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Q3894786 Português
A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.

Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.
(__) A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.
(__) O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.
(__) A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3894785 Português
A linguagem humana opera em múltiplos níveis de significação, sendo a distinção entre denotação e conotação um pilar central para a análise semântica e estilística. A denotação refere-se ao sentido literal, dicionarizado, de uma palavra, aquele que é compartilhado de forma mais objetiva pela comunidade de falantes e que é prioritário em textos científicos ou técnicos. Em contrapartida, a conotação abrange os sentidos associados, as cargas emocionais, culturais ou subjetivas que uma palavra adquire dependendo do contexto de uso, sendo um recurso fundamental na construção de textos literários, publicitários e opinativos, onde a persuasão e a expressão de subjetividade são mais importantes que a mera informação objetiva.

Considerando a complexa interação entre o sentido literal (denotativo) e o sentido figurado (conotativo) no uso da língua, assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação desses conceitos. 
Alternativas
Q3894784 Português
No estudo da linguística textual, é fundamental distinguir 'tipologia textual' de 'gênero textual'. A tipologia refere-se a um conjunto finito de sequências linguísticas (como narração, descrição, argumentação, exposição, injunção) definidas por suas características estruturais e objetivos, como o tempo verbal predominante e a finalidade. Os gêneros textuais, por outro lado, são manifestações sociais e históricas concretas da linguagem (como carta, receita, notícia, editorial, bula de remédio), sendo incontáveis e adaptáveis às necessidades comunicativas da sociedade. Um mesmo gênero pode mesclar diferentes tipologias, embora uma geralmente predomine.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta distinção e aplicação desses conceitos:

I. Um manual de instruções para montagem de um equipamento de acessibilidade é um exemplo de gênero textual cuja tipologia predominante é a injuntiva, focada em instruir o leitor a realizar ações.
II. A tipologia dissertativo-argumentativa e a expositiva são sinônimas, pois ambas visam apresentar informações sobre um tema, como ocorre no gênero textual "artigo científico".
III. O gênero textual "crônica" frequentemente mescla a tipologia narrativa (ao relatar fatos do cotidiano) com a dissertativa (ao tecer reflexões pessoais sobre esses fatos).

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894782 Português
O uso dos sinais de pontuação, em especial o da vírgula, não é uma questão de estilo ou "pausa para respiração", mas sim uma exigência da estrutura sintática da língua portuguesa. A vírgula desempenha funções cruciais, como isolar elementos intercalados (adjuntos adverbiais longos, apostos explicativos), separar itens de uma enumeração e, fundamentalmente, marcar orações subordinadas. A distinção no uso da vírgula em orações adjetivas, por exemplo, é capaz de alterar completamente o sentido da frase, diferenciando uma restrição (que delimita um subconjunto) de uma explicação (que se aplica a todos os membros do conjunto).

Com base nas regras sintáticas que regem o uso da vírgula na norma culta, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q3894781 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos. Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).
(__) A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".
(__) O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".
(__) A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894780 Português
A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração. Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:

I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").
II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").
III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894779 Português
A regência verbal trata da relação de subordinação que se estabelece entre um verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos), determinando a necessidade ou não de uma preposição específica. A complexidade da regência na língua portuguesa reside no fato de que alguns verbos alteram seu significado conforme mudam a preposição (como 'aspirar' ou 'visar'), enquanto outros, como 'implicar' ou 'assistir', possuem regências distintas na norma culta e no uso coloquial, criando armadilhas frequentes em contextos formais de escrita e fala, como na elaboração de documentos oficiais.

Considerando as regras de regência verbal estabelecidas pela gramática normativa para o uso formal da língua, assinale a alternativa que apresenta uma construção totalmente correta.
Alternativas
Q3894777 Português
A coesão textual é o mecanismo linguístico que garante a conexão lógico-semântica entre as partes de um texto, utilizando-se de diversos recursos, como conectores, preposições e pronomes. A escolha inadequada de um conector pode alterar drasticamente o sentido pretendido, transformando uma relação de causa em consequência, ou uma adversidade em conclusão. Em textos técnicos e acadêmicos, como os voltados para a educação especializada, a precisão na articulação das ideias é fundamental para a clareza da argumentação e para evitar ambiguidades que comprometam a validade da informação transmitida.

