Questões de Concurso

Foram encontradas 229.273 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3849828 Português
Assinale a alternativa cuja frase se encontra totalmente correta em relação ao emprego do acento grave indicador de crase.
Alternativas
Q3849827 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras atendem corretamente às normas de grafia vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3849826 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um grande passo para a humanidade

    Para os meninos de hoje, as viagens do ônibus espacial são rotina e dizem muito pouco, quando não passam desapercebidas, porque não têm mais emoção e se sucedem com frequência, como se fizessem eternamente parte do dia a dia humano.

    Mas, quando eu era criança, a conquista do espaço implicava emoções fortes. De repente, Flash Gordon deixava de ser ficção para se materializar nos foguetes russos e americanos que subiam aos céus, levando primeiro cachorros, como a Laica, e depois homens, para dar a volta do planeta em órbitas fantásticas onde aparecíamos aos seus olhos pintados de azuis.

    (...)

   De repente, ainda que seguindo os passos de um cronograma lógico e rigoroso, estávamos na lua, com tudo de mítico e lúdico que esse voo tinha.

    Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história; dali para a frente a nova fronteira seria os confins do espaço.

    O planeta parou para assistir pela televisão ao pouso do módulo lunar na superfície da lua.

     Meu Deus do céu, assistir pela televisão o homem andar na lua!

    Não bastava o feito fantástico, a capacidade intelectual e a coragem envolvidas, ainda por cima, nós, míseros mortais espalhados pela superfície do nosso planeta menor, tínhamos a chance de ver, ao vivo, pelas telas das televisões ligadas nos 4 cantos da Terra, a história ser feita, no momento em que a história era feita; na marca maravilhosa gravada para sempre – como um padrão real plantado no cosmos – da pegada da sola da bota de um homem na superfície da lua.

MENDONÇA, Antonio Penteado. Um grande passo para a humanidade. Crônicas da cidade. Disponível em.
“Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q3849825 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Um grande passo para a humanidade

    Para os meninos de hoje, as viagens do ônibus espacial são rotina e dizem muito pouco, quando não passam desapercebidas, porque não têm mais emoção e se sucedem com frequência, como se fizessem eternamente parte do dia a dia humano.

    Mas, quando eu era criança, a conquista do espaço implicava emoções fortes. De repente, Flash Gordon deixava de ser ficção para se materializar nos foguetes russos e americanos que subiam aos céus, levando primeiro cachorros, como a Laica, e depois homens, para dar a volta do planeta em órbitas fantásticas onde aparecíamos aos seus olhos pintados de azuis.

    (...)

   De repente, ainda que seguindo os passos de um cronograma lógico e rigoroso, estávamos na lua, com tudo de mítico e lúdico que esse voo tinha.

    Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história; dali para a frente a nova fronteira seria os confins do espaço.

    O planeta parou para assistir pela televisão ao pouso do módulo lunar na superfície da lua.

     Meu Deus do céu, assistir pela televisão o homem andar na lua!

    Não bastava o feito fantástico, a capacidade intelectual e a coragem envolvidas, ainda por cima, nós, míseros mortais espalhados pela superfície do nosso planeta menor, tínhamos a chance de ver, ao vivo, pelas telas das televisões ligadas nos 4 cantos da Terra, a história ser feita, no momento em que a história era feita; na marca maravilhosa gravada para sempre – como um padrão real plantado no cosmos – da pegada da sola da bota de um homem na superfície da lua.

MENDONÇA, Antonio Penteado. Um grande passo para a humanidade. Crônicas da cidade. Disponível em.
O autor do texto “Um grande passo para a humanidade” apresenta as ideias na forma de:
Alternativas
Q3849745 Braille
Considerando a origem, estrutura e aplicação do método braille no contexto da educação inclusiva e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), analise as proposições a seguir à luz da legislação vigente, dos princípios da acessibilidade pedagógica e das abordagens linguísticas aplicadas à deficiência visual, e assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3849732 Português
O pronome de tratamento é fundamental na comunicação oficial. A concordância de gênero dos adjetivos e pronomes possessivos com o pronome de tratamento exige atenção específica na redação. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3849731 Redação Oficial
A identificação do signatário é parte essencial do Padrão Ofício. Assinale a alternativa correta a respeito das regras para a grafia do nome e do cargo da autoridade que assina o documento. 
Alternativas
Q3849730 Redação Oficial
Na redação de documentos oficiais, o bloco de local e data do documento deve seguir uma formatação específica. Dentre as regras, está a forma de grafar o dia, o mês e a não utilização de elementos desnecessários. Assinale a alternativa correta a respeito dessas regras. 
Alternativas
Q3849729 Redação Oficial
O Padrão Ofício estabelece regras específicas, visando uniformização e celeridade. O fecho da comunicação deve ser padronizado e varia conforme a hierarquia do destinatário. Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3849728 Redação Oficial
A comunicação oficial representa o Estado e o interesse público, por isso é fundamental que os textos não contenham traços subjetivos ou inclinações pessoais, visando sempre à uniformidade de tratamento. Sobre o caráter impessoal das comunicações oficiais, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3849725 Redação Oficial
Ao redigir um comunicado oficial para ser afixado no mural de uma repartição pública, é essencial que a linguagem empregada priorize: 
Alternativas
Q3849703 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado é um pronome. 
Alternativas
Q3849702 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada está ortograficamente correta. 
Alternativas
Q3849701 Português
Analise a concordância nas frases abaixo e assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3849700 Português
Assinale a alternativa que apresenta uso correto da crase: 
Alternativas
Q3849699 Português
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está correta. 
Alternativas
Q3849698 Português
Considere o trecho abaixo:
“Divirto-me pensando no que encontraremos; sei que quando chegarmos será como se eu já tivesse visto tudo (...): a rua vazia, as portas do banco escancaradas, o cofre vazio.”
(SCLIAR, Moacyr. Piquenique. In: Histórias da Terra Trêmula. São Paulo: Vertente, 1977. p. 24- 26).

