Questões de Concurso Comentadas sobre análise sintática em português

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Q1671835 Português

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.


Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.


Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor

É que são

Ridículas.

[...]

Fernando Pessoa. O almirante louco. São Paulo: SM, 2007. p. 42-43 (Coleção Comboio de Corda).

No verso “Também escrevi em meu tempo cartas de amor”, a locução adjetiva que caracteriza o núcleo do complemento do verbo é:
Alternativas
Q1671828 Português

Em Londres, áreas verdes compensam o trânsito pesado

Numa primeira visita, a densa malha viária que forma Londres pode dar a impressão de ser impenetrável: não há um centro único para servir como orientação, e sim, diferentes áreas de interesse.

Felizmente, os tons de cinza e marrom e o trânsito intenso, são devidamente aliviados pela abundância de parques, praças e áreas verdes espalhados pela cidade, como o Hyde Park e o mais bucólico Hampstead Heath, todos bem mantidos.

Disponível em: www.folhauol.com.br

A função sintática desse termo na oração é:
Alternativas
Q2703685 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões de 1 a 10:


O PORTA DOS FUNDOS E OS LIMITES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Por Gazeta do Povo

[22/12/2019] [00:01]


No programa do Porta dos Fundos, entre outros conteúdos questionáveis, Jesus é retratado como homossexual.

  1. ___É amplamente conhecida a história contada pelos humoristas do grupo inglês Monty Python a respeito da origem de
  2. um de seus longas-metragens. Interessados em satirizar Jesus Cristo, eles vasculharam os Evangelhos à procura de algo que
  3. rendesse piadas, mas acabaram desistindo. “Não há como tirar sarro do que ele [Cristo] diz, é coisa muito digna”, afirmou
  4. Eric Idle, um dos membros da trupe. O resultado foi A vida de Brian, cujo enredo gira em torno de uma outra pessoa,
  5. contemporânea de Jesus e que é confundida com o Messias. Já os brasileiros do Porta dos Fundos não tiveram a mesma
  6. sensibilidade em seu especial de Natal. A primeira tentação de Cristo, que começou a ser exibido em 3 de dezembro pelo
  7. serviço de streaming Netflix, mostra Jesus em sua festa de 30 anos (ou seja, prestes a iniciar sua vida pública), na qual fica
  8. sabendo que é adotado e que seu pai verdadeiro não é José, e sim o próprio Deus. Um ponto que se tornou especialmente
  9. ofensivo para cristãos de diversas denominações é o fato de Jesus ser retratado como homossexual, pois leva um namorado
  10. para a festa.
  11. __Boa parte das reações ao vídeo, até o momento, tem se concentrado no boicote à Netflix e no pedido para que as
  12. pessoas cancelem sua assinatura do serviço. Não é nosso objetivo, no momento, avaliar se esta é uma reação acertada ou
  13. não, mas é importante lembrar que, em sociedades democráticas, o boicote é uma expressão de liberdade individual em que
  14. a pessoa avalia os prós e contras de consumir determinado produto ou serviço. No caso em questão, trata-se de avaliar se
  15. vale a pena abrir mão dos demais conteúdos oferecidos – e que incluem obras com mensagens que muitos cristãos veem
  16. como positivas – para não acabar financiando também o que se considera uma ofensa grave. O boicote, inclusive, é ferramenta
  17. amplamente utilizada por minorias e outros grupos de pressão, e não pode ser deslegitimado única e simplesmente com base
  18. em quem organiza e quem é atingido pela ação.
  19. ___O tema que nos interessa, aqui, é outro: discutir se, quando o tema é religião, há limites ao alcance da liberdade de
  20. expressão e possíveis consequências jurídicas. Diversos países usam abordagens diferentes para o tema. Em uma ponta, está
  21. o ordenamento legal norte-americano, que consagra a liberdade quase irrestrita; no entanto, a maioria das outras democracias
  22. do Ocidente segue a tradição pós-vestfaliana, surgida com o encerramento das guerras de religião que varreram a Europa nos
  23. séculos 16 e 17, e que defende o respeito às diferentes confissões religiosas, inclusive como ferramenta de pacificação da
  24. sociedade. A Alemanha, por exemplo, criminaliza a mera ofensa às religiões, o que faria dela uma lei bastante restritiva se
  25. não fosse pelo detalhe de exigir que a ofensa possa “perturbar a paz pública”. Isso cria uma divisão entre religiões que podem
  26. ser ofendidas, pois seus membros reagem de forma não agressiva, e religiões que não podem ser ofendidas, pois a resposta
  27. de seus fiéis é violenta – o que nos remete à resposta que um dos membros do Porta dos Fundos, Fábio Porchat, deu em
  28. entrevista de 2013 ao jornal O Estado de S.Paulo: “não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero
  29. que explodam a minha casa só por isso”.
  30. __O Brasil, no artigo 208 do Código Penal, adota uma régua mais liberal, pois o ato definido como crime é o de
  31. “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. Não basta o simples ataque ou crítica; o vilipêndio vai muito além
  32. disso, sendo um grau mais forte de ofensa, e que precisa ser dirigido a um “ato ou objeto de culto”, o que inclui cerimônias
  33. e também personagens veneradas como sagradas por cada fé. Também não é nosso objetivo, neste espaço, avaliar se o vídeo
  34. do Porta dos Fundos efetivamente incorreu em desrespeito ao artigo 208 do Código Penal; mas, havendo quem considere
  35. que houve crime, é natural que os ofendidos recorram à Justiça, a quem cabe resolver a questão.
  36. ___Até o momento, no entanto, as ações contrárias ao vídeo têm sido propostas na esfera cível, não na penal, embasadas,
  37. entre outros pontos, em textos constitucionais como o artigo 221, que inclui o “respeito aos valores éticos e sociais da pessoa
  38. e da família” como princípios da programação de emissoras de rádio e televisão no Brasil. O Ministério Público do Rio de
  39. Janeiro, por exemplo, emitiu parecer pela suspensão da veiculação, enquanto no Mato Grosso, onde houve pedido
  40. semelhante, a posição do MP foi contrária. Tribunais fluminenses e paulistas, até agora, têm decidido pela manutenção do
  41. vídeo na plataforma de streaming.
  42. ___A liberdade de expressão, como sabemos, não é absoluta. Ninguém pode se escorar nela, por exemplo, para caluniar
  43. outra pessoa ou defender posturas ofensivas à dignidade humana, como o racismo. O ordenamento jurídico brasileiro decidiu,
  44. além disso, colocar alguns outros limites a essa liberdade, protegendo outros valores, como o sentimento religioso, mas
  45. estabelecendo a necessidade de a ofensa se revestir de maior gravidade que a mera crítica ou sátira. É por isso que não se
  46. pode simplesmente acusar de “censuradores” os cristãos que, ofendidos pelo conteúdo do vídeo, recorram à Justiça – direito,
  47. aliás, exercido por muitos outros grupos quando se julgam atacados –, e o epíteto tampouco serviria a um magistrado que,
  48. eventualmente, considerasse haver crime ou violação a princípios constitucionais. Essa atitude leva a uma banalização do
  49. termo “censura” (hoje usado levianamente até para descrever situações como a retirada de incentivo estatal a certas
  50. manifestações artísticas) e vai lentamente apagando a noção de, por mais valiosa que seja a liberdade de expressão, ela não
  51. legitima um “vale tudo”.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-porta-dos-fundos-e-os-limites-a-liberdade-de-expressao/ acesso em 27/12/2019.

