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Q3394030 História
Maria Quitéria fugiu da família para se vestir de homem e lutar como soldado, numa decisão premeditada e consciente. Foram mulheres rebeldes, insubordinadas, agindo fora das regras e das normas, que ganharam respeitabilidade, transformadas em modelos de esposa e mãe, glorificadas por todas as virtudes cristãs intimamente trançadas com as virtudes patrióticas.

(Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX – Tramas, telas e textos, 1999)

Na discussão sobre a participação das mulheres nas lutas pela independência política da América Latina, Maria Ligia Coelho Prado destaca que a historiografia oficial produzida no século XIX e início do século XX 
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Q3394029 História
Desde os primórdios de sua existência, o Brasil tem sido tanto uma ideia quanto um lugar. Significou coisas diferentes para pessoas diferentes e o próprio termo tem sido redefinido e reinterpretado para refletir as diferenças e discrepâncias entre pessoas de variadas extrações e posições sociais.
Para os historiadores, a habilidade em recapturar os conceitos variantes de Brasil sempre tem sido limitada.

(Stuart B. Schwartz, Gente da terra brasiliense da nasção. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)

Segundo o autor, a recaptura mencionada limita-se pela condição
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Q3394028 História
Não se retrocederá aqui, portanto, à discussão de “um” Descobrimento, apenas. A História do Brasil propriamente, na minha perspectiva, somente se afirmaria no período da independência, quando se esboça uma historiografia “brasileira”, delineando-se então, com maior nitidez, os embates em busca de um projeto para a futura nação. No período em que se processou a colonização portuguesa, diversas ideias de Brasil são procuradas ou revisitadas pelos autores destes estudos. Mas não trabalhamos, vale grifar, com a equivocada “História do Brasil Colonial”, que aliás não existe.

(Carlos Guilherme Mota, Introdução. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)

A assertiva de Carlos Guilherme Mota demonstra
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Q3394027 História
Sobretudo a partir do século XIX, a perspectiva que passava a predominar prognosticava o desaparecimento total dos povos indígenas. A tese da extinção, sustentada por sucessivas correntes do pensamento social brasileiro e reforçada, mais tarde, pelas teorias que orientavam a antropologia no país, encontrava na história uma sólida base de apoio. Assim, para von Martius, as sociedades americanas, enquanto frutos de uma decadência ou degenerescência histórica, traziam “já visível o gérmen do desaparecimento rápido”.

(John Manuel Monteiro. O desafio da história indígena no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1° e 2° graus, 1995)

De acordo com John Monteiro, a partir dos anos finais do século XX, o contexto abordado pelo fragmento 
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Q3394026 História
Este pensador partilhava da preocupação de contribuir para uma compreensão histórica mais aprofundada das causas do vigoroso conservadorismo que tem caracterizado o exercício de poder ao longo das mudanças que têm ocorrido na nossa sociedade.
Em obra publicada em 1958, defendia a tese de que um regime patrimonialista desenvolvido em Portugal fora trazido para o lado de cá do Atlântico e vinha se adaptando eficaz e perversamente a todas as novas situações.

(Leandro Konder, História dos intelectuais nos anos 50. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)

O trecho traz características da obra de
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Q3394025 História
Emília Viotti da Costa propunha-se a revisionar a historiografia tradicionalista que não supera a versão oferecida pelos testemunhos dos vencedores e dos vencidos acerca do processo de proclamação da República.

(Maria de Lourdes Mônaco Janotti, O diálogo convergente: políticos e historiadores no início da República. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)

Para Emília Viotti da Costa, o movimento de 1889
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Q3394024 História
Isso aprendi lendo Os reis taumaturgos, de Marc Bloch. De um lado, ele tratava de desvelar a conspiração e mostrar que por trás do ritual dos reis, que pretendiam curar a escrófula com seus toques, havia uma estratégia política; mas, de outro, Bloch também procurava entender por que todas aquelas pessoas (mendigos, mulheres etc.) faziam a peregrinação a fim de serem curadas pelos reis.

(Carlo Ginzburg. Em: Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)

Inspirado em Marc Bloch, o historiador Carlo Ginzburg, no fragmento, aborda
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Q3394023 História
Na obra As cidades da Idade Média, de 1927, o historiador Henri Pirenne defendeu a tese do declínio acentuado da vida urbana na Europa Ocidental no decurso do século IX, como consequência das invasões germânicas, sarracenas e normandas. A quase extinção das transações comerciais afetou duramente as cidades, tornando-se meras fortalezas, muitas vezes dominadas pelo poder religioso. Com o fim das invasões e do domínio muçulmano do Mediterrâneo, tornou-se possível a existência de rotas comerciais ligando o último ao interior da Europa. As cidades medievais surgiram ao longo dos caminhos que uniam Veneza e Gênova aos portos do Báltico.

(Ronald Raminelli. História urbana. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, 1997. Adaptado)

De acordo com o autor, a argumentação de Henri Pirenne tende a relacionar
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Q3394022 História
O império austríaco jamais conseguiu alcançar a transmutação que fizera do império alemão um Estado capitalista. Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, ainda não havia controle parlamentar do governo imperial, nem primeiro-ministro, nem um sistema eleitoral uniforme. O império austríaco era a negação declarada do Estado nacional burguês: representava a antítese de um dos símbolos essenciais da ordem política capitalista na Europa.

(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista, 1998. Adaptado)

De acordo com Perry Anderson, a eclosão da Primeira Guerra Mundial conduziu a trajetória do absolutismo austríaco
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Q3394019 História
O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras situações de contestação política na América portuguesa, é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição (a dominação política), ou no instrumento (o exclusivo), da integração subordinada das colônias no império luso.

(István Jancsó e João Paulo Garrido Pimenta Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade naciona brasileira). Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000)

O artigo em análise aponta que o citado movimento
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Q3394018 História
O artigo Ver para compreender: arte, livro didático e a história da nação, da historiadora Thais Nívia de Lima e Fonseca, presente na obra Inaugurando a História e construindo a naçãodiscursos e imagens no ensino de História, publicada em 2011, oferece uma reflexão sobre
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Q3394016 História
A “tradição escolar”, respaldada pela produção historiográfica, tem-se utilizado da divisão de períodos organizados de acordo com a lógica eurocêntrica, seguindo o modelo francês.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)

Esse modelo, segundo Circe Bittencourt,
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Q3394015 História
Para alguns inconfidentes, a movimentação sediciosa teria por objetivo a defesa da coroa e de sua legitimidade contra os desmandos eventuais de alguns de seus representantes. Gonzaga e Cláudio não parecem, embora partícipes e conhecedores do motim, compartilhar da tese republicana, o que se depreende de várias de suas intervenções. Tiradentes, por seu turno, contraditoriamente às suas concepções anticoloniais, alude a um ambíguo e provocativo propósito “restaurador” da sedição. Dizia ele, colérico e “cheio de paixão”: “Não diga levantar, é restaurar”.

(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História, 2001. Adaptado)

O excerto evidencia que entre os inconfidentes
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Q3394014 História
Para Braudel, a relação das sociedades com a duração é o ponto específico da investigação histórica. Os fatos históricos têm uma duração distinguível em três ordens: acontecimento, conjuntura e estrutura.

(Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008. Adaptado)

São exemplos, respectivos, de acontecimentos, conjuntura e estrutura:
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Q3394012 História
Segundo o historiador André Segal, é importante distinguir os objetivos da História ensinada nos níveis fundamental e médio daqueles pretendidos nos cursos superiores.

(Circe Bittencourt. Capitalismo e cidadania nas atuais propostas curriculares de História. Em: Circe Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula,1998)


O saber histórico na sala de aula,1998) Ainda segundo Segal, nos níveis fundamental e médio, a História deve
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Q3394011 História
Essa concepção pragmática da História, como disciplina escolar, servia à formação do cidadão ideal para o estado centralizado, que tinha como um dos seus objetivos neutralizar o poder das oligarquias regionais, formando o que se concebia como “sentimento nacional brasileiro”. Sentimento este que teria como fundamento a raça, a língua e a religião, e um território com uma única administração.

(Katia Abud. Currículos de História e políticas públicas: os programas de História do Brasil na Escola Secundária. Em: Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula, 1998)

Analisando os programas de História do período Vargas, a autora identificou como parte dos conteúdos que atendem ao exposto no excerto
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Q3394010 História
O historiador indaga com vistas a identificar, analisar e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as elaborações de hipóteses variadas fundam não apenas os marcos de memória, mas, também, as diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo, do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico.

(BRASIL/Ministério da Educação. BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)

Desse modo, considerando as premissas da BNCC, está correto afirmar que, no contexto escolar, é importante que as indagações mencionadas sejam
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Q3393007 História
Sobre o processo de formação da identidade europeia durante a Idade Média, analisar os itens.

I. A Europa feudal presenciou o surgimento de novas formas de organização social, incluindo a cavalaria e as ordens militares, que combinaram aspectos religiosos e militares.
II. A fragmentação política e a centralização monárquica coexistiram durante a Idade Média, refletindo a complexidade das relações de poder na Europa feudal.

Está CORRETO o que se afirma:
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Q3393006 História
Antes da colonização ibérica, os Guaranis já ocupavam o litoral leste do Brasil e a região do Rio da Prata, explorando os recursos naturais. Com base nos insumos que cultivavam, assinalar a alternativa que indica o produto usado como matéria-prima para a tecelagem, por ser uma fibra vegetal fácil de trabalhar.
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Q3393005 História
É uma metodologia da História baseada nos princípios da objetividade e da neutralidade no trabalho do historiador. Os seguidores desta corrente teórica dedicaram-se ao estudo da individualidade irreproduzível e única dos atos humanos, destacando figuras das elites e suas biografias, sejam personalidades, sejam Estados (reis, militares, Atenas, França, Portugal, Brasil, imperadores, governadores, presidentes). Nesse sentido, o passado pode, nesta perspectiva, ser reconstruído e de alguma forma revivido tal qual ocorreu. Isso porque os personagens são apresentados, e as cenas em que se movimentam são descritas com detalhes que possibilitam desenvolver o imaginário da forma mais fidedigna possível. Com base nisso, é CORRETO afirmar que o disposto faz referência à tendência historiográfica da(o):
Alternativas
Respostas
5621: D
5622: E
5623: C
5624: A
5625: D
5626: A
5627: B
5628: D
5629: C
5630: D
5631: C
5632: A
5633: B
5634: C
5635: B
5636: A
5637: B
5638: C
5639: B
5640: C