Questões de Concurso
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No texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik aponta que, para Marx, “todas as formas de relações de alienação, exploração e opressão produzidas por uma práxis cega e naturalizante possam ser superadas e revolucionadas consciente e solidariamente por indivíduos ativos”.
Segundo o texto, para Marx, a superação da alienação ocorre por meio da
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes analisa a crise do capital: “A denominada crise do fordismo e do keynesianismo era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. [...] Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico”.
Diante da crise mencionada, Ricardo Antunes argumenta que a resposta do capital à crise priorizou
No informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, elaborado pelo IBGE, ao apresentar os resultados sobre moradia, ressalta-se: “Entre a população residente em domicílios próprios, 20,8% das pessoas pardas e 19,7% das pessoas pretas residiam em domicílios sem documentação da propriedade, enquanto a proporção encontrada entre as pessoas brancas era cerca de metade desse valor (10,1%)”.
Uma política pública para enfrentar a situação descrita são os projetos de
Flávia Piovesan, em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, discute medidas para promoção de igualdade material. Ela afirma: “As ações afirmativas constituem medidas especiais e temporárias que, buscando remediar um passado discriminatório, objetivam acelerar o processo com o alcance da igualdade substantiva por parte dos grupos socialmente vulneráveis, como as minorias étnicas e raciais, entre outros grupos. [...] Tais medidas cessarão quando alcançado o seu objetivo”.
Segundo o texto, as ações afirmativas contribuem para a igualdade mencionada ao
Iris Marion Young, em seu texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, ilustra falsos consensos em deliberações, como o presente no excerto: “Apesar de debates amplos e vigorosos sobre as causas e as soluções para a pobreza, tanto nos Estados Unidos quanto, cada vez mais, em outras partes do mundo, há um novo consenso importante sobre muitos termos do debate. [...] Essa política antipobreza deve acabar por transformar os indivíduos para melhor adequá-los às estruturas contemporâneas de emprego assalariado”.
Com base no excerto, é correto afirmar que Young argumenta que o falso consenso deliberativo mencionado
Um dos principais conceitos discutidos por Stuart Hall, em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, é o de identidades híbridas. Diz o autor: “As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades – híbridas – estão tomando seu lugar”.
Para Hall, as identidades híbridas
Em seu livro A identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall escreve: “Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas no final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais”.
Segundo Hall, as transformações da modernidade tardia propiciaram a
Conhecido por sua teoria social burocrática, Weber, em seu livro Ensaio de Sociologia, afirma: “Quando se estabelece plenamente, a burocracia está entre as estruturas sociais mais difíceis de destruir. A burocracia é o meio de transformar uma ‘ação comunitária’ em ‘ação societária’ racionalmente ordenada”.
De acordo com Weber, considerando as características da burocracia, suas implicações incluem a
Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, argumenta que a virtude é o pilar republicano. Diz o filósofo: “Não é necessária muita probidade para que um governo monárquico ou um governo despótico se mantenham ou se sustentem. A força das leis no primeiro, o braço sempre erguido do príncipe no segundo regram e contêm tudo. Mas num Estado popular se precisa de um motor a mais, que é a VIRTUDE”.
Montesquieu argumenta que, na ausência de virtude, uma república tende à
No texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, Bernard Lahire destaca a necessidade histórica do ensino das Ciências Sociais: “Os estados, em toda parte do mundo, sublinham a necessidade de formar para a cidadania, e visam geralmente responder a essa exigência pelo ensino moral ou da educação cívica. Ora, as ciências do mundo social poderiam e até mesmo deveriam estar no centro dessa formação”.
Segundo Lahire, o ensino defendido por ele tem sua relevância para formar
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes aborda a divisão sexual do trabalho: “Vivencia-se um aumento significativo do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho em diversos países avançados. [...] Sabe-se que esta expansão do trabalho feminino tem, entretanto, significado inverso quando se trata da temática salarial, terreno em que a desigualdade salarial das mulheres contradita a sua crescente participação no mercado de trabalho”.