Analise as afirmações a seguir.


I) O vocábulo “embasadas” (l. 36) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, pela palavra sustentadas.

II) O acento indicativo de crase na expressão “ofensivas à dignidade” (l. 43) marca a união da preposição “a” ao artigo definido, introduzindo um adjunto adnominal.

III) O conectivo “além disso” (l. 44) marca uma contraposição entre as orações.


Está (ão) correta (s)

Alternativas
Q2685619 Português

Após a leitura do Texto abaixo, responda às questões de 1 a 5.


Texto 01 - O nosso e o deles


  1. As expressões da língua portuguesa mais invocadas em uma abertura de ano novo são, sem dúvida, “viva” e “salve”.
  2. Traduzem os desejos de perenidade de quem as pronuncia, em tom exclamativo de felicidade. As amarguras e outros sentimentos de
  3. menor valor são esquecidos ou pelo menos arquivados. Até mesmo as pessoas que se esquivam das festividades, se recolhem em
  4. nome da paz, uma bela sensação. A fuga para o “vou passar dormindo” nada mais significa do que o desejo de transpor as eras na
  5. placidez do sono. Em resumo, uns e outros inauguram o tempo em harmonia, interior ou exterior.
  6. No réveillon, como é cediço aos janeiros, engordam os cordões da alegria, na junção das famílias, quase sempre com o
  7. registro pontual de algumas ausências impossíveis de receber contorno. Música, afagos, brindes, espocar de champanhes e de fogos,
  8. juras de fazer e outras de não repetir equívocos. As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das “janelas da
  9. alma” do que expressão de nostalgia. Quando muito um chamado de ausência, sem muita carga de sofrimento. [...]


Fonte: CARVALHO, I. L. de. In: . Brevidades Natal: Caule de Papiro, 2019, p. 78.

Dada a leitura do fragmento textual “As expressões da língua portuguesa mais invocadas em uma abertura de ano novo são, sem dúvida, ‘viva’ e ‘salve'. Traduzem os desejos de perenidade de quem as pronuncia, em tom exclamativo de felicidade.” (linhas 1 e 2), analise as proposições com relação à sua estruturação.


I- A forma verbal “Traduzem” tem um vínculo sintático com o constituinte “as expressões”; e semântico, com os constituintes “Viva” e “Salve”.

II- O constituinte “as”, em “quem as pronuncia”, é usado para indicar, de modo particular, as aspirações do leitor.

III- A expressão “os desejos de perenidade” completa o sentido da forma verbal “Traduzem”.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q2685600 Português

Após a leitura do Texto abaixo, responda às questões de 1 a 5.


Texto 01 - O nosso e o deles


  1. As expressões da língua portuguesa mais invocadas em uma abertura de ano novo são, sem dúvida, “viva” e “salve”.
  2. Traduzem os desejos de perenidade de quem as pronuncia, em tom exclamativo de felicidade. As amarguras e outros sentimentos de
  3. menor valor são esquecidos ou pelo menos arquivados. Até mesmo as pessoas que se esquivam das festividades, se recolhem em
  4. nome da paz, uma bela sensação. A fuga para o “vou passar dormindo” nada mais significa do que o desejo de transpor as eras na
  5. placidez do sono. Em resumo, uns e outros inauguram o tempo em harmonia, interior ou exterior.
  6. No réveillon, como é cediço aos janeiros, engordam os cordões da alegria, na junção das famílias, quase sempre com o
  7. registro pontual de algumas ausências impossíveis de receber contorno. Música, afagos, brindes, espocar de champanhes e de fogos,
  8. juras de fazer e outras de não repetir equívocos. As lágrimas derramam muito mais felicidades que transbordam das “janelas da
  9. alma” do que expressão de nostalgia. Quando muito um chamado de ausência, sem muita carga de sofrimento. [...]


Fonte: CARVALHO, I. L. de. In: . Brevidades Natal: Caule de Papiro, 2019, p. 78.

