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Ao longo de sua trajetória, a Biblioteca passou por diversos endereços em 1975, após 108 anos de sua criação, no Governo do Cel. César Cals de Oliveira Filho, ganhou sede própria projetada pelos arquitetos Airton Montenegro Junior e Francisco Célio Falcão, sendo hoje uma das obras públicas de referência da expressão da arquitetura modernista cearense.”
https://bece.cultura.ce.gov.br/a-bece/
A biblioteca pública é uma das instituições de cultura mais antigas sendo criada no Império. Passando por várias fases, teve sua última reinauguração em 2019, depois de 7 anos de reforma, com um novo nome: BECE. Ficou de 1978 até 2019 com o nome:
https://www.gov.br/palmares/ptbr/assuntos/noticias/muito-alem-do-13-de-maio-ha-135-anos-o-cearatornava-se-a-primeira-provincia-brasileira-a-abolir-a-escravidão.
O Ceará foi o estado pioneiro a abolir a escravidão 4 anos antes da Lei Áurea, em 1888. O movimento abolicionista contou com vários grupos de elite e da classe trabalhadora. Temos como representante o Dragão Mar, que teve uma atitude decisiva para a abolição em 1881. Estamos falando da:
TEOFILO, Rodolfo, Varíola e Vacinação no Ceará. Fortaleza, Oficinas do Jornal o Ceará, 1904, pág. 23.
De acordo com a citação acima, Fortaleza estava passando por uma epidemia de Varíola juntamente com uma grande seca que resultou no chamado “dia dos mil mortos.” Estamos falando da Seca de:
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo; Cortez, 2008, pag. 204.
Sobre o tempo que o historiador trabalha, podemos afirmar que:
LEITÃO, Juarez. A Praça do Ferreira - República do Ceará Moleque. 2002, p. 27.
No ano de 2024, completa 60 anos do Regime Militar implantado no Brasil, marcando 20 anos de governo autoritário. Muitas mudanças aconteceram no âmbito político e econômico e nos espaços também. Temos um exemplo colocado na citação acima que fala da Praça do Ferreira, que foi modificada supostamente para conter os protestos.
Sobre as mudanças da Praça do Ferreira, podemos considerar que:
https://www.opovo.com.br/vidaearte/2024/04/01/ festival-na-praca-do-ferreira-premia-o-mentiroso-do-ano.
O jornal O Povo divulgou o Festival da Mentira, evento tradicional da cidade, que marca a nossa cultura do bom humor. Esse evento acontece embaixo de uma árvore que também faz parte da nossa identidade. É o chamado:
FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 164-65.
O século XIX em Fortaleza foi caracterizado por movimentações artísticas e literárias. Na última década do século, jovens se reuniram para formar um grêmio literário com críticas aos estrangeirismos, tradição, sendo antecessores da Semana de Arte Moderna em 30 anos. Estamos falando da:
FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 26.
A discussão em torno do local onde nascera Fortaleza foi questionada em 1965, pelo historiador Raimundo Girão, que atribuiu como marco inicial o:
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo; Cortez: 2008, pág. 151.
Bittencourt nos coloca a discussão sobre um método de pesquisa da História. Ela se refere à:
BARROS. José D’ Assunção. O tempo dos historiadores. Petrópolis, RJ; Vozes, 2013, págs. 14-15.
Na citação acima, Barros conceitua o tempo dos historiadores. Para pensar o tempo histórico precisamos ainda de conceitos auxiliares da História. Estamos nos referindo à:
https://alascaconsultoria.blog/2019/07/19/novosestudos-arqueologicos-no-ceara-e-piaui/
Nessa perspectiva, podemos considerar os dois museus:
COSTA, Frederico Costa Ferreira. BARROS, Franscisco Sylvio de Oliveira. História no ensino Fundamental. SATE/UECE, 2012, pág. 14.
A citação acima se refere às correntes de pensamento que são:
FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 14.
Na citação acima, temos o antigo conceito de pré-história e a sua contestação conceitual. Com base nesses elementos podemos considerar que: