Questões de Concurso Comentadas sobre regência em português

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Q1118469 Português
Leia o texto para responder à questão.

    A internet mudou o mundo – e também o meu mundo. Os textos agora podem ter o tamanho que exigirem. E descobrir o seu tamanho é parte do desafio de escrever. Há quem defenda que a internet foi feita para textos curtos e notícias instantâneas. Só se fôssemos doidos de perder essa chance. Na internet cabem todos os formatos, mas, para jornalistas e para leitores, talvez a maior conquista seja a ampliação da possibilidade de escrever – e de ler – textos de profundidade, analíticos, que respeitam a complexidade dos temas. E, assim, ficar menos dependente da disputa por espaço e por páginas, que, se é importante quando traduz um debate movido pela relevância, é também uma afirmação de poder e de hegemonia de uma visão de mundo sobre outras.
    O leitor não gosta de textos longos? Não é o que a audiência tem mostrado. E agora há como provar. Me parece que na internet o leitor abandona o lugar de entidade quase metafísica, para encarnar em comentários, compartilhamentos e cliques. Tornando-se, ele mesmo, também um escritor, na medida em que o texto continua a ser escrito a partir de suas observações, no acréscimo de nuances e argumentos. A leitura evolui para um debate – o que antes era vertical se horizontaliza. Acredito que uma parte significativa dos leitores não avalia ou decide sua leitura pelo tamanho do texto, mas pelo tamanho do respeito pelo seu tempo e pela sua inteligência. Por aquilo que o texto faz ecoar nele – mesmo quando o incomoda.
(Eliane Brum. A menina quebrada. Porto Alegre, Arquipélago, 2013. Adaptado)
Atendendo à regência da palavra respeito conforme a norma-padrão da língua, a preposição por no trecho “... respeito pelo seu tempo e pela sua inteligência...” (2º parágrafo) pode ser substituída, com os devidos ajustes quanto ao artigo, por:
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Q1117318 Português

                                       Puxa-puxa

O que há de errado nas novelas de TV é que os amores, os ciúmes, os ódios, os sentimentos são muito compridos... esticados que nem puxa-puxa*... quando na vida real não há tempo para isso — mas é por isso mesmo que os espectadores as adoram.

            (Mario Quintana. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro, Objetiva, 2012, p. 235)

* Doce ou bala com consistência grudenta, elástica.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase.

O autor compara _________ novelas _________ um puxa-puxa.

Alternativas
Q1117317 Português

                                       Puxa-puxa

O que há de errado nas novelas de TV é que os amores, os ciúmes, os ódios, os sentimentos são muito compridos... esticados que nem puxa-puxa*... quando na vida real não há tempo para isso — mas é por isso mesmo que os espectadores as adoram.

            (Mario Quintana. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro, Objetiva, 2012, p. 235)

* Doce ou bala com consistência grudenta, elástica.

Considerando as regras de regência verbal segundo a norma-padrão da língua, a construção destacada em “... os espectadores as adoram” pode ser corretamente substituída por:
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Q1108824 Português

              Aprimorar diálogo ajuda a prevenir tiroteios em escolas

Pesquisas sugerem que atiradores são deprimidos e suicidas. Iniciativas centradas no diálogo e na saúde mental de estudantes e professores podem ajudar a evitar tragédias, dizem especialistas.


      Em 1999, poucos dias depois dos ataques ao Colégio Columbine, nos Estados Unidos, um incidente semelhante atingiu a pequena cidade de Taber, em Alberta, no Canadá. Um garoto de 14 anos invadiu o colégio W. R. Myers, disparando a esmo. Matou um estudante e feriu outros dois.

      Especialista em estresse pós-traumático, o psicólogo Kevin Cameron foi chamado de imediato, para prestar atendimento às vítimas e sobreviventes. Desde então, ele e seus colegas tentam se antecipar a esse tipo de tragédia: “É possível prevenir tiroteios em colégio. E temos nos aprimorado nessa tarefa”, me disse ele durante o final de semana.