O marco temporal das ações indicadas ao longo do texto pode ser observado pela


I- inscrição de diversos termos que fazem referência a esse tempo.

II- colocação do enunciado "o desejo de transpor as eras" (linha 4), que se refere à noite do ano novo.

III- indeterminação relacionada ao momento de festividade instaurada no texto.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Ano: 2020 Banca: IDECAN Órgão: IF-RR Prova: IDECAN - 2020 - IF-RR - Professor - Biologia |
Q2425063 Português

Texto 1


Para as turmas desafiadoras, novas práticas


O que fazer quando aquela classe faz o professor questionar a sua capacidade e prática docente


Por Felipe Bandoni


“A turma mais dificil é o 7º ano. Nunca tive alunos

que me fizessem sentir tão vulnerável. Acho que

desaprendi a ser professor” Essas palavras foram ditas

por um colega muito experiente. Fiquei perplexo, pois ele

5 é uma referência, querido pelos alunos e admirado pelos

colegas; o tipo que sempre traz soluções. Levei um

choque, e sua fala me fez perceber que todos

enfrentamos turmas que colocam em xeque nossa

habilidade e experiência.

10 Quando percebemos que uma turma será muito

dificil, é porque nosso repertório está se esgotando.

Precisamos de outras saídas e, para chegar a elas, é

fundamental conversar com colegas, coordenação e

direção. Um ótimo início é fazer uma análise aluno a

15 aluno, buscando entender o que é do grupo e o que é

individual. Uma vez detectados quais os casos mais

sérios, é importante definir encaminhamentos que toda a

equipe realizará: em que situações alunos poderão ser

excluídos da sala, por exemplo? Em que casos pedir

20 ajuda à direção? É muito importante que a equipe faça

intervenções conjuntas e consistentes.

Os alunos percebem rapidamente quando estamos

desarticulados e usam isso em seu enfrentamento: “Se a

outra deixou, por que você não deixa?” Também é preciso

25 assumir nossa parcela de responsabilidade. Em que

medida nossas aulas contribuem para gerar indisciplina?

Ninguém propõe intencionalmente atividades que

estimulam o tumulto, mas é preciso reconhecer que

algumas não funcionam com certas turmas. Pode ser um

30 problema da nossa prática, mas também ser um choque

entre ela e os estudantes que, muitas vezes, estão

imaturos para certas propostas. Nas classes dificeis que

enfrentei, por exemplo, percebi que aulas expositivas são

ruins, pois eram gatilho para a distração. Aprendi, na

35 marra, a reduzir esse tipo de aula para as inquietas.

Turmas assim dão muito trabalho, mas também as

maiores recompensas. Caso os professores revejam suas

práticas e se organizem como grupo para fazer

intervenções consistentes, serão aquelas que ficarão na

40 nossa memória e que nos farão acreditar que

contribuímos para a transformação dos nossos alunos.


Felipe Bandoni é professor de Ciências na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Santa Cruz, em São Paulo. Disponível em: https://novaescola.org.briconteudo/18218/para-as-turmas-desafiadorasnovas-praticas. Acesso em: 03/12/2019 (adaptado)

Assinale a alternativa que exprima corretamente a função sintática do trecho grifado da oração “Os alunos percebem rapidamente quando estamos desarticulados” (I. 22-23) retirada do Texto 1.

Alternativas
Q1906743 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão .


A marca no flanco 

Lya Luft 


O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 

É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. 

E o que configura essa perspectiva nossa?

Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo tempo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos.

Mas não somos apenas levados à revelia numa torrente. Somos participantes. 

Nisso reside nossa possível tragédia: o desperdício de uma vida com seus talentos truncados se não conseguirmos ver ou não tivermos audácia para mudar para melhor – em qualquer momento, e em qualquer idade.

A elaboração desse “nós” iniciado na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroamento embora em geral seja visto como deterioração.

Nesse trabalho nossa mão se junta às dos muitos que nos formam. Libertando-nos deles com o amadurecimento, vamos montando uma figura: quem queremos ser, quem pensamos que devemos ser – quem achamos que merecemos ser.

Nessa casa, a casa da alma e a casa do corpo, não seremos apenas fantoches que vagam, mas guerreiros que pensam e decidem.

Constituir um ser humano, um nós, é trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. Quem sabe um pedaço que vai desabar. Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.

O que se produzir – casa habitável ou ruína estéril – será a soma do que pensaram e pensamos de nós, do quanto nos amaram e nos amamos, do que nos fizeram pensar que valemos e do que fizemos para confirmar ou mudar isso, esse selo, sinete, essa marca.

Porém isso ainda seria simples demais: nessa argamassa misturam-se boa-vontade e equívocos, sedução e celebração, palavras amorosas e convites recusados. Participamos de uma singular dança de máscaras sobrepostas, atrás das quais somos o objeto de nossa própria inquietação. Nem inteiramente vítimas nem totalmente senhores, cada momento de cada dia um desafio.

Essa ambiguidade nos dilacera e nos alimenta. Nos faz humanos.

No prazo de minha existência completarei o projeto que me foi proposto, aos poucos tomando conta dessa tela e do pincel.

Nos primeiros anos quase tudo foi obra do ambiente em que nasci: família, escola, janelas pelas quais me ensinaram a olhar, abrigo ou prisão, expectativa ou condenação.

Logo não terei mais a desculpa dos outros: pai e mãe amorosos ou hostis, bondosos ou indiferentes, sofrendo de todas as naturais fraquezas da condição humana que só quando adultos reconhecemos. Por fim havemos de constatar: meu pai, minha mãe, eram apenas gente como eu. Fizeram o que sabiam, o que podiam fazer.

E eu… e eu?

