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Q4022651 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
O texto articula terminologia técnica relacionada à inteligência artificial, depoimentos em discurso direto e referências acadêmicas, mantendo regularidade estrutural e unidade de registro ao longo do desenvolvimento argumentativo.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022650 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
Embora a inteligência artificial ofereça descrições detalhadas e amplie o acesso à informação, pesquisadores alertam que ela pode reforçar padrões restritivos quando é utilizada sem contextualização crítica.

Considerando a organização sintática do período acima, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4022649 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
Pesquisadores afirmam que, embora a tecnologia amplie a autonomia das pessoas cegas, ela pode reforçar padrões restritos de beleza.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase. 
Alternativas
Q4022648 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos "à" versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza.

Considerando o emprego do sinal indicativo de crase no trecho destacado, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022647 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
O texto articula relato experiencial, exposição de dados técnicos e manifestações de especialistas, estruturando-se a partir de informações factuais combinadas com análise interpretativa e inserções de discurso direto.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
No desenvolvimento do texto, observa-se a utilização de recursos responsáveis pela retomada de informações já apresentadas e pela articulação progressiva dos argumentos, especialmente por meio de demonstrativos e expressões que evitam repetição lexical direta.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022645 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
O texto examina o impacto da inteligência artificial na construção da autoimagem de pessoas cegas, articulando relatos individuais, dados tecnológicos e análises acadêmicas para evidenciar uma transformação que envolve simultaneamente ampliação de autonomia e novos riscos simbólicos.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022644 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos.

Considerando a organização sintática do período acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022643 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem

Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem.

"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas.

A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?"

Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.

Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade.

Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto.

Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização.

Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas.

Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina.

Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento.

Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. 
Alguns serviços utilizam agentes humanos treinados, que podem verificar a precisão das descrições quando o usuário solicita.

Considerando a classificação morfológica dos vocábulos destacados no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4022562 Português
O advérbio é uma palavra invariável que modifica ou se refere a um verbo, a um adjetivo, a outro advérbio ou a uma oração inteira.
Entre eles, os advérbios nominais são aqueles formados a partir de adjetivos acrescidos do sufixo '-mente'.
Considerando o significado dos advérbios formados pelo sufixo '-mente', relacione os itens da 2ª coluna com os correspondentes da 1ª coluna. 

 1ª coluna
 1. Salutarmente  2. Avidamente  3. Implacavelmente  4. Inelutavelmente  5. Impreterivelmente

 2ª coluna
(__) De boa saúde (__) Com muito desejo (__) Sem perdão (__) Inevitável (__) Sem deixar para depois

Identifique a alternativa que apresenta a sequência numérica CORRETA.
Alternativas
Q4022559 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque."
Considerando os significados que as palavras assumem no contexto de uso, julgue as afirmativas a seguir, assinalando V para as verdadeiras e F para as falsas, tanto no contexto apresentado quanto fora dele.

(__) O vocábulo 'sede' exemplifica caso de homonímia perfeita, uma vez que apresenta identidade de forma gráfica e sonora, mas assume significados distintos. No trecho, designa o local onde se encontra instalada a administração principal de uma instituição; já na frase 'Estou com muita sede', denota a sensação de secura na boca.

(__) A substituição de 'adoro' por 'aprecio' mantém o valor afetivo positivo, embora com leve atenuação de intensidade.

(__) Na frase 'Ele tentou prender o quadro na parede, mas não conseguia cravar a tacha', o termo 'tacha' foi empregado corretamente de acordo com o seu significado.

(__) Na frase 'A pesquisa ainda está muito insipiente', observa-se o uso adequado do parônimo 'insipiente'.



Após a análise das afirmativas, assinale a alternativa que apresenta exclusivamente a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4022558 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
"Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas."

O vocábulo 'bem-estar' está grafado corretamente com hífen. Analise, agora, a grafia das palavras compostas nas alternativas a seguir: 
I. Guarda-marinha e ervilha de cheiro. II. Marca-passo e benquerer. III. Mal-estar e circum-navegação. IV. Preestabelecido e paraquedas. V. Cor-de-rosa e cor de açafrão.

Após a análise dos vocábulos grafados com ou sem hífen, assinale a alternativa que apresenta apenas palavras CORRETAS. 
Alternativas
Q4022557 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial, descreve ele."
O uso da crase segue diversas regras de aplicação. Na expressão 'à noite', ocorre a crase por se tratar de uma locução adverbial feminina.
Com base nas regras de emprego da crase, analise a ocorrência ou a ausência da crase nas frases apresentadas a seguir:
I. Refiro-me àquele livro.
II. Fiz referência a Vossa Excelência.
III. Faremos uma excursão à Bahia e à Brasília.
IV. O bom filho volta à casa dos pais todos os dias.
V. Antes de sair, a mãe pediu ao filho: Obedeça a Maria.


