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Q3106068 Fonoaudiologia
Em pacientes com disfonia organofuncional, observa-se a presença de co-fatores que podem agravar a condição vocal. Como os distúrbios alérgicos e digestivos podem afetar o prognóstico fonoaudiológico desses pacientes? 
Alternativas
Q3106067 Fonoaudiologia
Lucas, de 4 anos, ainda não consegue formar frases curtas e apresenta dificuldade em articular algumas palavras. O fonoaudiólogo suspeita de disartria leve associada a um possível distúrbio neurológico. Sobre essa condição, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):

1.(_)Disartria pode ser causada por problemas neurológicos que afetam a coordenação muscular da fala
2.(_)Crianças com disartria geralmente apresentam também disfagia
3.(_)Distúrbios neurológicos não afetam a articulação da fala, mas somente a deglutição

Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta: 
Alternativas
Q3106066 Fonoaudiologia
O reflexo acústico é importante na avaliação da integridade da via auditiva e é pesquisado por meio de estímulos auditivos intensos. Assim, avalie as proposições:

I.O reflexo acústico pode ser pesquisado ipsilateralmente e contralateralmente, fornecendo informações importantes sobre a contração do músculo estapédio.
II.A ausência de reflexo acústico ipsilateral indica automaticamente perda auditiva condutiva severa.
III.A presença do reflexo acústico contralateral em níveis normais ocorre entre 50 a 90 dB acima do limiar de via aérea.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3106065 Fonoaudiologia
Uma empresa realiza exames audiométricos periódicos em seus trabalhadores expostos a ruído. No último exame, um trabalhador apresentou limiares auditivos maiores que 25 dB(NA) em todas as frequências testadas. O fonoaudiólogo deve adotar quais condutas? 
Alternativas
Q3106064 Fonoaudiologia
Sobre a relação entre a fonoaudiologia e as políticas públicas de saúde e educação, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):

1.(_)A participação do fonoaudiólogo em políticas públicas se restringe ao diagnóstico e tratamento de distúrbios da comunicação, sem atuar na prevenção.
2.(_)O fonoaudiólogo pode contribuir na elaboração de políticas públicas voltadas à educação, atuando em conjunto com as secretarias de saúde e educação.
3.(_)O fonoaudiólogo, como parte das equipes de saúde, pode atuar em escolas dentro de programas intersetoriais, como o Programa Saúde na Escola.

Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta: 
Alternativas
Q3102878 Fonoaudiologia
Durante intervenção fonoaudiológica de escolar (9 anos) com diagnóstico de disortografia, observa-se na produção textual: substituições grafêmicas inconsistentes, principalmente, em sílabas complexas, omissão de diacríticos, hipossegmentação em palavras funcionais e erros morfossintáticos sem correspondência na linguagem oral. A abordagem terapêutica deve priorizar:
Alternativas
Q3102877 Fonoaudiologia
Em avaliação de criança de 8 anos com queixa de dificuldade na leitura, observa-se: consciência fonológica alterada em tarefas de manipulação e transposição fonêmica, span de memória operacional fonológica de 3 dígitos, nomeação rápida (RAN) para objetos no percentil 15, leitura de palavras irregulares com múltiplos erros lexicais e paralexias morfêmicas, compreensão textual preservada quando o texto é lido em voz alta por terceiros. Na análise do processamento cognitivo-linguístico, este perfil sugere: 
Alternativas
Q3102876 Fonoaudiologia
O desequilíbrio da musculatura orofacial pode resultar em diversas alterações funcionais. Qual condição é caracterizada pela interposição da língua entre os dentes durante a deglutição, podendo levar a alterações na mordida e dificuldades na fala? 
Alternativas
Q3102875 Fonoaudiologia
A bigorna, um dos ossículos da orelha média, desempenha um papel fundamental na transmissão do som. Qual das seguintes alternativas descreve CORRETAMENTE a função fisiológica da bigorna no processo auditivo?
Alternativas
Q3102874 Fonoaudiologia
Professora, 38 anos, 15h/aula semanais, apresenta na avaliação vocal: tempo máximo de fonação /a/=10s, s/z=1,4, pitch agravado, loudness reduzida, ataque vocal brusco, qualidade rouco-soprosa G2R2B2, nódulos vocais bilaterais em fase inicial. Na videolaringoscopia, observa-se fenda triangular médio-posterior. O programa terapêutico deve priorizar:
Alternativas
Q3102873 Fonoaudiologia
Durante avaliação otoscópica, identifica-se alteração na membrana timpânica com retração atical e área de timpanoesclerose em quadrante póstero-superior. Na imitanciometria, observa-se curva tipo Ad com complacência estática de 2,8ml e reflexos estapedianos ausentes ipsilaterais em 500Hz e 1000Hz. Esta apresentação sugere comprometimento:
Alternativas
Q3102872 Fonoaudiologia
Em relação à mecânica fisiológica da fase faríngea da deglutição, qual é a ação que ocorre para proteger as vias aéreas durante a passagem do bolo alimentar?
Alternativas
Q3102871 Fonoaudiologia
A Terapia Miofuncional Orofacial engloba diversas modalidades de tratamento, cada uma com seus objetivos e técnicas específicas. Qual das seguintes modalidades se concentra na reabilitação da musculatura orofacial para o tratamento de disfagias, apneia obstrutiva do sono e distúrbios da articulação temporomandibular?
Alternativas
Q3102870 Fonoaudiologia
Na seleção de AASI para paciente com perda auditiva neurossensorial bilateral, configuração descendente (média de 500, 1k e 2kHz: OD=52dBNA; OE=48dBNA), discriminação de fala: OD=76% e OE=80%, ganho funcional prescrito por NAL-NL2 evidencia necessidade de: 
Alternativas
Q3102869 Fonoaudiologia
Em avaliação audiológica de paciente de 45 anos com queixa de dificuldade de compreensão de fala no ruído, observa-se: audiometria tonal com limiares normais bilateralmente até 3kHz e queda moderada em frequências altas, logoaudiometria com IPRF de 84% OD e 88% OE, curva timpanométrica tipo A bilateral. Na pesquisa do Limiar de Reconhecimento de Fala no Ruído (LRFR), utilizando ruído speech noise a 60dBNA, encontra-se: 
Alternativas
Q3099750 Fonoaudiologia
A apraxia de fala na infância (AFI) é um distúrbio motor da fala que afeta a capacidade de a criança planejar e programar movimentos articulatórios para produzir a fala de maneira clara e consistente, apesar de não haver problemas musculares ou de compreensão. Esse transtorno é caracterizado por dificuldades em realizar movimentos motores precisos para a fala, mesmo sabendo o que deseja dizer e possuindo força e controle muscular adequado.

