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O assunto avaliação é extremamente polêmico e contemporâneo. Palavras como avaliação, autoavaliação, processo, produto, valor, nota, julgamento etc. envolvem pessoas, sonhos, projetos de vida e, ainda, questões éticas. Critérios de avaliação não surgem do nada. São frutos de uma sociedade, de uma ideologia, de determinada visão de mundo, de uma época ou país, cada um refletindo práticas, teorias e concepções pedagógicas diferentes” (Martins, Picosque e Guerra, 2010, p. 131).
Sobre a avaliação no ensino de Arte, é CORRETO afirmar:
ROCHA, Júlia. Ensino (contemporâneo) da Arte Contemporânea – similitudes e enfrentamentos entre metodologia e conteúdo. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS – ANPAP, 27., 2018, São Paulo. Anais eletrônicos [...]. São Paulo: ANPAP, 2018. p. 2208–2223. Disponível em: https://anpap.org.br/anais/2018/content/PDF/27encontro_ ROCHA_Julia.pdf. Acesso em: 05 fev. 2026.
Sobre as produções artísticas contemporâneas e o ensino de Arte na contemporaneidade, assinale a alternativa CORRETA.
“Como articular o que estudamos e produzimos em arte, ultrapassando os conteúdos sequenciais e estanques? Da cartografia inicial, no exercício de mapear e mirar para a arte&cultura, uma problematização: Com quais territórios elas funcionam? Mediação cultural. Patrimônio cultural. Saberes estéticos e culturais. Conexões transdisciplinares. E... e... e...”.
MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria Terezinha Telles. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010. (Coleção Teoria e Prática).
O texto acima discute a "Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura", desenvolvida por Martins, Picosque e Guerra. Com relação a essa proposta, analise as afirmativas abaixo e julgue (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.
( ) A “Proposta cartográfi ca de territórios da arte&cultura” é baseada em eixos norteadores, chamados territórios, que funcionam como demarcadores de perspectivas muito específicas e limitadas sobre o ensino da arte.
( ) Sendo uma proposta exclusiva para o ensino de Arte, seus territórios foram desenvolvidos a partir de uma sequência restrita e específica de conteúdos denominados de Linguagens artísticas, Processo de criação, Materialidade, Formaconteúdo, Mediação cultural, Patrimônio cultural e Saberes estéticos e culturais.
( ) Mesmo ampliando as conexões dentro do ensino de Arte, a “Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura” ainda mantém suas bases fincadas exclusivamente na Abordagem triangular de Ana Mae Barbosa, ao incorporar seus eixos na forma dos territórios “Mediação cultural” (Leitura), “Saberes estéticos e culturais” (Contextualização) e “Processo de criação” (Produzir).
( ) Ao elaborar a "Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura", Martins, Picosque e Guerra se fundamentaram no conceito de rizoma proposto por Deleuze e Guattari, que sugere a construção do pensamento por meio de ligações com diversos conteúdos não hierarquizados.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
Leia, com atenção, o texto a seguir:
“Símbolo de identidade, memória e expressão cultural, os grafismos indígenas carregam histórias e pertencimento étnico. As pinturas tradicionais são caracterizadas por linhas e formas geométricas, que podem ser aplicadas em diferentes objetos e, também, usada como pintura corporal” (Projeto Seta, 2025, grifo do autor).
IDENTIDADE ancestral e resistência: saiba mais sobre os grafismos indígenas. Projeto Seta, Rio de Janeiro, 2025. Disponível em: https://projetoseta.org.br/noticia/identidade-ancestral-e-resistencia-saiba-mais-sobre-os-grafismos-indigenas/#:~:text=1:%20Qual%20o%20significado%20 dos,resist%C3%AAncia%20de%20cada%20um%20deles. Acesso em: 03 fev. 2026.
Sobre os grafismos indígenas, assinale a alternativa CORRETA:
( ) A arte indígena brasileira vem passando por um processo de superação de visões estereotipadas, impulsionada pelo afastamento que alguns artistas contemporâneos estabelecem em relação às suas tradições.
