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Q3673370 Filosofia
A Pólis não é apenas a Cidade-Estado no sentido geográfico e demográfico, mas é a unidade espiritual de formação do cidadão, enquanto indivíduo moral não separado do todo, do cosmos que ela é, de modo que a vida pública é vida ética e a escolha do modo de vida é a manifestação das virtudes que orientam essa vida. A ética dos antigos gregos busca relacionar de maneira inseparável a condução da vida pública com os princípios morais que a orientam e, para tal, em relação a essa vivência integrada, na boa disposição entre as coisas necessárias e as coisas passageiras, o indivíduo moral é o mesmo que o indivíduo político e desenvolve no contexto da sua práxis a
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Q3673369 Filosofia
O pensamento político do filósofo paduano Marsílio, na sua obra O Defensor da Paz, antecipa em alguns séculos a reflexão política sobre a necessidade da centralidade do poder para configurar o governo na forma de um Estado. Para o autor, o elemento estruturante dessa configuração do poder é a constituição do Reino mediante as suas partes, sendo o governo a parts principans (a parte principal) da qual todas as outras extraem a sua natureza, inclusive o poder religioso. Só é possível a um Reino estabelecer-se em vista da sua finalidade se o poder nele exercido for unificado e centralizado em torno da sua causa final, que é a paz. Assim, o Rei governa em vista da finalidade própria e exigida pela razão para haver um governo e as partes subordinadas a esse poder, não intervindo nas relações que não competem à sua natureza, mas constituindo-se em harmonia e obediência ao governante
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Q3673368 Filosofia
Por meio da realidade inteligível, que no pensamento de Santo Agostinho é o modo como Deus cria e dispõe todas as coisas segundo uma ordem, a realidade material é disposta de acordo com a forma que Deus lhe confere e, mesmo na diversidade das formas, ela permite elevar a inteligência a Deus, ao Deus uno, por que é dele que provém toda a forma que dá à matéria a harmonia, ou seja, a beleza. A beleza, portanto, reserva em si um conteúdo inteligível, que é a forma como Deus dispõe aquilo que ele cria, e uma realidade material, a diversidade que forma o todo, sem que haja confusão e indistinção entre as coisas na sua profunda diversidade. A ideia de beleza elaborada por Santo Agostinho, base para compreender como a arte imita a natureza e a natureza é a forma da Ideia de Deus para o que é realidade material, desenvolveu a noção de criação Ex Nihilo, pois a beleza expressa o modo como Deus cria a partir da ideia, a qual confere às coisas e à sua 
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Q3673367 Filosofia
O pensamento político de Maquiavel desenvolve uma filosofia do poder, do exercício do poder desvinculado do exercício ético, de modo que a sua teoria política não é sobre como deve ser o poder, mas sobre como é o poder e que isso exige do princípe a sabedoria e o trato para lidar com as suas exigências. Assim, o soberano é aquele que estabelece a dinâmica do Estado como a do poder mantido e preservado em torno de si, independente se o Principado tenha sido uma conquista recente ou por sucessão estabelecida, o principado hereditário. Para tal, o autor desenvolve os conceitos de Virtù e de Fortuna, e ambos são fundamentais para a compreensão da natureza do Estado e a sua relação com a história. Em ambos os conceitos, o tema do poder é central e também o modo como se governa. O fato que, segundo o autor, leva Reinos a surgirem ou a desaparecem, assim como os seus soberanos, é que os principados conquistados pela Virtù, em relação aos que se conquistam pela Fortuna são
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Q3673366 Filosofia
Na obra A República, Platão desenvolve a sua filosofia sobre a Cidade Ideal e a sua relação com a Justiça. Nenhuma cidade pode ser a ideal sem pensar o que é a justiça e o que constitui a sua natureza; como ela orienta as paixões e a razão, gerando a virtude e assim situando cada pessoa mediante aquilo com que ela pode contribuir na construção da cidade. Àqueles cuja virtude produz o saber das coisas práticas, cabe assumi-las e as realizar, e, assim, a Justiça se conserva na Pólis. Àqueles cuja virtude é a disciplina militar, compete-lhes a estratégia e a organização em tropas. É reservado àqueles que podem pensar a Justiça e alcançam a sua ideia o governo da Cidade e a realização da Justiça mediante o bom e correto julgamento das realidades. Sobre as realidades, Platão as distinguiu numa célebre alegoria, que está no Livro VII e que recebeu o nome de Alegoria da Caverna. Nela, uma ideia é fundamental para a compreensão da distinção que o filósofo faz dos tipos de alma que constituem o ser humano e lhe permite, mediante o seu exercício rigoroso, contemplar as coisas à luz do sol e na sua falta, satisfazer-se à projeção das chamas da fogueira; essa ideia é a de
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Q3673365 Filosofia
A presença da Filosofia como disciplina filosófica no currículo do Ensino Médio nunca esteve separada das questões políticas de Educação para o Brasil. A supressão da sua presença no período da ditadura militar, assim como a sua volta mediante a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação, Lei 9394/96, dizem dos projetos políticos em curso no país e também da oferta de conteúdos formativos às gerações em processo de escolarização. Assim, compreende-se a implantação do chamado Novo Ensino Médio que, em nome e no desejo de melhorar o sistema educacional do Brasil, trouxe a flexibilização de cargas horárias para os currículos, mediante o interesse do público estudantil matriculado nas unidades escolares, oculta um problema que tensiona a formação de professores e professoras de filosofia diante da
