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I.Carlos, professor do Ensino Médio, está doente.
II.Alan Turing, matemático britânico, era um gênio.
III.O homem, um turista inglês, entrou no banco.
IV.O homem, nervoso, entrou na pizzaria da minha mãe.
É correto afirmar que a vírgula serviu para separar aposto explicativo em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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A coerência assegura que as ideias de um texto se relacionem de forma lógica e consistente, mantendo a unidade temática e o sentido global da mensagem. Com base nos mecanismos de coerência e coesão textual, analise as afirmativas a seguir:
I.Por se tratar de uma crônica, os acontecimentos são apresentados de forma totalmente aleatória, sem qualquer organização temática ou relação de sentido entre passado e presente.
II.Há marcas de coesão referencial, com emprego de pronomes e substantivos que retomam elementos citados.
III.Há marcadores de tempo que ajudam a situar os fatos, como em "Em 2013...", "ontem", "Até que".
IV.Há o uso de recursos que evitam repetições desnecessárias, preservando o sentido, assim como o emprego de paralelismo e de repetições intencionais para produzir efeito estilístico.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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Considerando o texto-base, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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A partir do trecho e do texto-base, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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"Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos)."
O verbo "ir" rege preposição e, por isso, pode exigir o uso de crase, a depender do contexto de emprego.
Com base nisso, observe o uso desse sinal no enunciado acima e analise as afirmativas:
I.A crase antes de "Califórnia" ocorre devido a fusão da preposição exigida pelo verbo 'ir' com o artigo feminino que antecede o nome do lugar, que admite artigo.
II.O emprego da crase antes de "Oakland" é facultativo, o que justifica a sua ausência.
III.Houve falha na construção "a Oakland", pois a crase é obrigatória por se tratar de locução adverbial feminina.
IV.A crase ocorre obrigatoriamente antes de qualquer nome geográfico feminino, por isso houve falha na ausência da crase antes de "Oakland".
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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"Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles."
O vocábulo "puxa" está grafado corretamente com "x". Agora, analise as grafias dos vocábulos escritos com essa mesma letra nos enunciados a seguir:
I.O pescador organizou cada apetrexo antes de iniciar a jornada no rio.
II.Foi preciso atarraxar bem os parafusos para garantir a segurança da estrutura.
III.O repuxo da fonte chamou a atenção dos visitantes da praça.
IV.É crime pixar muros e prédios públicos, pois essa prática degrada o patrimônio urbano.
É correto afirmar que os vocábulos grafados corretamente com "x" encontram-se nos enunciados:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
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Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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(__)O vocábulo "fogaréu" está grafado corretamente com acento gráfico, diferentemente dos vocábulos 'heróico' e 'epopéia', que não devem ser acentuados, conforme o Novo Acordo Ortográfico.
(__)O vocábulo "além" é acentuado por apresentar a última sílaba tônica, terminada em "em", o que justifica o acento gráfico.
(__)O verbo "ler", quando flexionado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, não recebe acento gráfico.
(__)Os vocábulos "televisão" e "aconteceu" possuem mesma classificação quanto ao acento tônico.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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Sobre a observação do narrador em relação à Teresa e Caetana, é CORRETO afirmar que:
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Considerando a crônica de Otto Lara Resende, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)A narrativa é totalmente objetiva e factual.
(__)Apenas fatos científicos são importantes na narrativa.
(__)O progresso material e tecnológico não necessariamente aumenta o valor afetivo ou simbólico das coisas.
(__)O autor utiliza o humor para criar distanciamento crítico e destacar contradições da vida moderna.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
“No Brasil, o dia 4 de maio ganhou um significado especial no ano passado, com a criação do Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura (Lei n. 14.618/23) [...] Outra importante data instituída pela Lei n. 14.517/23 é o Dia Nacional dos Trabalhadores em Entidades Culturais [...] Durante a pandemia, as pessoas começaram a perceber que a arte e a cultura eram importantes no dia a dia delas. E a sanção dessas datas nos ajuda a dar um novo passo, que é mostrar à sociedade que o escritor, o produtor, o dançarino, o pipoqueiro são trabalhadores e não fazem aquilo só porque gostam. Esses trabalhos são as profissões dessas pessoas.
É fundamental que a sociedade valorize não apenas os artistas de destaque, mas também aqueles que tornam possível a realização de suas obras, da cultura e da arte.
Dados divulgados pelo Itaú Cultural em 2023 mostram que a Economia da Cultura e das Indústrias Criativas é responsável por 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas nas mais de 130 mil empresas formalizadas.”
Fonte: Brasil. Ministério da Cultura. Trabalhadores da cultura impulsionam a economia criativa e contribuem para diversidade cultural do país. Brasília: Ministério da Cultura, 7 out. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ cultura/pt-br/assuntos/noticias/trabalhadores-da-cultura impulsionam-a-economia-criativa-e-contribuem-para diversidade-cultural-do-pais. Acesso em: 13 out. 2025.
De acordo com as informações e dados apresenta dos no texto, qual é o objetivo principal do autor ao mencionar os números e percentuais da economia criativa?
Trecho adaptado de artigo sobre as ideias de Zygmunt Bauman a respeito da exclusão social na sociedade de consumo.