Caso clínico: Desde cedo, os pais notaram que a criança não alcançava marcos de desenvolvimento da linguagem esperados. Aos 2 anos, ainda emitia poucas palavras e apresentava dificuldades para articular sons básicos. A criança frequentemente demonstrava frustração ao tentar se comunicar, diminuindo o que compreendia das palavras, mas tinha dificuldades em produzi-las. Na avaliação com o fonoaudiólogo, foi observado que o menino tinha vocabulário expressivamente limitado e que suas tentativas de fala envolviam omissões, distorções e substituições de fonemas. Ao tentar repetir palavras, os erros eram inconsistentes, o que é característico da apraxia de fala.

Nesse contexto, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.

I. O plano de intervenção incluiu terapia fonoaudiológica intensiva, com foco na prática de fonemas isolados e na combinação de sílabas em palavras. Usou-se uma abordagem baseada na reprodução e sem feedback sensorial para melhorar a consistência e o controle motor da fala. Sessões frequentes foram recomendadas para maximizar a plasticidade neural e o aprendizado motor.

PORQUE

II. Os testes aplicados incluíram o Demonstration Checklist for CAS (checklist de demonstração para apraxia de fala na infância), o qual demonstrou dificuldades em habilidades motoras sequenciais, ritmo da fala e articulações precisas dos sons. A análise mostrou inconsistências nos erros articulatórios, sobretudo em palavras com sílabas mais complexas, além de uma prosódia atípica (melodia da fala). Essa inconsistência e dificuldade em pronunciar sílabas indicam planejamento motor deficiente.

A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.  
Alternativas
Q3099749 Fonoaudiologia
A linguagem nas modalidades oral e escrita, na educação infantil, é uma prática que visa desenvolver a fala e a escrita, e está relacionada à mudança de comportamento da criança. Para desenvolver a oralidade, pode-se: ler histórias e poesias, fazer brincadeiras de palavras, usar rimas e travas línguas, realizar rodas de conversa etc. Para desenvolver a escrita, pode-se: atuar como escrita do que é falado e vivido pela criança, explorar semelhanças e diferenças entre textos escritos, distinguir desenho de escrita, brincar com os sons das palavras dos textos etc.

Caso clínico: João é um menino de 9 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, cujos pais e professores notaram dificuldades persistentes na escrita, para escrever palavras. Desde o início da alfabetização, apresenta dificuldade em escrever palavras, mesmo as que já foram praticadas várias vezes. Apesar de compreender bem a leitura e ter um bom vocabulário falado, ele frequentemente comete erros na forma escrita de palavras simples, troca letras que possuem sons parecidos (como “f” por “v” e “p” por “b”), e omite letras em palavras. Os pais relatam que João não apresenta problemas em outras áreas, como matemática, e tem um desempenho geral razoável nas outras disciplinas. Ele lê fluentemente, mas a escrita ortográfica está abaixo do esperado para a sua idade e ano escolar. A família não tem histórico de dificuldades de aprendizagem, e João não apresenta problemas visuais ou auditivos que possam justificar o quadro e nem déficit visual ou auditivo e as habilidades cognitivas estão adequadas para a idade.
Resultados das avaliações:

Teste de desempenho escolar (TDE): pontuação abaixo da média em escrita para a idade, especialmente em habilidades de ortografia.
Avaliação fonoaudiológica: identificação de dificuldades específicas na codificação ortográfica e na memória visual para a ortografia das palavras; leitura fluente e boa compreensão.
Avaliação neuropsicológica: memória de curto prazo e habilidades visoespaciais dentro dos parâmetros normais, sem evidências de dificuldades mais amplas de aprendizagem, como dislexia.