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Q3673364 Filosofia
O ser humano é o animal que traz consigo, pela linguagem, o acesso a si mesmo como humanidade, podendo recorrer sempre a essa fonte de projeção de si para analisar aquilo que lhe antecedeu, mediante os seus interesses e também mediante aquilo que lhe é apresentado como sendo do humano, esse animal separado dos outros animais. A educação é o processo pelo qual esse ser retoma as ações e as figuras humanas segundo o que elas fizeram e como contribuíram nesse processo ininterrupto. A filosofia por sua natureza de amante da sabedoria, despertando o interesse do humano pelo conhecimento através do exercício do pensar, busca contribuir para a realização desse processo educativo mediante o ensino pautado
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Q3673363 Filosofia
A finalidade da obra de arte é a contemplação do Belo e da Beleza, que se tornam uma só e mesma coisa. O Belo e a Beleza se relacionam intimamente, indistintamente e substancialmente. Nessa estreita relação, a obra de arte comunica e manifesta os espectros que o ser humano toma para a configuração do que pode ser visto, manifesto, apreendido pelos sentidos. A estética é a capacidade de sentir pelos sentidos, da mesma forma que é a construção da percepção, da comunicação e da representação de tudo o que o ser humano é capaz de expressar. Essa abertura ao fenômeno humano mediada pela expressão estética traz consigo a tensão sobre
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Q3673362 Filosofia
Uma das definições clássicas de ética é a que trata da análise das ações humanas no sentido de como elas favorecem (ou desfavorecem) a realização do ser humano tanto individualmente como coletivamente, enquanto ideia de humanidade. Nessa definição de ética, a racionalidade é um ponto importante para desenvolver as ideias de responsabilidade, participação (ou em que medida cada pessoa pode contribuir para o projeto humano) e juízo moral com a reflexão sobre o impacto das nossas ações. Para que as necessidades temporais não constituíssem um impeditivo à elaboração, por parte da racionalidade, de pressupostos de como agir, a ciência moral voltou-se às excelências que a razão estabeleceu como sendo a sua forma e a sua força (sustentação) na expressão da
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Q3673361 Filosofia
O pensamento filosófico sobre o que é o político trata sobre as relações de poder, não um poder sobre a natureza, o cosmos e os elementos que constituem o mundo. O poder a que nos referimos no pensamento político é aquele que manifesta o que ocorre nas relações entre as pessoas. Ao longo da tradição da filosofia política, o olhar e a interpretação sobre o poder versou sobre pontos distintos, embora não excludentes entre as diversas fundamentações teóricas acerca do exercício do poder. Compete àquele que exerce o poder a sua identificação com o Estado; pelo modo como governa, são representados os interesses do Estado e a necessária estabilidade das instituições. A filosofia política, portanto, nomeou tanto as formas de governo, em quantidade e qualidade dos que governam, e sua nomenclatura, quanto aquilo que pressupôs dos instrumentos qualitativos para as suas definições e os fundamentos das suas degenerações, segundo o que percebeu da maneira como as ações humanas podem degenerar e corromper a estabilidade do governo. Assim, a filosofia formulou e legou ao pensamento político uma
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Q3673360 Filosofia
A doutrina cristã do Logos, que se desenvolveu a partir do século II da nossa Era, manifesta o esforço intelectual de ler a filosofia grega a partir da doutrina do Deus Uno e Trino e configurar os elementos da sabedoria helênica sobre uma finalidade, um télos, que orienta as disposições e as ordens do mundo com a fé que identificava em Cristo o Verbo, a Palavra pelo qual Deus, o ser imaterial, imortal, transcendente, agia de maneira providente na História. O mundo é aparente e transitório diferentemente de Deus, que não estando subjugado a nenhuma dessas condições, as assumiu como consequência da Encarnação. Seja no pensamento filosófico que estabelece o Nous como inteligência ordenadora, seja no pensamento do Logos, a Palavra que revela o Deus presente na História – filosofias distintas não apenas pelas épocas, mas pelas implicações que carregam –, há dois elementos que as tornam convergentes entre os filósofos cristãos e os gregos, segundo o pensamento de Justino apresentado na sua Apologia
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Q3673359 Filosofia
A Fenomenologia parte do postulado de que toda consciência é sempre consciência de algo. Nessa relação entre a consciência e aquilo que ela não é, ou seja, o objeto ao qual ela se direciona, emerge o sujeito da consciência. Esse sujeito tem a sua identidade configurada nessa relação e por essa relação ele consegue apreender o sentido da sua compreensão intelectiva: ele pensa (cogito) porque algo (aquilo que é) é sempre o que é pensado; o pensamento não é vazio do objeto pensado, nem é esvaziado do próprio sujeito que pensa. A irrefutabilidade da existência de um subjectum é central no pensamento fenomenológico, e ela difere das filosofias modernas do sujeito justamente pela posição que assume. É sobre essa posição do sujeito que pensa frente ao objeto e o que dele pode ser compreendido que a Fenomenologia desenvolve a sua filosofia da
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Q3673358 Filosofia
A ideia de indivíduo, segundo o pensamento ético moderno, difere da postura do Individualismo, que se refere à conduta pessoal daquela pessoa que não considera o impacto das suas ações, seja nas relações interpessoais, seja na estrutura de manutenção da sociedade. Por outro lado,

