo existo”. Ou quem disse isso foi o Arnaldo Jabor?
Enfim, não precisa pensar muito. Pense um megabyte, exiba a ideia em uma tela de 6 polegadas e vá pra poltrona massageadora. Afinal, já foi comprovado por pesquisa: “Neurônius hestáticos inpulcionam o progreço” (desculpem, mas o corretor ortográfico travou).
(Juliano Martinz, Crônicas Corrosivas, 2023.)
Foi empregado o sinal de pontuação de reticências logo ao início da crônica; tal pontuação indica, EXCETO:
Ameaça ao pequi: o desafio da praga que vem devorando o símbolo do cerrado
Na bifurcação de uma estrada de terra que dá acesso às comunidades de Nova Minda e Melancias, na zona rural de Japonvar, a 12 quilômetros da área urbana da cidade do norte de Minas, ao longo de décadas, um majestoso pé de pequi chamava a atenção de quem passava por lá. Mas, com cerca de 17 metros de altura, conhecida popularmente como o Pequizeirão do Entroncamento de Nova Minda, a imponente árvore morreu há cinco anos. Hoje, ainda se destaca, mas por causa do tronco e dos galhos secos, que são uma sombra da exuberância de outros tempos.
Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>.
Acesso em: 2 fev. 2024, com adaptações.
No que tange aos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.