      Cameron comanda hoje o Centro Norte-Americano para Avaliação de Riscos e Resposta a Traumas. Seu trabalho envolve ensinar educadores, policiais e pais a identificar jovens em risco para cometer atos de violência extrema, de modo a ajudá-los. Segundo ele, há ao menos duas coisas importantes a saber sobre esses adolescentes: a maioria sofre de problemas psicológicos graves, está deprimida e tem comportamento suicida. Não raro, têm histórico de convívio conflituoso com a família ou de abuso doméstico; e a maioria fala sobre seus planos, com amigos, pais ou professores, antes de executá-los: “A questão é que a maior parte das pessoas não leva a sério. Ninguém acha que aquele garoto seria capaz de praticar algo tão horrendo”, me disse Cameron. [...]

      Segundo Cameron, o programa vem se mostrando bem-sucedido. Baseia-se em criar, nas escolas, ambiente propício ao diálogo e de proximidade com as famílias dos estudantes. A ideia é conhecer o contexto em que vivem, que problemas enfrentam, de modo a oferecer ajuda se necessário. Em 2013, o jornal The New York Times escreveu a respeito da iniciativa.

      Na esteira do atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na última quarta-feira, a questão se tornou fundamental também para o Brasil. Incidentes dessa natureza não são tão comuns no país quanto nos EUA ou no Canadá. Mas pesquisadores defendem que mudar a dinâmica do convívio escolar, de modo a estimular o diálogo e oferecer suporte psicológico a alunos e estudantes, pode reduzir índices de violência: “As escolas mais violentas são aquelas onde há pior comunicação”, me disse a professora Kathie Njaine, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz e especialista em violência em escolas.

      Njaine me disse que observou isso em trabalhos desenvolvidos por orientandas suas em municípios da Baixada Fluminense: “Mesmo naquelas situações em que o entorno do colégio era violento, as escolas onde havia uma boa relação com os jovens e as famílias tinham menos conflitos”, afirmou.

      Construir ambiente propício ao diálogo nem sempre é tarefa simples. Por vezes, esbarra em problemas relacionados à estrutura das escolas: com tantos alunos, nem sempre professores e funcionários conseguem prestar a devida atenção a todos. É um desafio, também, porque exige que, não raro, as escolas lidem com problemas surgidos fora de seus muros. Compreender os problemas dos jovens requer, por exemplo, estar atento ao contexto em que vivem. “É importante olhar para as relações com a família, para os projetos de vida desses adolescentes”, diz Njaine.

      Se o projeto de Los Angeles serve de exemplo, esse esforço de comunicação traz resultados: “Quando tragédias como a de Suzano acontecem, muita gente passa a discutir segurança pública. Passa a falar sobre a necessidade de colocar policiais nas escolas. Isso não basta”, diz Njaine. “Isso não resolve se você não pensar na educação como um todo. É preciso criar, nas escolas, ambientes abertos ao diálogo”.

(Rafael Ciscati. Disponível em: https://epoca.globo.com/aprimorar-dialogo-ajuda-prevenir-tiroteios-em-escolas-23536751. 20/03/2019. Adaptado.)

Considerando os excertos: “atendimento às vítimas” (2º§), “se antecipar a esse tipo de tragédia” (2º§), “de modo a estimular o diálogo” (5º§), “relacionados à estrutura das escolas” (7º§) pode-se afirmar que:
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Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberlândia - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Químico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Geógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Mecânico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Eletricista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Zootecnista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Programador Visual | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Profissional de Educação Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Professor - Libras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Intérprete Educacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Músico Regente | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Auditor Fiscal Tributário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Conservador - Restaurador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Biólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Bibliotecário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Arquivista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Farmacêutico - Bioquímico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Analista Cultural - Teatro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Economista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Engenheiro Agrônomo |
Q1102793 Português

Analise a tirinha a seguir.


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Quanto à regência do verbo “assistir”, assinale a alternativa correta, considerando a norma-padrão.