Marcados pelo que nos transmitem os outros, seremos malabaristas em nosso próprio picadeiro. A rede estendida por baixo é tecida de dois fios enlaçados: um nasce dos que nos geraram e criaram; o outro vem de nós, da nossa crença ou nossa esperança. 

LUFT, Lya. Perdas & Ganhos. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 21-23 [Adaptado] 

Dentre as alternativas que se seguem, assinale aquela que contém um período simples. 
Alternativas
Q1832080 Português
O desgaste das lives e a banalização da pandemia
Gregory Combat
    Desde o início da pandemia, o formato das lives se tornou grande alavanca do uso das redes com apresentações de todos os segmentos, com destaque para as atrações musicais que chegaram a alcançar mais de 3 milhões de pessoas em tempo real. De acordo com os dados da plataforma do Google Trends, que monitora as palavras-chave mais buscadas na internet, entre abril e maio, ocorreram picos de buscas pela palavra “live”.
    Marília Mendonça, que alcançou 3,31 milhões de espectadores simultâneos, e Jorge e Mateus, que tiveram 3,24 milhões, demonstram a potência do formato que começou a disputar em níveis de equidade a audiência em horário nobre da televisão aberta.
    Não só na música, como no teatro, literatura, dança, as lives possibilitaram novas formas de conexão e interação. Mas como isso tudo aconteceu em uma explosão e saída emergencial para toda uma cadeia produtiva, a saturação no número de transmissões começou a diluir o público. Pense, por exemplo, em milhares de canais tentando chamar a atenção do espectador para suas demandas.
    E não só do espectador que se vive uma live, muitas são pensadas para exibição dos patrocinadores, para exibirem suas marcas ou montarem a cenografia de acordo com seu conteúdo. Tudo evoluiu tão rápido que começamos a ter comerciais dentro das transmissões ao vivo. O nível de visibilidade e a nova forma de distribuição do mercado se reestruturaram nesse curto período de tempo.
    Já no último mês nos deparamos com um declínio agudo tanto no interesse do público e da busca pelas lives, como na produção dos próprios artistas nessa plataforma.
    Esse desinteresse reflete também a flexibilização e o processo de retorno gradual às atividades, depois de mais de 150 dias de confinamento. A meu ver, elas também estão ligadas a outro detalhe: quando surgiram, as lives tinham uma finalidade social de mobilização que unia as pessoas em um momento de exceção e dúvida, mas com o passar do tempo se tornaram apenas mais uma atração comum, mesmo para quem permanece em casa.
[..]
    O que precisamos insistentemente questionar é que todos esses processos estão ligados, em nosso país, a banalização da pandemia. Enquanto acontece a flexibilização, chegamos ao marco de mais de 100 mil mortes [...].
Na frase “Você não deveria se guiar por promessas na hora de votar”, o termo destacado possui função de:
Alternativas
Q1818669 Português

Proibir para mudar 


    Ao ser questionado sobre o uso de produtos descartáveis, talvez você não se lembre que provavelmente utilizou vários deles na última semana. Grande parte das atividades humanas modernas utiliza produtos descartáveis feitos de material plástico e, quando paramos para observar o comércio de alimentos e bebidas, vemos que o uso desses materiais é significativamente mais expressivo.

    Anualmente, são geradas cerca de 300 milhões de toneladas de lixo plástico no mundo, sendo 14% desse resíduo encaminhado para reciclagem e apenas 9% efetivamente reciclado. Algumas pessoas têm a falsa impressão de que todos os resíduos plásticos são recicláveis, mas produtos químicos acrescentados aos polímeros plásticos e embalagens de alimentos contaminadas com restos orgânicos podem inviabilizar o processo de reciclagem.

    Desta forma, fica clara a necessidade de reduzir a geração desse resíduo por meio da redução do consumo de materiais plásticos. Vários países já estão adotando medidas que proíbem a utilização de produtos plásticos descartáveis. O Canadá, a Indonésia e a União Europeia, por exemplo, já definiram uma data para a proibição; o Brasil, sendo o quarto país que mais gera resíduos plásticos no mundo, precisa acompanhar esse movimento.

    Sob o mesmo ponto de vista, temos na utilização de produtos descartáveis em bares e restaurantes uma grande oportunidade de redução de consumo, visto que o volume de itens plásticos utilizados pela maioria desses estabelecimentos é bastante expressivo. Copos, canudos, pratos e talheres descartáveis são utilizados cotidianamente em muitos estabelecimentos e o consumidor, tão acostumado com esse padrão de consumo, não tem por hábito questionar a real necessidade de utilização desses materiais.

    É necessário que proprietários de bares e restaurantes comecem a buscar produtos que possam substituir o plástico, exercendo a mesma função, porém formados de material biodegradável. Em contrapartida, a indústria responsável pela produção desses produtos precisa aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento de materiais com baixo impacto ambiental, promovendo a inovação nos seus produtos para a garantia da manutenção dos seus negócios.

    Ademais, é importante destacar que nós, como consumidores, podemos adotar uma postura consciente e proativa que não dependa da existência de políticas públicas. O consumidor final é o agente de transformação com maior poder nesta cadeia e podemos incentivar as marcas que consumimos, os fornecedores que contratamos e os estabelecimentos comerciais que frequentamos a realizar iniciativas de substituição do plástico.

    Por fim, partindo do princípio de que nenhuma mudança é fácil, devemos reconhecer, por meio da preferência, aquelas empresas que tenham um posicionamento ativo e comprometido no que diz respeito a iniciativas de baixo impacto ambiental, contribuindo para viabilizar essa mudança de comportamento tão urgente e fundamental para a sustentabilidade do nosso futuro.


(ARANTES, Andréa Luiza Santos. Proibir para mudar. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/proibir-para-mudar/. Acesso em: 21/01/2020.)