Acerca do valor semântico dos conectores e sua função na coesão textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O conector "portanto" é classificado como adversativo, sendo semanticamente equivalente a "contudo", utilizado para introduzir uma ideia que se opõe à anterior.
(__) Em "Ele estudou muito, *logo* foi reprovado", o conector "logo" está empregado corretamente para indicar a consequência esperada da ação anterior, estabelecendo uma relação de causa e efeito direta.
(__) A conjunção "embora" introduz uma oração causal, explicando o motivo pelo qual a oração principal ocorre, possuindo o mesmo valor semântico de "visto que".
(__) Na sentença "O evento foi cancelado, *porquanto* o palestrante adoeceu", o conector "porquanto" estabelece uma relação de causa/explicação, podendo ser substituído por "porque" ou "visto que".

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3894706 Português

A coesão textual é o mecanismo linguístico que garante a conexão lógico-semântica entre as partes de um texto, utilizando-se de diversos recursos, como conectores, preposições e pronomes. A escolha inadequada de um conector pode alterar drasticamente o sentido pretendido, transformando uma relação de causa em consequência, ou uma adversidade em conclusão. Em textos técnicos e acadêmicos, como os voltados para a educação especializada, a precisão na articulação das ideias é fundamental para a clareza da argumentação e para evitar ambiguidades que comprometam a validade da informação transmitida.


Acerca do valor semântico dos conectores e sua função na coesão textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) O conector "portanto" é classificado como adversativo, sendo semanticamente equivalente a "contudo", utilizado para introduzir uma ideia que se opõe à anterior.


(__) Em "Ele estudou muito, *logo* foi reprovado", o conector "logo" está empregado corretamente para indicar a consequência esperada da ação anterior, estabelecendo uma relação de causa e efeito direta.


(__) A conjunção "embora" introduz uma oração causal, explicando o motivo pelo qual a oração principal ocorre, possuindo o mesmo valor semântico de "visto que".


(__) Na sentença "O evento foi cancelado, *porquanto* o palestrante adoeceu", o conector "porquanto" estabelece uma relação de causa/explicação, podendo ser substituído por "porque" ou "visto que".



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3894703 Português

A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:



I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").


II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").


III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3894702 Português

O uso dos sinais de pontuação, em especial o da vírgula, não é uma questão de estilo ou "pausa para respiração", mas sim uma exigência da estrutura sintática da língua portuguesa. A vírgula desempenha funções cruciais, como isolar elementos intercalados (adjuntos adverbiais longos, apostos explicativos), separar itens de uma enumeração e, fundamentalmente, marcar orações subordinadas. A distinção no uso da vírgula em orações adjetivas, por exemplo, é capaz de alterar completamente o sentido da frase, diferenciando uma restrição (que delimita um subconjunto) de uma explicação (que se aplica a todos os membros do conjunto).


Com base nas regras sintáticas que regem o uso da vírgula na norma culta, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.

Alternativas
Q3894701 Português

As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para conferir maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, transcendendo o uso puramente denotativo das palavras. Elas se dividem em figuras de pensamento (como antítese, paradoxo, ironia), figuras de sintaxe ou construção (como elipse, zeugma, pleonasmo) e figuras de palavra ou tropos (como metáfora, metonímia, sinédoque). A correta identificação desses recursos é crucial para a interpretação de textos literários e para a compreensão das sutilezas argumentativas em discursos persuasivos e poéticos.


Acerca da classificação e definição das figuras de linguagem, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A sinédoque, como em "Ele não tinha teto para morar", é um tipo de metáfora que se baseia na substituição da parte pelo todo (teto por casa).


(__) A prosopopeia, ou personificação, ocorre quando se atribui uma característica ou ação humana a um objeto inanimado, como na frase "O pneu do carro furou na estrada".


