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O valor do stopping power ou taxa de perda de energia por unidade de comprimento transferida por um íon em um meio material é de importância significativa com o uso do protocolo IAEA/TRS 277.
O protocolo IAEA/TRS 398 trouxe uma mudança conceitual em relação ao formalismo utilizado no protocolo IAEA/TRS 277, tendo em vista que passou a ter como base o fator de calibração em termos de dose absorvida no ar e não mais em termos de kerma na água, como anteriormente.
O uso de câmara de placas paralelas para dosimetria de elétrons de alta energia é recomendado para a implementação de um programa de controle de qualidade em radioterapia com feixes externos. O protocolo IAEA/TRS 381 pode ser utilizado nesse caso.
Com as inovações tecnológicas recentes, a precisão na dosimetria da dose absorvida nos tecidos-alvo aumentou para ± 6%.
O dosimetrista tem como alguns de seus atributos realizar a calibração dos feixes de Co-60 nas unidades de tratamento e avaliar a resposta e morbidade do tratamento.
Nos testes de controle de qualidade dos lasers utilizados em salas com equipamentos teleterápicos, há uma tolerância de erro de até 5 mm.
Não é recomendado o uso de intercomparações postais como um tipo de auditoria de qualidade, tendo em vista que os equipamentos irradiados podem ser danificados na sua movimentação entre a unidade de radioterapia e o laboratório credenciado para dosimetria.
Na teleterapia, é recomendado o uso de um sistema redundante de comprovação da qualidade dos instrumentos dosimétricos utilizados, a fim de assegurar que estes mantenham seus fatores de calibração invariáveis. Uma fonte selada de tecnécio-99m pode ser utilizada para esse fim, devido à sua meia-vida curta, na forma de comparação da resposta do instrumento de medida com a que se obtém no equipamento de teleterapia.
É recomendado que os controles de qualidade mensais tenham como base a verificação de parâmetros dosimétricos ou físicos cujas variações venham a produzir efeitos prejudiciais menores ao paciente em tratamento ou que tenham menor probabilidade na variação da dose absorvida ao longo do mês.
Para fontes de cobalto-60, é recomendada a verificação semanal da posição da fonte e para aceleradores lineares, o controle diário da dose de referência.
Considerando tratamentos braquiterápicos, é recomendado que a eficiência de coleta das cargas seja superior a 99% para câmaras do tipo poço comerciais e fontes de braquiterapia convencionais.
A atividade radioativa de uma fonte de irídio 192 em braquiterapia de alta taxa de dose é fornecida com incerteza de ± 20% pelo fabricante. Logo, devido a esse motivo a dosimetria da fonte com câmara-poço para uso em terapias torna-se necessária
A determinação da dose absorvida varia de acordo com o protocolo de dosimetria adotado. Logo, o estudo do percentual de dose profunda pode variar em função da escolha do protocolo utilizado no serviço de radioterapia
A câmara de ionização utilizada para a realização do controle de qualidade de um acelerador linear de elétrons pode ser calibrada em um gama irradiador de um laboratório credenciado de calibração, desde que a taxa de dose na qual o acelerador de elétrons atue esteja compatível com a taxa de dose emitida pela fonte radioisotópica utilizada no laboratório de calibração.
Com relação aos requisitos de gerência, a NBR ISO/IEC 17025 estabelece que a gerência técnica tem responsabilidade de assinar certificados de calibração e relatórios de ensaio e responsabilidade de treinamento dos técnicos do laboratório, além de outras responsabilidades.
A NBR ISO/IEC 17025 estabelece requisitos gerenciais para a implementação de um sistema de gestão de qualidade em laboratórios de ensaio e calibração, em acordo com a NBR ISO 9001.
Os protocolos IAEA/TRS-277 e IAEA/TRS-398 são utilizados apenas para dosimetrias em feixes de elétrons com câmaras de ionização cilíndricas.
Para um aparelho de telecobaltoterapia, em caso de falha no funcionamento do sistema automático de interrupção do feixe de radiação, o operador do aparelho deverá ter conhecimento prévio sobre os procedimentos necessários para interromper a irradiação manualmente ou por outros meios.
Os dosímetros clínicos devem ser calibrados, na faixa de energia em que são utilizados, com periodicidade máxima de um ano, e a calibração deve ser feita por instituições autorizadas pela CNEN.
O serviço de radioterapia deve possuir um plano de radioproteção contendo a instrumentação para medição da radiação, inclusive fornecendo a relação dos monitores de área e dosímetros clínicos com os respectivos certificados de calibração em vigor.