Em “Desta forma, fica clara a necessidade de reduzir a geração desse resíduo por meio da redução do consumo de materiais plásticos.” (3º§), o trecho destacado corresponde ao:
Alternativas
Q1817656 Português
   Em maio, encerrei uma palestra sobre a Amazônia e a criação de futuro, na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirmando que a esperança, assim como o desespero, é um luxo que não temos. Com um planeta superaquecendo, não há tempo para lamentações e para melancolias. Precisamos nos mover, mesmo sem esperança. Assim que terminei, um grande empresário brasileiro fez uma manifestação em defesa da esperança e foi aplaudido entusiasticamente por parte da plateia. A esperança, e não a destruição acelerada da Amazônia ou a emergência climática global, foi o assunto do debate que veio a seguir. Alguns entenderam que eu era uma espécie de inimiga da esperança e, portanto, uma inimiga do futuro (deles). A reação é reveladora de um momento em que a novíssima geração, a das crianças e adolescentes, tem enfiado o dedo na cara dos adultos e mandado eles crescerem.
   A esperança tem uma longa história, e espero que algum dia alguém a escreva. Das religiões à filosofia, do marketing político ao mundo das mercadorias do capitalismo. Num planeta com chão cada vez mais movediço, em que os estados-nação se desmontam, a esperança tem progressivamente ocupado o lugar da felicidade como um ativo de mercado. Lembram que até bem pouco tempo atrás todo mundo era obrigado a ser feliz? E quem afirmava não ser tinha uma deformação de alma ou estava doente de depressão?
   A “felicidade” como mercadoria já foi bem dissecada por diferentes áreas do conhecimento e pela experiência cotidiana de cada um. Convertida em produto do capitalismo, no qual era objeto de consumo que supostamente se garantia por mais consumo, hoje perdeu valor de mercado, ainda que continue eventualmente a abarrotar as prateleiras de livros de autoajuda. A esperança vai ocupando o seu lugar num momento em que o futuro se desenha sombriamente como um futuro num planeta pior.
   O que levei para a parte final da minha palestra foi o que me parece o mais fascinante desta época: aquela que talvez seja a primeira geração sem esperança. Ao mesmo tempo, é também a geração que rompeu o torpor desse momento histórico marcado por adultos infantilizados, que alternam paralisia e automatismo, também no ato de consumir. Ao romper o torpor, essa geração deu esperança à geração de seus pais. O impasse em torno da esperança é revelador do impasse entre a geração que levou ao paroxismo o consumo do planeta, a dos pais, e a geração que vai viver no planeta esgotado por seus pais.
   A geração sem esperança tem a imagem de Greta Thunberg, a garota sueca que, em agosto do ano passado, com apenas 15 anos, iniciou uma greve escolar solitária em frente ao parlamento em Estocolmo. E, de lá para cá, já inspirou duas greves globais de estudantes pelo clima, levando  para as ruas do mundo centenas de milhares de crianças e adolescentes em cada uma delas. Greta, que se tornou uma das pessoas mais influentes do planeta em menos de um ano, comparando-se com as virtudes geralmente atestadas por autoridades internacionais, é reconhecida por declarações tão brilhantes quanto afiadas. Em uma delas, responde aos adultos que olham extasiados para seu rosto de boneca de souvenir e confessam de olhos úmidos que ela e sua geração os enche de esperança. A adolescente, hoje com 16 anos, diz: “Nossa casa está em chamas. Eu não quero a sua esperança, não quero que vocês sejam esperançosos. Eu quero que vocês entrem em pânico, quero que vocês sintam o medo que eu sinto todos os dias. Eu quero que vocês ajam, que ajam como se a casa estivesse em chamas, porque ela está”.
   Em vez de recusar o que ela diz, os adultos deveriam escutá-la com toda a atenção. O que testemunhamos é talvez a primeira geração a perceber que não tem tempo para esperar os pais resolverem o problema que até hoje só agravaram – e muito. Penso que, diante do impossível, precisamos criar um ser novo, fazer algo que nunca fizemos, nos arriscar a ser o que não sabemos. O futuro precisa também se desinventar como conceito de futuro para voltar a ser imaginado. Ou o futuro precisa se descolar dos conceitos hegemônicos de futuro para se abrir a outras possibilidades de ser pensado como futuro. Talvez não tenha nem mesmo o nome de futuro, mas outros. Esse futuro desinventado de futuro está sendo tecido por experiências de minorias vindas de outros territórios cosmopolíticos. Entre tantas más notícias, há uma ótima: por caminhos surpreendentes, a nova geração de suecas está vindo como índio.
(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https:// brasil.elpais.com/brasil/2019/06/05/politica/1559743351_956676.html. Acesso em: 12/12/2019.)
No fragmento “Alguns entenderam que eu era uma espécie de inimiga da esperança e, portanto, uma inimiga do futuro (deles).” (1º§), as vírgulas foram usadas para separar uma:
Alternativas
Q1817084 Português

Ele quem mesmo?


    Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: “olha, não dá mais”. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: “mas agora eu tô comendo um lanche com amigos”. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

    Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele. Sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!

    Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora. Participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em Áries, lua em Gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

    Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

    Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antônio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

    O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.

    Até que algo sensacional aconteceu…

    Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo?


(MEDEIROS, Martha. Ele quem mesmo? Disponível em: https:// www.pensarcontemporaneo.com/ele-quem-mesmo-cronica-de-martha-medeiros/. Acesso em: 05/12/2019.)

