Questões de Concurso
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“A pobre Companhia “C” foi duramente atingida, e Neuve Chapelle [outra batalha anterior] pareceu uma brincadeira de criança em comparação com isso. Foi impossível avançar em nosso setor, então cavei uma posição e esperei os acontecimentos. Foi uma espera horrível, pois parecia que eu era o único homem ileso ao meu redor. Na verdade, nem é justo chamá-los de "homens", pois a maioria eram apenas garotos. Sobre as máscaras de gás, tudo o que recebemos foi feito na hora e consistia em um pedaço de gaze com fita, embebido em uma solução de bicarbonato de sódio, antes da ofensiva.”
Adaptado de: https://www.nationalarchives.gov.uk/education/resources/letters-firstworld-war-1915/trenches-mostly-mere-boys/
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente aspectos das batalhas da Primeira Guerra Mundial.
“Já ninguém se ilude quanto aos desígnios da empreitada, a cuja execução estamos assistindo. Os atos sucessivos dos ministérios da guerra e do ministério da justiça, providencialmente reunidos nas mesmas mãos, em relação ao exército e à guarda nacional não deixam dúvida nenhuma sobre o projeto que o gabinete acaricia e cujo deslanche se aproxima.”
Adaptado de Ruy Barbosa. Diário de Notícias. 9 de novembro de 1889.
Com base na leitura do trecho e no contexto histórico, assinale a opção que apresenta corretamente a relação do governo de Deodoro da Fonseca com os militares.
“Os progressos incessantes da indústria, os novos caminhos em que entraram as artes, a alteração das relações entre os operários e os patrões, a riqueza nas mãos de um pequeno número ao lado da indigência da multidão, sem falar da corrupção dos costumes, deu em resultado um temível conflito. Esta situação preocupa os doutos, os sábios, as reuniões populares, os legisladores e os conselhos dos governantes, e não há, presentemente, outra causa que impressione com tanta veemência o espírito humano. É por isto que, Veneráveis Irmãos, o que em outras ocasiões temos feito, para bem da Igreja e da salvação comum dos homens, em Nossas Encíclicas sobre a soberania política, a liberdade humana, a constituição cristã dos Estados e outros assuntos análogos, falando-vos da Condição dos Operários.”
Adaptado de Carta Encíclica “Rerum Novarum” do Sumo Pontífice Papa Leão XIII. Roma, 15 de maio de 1891.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a posição da Igreja Católica, diante das transformações sociais e econômicas do século XIX, passou a
“Mais do que fatores econômicos, as colaborações tinham dimensões estratégicas no início da Guerra Fria: políticos estadunidenses temiam que a URSS pudesse influenciar os governantes e intelectuais locais da América Latina em uma possível expansão do comunismo, e trocas comerciais, ajuda externa e políticas internacionais de saúde para a região colaborariam na demonstração de que progresso social seria possível.”
Adaptado de: Andrade, Rômulo. Amazônia na era do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2024, p. 136.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os elementos característicos da relação entre os Estados Unidos e a América Latina durante a Guerra Fria.
“É na organização dos sindicatos das classes produtoras, é na federação dessas associações que está o futuro da humanidade. A educação, a consciência que vão tendo os trabalhadores de sua forma de organização livre em que todo o mundo se está manifestando, em surto supremo do ideal humano da igualdade e de liberdade, espanta os atrasados estadistas e fazem tocar a rebate. O clero, a burguesia e a nobreza, que já procuram lançar mão dos mesmos meios empregados pelos revolucionários, com fim de inutilizá-los numa nova campanha de boas graças entre o patrão e o assalariado.”
Adaptado de: LUZ, Fábio. “País de moral estragada”. Jornal A Plebe. São Paulo, 19 de julho de 1919. Ano III, n 02.
Assinale a opção que apresenta corretamente um objetivo do anarquismo no Brasil do século XIX.
I. Em 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, como parte de uma estratégia voltada à exploração das potencialidades agrícolas da região, principal atividade econômica da época.
II. Em 1821, José Bonifácio defendia a transferência da capital do Brasil para o interior, considerando essa medida essencial para a ocupação e exploração do vasto território além da zona litorânea.