“para a sociedade em geral, até a perda do melhor indivíduo é um sacrifício pequeno. É uma pena que este sacrifício seja necessário! Mas seria bem pior se o indivíduo pensasse de outra forma e considerasse sua preservação e seu desenvolvimento mais importantes que o trabalho para a sociedade”
(NIETZSCHE, Gaia Ciência; tradução Paulo César de Souza. 1ª edição - São Paulo: Companhia das Letras, 2012, aforismo 21, p.68).

Nessa relação de forças contraditórias, a Sociedade e o Indivíduo, a filosofia moral de Nietzsche apresenta-se como uma elaborada metáfora dos tempos atuais em que duas forças duelam no interior do mesmo ser, na mimesis dos contrários entre
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Q3673357 Filosofia
Em sua exposição sobre o Existencialismo, intitulada O Existencialismo é um Humanismo, o filósofo Jean-Paul Sartre buscou defender a corrente filosófica do Existencialismo de uma série de críticas que, segundo o autor, não expressariam o sentido e o entendimento da condição humana exposta nessa filosofia. O ponto de partida do pensamento filosófico existencialista é que o ser humano se constitui à medida que toma consciência de sua existência, mediante as suas escolhas. A possibilidade de escolha é um dos aspectos da questão da liberdade no pensamento existencialista, cujo ponto central é a estrutura da consciência como um nada. O ser humano é livre porque a sua consciência é sempre “um nada de ser”, ausente de determinações prévias, diferentemente do objeto que é sempre concebido mediante um projeto e uma finalidade. Como a intenção de Sartre, nesta palestra, era expor a reflexão filosófica sobre as implicações teóricas e morais para a condição humana no Existencialismo, ele rebate as críticas dos outros autores apontando que a corrente existencialista desenvolve uma filosofia que relaciona a liberdade com a
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Q3673336 Filosofia
Os pré-socráticos foram os primeiros a buscar um princípio fundamental para a origem do universo (a arkhé), diferenciando-se de explicações mitológicas. a Sobre esses princípios, é correto afirmar: 
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Q3671907 Filosofia
A falseabilidade corresponde ao critério segundo o qual uma afirmativa, teoria ou hipótese científica deve poder ser testada e, eventualmente, refutada por meio de experimentos ou observações que lhe sejam contrários. Assim, uma teoria científica é considerada válida apenas enquanto resistir a tentativas de refutação empírica.
Assinale a alternativa que apresenta o autor responsável por formular o princípio da falseabilidade como critério de demarcação científica:
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Q3661802 Filosofia
“Wittgenstein explica, porém, que na linguagem se revela aquilo que ele denomina ‘o elemento místico’, a saber, o fato de haver um mundo ou ainda, as condições que fazem com que possa haver um mundo. A linguagem descreve o mundo, exprime o ‘como’ do mundo; mas, através da linguagem, manifesta-se aquilo que faz o mundo como mundo, aquilo que coloca o mundo”.
(Ladrière, J. A articulação do sentido. São Paulo: Edusp, 1977, p. 69)

