Questões de Concurso

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Q3529269 Filosofia
“Filósofos pré-socráticos, em muitos casos, certamente deixaram uma obra escrita, que conhecemos em parte, como p.ex. o Poema de Parmênides, e o tratado Da natureza de Heráclito. Entretanto, essas obras não sobreviveram integralmente. São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.”

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Destaca Danilo Marcondes que a diferença entre essas duas fontes consiste em que
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Q3529268 Filosofia
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins na obra Filosofando: introdução à filosofia: “O mito não se reduz a simples lendas, mas faz parte da vida humana desde seus primórdios e ainda persiste no nosso cotidiano como uma das experiências possíveis do existir humano, expressas por meio das crenças, dos temores e desejos que nos mobilizam. No entanto, hoje os mitos não emergem com a mesma força com que se impuseram nas sociedades tribais” (2009).

Segundo as autoras, na contemporaneidade, os mitos impõem-se diferentemente porque
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Q3529267 Filosofia
No livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Egeu. Essas colônias, dentre as quais se destacaram Mileto e Éfeso, foram importantes portos e entrepostos comerciais. Eram cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos” (2010. Adaptado).

No que diz respeito à origem da Filosofia, para o autor, o cosmopolitismo cultural promoveu
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Q3529266 Filosofia
Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins destacam que: “O “falar sobre o mundo” simbolizado pelo mito está impregnado do desejo humano de afugentar a insegurança, os temores e a angústia diante do desconhecido, do perigo e da morte. Para tanto, os relatos míticos sustentam-se na crença, na fé em forças superiores que protegem ou ameaçam, recompensam ou castigam. Entre as comunidades tribais, os mitos constituem um discurso de tal força que se estende por todas as esferas da realidade vivida” (2009. Adaptado).

Desse modo, para as autoras, quando o mito “falar sobre o mundo” são
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Q3527788 Filosofia
Assinale a alternativa correta quanto à leitura apresentada por Ferreira (in Rangel, 2001) sobre a liberdade como entendida na corrente de pensamento do liberalismo.
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Q3526577 Filosofia
Alguns autores definem a Geografia como o estudo da superfície terrestre. Essa concepção é a mais usual, e ao mesmo tempo a de maior vaguidade, pois a superfície da Terra é um teatro privilegiado (por muito tempo o único) de toda reflexão científica, o que desautoriza a colocação de seu estudo como especificidade de uma só disciplina. Essa definição do objeto apoia-se no próprio significado etimológico do termo Geografia – descrição da Terra. Assim, caberia ao estudo geográfico descrever todos os fenômenos manifestados na superfície do planeta, sendo uma espécie de síntese de todas as ciências.
(Antonio Carlos Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado) 

Essa concepção origina-se das formulações de Kant. Para esse autor, haveria duas classes de ciências, as primeiras, apoiadas na razão, e as segundas, apoiadas na observação e nas sensações. Respectivamente, as primeiras e segundas ciências consistem em
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Q3525827 Filosofia
No texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Alberto Cupani analisa o objeto de estudo da filosofia da tecnologia de Mario Bunge: “A tecnologia pode, assim, ser definida como: o campo de conhecimento relativo ao desenho de artefatos e à planificação da sua realização, operação, ajuste, manutenção e monitoramento à luz do conhecimento científico”.

Segundo o texto, a tecnologia pode ser caracterizada como
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Q3525826 Filosofia
Ao refletir sobre os resultados de sua pesquisa, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, destacam que: “O texto exposto se fundamentou […] na tentativa de aproximar a realidade cotidiana dos estudantes com o mundo da Filosofia. Pelos resultados alcançados […] percebe-se que essa possibilidade é premente e provocativa, necessitando, para tanto, que a reflexão filosófica não fique presa ao currículo […], o que pode ser facilitado com o uso dos elementos da Cultura Digital”.

No contexto da recomendação apresentada no excerto, os autores salientam que uma das funções do docente é 
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Q3525825 Filosofia
Em seu livro Ética prática, Peter Singer discute o princípio da igualdade como se segue: “O princípio da igualdade na consideração de interesses atua como uma balança […]. Balanças fidedignas favorecem o lado cujo interesse é maior ou cujos diversos interesses se combinam para exceder em peso um pequeno número de interesses semelhantes; mas ignoram totalmente a quem pertencem os interesses que ponderam”.

No excerto, o princípio formulado por Peter Singer
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Q3525824 Filosofia
Ao discutir os quatro princípios tradicionais da Bioética, Volnei Garrafa, em seu texto Introdução à Bioética, diz: “[…] a partir da visão anglo-saxônica do mundo, o tema da autonomia foi maximizado hierarquicamente com relação aos outros três, tornando-se uma espécie de super-princípio; este fato contribuiu para que a visão […] passasse a ser aceita como vertente decisiva para a resolução dos mesmos, o que nem sempre acontece. Em diversas nações indígenas, por exemplo, ou mesmo em algumas culturas orientais, o tema da autonomia é praticamente desconhecido”.