III. Em 1960, a capital foi transferência para o Planalto Central, na região de Brasília, simbolizando um plano de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitschek com foco no interior do país.
Está correto o que se afirma em
“Sinto-me feliz de poder principiar, afirmando-vos que Bento Gonçalves, Bento Manuel, Canabarro e Netto nunca foram separatistas de coração. Não tiveram também ideias republicanas arraigadas. Isto em nada os diminui; porque os nossos maiores não devem ser venerados pelo simples fato de terem sido republicanos ou monarquistas, e sim porque souberam ser uma ou outra coisa, sendo, sempre, acima de tudo, Brasileiros.”
Fonte: Souza Docca. RIHGB, t. 90, vol. 144, 1921, p. 825.
“O azinhavre do separatismo tentou manchar esse gesto de acrisolado civismo gaúcho, taxando-o de artifício, mas não o conseguiu, porque o sentimento de brasilidade dos rio-grandenses do sul, na constelação política de nossa Pátria, paira, como aquele cântico da musa inspirada de Guerra Junqueiro: “Tão límpido, tão alto, que parece que é a estrela do céu que está cantando”.
Fonte: Souza Docca. RIHGB, vol. 166, 1932, p. 731-732.
Com base na leitura dos trechos, é correto afirmar que a construção da memória histórica farroupilha
“Em seus primeiros tempos, provavelmente em fins da Idade Média, a maçonaria reuniu principalmente artesãos ligados à construção c daí o seu nome derivado de maçon, "pedreiro" em francês. No Brasil, onde os padres participaram frequentemente de atos de rebeldia, a maçonaria teve a feição de um núcleo antiabsolutista, cujos membros mais extremados tendiam a defender a independência do país.”
Adaptado de FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996, p. 82.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a maçonaria, no período da independência do Brasil,
“O consulado de Havana argumenta que, diferentemente do que ocorreu com a Espanha, o Brasil obteve concessões que permitiram continuar com o tráfico negreiro africano, mesmo após a assinatura do tratado de 1817 para combatê-lo. Os agricultores da Ilha de Cuba, em observação dos passos do Brasil, souberam que ali se multiplicam os engenhos de açúcar e os cafeeiros; e souberam que, como essas propriedades requerem grandes capitais e o Brasil ainda está longe de tê-los, a Inglaterra os tem fornecido por meio de bancos, companhias e casas comerciais. Assim, grande parte das plantações de açúcar, café, algodão e tabaco no Brasil são obras de capitalistas ingleses, sendo, na prática, propriedades britânicas.”
Adaptado de: Archivo Historico Nacional de España, ULTRAMAR, 3.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a reação cubana ao tratado firmado entre Inglaterra e Portugal em 1817
“Joaquim José da Silva Xavier confessa ser quem ideou tudo e afirma que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar. Passou depois o respondente a falar dos governos, e como vexavam os povos, e que também ele era um dos queixosos, que pelas nações estrangeiras por onde tinha andado, ouvira falar com admiração de não terem seguido o exemplo da América Inglesa; com este dito entrou o respondente a lembrar-se da independência, que este país podia ter, entrou a desejá-la, e ultimamente cuidar no modo, porque poderia isso efetuar-se. Poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm aqui ensopar-se em riquezas de três em três anos, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal. E disse que a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira, que deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade.”
Adaptado de: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais, 1982.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o documento sobre a Inconfidência Mineira
“Minha pesquisa identifica os metalúrgicos negros da Jamaica como autores de uma das inovações mais importantes da Revolução Industrial britânica, a metalúrgica. Historiadores da tecnologia devem deslocar o foco da "inovação" para o "uso". Entre as várias implicações importantes dessa mudança, destacase o potencial de ampliar o escopo da história, indo além das disputas por patentes, geralmente dominadas por grupos hegemônicos, e, talvez, identificar ideias e aplicações verdadeiramente inovadoras com base em seu uso real. Os negros jamaicanos vieram de muitos lugares e experiências diferentes. Estima-se que 75% das pessoas transportadas da Baía de Biafra para as Américas entre 1640 e 1800 foram retiradas de Igboland, a maioria da região norte, mais conhecida pela habilidade na metalurgia.”
