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Q3857940 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Os versos “Irrompendo o barulho da cidade / Pra dar cor diferente ao céu da vida”, explora o uso de linguagem figurada para expressar uma ideia de:  
Alternativas
Q3857939 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
O poema Passarinho tocando a fiação/ fere as cordas do poste pra cantar fala muito de perto da Canção Popular (música tradicional oral) e da Cantoria de Repente (poesia cantada com viola), seja pela expressão rural e urbana, seja pela musicalidade das rimas, seja, ainda, pela temática do cotidiano. Isto posto, é correto afirmar, exceto: 
Alternativas
Q3857938 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
A crase é um fenômeno gramatical e ortográfico que consiste na contração ou fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Ciente disso, observe o fragmento a seguir e depois marque a opção incorreta: “Dizia Itamar ao policia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...”  
Alternativas
Q3857937 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Isca de Peixe é uma narrativa curta, conto. Tal afirmação abarca o universo focado na perspectiva bakhtiniana e na diferença entre tipos e géneros textuais. Considerando os conceitos de Géneros do Discurso (Bakhtin) e Tipologia Textual (Tipos Textuais), analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa incorreta:  
Alternativas
Q3857936 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!’ O termo destacado é figurativo metafórico e serve para atribuir características, como apresentado, exibido, espaçoso. Além desta ampla conotação, apresenta ainda dificuldade no momento de sua grafia pela utilização do fonema / ∫ / “ch/x”. Dito isto, marque a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, utilizando X ou CH para representar o mesmo fonema / ∫ / (o som de “chiado”):  
Alternativas
Q3857935 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
— Na delegacia ele canta, que o plantio hoje é do Gomes!” A partir da fala proferida, podemos inferir:  
Alternativas
Q3857934 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá...” Sobre o fragmento, podemos dizer:

I. O trecho evidencia uma critica à neutralidade da atuação estatal, ao sugerir que a noção de “ordem” é aplicada de forma seletiva contra determinados grupos sociais.
PORQUE
II. A expressão “os de má aparência” indica que o controle exercido pela guarda se fundamenta exclusivamente em critérios legais objetivos, desvinculados de estigmas sociais ou preconceitos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q3857933 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
O excerto “fazer um som na contramão do sistema” expressa uma ação que conota: 
Alternativas
Q3857932 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Na expressão: “Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.” O termo em destaque pode ser compreendido como:  
Alternativas
Q3857931 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Ainda com base no texto em estudo, analise as assertivas a seguir e a relação entre elas:

I. A narrativa revela que a ação policial não se fundamenta em critérios jurídicos objetivos, mas em preconceitos sociais que definem quem pode ou não circular legitimamente no espaço público.
PORQUE
II. O texto demonstra que a noção de “ordem” é mobilizada para justificar a exclusão simbólica e material de sujeitos negros, tratados como corpos suspeitos que devem ser contidos e removidos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3857929 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
O termo que não substitui sem alteração de sentido a palavra “esconcho” é:
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Q3857885 Inglês
 Considering the Common National Curricular Base (BNCC) for the teaching of English in elementary school, which text genres are appropriate to teach sixth-grade students? 
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Q3857883 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
What does the passage mainly reveal about Holmes’s method of reasoning?
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Q3857882 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
After reading the text, one can conclude that Mary Jane is
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Q3857881 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
In the sentence “I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.”, the verb forms “must be” and “do not pronounce” are used to:
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Q3857880 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
 Regarding the word carelessly (in “...by someone who has very carelessly scraped round the edges...”), determine whether the statements below are True (T) or False (F). Then check the alternative that presents the correct sequence.

( ) “Carelessly” is formed by adding suffixes to the base word care.
( ) The suffix -less in “carelessly” indicates absence or lack.
( ) The suffix -ly changes a noun directly into an adverb in “carelessly”.
( ) The word careless represents an intermediate stage in the formation of “carelessly”.
( ) “Carelessly” is an adjective formed from the noun care.
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Q3857879 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
Regarding the sentence “You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago.”, it is correct to state that: 
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Q3857878 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
“Just a trifle more” can be replaced by: 
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Q3857877 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part II)


“Wedlock suits you,” he remarked. “I think, Watson, that you have put on seven and a half pounds since I saw you.” “Seven!” I answered.

