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Q3333307 Filosofia
Contemporâneo da Revolução Francesa e Imbuído do espírito de sua época, Georg Wilhelm Friedrich Hegel fundou seu sistema a partir da noção de liberdade do sujeito, cuja experiência se encontra envolvida pelo coletivo. Nesse sentido, Hegel criticou a filosofia transcendental de Kant por ser muito abstrata. Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que o sujeito interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser.

(Aranha e Martins, 2009)

Como ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, dessa nova concepção de vir-a-ser surge a dialética, entendida por Hegel enquanto uma nova
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Q3333306 Filosofia
John Locke contrapõe-se tanto à concepção de Thomas Hobbes de um soberano absoluto quanto à dos defensores dos direitos divinos dos reis. Segundo a concepção de Locke, a sociedade resulta de uma reunião de indivíduos, visando garantir suas vidas, sua liberdade e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome dos direitos naturais do ser humano que é realizado o contrato social entre os indivíduos que instaura a sociedade, e o governo deve, portanto, comprometer-se com a preservação destes direitos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
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Q3333305 Filosofia
No tempo de Kant (séc. XVIII), a ciência newtoniana já estava plenamente constituída e as questões relativas ao conhecimento ainda giravam em torno da controvérsia entre racionalistas e empiristas. Sua filosofia é chamada criticismo porque, diante da pergunta “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos e o que é conhecimento?”. Em sua obra Crítica da razão pura, Kant coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não teria fundamento.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins que, para Kant,
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Q3333304 Filosofia
A própria noção de Iluminismo indica, através da metáfora da luz e da claridade, uma oposição às trevas, ao obscurantismo, à ignorância, à superstição, ou seja, à existência de algo oculto. O Iluminismo enfatiza, ao contrário, a necessidade de o real, em todos os seus aspectos, tornar-se transparente à razão. O pressuposto básico do Iluminismo afirma, portanto, que todos os seres humanos são dotados de uma espécie de luz natural.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Como aponta Danilo Marcondes, o Iluminismo pressupõe que
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Q3333303 Filosofia
Locke critica a doutrina das ideias inatas de Descartes, afirmando que a alma é como uma tabula rasa – tábua sem inscrições –, como um pedaço de cera em que não há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso o conhecimento começa apenas a partir da experiência sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as teriam, além de que a ideia de Deus não se encontra em toda parte, pois há povos sem essa representação ou, pelo menos, sem a representação de Deus como ser perfeito.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo as autoras, ao investigar a origem das ideias, ao contrário dos filósofos racionalistas, Locke preferiu priorizar
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Q3333302 Filosofia
A ciência moderna surge quando se torna mais importante salvar os fenômenos e quando a observação, a experimentação e a verificação de hipóteses tornam-se critérios decisivos, suplantando os argumentos metafísicos. Trata-se, no entanto, como quase sempre na história das ideias, de um longo processo de transição, muito mais do que de uma ruptura radical.


(Marcondes, 2010)



Segundo Danilo Marcondes (2010), um exemplo do poder da observação na modernidade é dado pela
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Q3333301 Filosofia
Uma relevante consequência da postulação do cogito nas Meditações de René Descartes é o chamado dualismo psicofísico (ou dicotomia corpo-consciência), segundo o qual o ser humano é um ser composto de substância pensante e substância extensa.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Qual é a principal crítica dirigida ao dualismo psicofísico defendido por René Descartes?
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Q3333300 Filosofia
No livro A utopia, uma das obras mais célebres e influentes do renascimento, Thomas Morus usa de ironia para formular a imagem de um Estado ideal, em que não há propriedade privada, defende a tolerância religiosa, critica o autoritarismo dos reis e da Igreja e favorece a razão e a virtude.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), Thomas Morus defende
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Q3333299 Filosofia
Embora continuasse a valorizar a fé como instrumento de conhecimento, Tomás de Aquino não desconsidera a importância do “conhecimento natural”. Se a razão não pode conhecer, por exemplo, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, para Tomas de Aquino, uma dessas provas revela que
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Q3333298 Filosofia
Após uma detalhada consideração da natureza do signo e do processo de comunicação na obra De magistro, santo Agostinho conclui, na linha das concepções tradicionais na Antiguidade que, dada a convencionalidade do signo linguístico – isto é, as palavras variam de língua para língua e são sinais arbitrários das coisas –, este não pode ter qualquer valor cognitivo mais profundo; não é através das palavras que conhecemos; logo não podemos transmitir conhecimento pela linguagem. A possibilidade de conhecer supõe algo de prévio, que torna inteligível a própria linguagem.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, para santo Agostinho, a possibilidade de conhecer é resgatada 
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Q3333297 Filosofia
É fato que o excesso de exercícios bem como a deficiência destes arruínam o vigor; do mesmo modo, tanto a bebida e o alimento em demasia quanto a falta destes arruínam a saúde, quando em proporção adequada a produzem, aumentam e preservam. O mesmo acontece em relação à moderação, à coragem e às outras virtudes. Aquele que, tomado pelo medo, de tudo foge e nada suporta se torna um covarde, ao passo que aquele que não experimenta medo diante de coisa alguma e tudo enfrenta se torna um temerário. Do mesmo modo, aquele que se curva a todos os prazeres e não se refreia diante de nenhum se converte em um licencioso. Por outro lado, quem se afasta de todos os prazeres, como os indivíduos rudes, se torna [um indivíduo] insensível.