Após análise do caso clínico, pode-se concluir que João apresenta
Alternativas
Q3099748 Fonoaudiologia
A dificuldade durante a deglutição – ato de engolir – pode trazer graves consequências à saúde, tendo em vista que os desvios de alimentos ou saliva podem obstruir parcial ou completamente as vias respiratórias. O envelhecimento natural de estruturas envolvidas na deglutição como lábios, língua e bochechas, bem como doenças neurológicas (Parkinson, Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral), distrofias musculares e câncer de cabeça e pescoço podem facilitar esses desvios.

Caso clínico: A Sra. Maria Silva, 78 anos, tem hipertensão controlada, diabetes tipo 2, artrite reumatoide, relata: “Estou com dificuldade para engolir, sinto que a comida fica presa na garganta.” Nos últimos seis meses, começou a sentir dificuldades para engolir alimentos sólidos, especialmente carnes e pães. Segundo ela, a comida frequentemente “parece entalar’, e tem que tomar vários goles de água para ajudar a descer. Nas últimas semanas, notou que a dificuldade também se estende a alimentos mais pastosos e, ocasionalmente, até líquidos. Sra. Maria Silva menciona, ainda, que está perdendo peso, pois reduziu a quantidade de comida para evitar o desconforto ao engolir, a voz fica mais rouca após as refeições e que, em alguns momentos, engasga-se com líquidos. Não apresenta dor significativa, mas descreve uma sensação de “peso” na garganta. Não há relatos de tosse ou febre.

Exame físico: peso: 60 kg (perda de 5 kg nos últimos três meses); pressão arterial: 130/80 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; orofaringe sem sinais de inflamação ou infecção visíveis; ausculta pulmonar normal; sem linfonodos cervicais palpáveis.

Exames complementares:

- Endoscopia digestiva alta: sem sinais de obstrução mecânica ou tumores.
- Videofluoroscopia da deglutição: evidência de lentificação na fase oral da deglutição, com resíduo alimentar na região faríngea e ocasional penetração de líquidos na laringe, sem aspiração.
- Avaliação fonoaudiológica: Identificação de dificuldades no controle motor fino da língua e lábios, além de redução da força e da coordenação na musculatura da deglutição.


Diante do caso clínico relatado, é possível afirmar que essa paciente apresenta  
Alternativas
Q3099744 Fonoaudiologia
As ações são denominadas intersetoriais quando envolvem a articulação de estratégias entre diferentes setores sociais ou de diferentes políticas públicas, que são necessárias para o enfrentamento de problemas que afetam a sociedade. O fonoaudiólogo lotado em Secretarias de Saúde, por exemplo, tem as unidades educacionais como parte de seu território de atuação, nas quais pode desenvolver atividades de suporte e integração entre as áreas de saúde e educação. São exemplos de ações intersetoriais com interface direta na educação:

I- Visitas itinerantes de monitoramento de ações implementadas junto às unidades escolares, ou de acordo com as demandas levantadas pelas instituições educacionais.
II- Ações voltadas à saúde do trabalhador.
III- Ações da atenção básica voltadas à comunidade escolar (famílias, trabalhadores da educação e educandos), como por exemplo ações de promoção de saúde, matriciamento, entre outras.
IV- Ações em políticas intersetoriais, como o Programa Saúde na Escola.
V- Participação nas instâncias de controle social municipal, estadual ou federal, tanto na área da saúde quanto na educação.


São ações intersetoriais realizadas pelo fonoaudiólogo com interface direta na educação:  
Alternativas
Q3097276 Fonoaudiologia
A paralisia facial é uma condição em que há perda parcial ou total dos movimentos de um lado do rosto devido a uma disfunção no nervo facial (nervo craniano VII). Esse nervo controla os músculos faciais responsáveis por expressões faciais, além de algumas funções relacionadas ao paladar e às lágrimas. Quando ele é afetado, a pessoa pode ter dificuldades para movimentar os músculos de um lado da face, resultando em sorriso assimétrico, dificuldade para fechar um olho e outras alterações.

Caso clínico: Foi solicitado o comparecimento de um fonoaudiólogo no pronto-socorro para avaliar uma paciente de 66 anos, com características de um acidente vascular cerebral (AVC). Ela apresentava leve dificuldade na alimentação, a fala um pouco “arrastada” e mímica facial com diferença perceptível, porém não desfigurante, sincinesia visível, mas não severa, contratura/espasmo hemifacial, em repouso simetria/tônus normais, a testa com movimento leve a moderado, fechamento dos olhos forçado, discreta fraqueza nos lábios ao esforço.

Marque a alternativa que melhor expressa o diagnóstico fonoaudiológico, em relação à mímica facial dessa paciente.
Alternativas
Respostas
3061: A
3062: C
3063: B
3064: B
3065: B
3066: C
3067: D
3068: C
3069: B
3070: A
3071: C
3072: D
3073: E
3074: B
3075: E
3076: A
3077: C
3078: E
3079: E
3080: A