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Considere as afirmativas abaixo:
1. A simplificação de fonemas é comum em crianças em idade pré-escolar e faz parte do processo normal de aquisição da fonologia.
2. A intervenção precoce é crucial para evitar que os processos fonológicos simplificadores se estabilizem, resultando em dificuldades permanentes de articulação.
3. O uso de técnicas de estimulação auditiva pode ajudar a criança a diferenciar os sons de fala e melhorar sua produção fonêmica.
4. A evolução da linguagem deve ser monitorada com avaliações periódicas para ajustar o plano terapêutico conforme necessário.
5. A exposição aumentada à leitura em voz alta pode acelerar a correção dos processos fonológicos, ajudando a criança a internalizar os padrões sonoros da língua.
Alternativas:
Considere as afirmativas abaixo:
1. A exposição a duas línguas desde o nascimento pode retardar a aquisição da linguagem, resultando em um vocabulário menor em cada língua durante os primeiros anos.
2. O atraso na formação de frases simples pode estar relacionado à dificuldade em selecionar a língua apropriada para a comunicação em um ambiente bilíngue.
3. O desenvolvimento da linguagem em crianças bilíngues segue um padrão diferente, com aquisição mais lenta, mas sem impacto negativo a longo prazo.
4. A intervenção fonoaudiológica deve focar na promoção da comunicação em ambas as línguas para garantir um desenvolvimento equilibrado.
5. A neuroplasticidade permite que crianças bilíngues recuperem rapidamente o atraso inicial na aquisição da linguagem, superando os pares monolíngues em termos de competência linguística ao longo do tempo.
Alternativas:
Assinale a alternativa que complementa CORRETAMENTE o artigo:
Classificação das Fissuras, enumere a 2ª coluna de acordo com a 1ª:
(1) Fissura submucosa. (2) Fissuras transforame incisivo. (3) Fissuras pré-forame incisivo. (4) Fissuras pós-forame incisivo
( )São fissuras totais, ou seja, que envolvem total e simultaneamente o palato primário e o palato secundário.Estende-se desde o lábio até a úvula (“campainha”), atravessando o rebordo alveolar.
( )Fissuras que se restringem ao palato primário, ou seja, envolvem o lábio e/ou o rebordo alveolar sem ultrapassar o limite do forame incisivovaria desde um pequeno corte no vermelhão do lábio (incompleta) até toda a extensão do palato primário (completa).
( )Malformação que ocorre no palato secundário considerada forma anatômica subclínica. O defeito é na musculatura do palato mole e/ou no tecido ósseo do palato duro, sendo que a camada da mucosa permanece íntegra.
( )Envolvem apenas o palato (“céu da boca”), mantendo o lábio intacto assim como os dentes. Ocorrem quando as estruturas do palato secundário não fazem a fusão. As consequências são essencialmente funcionais, no mecanismo velofaríngeo e na trompa auditiva.
A sequência CORRETA é:
Distúrbios da voz são condições que afetam a qualidade, o volume ou o tom da voz.
Sobre os Distúrbios da voz, é correto afirmar que, EXCETO:
São consideradas as alterações morfofuncionais relacionadas à, EXCETO:
Sobre os diferentes modos de articulação, assinale (V) para as alternativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS:
( ) Oclusivos: caracterizam-se por uma interrupção total e momentânea do fluxo do ar. Nesse modo, ocorre um aumento da pressão de ar na região que antecede a oclusão e uma tensão maior dos músculos articulatórios. Em seguida a oclusão é desfeita e o ar é liberado com uma explosão. Os sons oclusivos podem ser surdos (desvozeados) ou sonoros (vozeados). São sons oclusivos do português: [p, b, t, d, k, g].
( ) Fricativos são realizados como uma constrição parcial na passagem do ar, decorrente da aproximação dos articuladores que participam da produção dos sons. Esses sons também são conhecidos como constritivos e também podem ser surdos ou sonoros. No Português são: [f, v, s, z, ʃ, ʒ, h, ɦ, x, ɣ]. Dentre esses sons, [h, ɦ, x, ɣ] não têm correspondentes fonológicos, mas ocorrem em diferentes variedades dialetais da língua como formas variáveis de outros fonemas. Por exemplo, a palavra “velho” pode apresentar formas variáveis como [ˈvɛʎʊ] ~ [ˈhɛj].
( ) Nasais: caracterizam-se por uma oclusão total na cavidade oral e simultânea ao abaixamento do velo (ou palato mole), permitindo a passagem livre do ar pela cavidade nasal. São, em geral, sonoros, embora hajam registros de surdos atestados em línguas como o galês e o islandês. As consoantes nasais do português são: [m, n, ɲ].
( ) Vibrantes são sons produzidos por uma oclusão no centro da cavidade oral e a passagem contínua do ar pelas bordas laterais da língua. Na sua produção, o ar não sofre turbulência. Como as nasais, os mais comuns são os sonoros. No Português, são [l, ʎ].
( ) Laterais se caracterizam-se por uma breve oclusão ou por breves oclusões em sequência na cavidade oral. As pequenas oclusões se dão pelo toque ou batida da ponta da língua em algum ponto da cavidade oral. Quando o impedimento articulatório se dá através de um toque ou batida, o resultado é um simples (flap ou tap), e quando a interrupção da passagem do ar se dá através de toques sequenciados, no múltiplo. Podem ser surdos, mas, quando existentes nas línguas, são comumente sonoros. [r, ɾ, ɽ] são no Português.
A sequência CORRETA é:
Sobre a Carta Fonética, podemos afirmar que:
I. A carta fonética contém símbolos dos segmentos e diacríticos que pode ser encontrada no site da Associação Internacional de Fonética.
II. O uso da carta só é altamente recomendado para caso específicos por favorecer uma padronização da notação fonética para algumas línguas do mundo.
III. A carta fonética garante a precisão da informação fonética, bem como e a inteligibilidade e o compartilhamento dos dados fonéticos registrados interlinguisticamente.
IV. Os diacríticos, constantes da carta, indicam características, em grande parte articulatórias, que especificam e/ou modificam o valor de algum símbolo. Por exemplo uma consoante nasal, como o [n], em natureza articulatória, é altamente sonora, de forma que não há um símbolo específico para representar a surdez em nasais. Caso haja a necessidade de indicar a diminuição de sonoridade em uma consoante desse tipo, o recurso será utilizar um diacrítico que traga essa informação, como em [̥n].
Estão CORRETAS:
Sobre a fonoaudiologia e a linguística clínica, é CORRETO afirmar que:
I. A linguística clínica desempenha um papel chave na descrição, análise e tratamento dos problemas na comunicação. O estudo dos aspectos linguísticos do desenvolvimento e dos transtornos também são de enorme relevância para a teoria linguística e para o entendimento da estrutura e funcionamento da língua.
II. A descrição sistemática e cuidadosa da linguagem, juntamente a análises teoricamente orientadas ajudam na categorização de fenômenos linguísticos, no estabelecimento de uma padrão de desenvolvimento e no diagnóstico diferencial dos problemas de linguagem.
III. A patologia da linguagem, longe de ser um distúrbio aleatório, obedece a um conjunto de regras; as regras subjacentes aos desvios da linguagem não podem ser atingidas sem o uso consistente de técnicas e metodologias específicas. Um conhecimento explícito da natureza da linguagem, sua gramática e seu funcionamento podem ser úteis no fornecimento de terapias adequadas para os indivíduos que apresentam dificuldades ou mesmo distúrbios de linguagem.
IV. Os sintomas exibidos no agramatismo presente nos quadros de afasia podem ser melhor compreendidos com um conhecimento profundo de como a língua se organiza e de como ela funciona.
Estão CORRETAS:
Muitas condições patológicas causam alterações auditivas na infância. A base para o início da intervenção é a definição da existência da perda auditiva, além da caracterização quanto ao grau e tipo. O fonoaudiólogo que realiza a avaliação audiológica infantil deve ter domínio não apenas de métodos comportamentais, mas também eletroacústicos e eletrofisiológicos para avaliar a sensibilidade e a função auditiva, assim como a integridade neurológica da criança. Sobre a avaliação audiológica infantil, analise as afirmativas a seguir.
I. Devido à alta ocorrência de otite média nessa população, a realização da timpanometria é fundamental, pois a alteração de orelha média, quando presente, dificulta a interpretação dos resultados dos demais procedimentos que compõem a avaliação e, consequentemente, o diagnóstico diferencial entre a perda auditiva condutiva e a sensorioneural.
II. A presença de emissões otoacústicas evocadas demonstram a funcionalidade das células ciliadas externas, o que diminui a probabilidade de haver perda auditiva periférica, uma vez que as alterações cocleares são as de maior prevalência ao nascimento e as células ciliadas externas são mais vulneráveis a lesões do que as internas. Entretanto, não descarta a presença de alteração auditiva, visto que, no espectro da neuropatia auditiva ou nas alterações retrococleares periféricas ou centrais, as emissões otoacústicas poderão estar presentes independentes do limiar psicoacústico.
III. Na utilização dos potenciais evocados auditivos, deve ser sempre considerado o processo maturacional das estruturas do sistema auditivo, que se reflete na amplitude e latência dos componentes. Ao nascimento, a cóclea está respondendo praticamente com seu processo maturacional completo; porém, o nervo auditivo e o tronco encefálico continuam seu desenvolvimento até os dezoito meses de idade. O processo maturacional ocorre da porção periférica para a central, com diminuição linear da latência da onda V com a idade.
Está correto o que se afirma em