De acordo com o excerto, a divisão do trabalho mencionada
Ao analisar a relação entre mercado de trabalho e informalidade, o IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, apresenta o seguinte resultado: “Tanto a taxa de desocupação, que representa a proporção de pessoas desocupadas sobre a força de trabalho, quanto a taxa de subutilização, indicador que inclui, além dos desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e pessoas que potencialmente poderiam estar na força de trabalho, das pessoas brancas foram inferiores às dos outros dois grupos populacionais analisados”.
No texto, infere-se que as diferenças nas taxas de desocupação e subutilização entre grupos raciais no Brasil apontam para
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a noção marxiana de práxis revolucionária: “Práxis revolucionária em Marx [...] implica, portanto, a tarefa a ser iniciada e permanentemente continuada, a fim de que os seres humanos não se deixem mais determinar por relações sociais estranhadas que foram inconscientemente por eles mesmos produzidas”.
A concepção marxiana apresentada no texto enfatiza a
Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, afirma: “As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas leis”.
Montesquieu conclui que as leis decorrem da relação racional entre a natureza das coisas, considerando que
Zygmunt Bauman, na introdução de seu livro Para que serve a Sociologia?, dialoga com o conceito de imaginação sociológica de C. Wright Mills, ao afirmar que “a imaginação sociológica transforma o pessoal em político. [...] É tarefa da imaginação sociológica [...] ajudar as pessoas a ‘compreender o significado de sua época em relação a suas próprias vidas’”.
Segundo Bauman, a Sociologia mostra sua relevância no contexto da transformação social ao
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a crítica de Marx à práxis enquanto objeto teórico: “Na oitava tese sobre Feuerbach, Marx destaca que toda a vida social é essencialmente prática e que os problemas teoricamente insolúveis encontram sua solução na práxis humana e na compreensão desta. Marx, portanto, indica para a práxis social e sua compreensão enquanto uma tarefa prática”.
No texto de Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, a crítica de Marx evidencia a
Em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, Flávia Piovesan discute a noção de direitos humanos: “compõem um construído axiológico, fruto da nossa história, de nosso passado, de nosso presente, fundamentado em um espaço simbólico de luta e ação social. [...] Realçam, sobretudo, a esperança de um horizonte moral, pautado pela gramática da inclusão, refletindo a plataforma emancipatória de nosso tempo”.
Segundo Piovesan, o desenvolvimento contemporâneo dos direitos humanos é marcado pela
Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, trata da relação entre consumo e felicidade: “A sociedade de consumidores talvez seja a única na história humana a prometer felicidade na vida terrena, aqui e agora e a cada ‘agora’ sucessivo. Em suma, uma felicidade instantânea e perpétua. [...] A sociedade de consumidores é avaliada, para o bem ou para o mal, pela felicidade de seus membros – em um grau desconhecido e dificilmente compreensível a qualquer outra sociedade de que se tem registro”.
Com base no texto, conclui-se que a promessa mencionada por Bauman
O IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, destaca: “Apesar da considerável expansão e democratização do ensino superior brasileiro a partir dos anos 2000 [...], as desigualdades de acesso relacionadas às características socioeconômicas dos estudantes continuam elevadas [...]. A classe social, o gênero e a cor ou raça do indivíduo permanecem fatores determinantes para uma melhor ou pior inserção no mercado de trabalho”.
De acordo com o excerto, é correto afirmar que a implicação direta da desigualdade no mercado de trabalho é a
Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, apresenta a seguinte tese sobre o trabalho: “Posso afirmar também que, em vez da substituição do trabalho pela ciência, ou ainda da substituição da produção de valores de troca pela esfera comunicacional ou simbólica, da substituição da produção pela informação, o que vem ocorrendo no mundo contemporâneo é uma maior inter-relação”.
A tese apresentada por Antunes pode ser compreendida por meio da inter-relação entre