(__) O paradoxo é a figura que aproxima termos de sentidos opostos, como na expressão "A sua fala foi um silêncio eloquente".


(__) A antítese ocorre na frase "O amor e o ódio caminham lado a lado", pois utiliza termos de sentidos opostos (amor/ódio) em uma estrutura paralela para criar contraste.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3894700 Português

A regência verbal trata da relação de subordinação que se estabelece entre um verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos), determinando a necessidade ou não de uma preposição específica. A complexidade da regência na língua portuguesa reside no fato de que alguns verbos alteram seu significado conforme mudam a preposição (como 'aspirar' ou 'visar'), enquanto outros, como 'implicar' ou 'assistir', possuem regências distintas na norma culta e no uso coloquial, criando armadilhas frequentes em contextos formais de escrita e fala, como na elaboração de documentos oficiais.


Considerando as regras de regência verbal estabelecidas pela gramática normativa para o uso formal da língua, assinale a alternativa que apresenta uma construção totalmente correta. 

Alternativas
Q3894699 Português

No estudo da linguística textual, é fundamental distinguir 'tipologia textual' de 'gênero textual'. A tipologia refere-se a um conjunto finito de sequências linguísticas (como narração, descrição, argumentação, exposição, injunção) definidas por suas características estruturais e objetivos, como o tempo verbal predominante e a finalidade. Os gêneros textuais, por outro lado, são manifestações sociais e históricas concretas da linguagem (como carta, receita, notícia, editorial, bula de remédio), sendo incontáveis e adaptáveis às necessidades comunicativas da sociedade. Um mesmo gênero pode mesclar diferentes tipologias, embora uma geralmente predomine.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta distinção e aplicação desses conceitos:



I. Um manual de instruções para montagem de um equipamento de acessibilidade é um exemplo de gênero textual cuja tipologia predominante é a injuntiva, focada em instruir o leitor a realizar ações.


II. A tipologia dissertativo-argumentativa e a expositiva são sinônimas, pois ambas visam apresentar informações sobre um tema, como ocorre no gênero textual "artigo científico".


III. O gênero textual "crônica" frequentemente mescla a tipologia narrativa (ao relatar fatos do cotidiano) com a dissertativa (ao tecer reflexões pessoais sobre esses fatos).  



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3894698 Português

A linguagem humana opera em múltiplos níveis de significação, sendo a distinção entre denotação e conotação um pilar central para a análise semântica e estilística. A denotação refere-se ao sentido literal, dicionarizado, de uma palavra, aquele que é compartilhado de forma mais objetiva pela comunidade de falantes e que é prioritário em textos científicos ou técnicos. Em contrapartida, a conotação abrange os sentidos associados, as cargas emocionais, culturais ou subjetivas que uma palavra adquire dependendo do contexto de uso, sendo um recurso fundamental na construção de textos literários, publicitários e opinativos, onde a persuasão e a expressão de subjetividade são mais importantes que a mera informação objetiva.


Considerando a complexa interação entre o sentido literal (denotativo) e o sentido figurado (conotativo) no uso da língua, assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação desses conceitos.

Alternativas
Q3894697 Português

A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.


Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.


(__) A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.


(__) O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.


(__) A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3894651 Libras
A atuação do professor de Libras no Ensino Fundamental Bilíngue de Surdos exige uma compreensão profunda sobre as diferenças metodológicas entre o ensino de Libras como L1 (Primeira Língua) para alunos surdos e o ensino de Libras como L2 (Segunda Língua) para alunos ouvintes (que também pode ocorrer na escola inclusiva). A abordagem L1 foca na aquisição natural e no desenvolvimento da identidade, enquanto a abordagem L2 foca no aprendizado de uma língua adicional, muitas vezes com base em traduções ou comparações com a L1 (Português).
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as metodologias de ensino de Libras:

I.No ensino de Libras como L1 para surdos, a metodologia deve ser imersiva e visual, usando a própria língua como meio de instrução e focando no desenvolvimento discursivo e cognitivo através dela.