De acordo com Garrafa, a maximização do princípio da autonomia é criticada, pois
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Q3525823 Filosofia
Quando reflete eticamente sobre a democracia, Peter Singer, em seu livro Ética Prática, discute formas de legitimar a desobediência civil em uma sociedade democrática: “A primeira baseia-se no fato de a decisão que contestamos não representar uma expressão genuína da opinião da maioria. […] Neste caso, o uso de meios ilegais pode ser encarado como uma extensão do uso de meios legais para garantir uma decisão genuinamente democrática. […] A desobediência civil é um meio adequado para estes fins quando os meios legais se revelam ineficazes, porque, apesar de ser ilegal, não ameaça a maioria nem tenta coagi-la”.

De acordo com Peter Singer, a desobediência civil no contexto mencionado
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Q3525822 Filosofia
Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a possibilidade de se fazer uma aliança com a Fortuna, esta não é mais uma força impiedosa, mas uma deusa boa [...]. Ela é mulher, deseja ser seduzida e está sempre pronta a entregar-se aos homens bravos, corajosos, aqueles que demonstram ter virtù”.

No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em 
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Q3525821 Filosofia
A saída do estado de “guerra de todos contra todos” em Hobbes é abordada por Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, na seguinte passagem: “Como pôr termo a esse conflito? Há uma base jurídica para isso […] a lei de natureza […] Mas não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista um Estado dotado da espada, armado, para forçar os homens ao respeito. […] No Estado deve haver um poder soberano, isto é, um foco de autoridade que possa resolver todas as pendências e arbitrar qualquer decisão. Hobbes desenvolve essa ideia”.

Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
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Q3525820 Filosofia
Em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote argumentam que: “O ensino de filosofia é fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão ética e da compreensão da complexidade do mundo. A filosofia pode ajudar os estudantes a pensar de forma autônoma, a questionar seus preconceitos e a compreender as diferentes perspectivas sobre os problemas da vida. E, para dinamizar essas possibilidades, há pesquisas que recorrem aos recursos digitais provenientes da cultura digital”.

Com base no texto, recorrer aos recursos indicados é relevante para o ensino de filosofia, pois 
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Q3525819 Filosofia
Alberto Cupani, em seu texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, apresenta o seguinte entendimento de Mario Bunge sobre a tecnologia: “Como depende em sua produção e controle dos seres humanos […], a tecnologia está assim sujeita aos mais variados interesses e propósitos. Muitos dos excessos e extravios da tecnologia são para ele derivados do código moral nela implícito. Trata-se de um código que separa o homem do resto da natureza, autorizando-o a submetê-la e isentando-o de responsabilidades”.

Com base na citação, o conceito criticado por Bunge é
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Q3525818 Filosofia
Em seu texto Introdução à Bioética, Volnei Garrafa apresenta a seguinte contribuição da Bioética: “Uma das bases de sustentação da bioética, como já foi dito, é a ‘ética prática’ ou ‘ética aplicada’. Atualmente, este campo específico da filosofia (ainda contestado por muitos filósofos…) tem sua utilização mais aperfeiçoada, mais acabada, exatamente através da bioética”.

Conforme o texto, a Bioética se apresenta como uma utilização mais aperfeiçoada da “ética aplicada” ao 
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Q3525817 Filosofia
Dentre as questões discutidas em seu livro Ética prática, Peter Singer aborda a pobreza. Segundo o autor: “Não ajudar seria um mal, seja ou não intrinsecamente equivalente a matar. Ajudar não é, como se pensa habitualmente, um ato de caridade digno de elogio”.

O argumento do autor diante do problema mencionado estabelece que 
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Q3525816 Filosofia
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da servidão à liberdade, explica a unidade temática presente nas obras Contrato social e Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau, como se segue: “A chave para se entender a articulação entre essas duas obras está no primeiro parágrafo no capítulo I, do livro I, do Contrato: ‘O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles. Como se deve esta transformação? Eu o ignoro: o que poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão’”.

De acordo com Rousseau, a forma legítima de superar a transformação mencionada consiste
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Q3525815 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes analisa a relação entre os sofistas e Sócrates na seguinte passagem: “O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade. Isso mostra uma proximidade maior entre Sócrates e os sofistas do que entre Sócrates e os pré-socráticos”.

Segundo Danilo Marcondes, o elemento central que aproxima os filósofos mencionados é
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Q3525814 Filosofia
Em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho ressalta que: “É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos, pois, nesse nível, podemos concordar ou discordar sobre a maneira como se exprime a experiência do mundo, as vivências etc.”

Segundo o autor, a investigação descrita é considerada central para o debate filosófico porque
Alternativas
Respostas
681: E
682: A
683: E
684: B
685: D
686: B
687: B
688: C
689: D
690: B
691: E
692: A
693: C
694: D
695: D
696: B
697: E
698: C
699: A
700: E