Alternativas
Q1101443 Português

A comunicação animal 

              “Como hoje frequentemente se afirma que a linguagem é exclusiva do homem, é atividade puramente humana e o elemento que o distingue dos seres inferiores pois o homem pode ser definido como um animal que fala, não seria demais fazermos algumas rápidas considerações sobre a comunicação animal por meio de gritos, justamente para contrapô-la à linguagem humana.

            Em primeiro lugar, não será necessário levar em conta que certos animais (alguns tipos de macacos e aves) são capazes de reproduzir palavras ouvidas ou outros sons como também são capazes de entender certas ordens. Convenhamos que, nesta “aprendizagem”, não há nenhuma operação mental que permita aos “aprendizes” reter o conceito dos conjuntos sonoros emitidos. Não nos consta que dois papagaios conversem entre si em linguagem humana aprendida. (...)

            Embora certos gritos, pios e cantos correspondam a estados gerais de alegria, espanto, dor ou apetite e possam ser quase traduzidos em linguagem humana (como no português, por exemplo, onde há verbos especiais para traduzir os diversos gritos do cão – ladrar, uivar, ganir), os animais não emitem frases nem fazem variar seus gritos como nós o fazemos com nossas palavras, que podem ser substituídas no enunciado comunicativo. (...)

           Por isso, o grito animal é instintivo e não aprendido, não está sujeito a transformações como a linguagem humana. Que é instintivo, facilmente se observa. Isolando-se um gatinho do convívio de seus semelhantes, fatalmente ele acabaria miando. E o homem não nasce falando. Que não se transforma também é fácil verificar. O ladrar do cão teria sido, em eras remotas, diferente do que é hoje?”

 (BORBA, Francisco da Silva. Op. Cit., p. 40-1.)

Em apenas uma alternativa, a regência verbal está incorreta conforme a norma padrão da língua. Assinale-a:
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Q1101363 Português

TEXTO 1

                 “Todo mundo quem?”: um perfil de brasileiros que não usam redes sociais


No ano passado, uma mobilização de jovens no Reino Unido e nos Estados Unidos chamou a atenção para o impacto das redes sociais no cotidiano dos usuários. Com um movimento nomeado Logged Off Generation, o grupo promoveu, em poucos meses, uma evasão em massa do Facebook e estimulou a debandada dos usuários de outras redes sociais, como Instagram, WhatsApp e Snapchat.

A tendência, que parecia se limitar a sociedades com índices elevados de desenvolvimento e acesso democrático à internet, não demorou a se espalhar para outros países, como o Brasil.

Mesmo com a influência da internet nas eleições presidenciais do ano passado, da oferta de vagas de emprego e das publicidades estarem todas voltadas ao digital hoje em dia, ainda há uma parcela de brasileiros que escolheu não ter acesso a essas informações.

Divulgamos, aqui, os resultados da pesquisa investigativa “Todo Mundo Quem?”, que traça um novo perfil de quem decidiu abandonar o uso das redes sociais para se dedicar ao “olho a olho”. O estudo identificou um novo perfil emergente de brasileiros, que foram chamados de “Nativos Sociais”. São as pessoas que não enfrentam as barreiras de acesso à internet, relacionadas à má distribuição de renda, ineficiência do sistema educacional e ao analfabetismo digital, mas optam por ficar fora das redes sociais.

Os dados revelam que quatro em cada dez não usuários de redes sociais estão abaixo dos 45 anos. Além disso, cinco em cada dez são da classe social C (com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos). Esse último resultado mostra como o senso comum, de que pessoas com rendas menores não têm acesso à internet nos grandes centros urbanos, está equivocado.

Um dos entrevistados para a pesquisa, de 31 anos e morador de Salvador, relatou que se incomoda com quem sempre está mexendo no celular. “Se eu estou num lugar e as pessoas estão o tempo inteiro de cabeça baixa dividindo espaço contigo, eu sempre pontuo, porque realmente me incomoda. Porque de fato é um desrespeito. Cria uma ilusão de conexão”, afirmou.

O estudo entrevistou mais de 11 mil pessoas, entre 16 e 79 anos, em grandes regiões metropolitanas do país, com o objetivo de mapear o fenômeno comportamental daqueles que não usam nenhuma forma moderna de comunicação. “Queríamos dar visibilidade a quem não participa de canais oficiais nas redes, porque desde as ações de empresas privadas até as agendas da sociedade civil e dos estados estão sendo pautadas pela internet. Não estamos conversando com os 209 milhões de brasileiros”, explica um dos coordenadores do estudo.

Durante as entrevistas, os pesquisadores questionaram os não usuários das redes sociais se havia o sentimento de desinformação. A resposta, segundo eles, foi geral: “o que for importante passará na televisão ou no rádio”. De acordo com o estudo, oito em cada dez entrevistados assistem televisão diariamente e a usam como fonte de informação. Em relação ao rádio, a parcela é de cinco em cada dez não usuários das redes.

Para Luiza Futuro, uma das coordenadoras do estudo, as redes sociais devem se tornar um espaço dinâmico, porque a tendência é que cada vez mais brasileiros deixem de usá-las. “Precisamos ter em mente que existem lugares importantes para crescimento, como o YouTube, o Spotify e o Airbnb. Todas elas são consideradas redes sociais, que têm normas e tendências comprometidas com a qualidade do serviço. A queda do Facebook já está acontecendo e uma onda de conscientização está tomando conta dos usuários”, afirma.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/todo-mundo-quem-um-perfil-de-brasileiros-que-nao-usam-redes-sociais. Acesso em 09/09/2019. Adaptado.

Assinale a alternativa em que as regras de regência estão de acordo com a norma-padrão da língua.
Alternativas
Q1094739 Português

O GRILO PROFESSOR

Em tempos muito remotos, num dos mais quentes dias do Inverno, o Diretor da Escola entrou inesperadamente na sala onde o Grilo dava aos grilinhos a sua aula sobre a arte de cantar, precisamente no momento da exposição em que lhes explicava que a voz do Grilo era a melhor e a mais bela de todas as vozes, uma vez que se produzia mediante a adequada fricção das asas contra as costas, enquanto os Pássaros cantavam tão mal porque se empenhavam em fazê-lo com a garganta, evidentemente, o órgão do corpo humano menos indicado para emitir sons doces e harmoniosos. Ao ouvir aquilo, o Diretor, que era um Grilo muito sábio, assentiu várias vezes com a cabeça e retirou-se, satisfeito de que na Escola tudo continuasse como nos velhos tempos.

(MONTERROSO, Augusto) – Disponível - (http://daedaluspt.blogspot.com/2008_04_01_archive.html)

Analise o fragmento seguinte. Após análise, marque a alternativa correta. “Ao ouvir aquilo, o Diretor, que era um Grilo muito sábio, assentiu várias vezes com a cabeça e retirou-se, satisfeito de que na Escola tudo continuasse como nos velhos tempos”.
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Q1093839 Português
Leia trecho da crônica de Luís Fernando Veríssimo para responder à questão.

    Vá entender.___________, que depois dos 7 a 1 o torcedor brasileiro, desencantado, passaria _______ badminton, balé aquático ou outro esporte que não envolvesse bola ou qualquer coisa vagamente esférica. O desastre na Copa de 2014 não só _______ não éramos mais o país do futebol como fomentaria nosso ódio pelo futebol. O futebol seria para nós como a História para Stephen Dedalus, aquele personagem do James Joyce: um pesadelo do qual estaríamos tentando acordar. Mas não. Assimilamos a derrota até com certa resignação filosófica. Depois da derrota para o Uruguai em 1950, correram boatos de suicídios em massa, de torcedores ateando fogo _______ vestes, do Bigode engolindo formicida e do Barbosa pedindo asilo numa embaixada estrangeira. Depois dos 7 a 1 não houve nada parecido, nem boatos de coisa parecida. Foi uma desilusão dolorida, não foi uma tragédia.

(Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel Falcão],
“O bum”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado.)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Q1093728 Português
Urbanismo à deriva

    A França se destacou durante muito tempo por sua gestão do setor da construção e do planejamento, resultado do forte compromisso do Estado e das coletividades locais, ao mesmo tempo reguladoras, construtoras, financiadoras, administradoras... Ora, há alguns anos esse sistema passou a correr riscos por causa de diversos dispositivos que, frequentemente testados sob pretexto de circunstâncias excepcionais, foram pouco a pouco banalizados, concedendo mais poder aos atores privados.
    É o caso, por exemplo, da “venda no estado de consecução futura” (Vente en l’État du Futur Achèvement, Vefa). Inexistente, depois marginal no setor de moradia social, a Vefa – comumente chamada de “venda na planta” – instalou-se na esteira da crise de 2008. Em resposta à crise imobiliária, o presidente Nicolas Sarkozy solicitou aos financiadores que comprassem cerca de 30 mil imóveis construídos, mas ainda não comercializados pelos incorporadores. Dez anos depois, esse modo de construção “chave na mão” tornou-se moeda corrente no setor de habitação de aluguel moderado, até passar a representar, a cada ano, mais da metade das moradias sociais construídas na Île-de-France.
    Esse processo permite aumentar, a curto prazo e em tempo recorde, o estoque de moradias disponíveis, mas, a longo prazo, gera problemas. Com a Vefa, os financiadores se veem privados de seu papel de construtores. Perdem a cultura da construção, passando a ser meros gestores de bens. Esse sistema repousa, além do mais, em uma contradição fundamental. Enquanto os financiadores devem manter suas construções, estando, portanto, muito interessados na qualidade e robustez dos materiais utilizados, os incorporadores constroem e vendem moradias pelas quais não assumem nenhuma responsabilidade. Os ganhos imediatos, em tempo e dinheiro, podem se transformar em custos adiados.

                                                                            (Pierre Pastoral, “Urbanismo à deriva”. Le Monde Diplomatique Brasil, junho de 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se reescrevem informações do primeiro parágrafo, atendendo-se à norma-padrão.
Alternativas
Q1093727 Português
Urbanismo à deriva

    A França se destacou durante muito tempo por sua gestão do setor da construção e do planejamento, resultado do forte compromisso do Estado e das coletividades locais, ao mesmo tempo reguladoras, construtoras, financiadoras, administradoras... Ora, há alguns anos esse sistema passou a correr riscos por causa de diversos dispositivos que, frequentemente testados sob pretexto de circunstâncias excepcionais, foram pouco a pouco banalizados, concedendo mais poder aos atores privados.
    É o caso, por exemplo, da “venda no estado de consecução futura” (Vente en l’État du Futur Achèvement, Vefa). Inexistente, depois marginal no setor de moradia social, a Vefa – comumente chamada de “venda na planta” – instalou-se na esteira da crise de 2008. Em resposta à crise imobiliária, o presidente Nicolas Sarkozy solicitou aos financiadores que comprassem cerca de 30 mil imóveis construídos, mas ainda não comercializados pelos incorporadores. Dez anos depois, esse modo de construção “chave na mão” tornou-se moeda corrente no setor de habitação de aluguel moderado, até passar a representar, a cada ano, mais da metade das moradias sociais construídas na Île-de-France.
    Esse processo permite aumentar, a curto prazo e em tempo recorde, o estoque de moradias disponíveis, mas, a longo prazo, gera problemas. Com a Vefa, os financiadores se veem privados de seu papel de construtores. Perdem a cultura da construção, passando a ser meros gestores de bens. Esse sistema repousa, além do mais, em uma contradição fundamental. Enquanto os financiadores devem manter suas construções, estando, portanto, muito interessados na qualidade e robustez dos materiais utilizados, os incorporadores constroem e vendem moradias pelas quais não assumem nenhuma responsabilidade. Os ganhos imediatos, em tempo e dinheiro, podem se transformar em custos adiados.

                                                                            (Pierre Pastoral, “Urbanismo à deriva”. Le Monde Diplomatique Brasil, junho de 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a substituição do termo destacado pelo termo dos parênteses implica alteração na regência nominal, conforme a norma-padrão.
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Q1093516 Português
    
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
O emprego do acento grave, indicativo de crase, em “às doenças periodontais” (linhas 23 e 24), justifica‐se pela regência do termo “susceptibilidade” (linha 23) e pela presença do artigo definido que determina o substantivo “doenças” (linha 24).
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Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRO-AC Prova: Quadrix - 2019 - CRO - AC - Serviços Gerais |
Q1093024 Português

Julgue o item acerca da correção gramatical dos trechos apresentados e da adequação do emprego dos pronomes segundo a norma culta da língua portuguesa.


Eu não lhe conheço.

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Q1092070 Português
Em relação à regência verbal, analisar os itens abaixo:
I. Aspiro o cargo de gerente. II. A empresa visa o monopólio do mercado.
Alternativas
Q1088220 Português
No que se refere à correção gramatical e aos sentidos do texto, é correto afirmar que, na linha
Alternativas
Q1087884 Português
De acordo com a norma padrão na língua portuguesa, a única alternativa ortograficamente correta é
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Q1086807 Português
Observa-se uma passagem em que há falha na regência verbal:
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Q1084827 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Seu cachorro é um gênio – saiba o porquê

Brian Hare, neurocientista especializado em cognição canina, e sua esposa, a cientista e jornalista Vanessa Woods, explicam como funciona a mente dos cães e contam por que eles podem ser mais inteligentes do que seus donos imaginam.
Baseados em um conjunto de trabalhos sobre o assunto que apelidaram de caninognição – ou seja, a cognição dos cães –, os autores chegaram à conclusão de que o processo evolutivo que transformou lobos em cachorros domésticos fez com que os animais adquirissem um novo tipo de inteligência social.
Essa inteligência teria tornado os cães muito semelhantes a bebês humanos, em termos de comportamento e de habilidades de comunicação – conquistando seus donos definitivamente. De acordo com Brian Hare, depois dos seres humanos, os cachorros são os mamíferos mais bem-sucedidos do planeta, superando até mesmo os chipanzés, famosos por sua esperteza.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/ciencia/seu-cachorro-e-um-genio-saiba-o-porque/> Acesso em: 13 ago. 2019. Adaptado.
“O verbo é fundamental na formação de uma oração, pois é a palavra que exprime ação, estado, fato e fenômeno natural em determinado espaço de tempo.” (BUENO, 2014, p.184).
A classificação do verbo grifado, quanto à predicação, está corretamente indicada em
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Q1084803 Português

Segundo Silveira Bueno (2014, p. 419), "para melhor estruturar o texto, o emprego da pontuação tem por objetivo, além de configurar pausa e entonação, separar termos ou orações a fim de garantir a coerência."

A esse respeito, leia o texto seguinte.

Imagem associada para resolução da questão

Considere os sinais de pontuação do texto e avalie o que se afirma.


I. A palavra "flor" deveria ser grafada entre aspas para salientar um termo empregado em sentido irônico.

II. Os dois pontos poderiam ser empregados no lugar da vírgula, pois apresenta-se um resumo sobre algo que foi dito anteriormente.

III. Na reescrita do texto, o emprego das vírgulas está de acordo com a norma-padrão de pontuação em "Chuva por mais, que tente, não desbota flor."

IV. Na frase reescrita "Por mais que tente, chuva não, desbota flor.", a mudança de posicionamento da segunda vírgula altera tanto a entonação quanto o sentido pretendido.


Está correto apenas o que se afirma em


Alternativas
Q1084802 Português

Suponha que uma instituição de renome nacional formulou a seguinte questão hipotética para um concurso interno.


Imagem associada para resolução da questão

Considerando as ementas indicadas para a Língua Portuguesa do referido certame hipotético, esse tipo de questão contempla especificamente um conteúdo gramatical voltado para a

Alternativas
Respostas
2121: C
2122: B
2123: D
2124: D
2125: D
2126: D
2127: B
2128: E
2129: E
2130: E
2131: B
2132: C
2133: E
2134: D
2135: E
2136: D
2137: B
2138: D
2139: B
2140: A