II.No ensino de Libras como L2 para ouvintes, é comum e pedagogicamente aceitável utilizar o Português (L1 do ouvinte) como língua de instrução e mediação, especialmente nos níveis iniciais.

III.A metodologia de ensino de L1 para surdos e L2 para ouvintes é idêntica, devendo ambas focar na memorização de vocabulário e na tradução direta do Português.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894650 Libras
O estudo da linguística das línguas de sinais, iniciado por William Stokoe, revelou que elas possuem uma estrutura gramatical complexa e organizada, equivalente às línguas orais, embora em modalidade visual-espacial. A fonologia da Libras, por exemplo, não se baseia em sons, mas em unidades mínimas visuais que se combinam para formar os sinais. Tradicionalmente, esses elementos são conhecidos como os 'parâmetros' do sinal. A alteração de apenas um desses parâmetros pode mudar completamente o significado de um sinal, similar à troca de um fonema em português (como 'pata' e 'bata'). A literatura acadêmica consolidou a existência de cinco parâmetros principais. Assinale a alternativa que lista corretamente esses cinco parâmetros fundamentais da Libras.
Alternativas
Q3894644 Libras
A morfologia da Libras estuda a formação e a estrutura interna dos sinais, analisando como os morfemas (unidades mínimas de significado) se combinam. Assim como nas línguas orais, a Libras possui processos morfológicos produtivos para criar novos sinais, como a derivação e a composição. A derivação, por exemplo, pode ocorrer pela nominalização, onde um verbo dá origem a um substantivo (ou vice-versa), muitas vezes através da alteração de um parâmetro, como o movimento (um movimento curto e repetido para substantivos, um movimento único e mais longo para verbos). A composição envolve a junção de dois ou mais sinais (morfemas livres) para criar um novo sinal com um novo significado.
Acerca dos processos morfológicos de formação de sinais em Libras, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O processo de composição em Libras ocorre exclusivamente pela junção de um sinal com a datilologia (soletragem) de uma palavra em português.

(__)A nominalização (derivação de nomes a partir de verbos) é um processo inexistente na Libras, sendo os verbos e substantivos sempre representados por sinais completamente distintos.

(__)Sinais como 'ESCOLA' (junção de CASA + ESTUDAR) e 'BANHEIRO' (junção de CASA + o sinal para necessidades fisiológicas) são exemplos clássicos de composição.

(__)A derivação em Libras pode alterar o tipo de movimento de um sinal; por exemplo, o verbo 'SENTAR' tem movimento único, enquanto o substantivo 'CADEIRA' (derivado dele) utiliza um movimento curto e repetido.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894643 Libras
A sintaxe da Libras organiza a estrutura das frases, mas difere significativamente da ordem SVO (Sujeito-Verbo-Objeto) rígida do Português. Devido à sua natureza visual-espacial, a Libras permite uma maior flexibilidade na ordem dos constituintes, muitas vezes topicalizando o objeto (trazendo-o para o início da frase). Além disso, a morfologia verbal é extremamente rica, especialmente no que tange à concordância. Os verbos em Libras podem ser classificados de acordo com a forma como incorporam (ou não) informações sobre o sujeito e o objeto.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a classificação verbal e a sintaxe da Libras.

I.Os verbos direcionais (ou com concordância) são aqueles cujo movimento se altera para marcar o sujeito e o objeto da frase, como 'PERGUNTAR', que se move do emissor para o receptor (EU-PERGUNTAR-VOCÊ).

II.A Libras segue estritamente a ordem SVO (Sujeito-Verbo-Objeto) do Português, sendo ordens como OSV (Objeto-Sujeito-Verbo) consideradas agramaticais e incompreensíveis.

III.Os verbos não direcionais (ou simples) são aqueles que não possuem marca de concordância e são ancorados no corpo do sinalizador, como 'GOSTAR', 'SABER' e 'APRENDER'.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
16961: A
16962: B
16963: C
16964: D
16965: A
16966: A
16967: B
16968: A
16969: D
16970: D
16971: C
16972: A
16973: B
16974: A
16975: D
16976: C
16977: D
16978: D
16979: B
16980: D