Assinale a alternativa que indica qual a classe gramatical a que pertencem os termos “vazia” e “escancaradas” destacadas acima. 
Alternativas
Q3849697 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Flor-de-maio

       Entre tantas notícias do jornal — o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés — há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram.

       Não vem do gabinete do prefeito para explicar a falta d'água, nem do Ministério da Guerra para insinuar que o país está em paz. Não conta incidentes de fronteira nem desastre de avião. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e nos informa gravemente que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada "flor-de-maio" está, efetivamente, em flor.

       Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

       Agora, já desce a noite, e as plantas em flor devem ser vistas pela manhã ou à tarde, quando há sol — ou mesmo quando a chuva as despenca e elas soluçam no vento, e choram gotas e flores no chão.

       Suspiro e digo comigo mesmo — que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi — um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. Qualquer uma destas tardes é possível que me dê vontade real, imperiosa, de ir ao Jardim Botânico, mas então será tarde, não haverá mais "flor-de-maio", e então pensarei que é preciso esperar a vinda de outro outono, e no outro outono posso estar em outra cidade em que não haja outono em maio, e sem outono em maio não sei se em alguma cidade haverá essa "flor-de-maio".

       No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém — uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire desta crônica a sua única substância, a informação precisa e preciosa: do dia 27 em diante as "flores-de-maio" do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a "flor-demaio" — talvez com a mulher e as crianças, talvez com a namorada, talvez só.

       Ir só, no fim da tarde, ver a "flor-de-maio"; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido, e que vale a pena viver entre tantos sacopãs de paixões desgraçadas e tantas COFAPs de preços irritantes; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.


BRAGA, Rubem. Flor-de-Maio. In: A Borboleta Amarela. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. p. 261-262.
Assinale a alternativa que contém um trecho do texto em que há sentido figurado. 
Alternativas
Q3849696 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Flor-de-maio

       Entre tantas notícias do jornal — o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés — há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram.

       Não vem do gabinete do prefeito para explicar a falta d'água, nem do Ministério da Guerra para insinuar que o país está em paz. Não conta incidentes de fronteira nem desastre de avião. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e nos informa gravemente que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada "flor-de-maio" está, efetivamente, em flor.

       Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

       Agora, já desce a noite, e as plantas em flor devem ser vistas pela manhã ou à tarde, quando há sol — ou mesmo quando a chuva as despenca e elas soluçam no vento, e choram gotas e flores no chão.

       Suspiro e digo comigo mesmo — que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi — um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. Qualquer uma destas tardes é possível que me dê vontade real, imperiosa, de ir ao Jardim Botânico, mas então será tarde, não haverá mais "flor-de-maio", e então pensarei que é preciso esperar a vinda de outro outono, e no outro outono posso estar em outra cidade em que não haja outono em maio, e sem outono em maio não sei se em alguma cidade haverá essa "flor-de-maio".

       No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém — uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire desta crônica a sua única substância, a informação precisa e preciosa: do dia 27 em diante as "flores-de-maio" do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a "flor-demaio" — talvez com a mulher e as crianças, talvez com a namorada, talvez só.

       Ir só, no fim da tarde, ver a "flor-de-maio"; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido, e que vale a pena viver entre tantos sacopãs de paixões desgraçadas e tantas COFAPs de preços irritantes; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.


BRAGA, Rubem. Flor-de-Maio. In: A Borboleta Amarela. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. p. 261-262.
Leia o trecho a seguir:
Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi — um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

O travessão utilizado no trecho, pode ser corretamente substituído por qual sinal de pontuação? Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3849695 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Flor-de-maio

       Entre tantas notícias do jornal — o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés — há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram.

       Não vem do gabinete do prefeito para explicar a falta d'água, nem do Ministério da Guerra para insinuar que o país está em paz. Não conta incidentes de fronteira nem desastre de avião. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e nos informa gravemente que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada "flor-de-maio" está, efetivamente, em flor.

       Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

       Agora, já desce a noite, e as plantas em flor devem ser vistas pela manhã ou à tarde, quando há sol — ou mesmo quando a chuva as despenca e elas soluçam no vento, e choram gotas e flores no chão.

       Suspiro e digo comigo mesmo — que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi — um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. Qualquer uma destas tardes é possível que me dê vontade real, imperiosa, de ir ao Jardim Botânico, mas então será tarde, não haverá mais "flor-de-maio", e então pensarei que é preciso esperar a vinda de outro outono, e no outro outono posso estar em outra cidade em que não haja outono em maio, e sem outono em maio não sei se em alguma cidade haverá essa "flor-de-maio".

       No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém — uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire desta crônica a sua única substância, a informação precisa e preciosa: do dia 27 em diante as "flores-de-maio" do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a "flor-demaio" — talvez com a mulher e as crianças, talvez com a namorada, talvez só.

       Ir só, no fim da tarde, ver a "flor-de-maio"; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido, e que vale a pena viver entre tantos sacopãs de paixões desgraçadas e tantas COFAPs de preços irritantes; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.


BRAGA, Rubem. Flor-de-Maio. In: A Borboleta Amarela. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956. p. 261-262.
No texto, o narrador em primeira pessoa fala sobre uma nota de três linhas no jornal sobre a florada da flor-de-maio. A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
12061: C
12062: B
12063: D
12064: E
12065: D
12066: E
12067: D
12068: A
12069: D
12070: C
12071: A
12072: E
12073: B
12074: D
12075: B
12076: E
12077: A
12078: C
12079: A
12080: D