Após analisar as frases quanto ao uso da crase, identifique a alternativa que apresenta as ocorrências CORRETAS.
Alternativas
Q4022555 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
"Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10."
No trecho, o verbo 'chegar' encontra-se no singular, em concordância com o pronome 'nenhum'. Com base nas regras de concordância da norma-padrão, julgue as afirmativas a seguir acerca de outros casos de concordância.

I. Na frase "Apenas 3% dos países falam a língua inglesa", a concordância está adequada, pois, em construções com expressões percentuais, é comum que o verbo concorde com o termo preposicionado que especifica a referência numérica, isto é, 'dos países'. Todavia, também é possível a concordância com o número existente. Assim, no contexto, o verbo também pode permanecer no singular em 'chegou'.

II. Na frase 'Em seguida, a equipe realizou uma análise sobre quais países falam a língua inglesa, a concordância está adequada, pois, em construções com expressões que indicam coletivo que não estejam acompanhadas de expressões no plural, o verbo deve ficar no singular, o que justifica o emprego da forma verbal 'realizou'.

III. Na frase 'Os pesquisadores disseram que a descoberta sobre as melhores cidades do mundo podem levar a terapias inovadoras voltadas à promoção do bem-estar e à melhoria da qualidade de vida', observa-se concordância adequada.

IV. Com pronomes como 'que' e 'quem', pode ocorrer as seguintes formas de concordância adequada: 'Não gastava ele as horas que lhe sobravam' e 'São eles quem marca a data da prova'.


Após análise, assinale apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4022554 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
Com base no texto que aborda os fatores objetivos e subjetivos que influenciam a felicidade dos países, exemplificados pela Finlândia, além de apresentar mudanças recentes no ranking global, identifique a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4022553 Português
Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro  corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o-fragmento-adaptado
"Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. "
Alguns verbos exigem preposição para introduzir seus complementos, como ocorre com o verbo 'basear' na frase acima. Analise, a seguir, o emprego das preposições após os verbos destacados.

I. O comportamento dele implicou em desprezo por parte dos demais.

II. Mariana namora com Marcos há mais de dois anos.

III. Fui na cidade de Espoo, na Finlândia, no inverno de 2025.

IV. Em que pese o engarrafamento, chegamos a tempo.

V. Socorremo-nos dos amigos nas dificuldades.


Após a análise, identifique a alternativa CORRETA que apresenta as frases com o uso adequado da preposição.
Alternativas
Q4022336 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que você deve comer em cada fase da vida


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.


A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.


Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.


Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.


Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.


Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.


Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.


Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.


Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.


Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.


"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.


"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."


Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.


"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.


"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."


Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.


Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.


Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento

De acordo com o texto, analise as afirmativas sobre o motivo de as crianças precisarem de alimentos ricos em nutrientes, segundo a cientista Federica Amati.

I. As crianças necessitam de maior quantidade de nutrientes, pois tendem a alimentar-se em menor quantidade do que os adultos.
II. Na fase da infância, a alimentação exerce papel fundamental na formação das estruturas físicas e no desenvolvimento das funções cerebrais.
III. Nessa fase, os nutrientes da alimentação são essenciais para o crescimento saudável; por isso, após a amamentação, os alimentos industrializados contribuem para suprir as necessidades nutricionais diárias.
IV. A ingestão de nutrientes é fundamental na infância, pois na idade adulta o organismo já não depende tanto deles.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4022335 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que você deve comer em cada fase da vida


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.


A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.


Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.


Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.


Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.


Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.


Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.


Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.


Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.


Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.


"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.


"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."


Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.


"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.


"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."


Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.


Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.


Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento

"Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas."


Identifique a alternativa que apresenta informação CORRETA, segundo o texto, sobre o objetivo do racionamento de alimentos no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. 

Alternativas
Q4022334 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que você deve comer em cada fase da vida


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.


A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.


Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.


Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.


Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.


Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.


Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.


Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.


Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.


Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.


"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.


"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."


Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.


"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.


"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."


Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.


Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.


Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento

"Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta."


No contexto da frase, é CORRETO afirmar que o vocábulo 'evidências' indica:

Alternativas
Q4022333 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que você deve comer em cada fase da vida


Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.


A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.


Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.


Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.


Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.


Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.


Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.


Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.


Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.


Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.


"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.


"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."


Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.


"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.


"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."


Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.


Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.


Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento

"Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor."


De acordo com o estudo, assinale a alternativa CORRETA sobre os resultados do estudo mencionado a respeito das crianças que consumiram menos açúcar no início da vida.

Alternativas
Respostas
1541: D
1542: A
1543: B
1544: C
1545: D
1546: D
1547: D
1548: B
1549: A
1550: C
1551: D
1552: B
1553: D
1554: A
1555: A
1556: B
1557: A
1558: C
1559: B
1560: B