Após a leitura da crônica, analise as afirmativas a seguir.
I. Os verbos “participei”, “terminei”, “ganhei” e “quintupliquei” (3º§) são considerados exemplos de paralelismo. II. Após receber uma correspondência eletrônica, a personagem realiza uma sequência de ações visando ao seu bem-estar. III. A repetição das palavras “tchân, tchân, tchân, tchân” (4º§) foi utilizada pela autora para gerar uma expectativa no leitor. IV. A palavra “demais” (8º§) aparece em destaque para mostrar ao leitor da crônica o sentimento de superioridade da personagem em relação ao ser amado e a possibilidade de querer reconquistá-lo.
Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q1813413 Português
As caridades odiosas

    Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto.
  – Um doce, moça, compre um doce para mim. 
    Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.  
    Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde     possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.
    De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei- -lhe: que doce você... 
    Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.
    – Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.
    – Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para a frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo: 
    – Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas mas ninguém quis dar. 
    Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.
    E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. 
(As caridades odiosas. Clarice Lispector. Com adaptações.)
No trecho “– Um doce, moça, compre um doce para mim.” (2º§), as vírgulas foram utilizadas para separar:
Alternativas
Q1810626 Português
Leia o texto para responder a questão.

Em busca de engenheiros, Nubank faz sua primeira
aquisição
Fintech brasileira anuncia nesta segunda-feira a compra
da consultoria Plataformatec; segundo a cofundadora Cristina
Junqueira, time de 50 desenvolvedores vai reforçar setor na
startup afetado por mão de obra escassa no País
   A fintech brasileira Nubank anuncia nesta segundafeira, 6, a primeira aquisição de sua história: a consultoria Plataformatec, especializada em engenharia de software e metodologias ágeis. A partir desta data, o time de 50 profissionais da Plataformatec será integrado à equipe de desenvolvimento do Nubank, em notícia revelada com exclusividade ao Estado. Segundo Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, a aquisição se deve especialmente à qualidade do time da empresa – prática conhecida no mercado como “acqui-hiring” (aquisição por contratação, em tradução literal).
  “Nosso maior gargalo hoje é na área técnica e o time da Plataformatec já vinha prestando consultoria para nós há algum tempo, com um nível muito bom de talentos”, explica Cristina. Além do Nubank, a consultoria Plataformatec tinha clientes como a fintech Creditas, a corretora de investimentos Easynvest e a editora Abril. A empresa foi fundada em 2009, em São Paulo, por Marcelo Park.
   Segundo Cristina, o Nubank não descarta outras aquisições no futuro, mas este será um recurso utilizado criteriosamente pela startup. "Aquisição é ferramenta, não pode ser estratégia de negócios. Não adianta adquirir uma empresa que tenha um produto que não seja tão bom quanto o nosso", diz a executiva.
   [...]
Disponível em https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,em-busca-deengenheiros-nubank-faz-sua-primeira-aquisicao,70003146278
Analise: “Segundo Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, a aquisição se deve especialmente à qualidade do time da empresa – prática conhecida no mercado como “acqui-hiring” (aquisição por contratação, em tradução literal).” E assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1804988 Português
Utiliza-se a vírgula, obrigatoriamente, para isolar o aposto explicativo, ou qualquer elemento de valor meramente explicativo. Marque a alternativa abaixo, em que o emprego da vírgula obedece a esse princípio.
Alternativas
Q1803913 Português
Leia o texto para responder a questão.

Slow fashion, uma tendência de moda sustentável – e de empreendedorismo A indústria fashion é a segunda que mais polui o meio ambiente. Por isso, surge um movimento que prega o consumo consciente de roupas e acessórios
Por Fernanda Colavitti
    Quando criaram a marca Coletivo de Dois, em 2014, os estilistas Hugo Mor, de 33 anos, de Goiás, e o paulistano Daniel Barranco, de 42, queriam fazer roupas diferentes das que existiam no mercado. A ideia da dupla era criar usando materiais baratos, como sobras e tiras de tecido.
    Com isso na cabeça, eles juntaram 500 reais em retalhos e uma máquina de costura e criaram a primeira coleção, com 127 peças. “Enchemos uma mala e nos mudamos de Goiânia para São Paulo para participar de feiras e eventos”, afirma Hugo.
    Na época, ambos sequer tinham ouvido falar na expressão slow fashion — tendência que aplica os conceitos de sustentabilidade e reutilização de materiais no mundo da moda. “Foi apenas quando aparecemos em uma reportagem sobre o movimento que percebemos que a marca se encaixava”, afirma Daniel.
    De lá para cá, o Coletivo de Dois abriu uma loja no centro de São Paulo e já produziu mais de 3.000 peças, reaproveitando, por ano, 150 quilos de tecido. Segundo os empresários, quase 1 tonelada de sobras deixou de ser descartada.
    O slow fashion (ou “moda lenta”, numa tradução literal) não é uma tendência exatamente nova. A expressão surgiu ainda na década de 1990, na Itália, e deriva de outro movimento, o slow food, que propõe uma forma mais consciente de se alimentar. Assim como o irmão da culinária, o slow fashion está atrelado a hábitos de consumo responsáveis, valorização de produtores locais e produção de itens com mais qualidade e durabilidade. “A tendência é um contraponto ao conceito de fast fashion, que dominou as décadas anteriores e consiste em grandeslojas de departamento produzindo coleções novas a cada semana”, diz José Luís de Andrade, professor de moda no Centro Universitário Senac, em São Paulo.
[...]
Disponível em https://vocesa.abril.com.br/empreendedorismo/slow-fashion-umatendencia-de-moda-sustentavel-e-de-empreendedorismo/
Assinale a alternativa que explica o uso da vírgula no título.
Alternativas
Q1803871 Português
Leia o texto para responder a questão.