“Indeed, I should have thought a little more. Just a trifle more, I fancy, Watson. And in practice again, I observe. You did not tell me that you intended to go into harness.”

“Then, how do you know?”

“I see it, I deduce it. How do I know that you have been getting yourself very wet lately, and that you have a most clumsy and careless servant girl?”

“My dear Holmes,” said I, “this is too much. You would certainly have been burned, had you lived a few centuries ago. It is true that I had a country walk on Thursday and came home in a dreadful mess, but as I have changed my clothes I can’t imagine how you deduce it. As to Mary Jane, she is incorrigible, and my wife has given her notice, but there, again, I fail to see how you work it out.”

He chuckled to himself and rubbed his long, nervous hands together.

“It is simplicity itself,” said he; “my eyes tell me that on the inside of your left shoe, just where the firelight strikes it, the leather is scored by six almost parallel cuts. Obviously they have been caused by someone who has very carelessly scraped round the edges of the sole in order to remove crusted mud from it. Hence, you see, my double deduction that you had been out in vile weather, and that you had a particularly malignant boot-slitting specimen of the London slavey. As to your practice, if a gentleman walks into my rooms smelling of iodoform, with a black mark of nitrate of silver upon his right forefinger, and a bulge on the right side of his top hat to show where he has secreted his stethoscope, I must be dull, indeed, if I do not pronounce him to be an active member of the medical profession.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
About the verbs should (in “I should have thought a little more...”) and can´t (in “I can’t imagine how you deduce it.”), it is right to affirm that:
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Q3857876 Inglês
The Adventures of Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle. A Scandal in Bohemia (Part I)


    I had seen little of Holmes lately. My marriage had drifted us away from each other. My own complete happiness, and the home-centred interests which rise up around the man who first finds himself master of his own establishment, were sufficient to absorb all my attention, while Holmes, who loathed every form of society with his whole Bohemian soul, Blank I in our lodgings in Baker Street, buried among his old books, and alternating from week to week between cocaine and ambition, the drowsiness of the drug, and the fierce energy of his own keen nature. He was still, as ever, deeply attracted by the study of crime, and occupied his immense faculties and extraordinary powers of observation in following out those clues, and clearing up those mysteries which had been abandoned as hopeless by the official police. From time to time I Blank II some vague account of his doings: of his summons to Odessa in the case of the Trepoff murder, of his clearing up of the singular tragedy of the Atkinson brothers at Trincomalee, and finally of the mission which he had accomplished so delicately and successfully for the reigning family of Holland. Beyond these signs of his activity, however, which I merely shared with all the readers of the daily press, I knew little of my former friend and companion.

One night – it was on the twentieth of March, 1888 – I was returning from a journey to a patient (for I had now returned to civil practice), when my way led me through Baker Street. As I Blank III the well-remembered door, which must always be associated in my mind with my wooing, and with the dark incidents of the Study in Scarlet, I was seized with a keen desire to see Holmes again, and to know how he was employing his extraordinary powers. His rooms were brilliantly lit, and, even as I looked up, I saw his tall, spare figure pass twice in a dark silhouette against the blind. He was pacing the room swiftly, eagerly, with his head sunk upon his chest and his hands clasped behind him. To me, who knew his every mood and habit, his attitude and manner told their own story. He was at work again. He had risen out of his drug-created dreams and was hot upon the scent of some new problem. I rang the bell and was shown up to the chamber which had formerly been in part my own.

His manner was not effusive. It seldom was; but he was glad, I think, to see me. With hardly a word spoken, but with a kindly eye, he waved me to an armchair, threw across his case of cigars, and indicated a spirit case and a gasogene in the corner. Then he stood before the fire and looked me over in his singular introspective fashion.

From: https://sherlock-holm.es/stories/pdf/a4/1-sided/advs.pdf. Accessed on 12/15/2025.
After reading the text, it is right to state that: 
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Respostas
15021: B
15022: E
15023: C
15024: C
15025: B
15026: E
15027: A
15028: D
15029: E
15030: A
15031: D
15032: B
15033: D
15034: A
15035: C
15036: A
15037: E
15038: A
15039: D
15040: B