(Aristóteles, 2001)

Segundo Aristóteles, para alcançar a virtude, é necessário
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Q3333296 Filosofia
Além da lógica simbólica, atualmente foram desenvolvidos outros sistemas lógicos. Algumas dessas lógicas são complementares, no sentido de ampliarem aspectos da lógica clássica, outras são rivais ou alternativas e contrariam alguns fundamentos dela. As diferenças são as mais diversas: algumas consideram a possibilidade e a contingência; ou o tempo verbal assume relevância que não existe na lógica tradicional, há as que recusam o princípio da bivalência – para o qual só há dois valores, o verdadeiro e o falso – para admitir um terceiro valor, o indeterminado.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Um exemplo importante de teoria lógica não clássica é a denominada lógica paraconsistente. Conforme as autoras, nessa teoria lógica
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Q3333295 Filosofia
A escola estoica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (344-262 a.C.). A doutrina estoica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão, Cleantes (330-232 a.C.) e Crisipo (280-206 a.C.). O estoicismo concebe a filosofia de forma sistemática e composta de três partes fundamentais: a física, a lógica e a ética, cuja relação é explicada através da metáfora da árvore. A física corresponderia à raiz, a lógica ao tronco e a ética aos frutos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a
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Q3333293 Filosofia
Uma das possibilidades de se caracterizar a filosofia é através da problemática do conhecimento. O conhecimento pode ser caracterizado como a posse de uma representação correta do real. Uma análise de nossas pretensões ao conhecimento é possível na medida em que examinemos como se formam essas representações. Tal análise tem um caráter fundacional, no sentido de que permite que avaliemos criticamente as bases de nossas pretensões ao conhecimento da realidade sem apelar para este conhecimento como pressuposição de nossa investigação.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, é nesse sentido que a obra de Platão pode ser entendida como
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Q3333292 Filosofia
A originalidade da pólis grega é que ela estava centralizada na ágora (praça pública), espaço onde se debatiam os problemas de interesse comum. Separavam-se na pólis o domínio público e o privado: isso significava que ao ideal de valor de sangue, restrito a grupos privilegiados em função do nascimento ou fortuna, se sobrepunha a justa distribuição dos direitos dos cidadãos como representantes dos interesses da cidade. Desse modo era elaborado o novo ideal de justiça, pelo qual todo cidadão tinha direito ao poder. A noção de justiça assumia caráter político, e não apenas moral, ou seja, não dizia respeito apenas ao indivíduo e aos interesses da tradição familiar, mas à sua atuação na comunidade.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, o surgimento da pólis grega foi resultado
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Q3333291 Filosofia
O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui a forma básica da explicação científica, e é, em grande parte, por esse motivo que consideramos as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre o real dos filósofos jônicos como o início do pensamento científico. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determina.

(Marcondes, 2010)

Segundo Danilo Marcondes, no entanto, um problema epistemológico inerente à explicação causal é 
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Q3333289 Filosofia
A leitura histórica da tradição nos mostra que os grandes filósofos deixaram a sua marca e influenciaram o desenvolvimento da filosofia na medida em que tiveram ideias originais e abriram novas possibilidades para o pensamento, mas também na medida em que tiveram bons leitores, isto é, seguidores e discípulos que souberam, inclusive criticamente, interpretar seu pensamento, tomá-los como pontos de partida para novos desenvolvimentos e encontrar novas dimensões e novas aplicações de suas obras.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Diante da colocação de Danilo Marcondes (2010), cabe afirmar que a
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Q3333288 Filosofia
É possível definir filosofia? O filósofo alemão Edmund Husserl diz que ele sabe o que é filosofia, ao mesmo tempo em que não sabe. Isto é, a explicitação do que é a filosofia já é uma questão filosófica. E adverte que apenas os pensadores pouco exigentes se contentam com definições cabais. Além disso, a filosofia não está à margem do mundo, nem constitui uma doutrina, um saber acabado ou um conjunto de conhecimentos estabelecidos de uma vez por todas.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo as autoras, a despeito das diferentes definições propostas, haveria uma prática filosófica reconhecida como início do filosofar, qual seja,
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Q3333287 Filosofia
As indagações fundamentais da atitude filosófica e da reflexão filosófica não se realizam ao acaso, segundo preferências e opiniões de cada um de nós. As indagações filosóficas realizam-se de modo sistemático. Sistema é uma palavra que vem do grego e significa um todo cujas partes estão ligadas por relações de concordância interna. No caso do pensamento, significa um conjunto de ideias internamente articuladas e relacionadas, graças a princípios comuns ou a certas regras e normas de argumentação e demonstração que as ordenam e as relacionam num todo coerente.

(Chauí, 2010. Adaptado)

Para Marilena Chauí (2010), dizer que as indagações filosóficas são sistemáticas significa afirmar que a Filosofia
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Q3333286 Filosofia
Nossa vida cotidiana é um tecido de opiniões e de crenças que recebemos de nossa família, da escola, no trabalho, no lazer, dos meios de comunicação. Raramente procuramos comprovar a veracidade ou correção dessas crenças e opiniões: nós as aceitamos como naturais, válidas em toda parte e para toda gente. Vivemos no senso comum de nossa sociedade. Ainda que tenhamos opiniões diferentes, não duvidamos de que o mundo existe tal como o percebemos e de que é o mesmo para todos.

(Chauí, 2010. Adaptado)

No excerto, Marilena Chauí argumenta que o senso comum
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Respostas
921: B
922: A
923: C
924: D
925: E
926: B
927: D
928: B
929: C
930: E
931: A
932: B
933: E
934: C
935: A
936: E
937: A
938: B
939: D
940: E