Quer empreender? Estes são os primeiros passos para abrir um negócio Em entrevista exclusiva, subsecretária de empreendedorismo e pequenas e médias empresas de São Paulo explica os primeiros passos começar um negócio
Por Juliana Américo
    2020, o Brasil deve atingir o seu maior patamar de novos empreendedores. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), aproximadamente 25% da população adulta estará envolvida na abertura de um novo negócio ou em empresas com até 3 anos e meio de atividade.
    Parte destas novas empresas que estão surgindo são impulsionadas pela crise do coronavírus. Com 12, 7 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com os dados de maio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o empreendedorismo se torna uma alternativa de renda.
    No entanto, Jandaraci Araújo, subsecretaria de empreendedorismo e médias empresas do estado de São Paulo e primeira mulher a ocupar o cargo de diretora executiva na área de Finanças do Banco do Povo Paulista, lembra que empreender, principalmente em momentos de crise, demanda atenção. “Empreender nunca foi fácil e empreender no Brasil sempre foi algo complicado por causa da burocracia e dificuldades em abrir uma empresa. Hoje, a gente tem mais um obstáculo que é uma questão que independe de instituições, um elemento exógeno e que a gente tem que aprender a lidar”.
    Jandaraci nasceu na Bahia, mas se mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 90 para fugir de um relacionamento violento e podem dar mais oportunidades para as filhas. Apesar de, na época, ter formação tecnóloga de metalmecânica e administração, ela não conseguia emprego. A solução foi começar a vender salgados na porta de uma universidade. “Um professor que sempre comprava comigo um dia perguntou sobre minha história e conversamos. No dia seguinte, ele me deu seu cartão e pediu que procurasse uma de suas gerentes. Cinco dias depois, comecei a trabalhar na rede do Pão de Açúcar. Fiz minha carreira lá.” Ela também é a conselheira da Women in Leadership in Latin America (WILL), ONG voltada para o empoderamento feminino nas organizações, é voluntária no Grupo Mulheres do Brasil e coordena o programa Empreenda Rápido, que promove capacitação empreendedora, formalização e microcrédito.
    A empreendedora ainda lembra que para um negócio ter sucesso, é preciso sim estar atento às tendências de mercado, mas também ser criativo. “Tem aquele grupo de empreendedores tipo o peixe rêmora, que sai seguindo os tubarões. Ele não constrói nada, porque toda hora está mudando o negócio para alguma coisa que está em alta”, explica.
Disponível em https://vocesa.abril.com.br/empreendedorismo/dicas-para-quemquer-comecar-a-empreender/
Analise as vírgulas do último período do último parágrafo e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1800105 Português
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

A CRISE QUE ESTAMOS ESQUECENDO

(1º§) "Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito".
(2º§) O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.
(3º§) Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.
(4º§) Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos - e produzimos -, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.
(5º§) Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.
(6º§) Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.
(7º§) Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra - ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.

(Lya Luft é escritora - Fonte: Revista Veja)
Analise os componentes estruturais do (2º§).
I.A voz do texto faz alusão a situações reais, que estão em evidência no momento em que apresenta o teor discursivo. II.O período: "a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa" está formado por duas orações que se coordenam por adição. III.A expressão: "a crise financeira global". - exemplifica concordância nominal. IV.A expressão sublinhada no trecho: "Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso:" equivale a "são unidas". V.Em: "Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados". - temos um período composto por subordinação construido com exemplo de silepse.
Estão CORRETAS:
Alternativas
Q1799068 Português
TEXTO
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Empatia: capixabas dão show de solidariedade em vários lugares do Espírito Santo Diante do Novo Coronavírus, alguns capixabas buscaram levar amor e ajudar os que mais sofrem neste momento
Atualizado 27/03/2020 07:01:11
Em meio à pandemia do Novo Coronavírus que atinge o mundo todo e também o Espírito Santo, capixabas esbanjam empatia e o sentimento de solidariedade toma conta de muita gente! Foi o caso do dono de um restaurante localizado em Vila Velha, que abriu as portas do estabelecimento e distribuiu pratos de comida para moradores em situação de rua.
"A partir de hoje, quem mora na rua e precisa comer vai vim até meu restaurante que eu vou distribuir comida de forma gratuita para vocês", disse em um vídeo gravado e publicado nas redes sociais.
No combate ao Novo Coronavírus, a Receita Federal também ajudou. Todos os termômetros apreendidos na Alfândega foram doados para a Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo (Sesa), uma decisão tomada pelo delegado Fabrício Betto.
Além dele, outros casos de empatia também foram vistos no Espírito Santo, como o caso do professor de matemática que ofereceu aulas de reforço online e também da dentista Mariella Gottardi, que criou uma campanha para arrecadar sabão e abastecer as comunidades. "Eu abri uma conta e juntei uma verba com todos meus amigos. Recebi o apoio de supermercados que me ajudaram a distribuir os donativos. Além disso, reforço que toda minha ação foi sem sair de casa", concluiu a profissional da área de saúde.
Em uma rede de hotel, por exemplo, faltam turistas, mas não falta amor. Luzes foram acessas em formato de coração e fé. Um movimento voltado para população em situação de rua, fez uma campanha pedindo ajuda para todos os moradores que neste momento enfrentam a falta de alimentos e produtos de higiene. Em um vídeo publicado, os organizadores pediam ajuda a toda população capixaba.

Disponível em:
https://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/03/2020/empatia-capixabas-dao-show-de-solidariedade-em-varios-lugares-do-espirito-santo. Acesso em 30/08/2020.
Sobre o trecho do título "Capixabas dão show de solidariedade em vários lugares do Espírito Santo", assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1797859 Português

Leia o texto para responder a questão.


Quer empreender? Estes são os primeiros passos para abrir um negócio

Em entrevista exclusiva, subsecretária de empreendedorismo e pequenas e

médias empresas de São Paulo explica os primeiros passos começar um negócio

Por Juliana Américo


        Em 2020, o Brasil deve atingir o seu maior patamar de novos empreendedores. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), aproximadamente 25% da população adulta estará envolvida na abertura de um novo negócio ou em empresas com até 3 anos e meio de atividade.