( ) A exaltação da ancestralidade, o fortalecimento da identidade, a defesa do meio ambiente, a demarcação de terras e a denúncia da colonização são alguns dos temas abordados na arte indígena contemporânea brasileira.
( ) A arte indígena contemporânea brasileira inserese nos pensamentos contracoloniais e descoloniais, por meio de ações voltadas para a preservação de estilos de vida próprios, fundamentados na ancestralidade, compartilhamento e coletividade.
( ) A ideia de que as produções de um artista indígena representem todos os povos nativos do Brasil constitui um equívoco, ainda que estejam inseridas em um contexto de lutas coletivas.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo.
Considere o texto a seguir:
“Presentes na cultura colonial, ou na contemporaneidade entendida como pós-colonial, a estética afro-diaspórica é tomada por uma retórica contra-moderna; articulando gestos de memórias pré-escravização a uma performance que opera como um mecanismo de contrapoder a dominação colonial àqueles que foram submetidos a escravização e seus descendentes. São práticas artísticas que se encontram tanto dentro, quanto fora da modernidade, pois podem ser analisadas em relação a suas formas modernas – e as ligações com as culturas brancas dominantes -, quanto a sua crítica particular, singular, própria, desenvolvida a partir da memória da escravização e a sua resistência à opressão.”
BENATTI, Lucas Men; TERUYA, Teresa Kazuko. Culturas e estéticas Afro-Diaspóricas no Brasil. AbeÁfrica, Rio de Janeiro, v. 8, n. 8, p. 166-192, set., 2023. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/abeafrica/article/ view/57003. Acesso em: 02 fev. 2026.
Sobre a arte Afrodiaspórica brasileira, assinale a alternativa CORRETA.
PROFESSORA da UFPI é laureada com Prêmio Mestra da Arte Brasileira do Ministério da Cultura. Universidade Federal do Piauí, 2024. Disponível em: https://www.ufpi.br/ultimas-noticias-ufpi/54689-professora-da-ufpi-e-laureada-com-premio-mestra-da-arte-brasileira-do-ministerio-da-cultura#:~:text=A%20professora%20da%20Universidade%20Federal,e%20Mestres%20das%20 Artes%202023. Acesso em: 30 jan. 2026.
Sobre a produção artística de Yolanda Carvalho, assinale a alternativa CORRETA.
“Nas pesquisas realizadas no Sudeste do Piauí, no município de São Raimundo Nonato, busca-se a recuperação de ideias que foram impressas nas paredes rochosas das serras da região, sob a forma de pinturas ou de gravuras, cujos estudos são complementados, quando possível, por escavações de sítios a elas relacionadas. Informações acessíveis através de registros históricos trazem dados referentes a atividades culturais ditas de caçadores e coletores, condizentes com as desenvolvidas pelos autores daquelas pinturas e gravuras rupestres.”
REGO, Júnia Motta Antonaccio Napoleão do. A autenticidade da arte rupestre paleolítica: um olhar sobre os sítios do Parque Nacional Serra da Capivara- PI. ARACÊ, [S. l.], v. 7, n. 9, p. e8566, 2025. DOI: 10.56238/arev7n9-325. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/8566. Acesso em: 31 jan. 2026.
Sobre as pinturas e gravuras rupestres encontradas no Parque Nacional Serra da Capivara, assinale a alternativa CORRETA.
RICHTER, Ivone Mendes. Interculturalidade e Estética do Cotidiano no ensino das Artes Visuais. 2000. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.
Considerando o conceito de macroestética e microestética, discutido nessa metodologia, identifique a afirmativa CORRETA:
SILVA, Everson Melquiades Araújo; ARAÚJO, Clarissa Martins de. Tendências e concepções do ensino de arte na educação escolar brasileira: um estudo a partir da trajetória histórica e sócio-epistemológica da arte/ educação. In: 30ª REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 2007, Caxambú, MG. GE01 – Educação e Arte [...]. [S. l.: s. n.], 2007.
Sobre a última classificação, apresentada por Silva e Araújo, a saber, a tendência pós-modernista ou pós-moderna, é CORRETO afirmar que:
Frans Kracberg (1921 – 2017) denuncia a destruição da natureza ao transformar restos da devastação em esculturas monumentais, convidando o público à reflexão crítica sobre os modelos de desenvolvimento, consumo e exploração que ameaçam a vida no planeta.
Analise os itens a seguir e julgue (V) para alternativas VERDADEIRAS e (F) para a alternativas FALSAS:
( ) O trabalho de Krajcberg não busca representar a paisagem, mas incorporar os vestígios reais da devastação ambiental, transformando-os em linguagem artística.
( ) Ao transformar resíduos da destruição em obras de arte, o artista realiza uma forma de transmutação poética e política da matéria, convertendo ruína em denúncia e devastação em consciência crítica.
( ) Frans desenvolveu uma importante produção através das instalações artísticas, land art e intervenções, não se interessando por qualquer linguagem artística que utilizasse tecnologia, fortalecendo assim sua crítica ao desenvolvimento humano em detrimento da destruição da natureza.
( ) Apesar de sua atuação constante da arte ecológica, Frans Krajcberg não pode ser considerado um ativista, pois suas obras não fi zeram parte do mercado artístico, dificultando sua circulação e relação com o público.
Assinale a sequência CORRETA:
“A obra de arte se apresenta como um interstício social, no interior do qual se elaboram relações humanas que escapam às formas hegemônicas de troca.”
BOURRIAUD, Nicolas. Estética relacional. São Paulo: Martins, 2009.
Partindo dessa análise sobre a arte contemporânea, assinale a alternativa que NÃO está de acordo com esse pensamento:
DANTO, Arthur C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. Trad. Saulo Krieger. São Paulo: Odysseus Editora; EDUSP, 2006.
A partir das reflexões sobre arte contemporânea, seus desafios e subjetivações, leia os itens a seguir:
I. Com o surgimento da arte contemporânea, intensificam-se as reflexões sobre o que pode ser considerado arte, enfraquecendo as narrativas dominantes que anteriormente orientavam as produções artísticas.
II. Pós década de 60, com a arte conceitual, o objeto de arte por si só tem a autonomia de se definir como arte ou não, através de sua materialidade e função, sem depender dos conceitos ou críticas que o circundam.
III – A arte contemporânea é posta em risco quando surgem conceitos, como o fim da arte, prevendo que, no futuro, não haverá mais proposições artísticas verdadeiras.
IV- O fim da arte, discutido por alguns teóricos contemporâneos, diz respeito a uma narrativa em que a arte caminha para uma autoconsciência de sua própria natureza, chegando ao fim somente as narrativas dominantes que antes a controlavam.
Assinale a alternativa em que todos os itens VERDADEIROS foram apontados
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) afirma que o patrimônio cultural brasileiro é constituído por bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, que são portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/. Acesso em: 04 fev. 2026).
Assinale, a seguir, a única alternativa VERDADEIRA:
Com o advento das tecnologias, a arte toma uma proporção ampliada, sem limites claros quanto a sua reprodução, expansão e acesso ao público. Com o surgimento da fotografia e das tecnologias audiovisuais, houve uma aceleração constante da produção artística, aproximando-a do público em massa.
Walter Benjamin ( 2018), em "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica", nos convida a refletir sobre o declínio do conceito de “aura” que anteriormente acompanhava as obras e as definia como únicas, ligada a um valor ritual, espiritual e tradicional.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Tradução: Gabriel Valladão Silva. Porto Alegre:2018.
Analise as afirmativas a seguir e assinale a única VERDADEIRA:
Nesse contexto, assinale a única alternativa que NÃO condiz com o pensamento de Rancière sobre a emancipação do espectador na contemporaneidade:
Ailton Krenak apresenta, em seu livro, “Ideias para adiar o fim do mundo” (2017), parte da cosmovisão indígena Krenak, em diálogo com outras vivências indígenas. Em certo trecho do livro ele afirma: “Eu não percebo onde tem alguma coisa que não seja natureza. Tudo é natureza. O cosmos é natureza”.
(KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017).
Considerando a reflexão proposta pelo pensador e a mediação das obras a partir dessa cosmovisão, julgue os itens VERDADEIROS (V) ou FALSOS (F).