Adaptado de Bulstrode, Jenny. Black metallurgists and the making of the industrial revolution, History and Technology, 39:1, 2023, pp.
Com base na leitura, é correto afirmar que a novidade da abordagem da autora reside em
I. Não havia nenhum único fenômeno cultural da Idade Média que não entrasse no conceito de Renascimento em pelo menos um dos seus aspectos. Gradualmente, tudo o que parecia espontâneo e singular na Idade Média tardia havia sido extraído dali para ser colocado entre as origens do Renascimento. Não havia um final à vista. Num exame mais detido, teria havido de fato qualquer Idade Média?
Fonte: Huizinga, J. Men and Ideas: History, the Middle Ages, the Renaissance. Nova York: Meridian Books, 1959, p. 264-265.
II. Na Idade Média, as duas faces da consciência, a face objetiva e a face subjetiva, estavam de alguma maneira veladas; a vida intelectual assemelhava-se a um meio sonho. O Véu que envolvia os espíritos era tecido de fé e de preconceitos, de ignorância e de ilusões; o mundo e a história apareciam com cores bizarras; quanto ao homem, apenas se conhecia como raça, povo, partido, corporação, família ou sob uma outra forma geral coletiva. Foi a Itália a primeira a rasgar o véu e a dar o sinal para o estudo objetivo do Estado e de todas as coisas do mundo; mas, ao lado desta maneira de considerar os objetos, desenvolve-se o aspecto subjetivo; o homem torna-se indivíduo espiritual e tem consciência deste novo estado.
Fonte: Burckhardt, Jacob. A Civilização do Renascimento Italiano. Lisboa: Editora Presença, 1983, p. 107.
Com base na leitura dos trechos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Ambos os trechos, independentemente da periodização adotada, reconhecem o Renascimento como uma categoria histórica significativa.
( ) O trecho I considera que o Renascimento representou uma ruptura radical com a Idade Média, evidenciando a possibilidade de estabelecer fronteiras cronológicas precisas na história.
( ) O trecho II afirma que, no Renascimento, o homem passa a reconhecer-se como indivíduo espiritual e consciente de sua própria subjetividade e fé, em contraste com a Idade Média, quando sua identidade estava ligada aos vínculos coletivos.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
( ) A Reforma incentivou a alfabetização e a educação voltadas à leitura da Bíblia, enquanto a Contrarreforma reforçou a disciplina religiosa, a hierarquia e o controle moral da população.
( ) A Reforma eliminou os dízimos nas cidades protestantes, enquanto a Contrarreforma aumentou a arrecadação em cidades católicas como forma de fortalecer o controle da Igreja sobre os fiéis.
( ) Tanto a Reforma quanto a Contrarreforma impactaram a política europeia, ao fortalecer alianças regionais e influenciar decisões de monarcas em função de interesses religiosos e territoriais.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
“É quase consenso atualmente, no campo dos estudos históricos, que a Itália antiga, sobretudo entre os séculos III a.C. e II d.C., fez parte, ao lado do Brasil, do sul dos Estados Unidos e do Caribe inglês e francês entre os séculos XVI e XIX, do restrito grupo de sociedades escravistas.”
Adaptado de: Joly, Fábio. A escravidão na Roma Antiga. Política, Economia e Cultura. São Paulo: Alameda, 2005. p. 11.
A partir da leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma característica da escravidão na Roma antiga comparável àquela praticada no mundo atlântico durante a modernidade.
“A fonte da objetividade histórica repousa nas técnicas da crítica histórica. Assim como a objetividade mecânica nas ciências naturais fetichizou rígidos procedimentos e protocolos, a objetividade na história exigia um respeito disciplinado pelos métodos.”
Fonte: Daston, Lorraine. “Objetividade e imparcialidade: virtudes epistêmicas nas humanidades” em: Historicidade e Objetividade. São Paulo: LiberArs, 2017, p. 134.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a influência das ciências naturais sobre a historiografia moderna