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Q3523476 Filosofia
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
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Q3523475 Filosofia
Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento primordial, postulando outros elementos, respectivamente, o ar e o apeiron, como tendo esta função (Marcondes, 2010. Adaptado).
Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado como sinal de que nessa escola filosófica
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Q3523474 Filosofia
“Cada indivíduo julga corretamente o que conhece, sendo disso um bom juiz. Para que possa, portanto, julgar um assunto particular, é preciso que o indivíduo tenha sido educado nesse sentido; para ser um bom juiz, em geral, é necessário que tenha recebido uma educação completa. Sendo assim, o jovem não está apto para o aprendizado da política, porque carece de experiência de vida, que é o que supre o objeto de estudo e as teorias; além do que ele é conduzido por suas paixões. E não importa se é jovem na idade ou é uma questão de imaturidade. A lacuna não tem cunho cronológico; o problema é que sua vida e as várias metas desta são norteadas pela paixão, pois para tais indivíduos o conhecimento, como para aqueles destituídos de autocontrole, é inútil. Entretanto, para aqueles que guiam seus desejos e ações pela razão, o conhecimento dessas matérias poderá ser sumamente valioso”. (Aristóteles, 2001, 1095a1. Adaptado)
Para Aristóteles, cabe afirmar que
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Q3523473 Filosofia
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que
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Q3523472 Filosofia
A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário
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Q3518926 Filosofia
Ao abordar ética em sala, qual exercício filosófico favorece internalização reflexiva dos princípios morais?
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Q3508475 Filosofia
Na obra Cibercultura, o filósofo Pierre Lévy apresenta reflexões oportunas para se repensar os caminhos da humanidade e, em especial, da aprendizagem, com o advento das tecnologias digitais. No capítulo X, intitulado “A nova relação com o saber”, ressalta que, com o advento do ciberespaço, o saber se articula à nova perspectiva de educação, em função das novas formas de se construir conhecimento.

Assinale a alternativa que apresenta a forma como o pensador francês vê o impacto da Cibercultura e do Ciberespaço nos processos de ensino e aprendizagem.
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Q3504310 Filosofia
Considere o texto a seguir.

“Se analisarmos as hipóteses já concebidas pela filosofia ou pela razão comum para explicar a diferença entre a beleza e a deformidade, veremos que todas se reduzem a esta: que a beleza é uma ordenação e estrutura tal das partes que, pela constituição primitiva de nossa natureza, pelo costume, ou ainda pelo capricho, é capaz de dar prazer e satisfação à alma. Este é o caráter distintivo da beleza, constituindo toda a diferença entre ela e a deformidade, cuja tendência natural é produzir desprazer. O prazer e o desprazer, portanto, não são apenas os concomitantes necessários da beleza e da deformidade, mas constituem sua essência.”

Esse fragmento apresenta características da Estética vinculadas ao pensamento de 
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Q3504309 Filosofia
Considere a definição a seguir.

“Na experiência estética, o sentimento imediato da beleza opera como abertura de um espaço que nos libera da submissão mecânica às regras do entendimento, do dever ético e das demandas do desejo sensível.” (ROSENFIELD, Kathin, 2006, p. 29).

Essa definição de prazer estético é atribuída a
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Q3504308 Filosofia
O Empirismo defende que todo o conhecimento advém da experiência sensível e que as sensações e percepções dependem das coisas exteriores. Segundo essa corrente filosófica, o conhecimento
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Q3504307 Filosofia
Ao analisar corpus teóricos como a psicanálise freudiana, o marxismo ou a psicologia de Adler, Karl Popper escreveu:

"Quanto a Adler, fiquei muito impressionado com uma experiência pessoal. Uma vez, em 1919, relatei a ele um caso que não me parecia particularmente adleriano, mas que ele não encontrou dificuldade para analisar em termos de sua teoria do sentimento de inferioridade, sem ter nem mesmo visto a criança. Um pouco chocado, perguntei como podia ter tanta certeza. 'Por causa da minha experiência, já tive mil casos assim', respondeu ele. Depois disso, não pude deixar de dizer: 'e agora, suponho, sua experiência aumentou para mil e um casos."
(BARONE, Steven; BRUCE, MICHAEL, Bruce. (ORG). Os 100 argumentos mais importantes da filosofia ocidental. Tradução de Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2013. pp 407).

A afirmativa que condiz de modo mais específico com a crítica proposta por Popper à psicologia adleriana é:
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Q3504306 Filosofia
Descartes em sua obra Discurso do método afirma:

“Minha existência como coisa que pensa está doravante garantida e vejo claramente que esta coisa pensante é mais fácil, enquanto tal, de conhecer do que o corpo, a cujo respeito até agora nada me certifica. Este Cogito, este "eu penso", modelo de pensamento claro e distinto, dá-me a garantia subjetiva de toda ideia clara e distinta no tempo em que a percebo.”
(2ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p.14 - Coleção Os Pensadores)

De acordo com esse pensamento, a filosofia
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Q3504304 Filosofia
Jean-Pierre Vernant (1994) analisa O universo espiritual da polis e assevera:

“O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento político por excelência, a chave de toda autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem.”

Com base no fragmento, o termo grego que expressa o poder da palavra e toda a força de persuasão é 
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Q3504303 Filosofia
Giorgio Colli (1996), ao tratar sobre o desafio do enigma, expressa:

“Através do oráculo, Apolo impõe ao homem a moderação, enquanto ele próprio é imoderado; exorta-o ao controle de si, enquanto ele se manifesta através de um “páthos” incontrolado – com isso o deus desafia o homem, provoca-o, quase o instiga a desobedecê-lo. Tal ambiguidade se imprime na palavra do oráculo, faz dela um enigma.”

Com base nesse fragmento, é correto afirmar que 
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Q3504302 Filosofia
A Filosofia Patrística teve início por volta do século I d.C., com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, e se estendeu até o século VIII. Essa corrente filosófica surgiu da tentativa de conciliar o Cristianismo com o pensamento filosófico greco-romano. Seu principal objetivo era harmonizar fé e razão. Nesse contexto, os pensadores patrísticos defendiam a religião cristã contra críticas teóricas e morais, além de difundirem seus ensinamentos por meio da formulação de dogmas. Os principais representantes da Patrística são:
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Q3504301 Filosofia
Estudos recentes têm destacado a presença das mulheres na filosofia, buscando visibilidade e reconhecimento das filósofas ao longo da história e a importância de suas contribuições. Filósofas contemporâneas defendem que as mulheres sempre estiveram presentes, mas foram silenciadas durante muitos séculos. Na filosofia antiga, temos Diotima de Mantineia (séc. V a.C.), mestra de Sócrates. Embora Diotima possa ser uma figura mítica ou alegórica, ela simboliza tanto a exclusão quanto a participação das mulheres no nascimento da filosofia. A obra de Platão em que Diotima aparece é 
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Q3504300 Filosofia
Estudos recentes sugerem que a filosofia reelabora e racionaliza as narrativas míticas ao identificar suas contradições e buscar novas explicações baseadas na razão. Nesse sentido, é correto afirmar que 
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Q3504299 Filosofia
Marilena Chauí (1994) aborda o nascimento da filosofia e discute a tese de uma "filiação oriental da filosofia". Segundo a autora, 
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Q3504298 Filosofia
Em “Livro dos méritos da vida”, a autora faz uma advertência aos vivos para que não abandonem o caminho do Bem. Para seguir esse caminho, a autora indica que se deve aprofundar em componentes do campo ético extraídos da tradição aristotélica, como, por exemplo, as noções de Virtude e Vício. A filósofa que escreveu esse livro e propôs essas ideias chamava-se
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Q3504297 Filosofia
Considere o excerto a seguir.

“[...] numa primeira fase o invasor instala sua dominação, estabelece firmemente sua autoridade. O grupo social submetido econômica e militarmente é desumanizado segundo um método polidimensional. Exploração, torturas, pilhagens, racismo, assassinatos coletivos, opressão racional se revezam em diferentes níveis para literalmente fazer do autóctone um objeto nas mãos da nação ocupante.”
(FANON; Frantz. Por uma revolução africana: textos políticos. Tradução de Carlos Alberto de Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2021, p. 74).

Esse excerto da obra de Frantz Fanon faz referência ao estágio de exercício do poder colonial conhecido como 
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Respostas
801: E
802: C
803: C
804: A
805: D
806: A
807: C
808: A
809: B
810: C
811: D
812: B
813: D
814: C
815: D
816: B
817: C
818: C
819: C
820: B