( ) As comunidades indígenas brasileiras, historicamente, apresentam-se como protetoras da Terra. Desse modo, a representação da natureza em suas obras supera uma simples mimese da realidade, e apresenta uma ligação ancestral. Logo, esta perspectiva tem que ser considerada em práticas arte-educativas.
( ) A cosmovisão indígena é muito ampla, apresentando diversas entidades e simbologias as quais não fazem parte do ideário cotidiano. Desse modo, em práticas arte-educativas, é melhor vivenciar somente a contemplação/fruição, considerando a dificuldade de compreender essa produção não contemporânea.
( ) Os povos indígenas possuem um grande corpo de produções artísticas que representam essas cosmovisões, contudo, devido à sua diversidade cultural, é indicado somente tratar sobre essas obras na presença de pessoas indígenas. Desse modo, o momento indicado é na semana dos povos indígenas.
( ) A cosmovisão indígena é muito rica e diversa, formada por diversas cosmovisões. Desse modo, é importante buscar diálogos com os povos indígenas nos quais essas obras se originam, respeitando os seus saberes, mas isso não deve ser um empecilho para práticas arte-educativas durante diversos períodos do ano.
Assinale a alternativa cuja sequência aparece CORRETA:
Leia com atenção os textos a seguir:
“A colonização é uma engenharia de destroçar gente, a descolonização, não somente como conceito, mas enquanto prática social e luta revolucionária, deve ser uma ação inventora de novos seres e de reencantamento do mundo”.
RUFINO, Luiz. Pedagogia das Encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2019.
AmarElo
“Por fim, permita que eu fale
Não as minhas cicatrizes
Achar que essas mazelas me definem
É o pior dos crimes
É dar o troféu pro nosso algoz e fazer nóis sumir,
aí”
Emicida, 2019.
De acordo com os trechos citados acima, em diálogo com uma perspectiva contracolonial ou descolonial, julgue as afirmativas.
I. A arte e a cultura afrobrasileira são de grande importância para nossa constituição enquanto nação, porém, muitas vezes, artistas que tratam dessa temática são menos discutidos ou estigmatizados pela sua produção, resumidos a uma temática ou período histórico.
II. Uma ótica descolonial da discussão artística é superar o ideário de que a arte e a cultura afrobrasileira se restrinjam somente à temática escravidão, reconhecendo outros momentos históricos e as tecnologias culturais que decorrem dessa produção poética.
III. O colonialismo reforça a estigmatização e simplifi cações do colonizado. Ao olhar eurocentrado, a arte afrobrasileira se resume a um grupo homogêneo de produções, quando, na prática, reconhecemos uma diversidade de saberes e vivências negras que devem ser valorizadas.
IV. Uma resposta contracolonial à discussão da arte afrobrasileira é reforçar o período escravocrata e seu impacto na produção poética, sendo ele um dos maiores motores temáticos dessa produção. Logo, uma discussão afrocentrada deve partir desse contexto.
Assinale a alternativa CORRETA:
Antônio Bispo dos Santos, quilombola piauiense mais conhecido como Nego Bispo, apresenta o conceito de contracolonialismo. Embora se assemelhe a outros conceitos, como descolonial, ele se difere no sentido conceitual e político associado ao termo.
Considerando o conceito de contracolonial e/ ou descolonial no ensino de arte afrobrasileira, assinale a alternativa em que reconhecemos a aplicação coerente de pelo menos uma dessas perspectivas teóricas:
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Dossiê para o reconhecimento da Arte Santeira em madeira do Piauí e da Igreja Nossa Senhora de Lourdes e acervo (Teresina/PI). Brasília, DF: IPHAN, 2022. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/wp-content/uploads/tainacanitems/65968/104128/SEI_01450.004866_2008_10.pdf. Acesso em: 31 jan. 2026.
Essa publicação aponta uma prática representativa que não se limita à imagética colonial, mas à apropriação da cultura popular piauiense sobre esses códigos. Em respeito às características visuais e/ou culturais da Arte Santeira, é CORRETO afirmar que: