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As redes que fazem comutação de pacotes utilizam os princípios da multiplexação TDM estatística, enquanto as redes que fazem comutação de circuito utilizam a multiplexação TDM determinística.
Os esquemas CDMA (code division multiple access) e TDMA (time division multiple access) são técnicas digitais de múltiplo acesso fundamentadas no esquema de multiplexação TDM (time division multiplexing).
O esquema FDM (frequency division multiplexing) pode ser usado para multiplexar um conjunto de sinais analógicos, um conjunto de sinais digitais ou um conjunto de sinais analógicos e de sinais digitais.
Transmissões analógicas não-guiadas nas faixas de freqüência denominadas VHF (very high frequency) e UHF (ultra high frequency) devem utilizar a modulação FM, uma vez que nessas faixas de freqüência não é possível uma transmissão bem-sucedida usando-se técnicas de modulação de amplitude.
Um sistema de transmissão que usa a modulação FM requer geralmente um canal com banda passante mais larga que a requerida por um sistema que usa uma técnica de modulação de amplitude, considerando que o sinal modulante de banda básica é o mesmo nos dois sistemas. Contudo, para uma mesma potência transmitida, o desempenho do sistema FM pode ser melhor que o desempenho do sistema que usa modulação de amplitude — tomando como medida de desempenho a razão sinal-ruído medida na saída do demodulador.
Entre as técnicas de modulação analógica, a que requer canal com menor largura de banda é a técnica VSB (vestigial sibeband), por isso ela é utilizada na transmissão de sinais analógicos de TV.
COFDM (coded orthogonal frequency division multiplexing) é um esquema de transmissão que usa centenas e até milhares de portadoras, em vez de uma única portadora. Uma das vantagens desse esquema é o fato de ele ser robusto com relação aos efeitos da propagação por múltiplos percursos (especificamente, o desvanecimento seletivo e o espalhamento temporal) e ao ruído impulsivo.
Se um sistema de transmissão digital, que utiliza a modulação 256-QAM, opera com uma taxa de transmissão de 106 baud (ou símbolos-por-segundo), ele é capaz de transmitir bits à taxa de 8 Mbps.
Aplicações que requerem técnica de modulação que tenha eficiência espectral maior que 3 bps/Hz podem utilizar o esquema PSK (phase shift keying) ou o esquema QAM (quadrature amplitude modulation). Geralmente, usa-se mais o esquema PSK, porque ele requer uma banda de transmissão mais estreita e é mais robusto a não-linearidades.
A modulação QPSK (quaternary phase shift keying) é um esquema de modulação digital robusto e, por isso, ela é muito utilizada em sistemas de comunicação digital que utilizam canal com baixa razão sinal-ruído.
Em meios de transmissão não-guiada, como a atmosfera terrestre, é praticamente impossível transmitir sinais de banda básica porque não é técnica e economicamente viável a construção de antenas que radiem ou recebam eficientemente tais sinais.
Para transmissão de dados a taxas elevadas, três opções de meio de transmissão são o cabo coaxial, os enlaces terrestres de microondas e a fibra óptica. Se a distância entre transmissor e receptor é grande, geralmente é preciso usar repetidores para compensar a atenuação do sinal causada pelo meio de transmissão. Quando se usa fibra óptica ou microondas, o espaço entre repetidores pode ser de dezenas de quilômetros. Contudo, o cabo coaxial requer um espaço bem menor entre repetidores.
O par trançado é um meio de transmissão guiada que tem uma banda passante muito estreita, suficiente apenas para se transmitir sinais de banda estreita, como os sinais analógicos de voz ou de dados digitais a taxas até em torno de 64 kbps.
Na compressão de voz e imagens, ao contrário do que ocorre na compactação de dados, além de se eliminar informações redundantes na codificação do sinal, retira-se também parte da informação irrelevante. Desse modo, o processo de compressão de voz e imagem não é completamente reversível, sendo que o sinal resultante do processo de descompressão é diferente do sinal originalmente comprimido.
O padrão UMTS apresenta-se como a evolução natural do GSM para implantação de redes de comunicações pessoais móveis de terceira geração. Isso se deve ao fato de haver várias semelhanças entre esses sistemas, incluindo a faixa espectral de freqüências e os mecanismos de segurança associados ao cartão SIM. Assim, não é necessário o uso de aparelhos bi-band para comunicação em ambas as redes, o que possibilita uma transição gradual e segura para o usuário de telefonia móvel.
Uma característica relevante do GSM consiste na utilização de chip eletrônico (pequeno smart-card) para identificação do assinante, conhecido como SIM (subscriber identity module). O SIM tem dupla finalidade. Em primeiro lugar, o SIM permite que um assinante possa acessar os serviços de sua assinatura em aparelhos celulares diferentes, pois os códigos de identificação do assinante são armazenados no SIM e não no aparelho celular. Em segundo lugar, possibilita que o assinante seja identificado e autenticado mundialmente, pois o SIM possui um código de identificação internacional protegido com segurança criptográfica proprietária. Com o uso desses códigos secretos do assinante, que são armazenados no chip, toda comunicação de voz entre a estação móvel e a BTS em uma rede GSM é criptografada com objetivo de evitar escutas clandestinas por captura dos sinais de radiofreqüência.
A tecnologia GPRS consiste essencialmente de um serviço de comutação de pacotes sobre os canais de múltiplo acesso do GSM, para comunicações exclusivamente de dados, podendo chegar a taxas de transmissão de até 2 Mbps por estação móvel, desde que o aparelho celular adquirido pelo usuário suporte tais funcionalidades.
Para o envio de mensagens de texto do tipo SMS em uma rede GSM, utiliza-se o canal de transmissão de dados GPRS. Isso permite que uma mensagem de texto possa ser enviada ao mesmo tempo em que se realiza uma comunicação de voz.
A tecnologia GSM, padrão de comunicações móveis originário da Europa, utiliza uma técnica de múltiplo acesso do tipo CDMA, em que os canais de voz e de dados são definidos em termos de uma seqüência pseudo-aleatória única negociada entre a estação móvel (celular) e a estação rádio base de transmissão (BTS).
A mudança no sistema não implica nenhuma mudança no plano de numeração da rede, qualquer que seja a solução tecnológica escolhida.