“A expressão ‘jogo de linguagem’ deve salientar aqui que falar uma língua é parte de uma atividade ou de uma forma de vida”.
(Wittgenstein, L. Investigações filosóficas. Petrópolis: Vozes, 1996, p. 27)

Avalie as seguintes afirmações:

I. Wittgenstein compreende a linguagem como caixa de ferramentas.
II. Wittgenstein relaciona linguagem e mundo a partir do preenchimento de sentidos, a partir da falta de sentidos.
III. O significado de uma linguagem é dado pelo seu uso, enquanto jogo.
IV. Aprendemos os nomes das coisas, mas não tem relação com o modo de usos.

Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas. 
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Q3661801 Filosofia
“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”.

(Heidegger, M.Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211).



“Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”.

(Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127

O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.
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Q3661800 Filosofia
Para Gianni Vattimo, a filosofia contemporânea e suas diversas correntes caracteriza-se como uma arena de discussões, na qual a hermenêutica tem o papel de koinè, ou seja, de um modo comum de pensar, enquanto processo de leitura de textos e discussão de questões. Ao mesmo tempo, Hans-Georg Gadamer, na esteira de Martin Heidegger, pensa a hermenêutica de modo ontológico, ou seja, como um modo de se comportar. Em tempo, Paul Ricoeur também entende a hermenêutica do texto como um horizonte central no qual as narrativas ainda são possíveis. Tendo em vista esses modos de pensar a hermenêutica, qual a importância da mesma para a filosofia contemporânea?
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Q3661799 Filosofia
“Diz Schopenhauer que há homens que se tornam filósofos por causa do mundo. Há outros que se tornam filósofos por causa de livros. Fichte é um destes casos: virou filósofo porque leu a Crítica da Razão Pura”.
(Domingues, I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91).

“É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”.
(Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21).

Avalie as seguintes afirmações:

I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.

II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.

III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.

IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente.


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas. 
Alternativas
Respostas
501: D
502: B
503: E
504: E
505: B
506: E
507: E
508: B
509: E
510: C
511: D
512: A
513: E
514: B
515: D
516: B
517: B
518: A
519: C
520: E