        Parte destas novas empresas que estão surgindo são impulsionadas pela crise do coronavírus. Com 12, 7 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com os dados de maio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o empreendedorismo se torna uma alternativa de renda.  

        No entanto, Jandaraci Araújo, subsecretaria de empreendedorismo e médias empresas do estado de São Paulo e primeira mulher a ocupar o cargo de diretora executiva na área de Finanças do Banco do Povo Paulista, lembra que empreender, principalmente em momentos de crise, demanda atenção. “Empreender nunca foi fácil e empreender no Brasil sempre foi algo complicado por causa da burocracia e dificuldades em abrir uma empresa. Hoje, a gente tem mais um obstáculo que é uma questão que independe de instituições, um elemento exógeno e que a gente tem que aprender a lidar”.

        Jandaraci nasceu na Bahia, mas se mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 90 para fugir de um relacionamento violento e podem dar mais oportunidades para as filhas. Apesar de, na época, ter formação tecnóloga de metalmecânica e administração, ela não conseguia emprego. A solução foi começar a vender salgados na porta de uma universidade. “Um professor que sempre comprava comigo um dia perguntou sobre minha história e conversamos. No dia seguinte, ele me deu seu cartão e pediu que procurasse uma de suas gerentes. Cinco dias depois, comecei a trabalhar na rede do Pão de Açúcar. Fiz minha carreira lá.” Ela também é a conselheira da Women in Leadership in Latin America (WILL), ONG voltada para o empoderamento feminino nas organizações, é voluntária no Grupo Mulheres do Brasil e coordena o programa Empreenda Rápido, que promove capacitação empreendedora, formalização e microcrédito. 

        A empreendedora ainda lembra que para um negócio ter sucesso, é preciso sim estar atento às tendências de mercado, mas também ser criativo. “Tem aquele grupo de empreendedores tipo o peixe rêmora, que sai seguindo os tubarões. Ele não constrói nada, porque toda hora está mudando o negócio para alguma coisa que está em alta”, explica.


Disponível em https://vocesa.abril.com.br/empreendedorismo

/dicas-para-quem-quer-comecar-a-empreender/

Analise as vírgulas do último período do último parágrafo e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1791598 Português
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

ESCOLHA O SEU SONHO

(1º§) Devíamos poder preparar os nossos sonhos como os artistas, as suas composições. Com a matéria sutil da noite e da nossa alma, devíamos poder construir essas pequenas obras-primas incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa, duram apenas o instante em que vão sendo sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que a nossa memória.
(2º§) Assim, tudo seria como quem resolve uma viagem. Portanto, devíamos poder escolher essas excursões sem veículos nem companhia - por mares, grutas, neves, montanhas, e até pelos astros, onde moram desde sempre heróis e deuses de todas as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco. E estaríamos abstraindo de um mundo de problemas, contemplando sempre a nossa imaginação.
(3º§) Devíamos, à vontade, passear pelas margens do Paraíba, lá onde suas espumas crespas correm com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo cantando e chorando. - Ou habitar uma tarde prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas famílias de mármore... - Ou contemplar nos Açores hortênsias da altura de uma casa, lago de duas cores, e cestos de vime nascendo entre fontes, com águas frias de um lado e, do outro, quentes... - Ou chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela menina que estuda piano há duzentos anos, hesitante e invisível - enquanto o cavalo branco escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas que vai comer...
(4º§) Quantos lugares, meu Deus, para essas excursões! Lugares recordados ou apenas imaginados. Campos orientais atravessados por nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas de sol, onde os camelos de perfil de gôndola estacionam, com seus carros. Avenidas cor-de-rosa, por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes coches policromos... E lugares inventados, feitos ao nosso gosto; jardins no meio do mar; pianos brancos que tocam sozinhos; livros que se desarmam, transformados em música... Rios que vão subindo por cima das ilhas... meninos transparentes, que deixam ver a luz do sol do outro lado do corpo... gente com cabeça de pássaro... flechas voando atrás de sombras velozes... moças que se transformam em guaribas... canoas... serras... bando de beija-flores e borboletas que trazem mel para a criança que tem fome e a levantam em suas asas...
(5º§) Devíamos poder sonhar com as criaturas que nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o Grande; São João Batista; o Rei Davi, a cantar; o Príncipe Gautama. Este vultos foram notáveis para toda a humanidade, logo, merecem ser lembrados em nossos sonhos!!!
(6º§) E sonhar com os que amamos e conhecemos, e estão perto ou longe, vivos ou mortos... Sonhar com eles no seu melhor momento, quando foram mais merecedores de amor imortal. Você pode e dever ser sonhador, assim sendo, deve merecer bons sonhos.
(7º§) Ah! Sabemos que sonhar faz parte da vida, portanto sonhe, sonhe e sonhe sempre. Valorize o que aparece no seu sonho. A propósito, você gostaria de sonhar o que esta noite?

(Cecília Meireles)
Analise as informações sobre a composição do (1º§) com V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__) Inicia com locução verbal com ideia hipotética. (__) A expressão: "os nossos sonhos" completa o sentido direto da locução verbal. (__) A expressão: "os nossos sonhos" em comparação. (__) Na expressão: "as suas composições", temos exemplo de concordância nominal.
Em seguida, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
2401: E
2402: B
2403: B
2404: B
2405: D
2406: A
2407: B
2408: C
2409: A
2410: B
2411: B
2412: B
2413: A
2414: E
2415: B
2416: A
2417: E
2418: E
2419: A
2420: D