“Sociedade do consumo”
Na sociedade de produtores, os considera dos anormais eram aqueles que não conseguiam se adequar a posição de trabalhadores ou soldados e, a partir desta inadequação, eram direcionados aos psicólogos, psiquiatras, (em Estados com certa segurança social) aposentados por invalidez e etc. Na sociedade do consumo, as regras para adequação são muito mais estritas e muitos menos propensas à inclusão, justamente pela responsabilidade da adequação recair sobre o próprio indivíduo. Os consumidores falhos são irrevogavelmente excluídos do convívio legítimo da sociedade dos consumidores, são excluídos inclusive de qualquer tipo de terapia, de qualquer tipo de cuidado ou assistência. O consumo, na sociedade do consumo, é considerado coisa permanente e universalmente acessível”.
Siqueira, Vinicíus. Sociedade do consumo Zygmunt Bauman. Disponível em: https://colunastortas.com.br/sociedade-do consumo-zygmunt-bauman. Acesso em: 19 out. 2025.
Assinale a alternativa que apresenta o resumo do sentido global do texto, mantendo o contraste entre as duas sociedades e o argumento central sobre agravamento da exclusão e responsabilização individual.
O fragmento a seguir apresenta linguagem jornalística informativa, voltada à divulgação de ações públicas.
“A Prefeitura iniciou as discussões das medidas de médio prazo do programa Curitiba de Volta ao Centro, na Capela Santa Maria, com o debate sobre soluções das iniciativas pública e privada para criação de novas habitações no bairro [...] a Prefeitura está preparando o primeiro projeto de retrofit no Centro, des tinado à habitação de interesse social, com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS), por meio da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab)”.
Fonte: Curitiba (Município). Prefeitura vai investir em retrofit no Centro para habitação de interesse social. Curitiba: Prefeitura Municipal de Curitiba, 29 abr. 2024. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-vai-investir em-retrofit-no-centro-para-habitacao-de-interesse-social/77142. Acesso em: 14 out. 2025.
No trecho “A Prefeitura iniciou as discussões das medidas de médio prazo do programa Curitiba de Volta ao Centro”, se sugere uma visão sobre o estágio das ações municipais. Considerando o texto conclui-se que:
Texto O trabalho desenvolve uma reflexão sobre a educação entendida como processo de formação humana, buscando ver quais os sentidos que essa for mação recebeu ao longo de nossa tradição filosófica e na contemporaneidade, uma vez que ocorreram mudanças nas concepções que os homens fizeram do ideal de sua humanização. Sob tal perspectiva, recoloca em discussão as relações entre as diversas dimensões da educabilidade humana, destacando as dimensões ética e política que, até o atual momento, prevaleceram como fundamentos da compreensão da própria natureza da educação e concluindo que hoje a formação humana, visada pela educação, compreende-se como formação cultural. Essa ideia dá à educação uma finalidade intrínseca de cunho mais antropológico do que ético ou político. Essa reflexão sobre a natureza da educação implica igualmente explicitar o lugar e o papel da Filosofia da Educação, como esforço hermenêutico de desvelamento da prática educacional, tal como ela precisa se desenrolar nas mudadas condições histórico--culturais da atualidade. A discussão permite, assim, não apenas interpelar momentos significativos da expressão histórica da Filosofia da Educação na cultura ocidental, mas também debater conteúdos teóricos fundamentais do debate filosófico sobre o sentido da educação, debate que se impõe com renovada força para os educadores no enfrentamento dos desafios que estão sendo colocados pelas novas condições da pós-modernidade, responsável por um profundo questionamento das referências filosóficas da tradição cultural do Ocidente.
Severino, Joaquim Antonio. A busca do sentido da formação humana: tarefa da Filosofia da Educação. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/rhVxLn4XhLWjYJKXB7grswG/? format=html&lang=pt. Acesso em: 17 out. 2025.
Assinale a alternativa que identifica e explica adequadamente o recurso de coesão referencial presen te no texto e sua função na construção do sentido.
Considere o texto a seguir para responder à questão:
É necessário que os alunos participem das atividades, pois todos se lembram de que o prazo termina amanhã; o fato é que a reunião foi adiada.
Analise as orações subordinadas introduzidas por que e assinale a alternativa correta quanto à sua classificação sintática.
“O enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios. Proferidas as palavras e orações sem tais aspectos melódicos e rítmicos, o enunciado estaria prejudicado na sua função comunicativa.”
Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 38.
ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021. p. 640.
Texto de apoio
“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”
Simone de Beauvoir, filósofa e escritora francesa (1908-1986).
Beauvoir, Simone de. Frase do dia – “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.” São Paulo: Veja, 2023. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/pilulas-de sabedoria/frase-do-dia-simone-de-beauvoir-2. Acesso em: 19 out. 2025.
Analise o emprego e a função sintática dos sinais de pontuação no trecho de Simone de Beauvoir e assinale a alternativa correta.
(Acesso: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgr5778gg6o)
Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:
I.Os vocábulos 'planetários' e 'existência' recebem acento por uma mesma regra de acentuação.
II.A palavra 'minúsculo' recebe acento segundo a mesma regra que também justifica o acento em 'graúdo' e 'proteína'.
III.O vocábulo 'atrás' é uma oxítona corretamente acentuada. Da mesma forma, são oxítonas acentuadas corretamente os vocábulos 'carijós', 'pontapés' e 'jabutís'.
IV.O vocábulo 'metálico' recebe acento por ser uma palavra proparoxítona. Recebem acento pela mesma regra 'Cleópatra' e 'veículo'.
É correto o que se afirma em:
O planejamento das ações pedagógicas pactuadas de modo sistemático e integrado é pré-requisito indispensável à organicidade do conjunto das __________ perspectivadas.
As tecnologias estão cada vez mais próximas do professor e do aluno, em qualquer momento; são mais ricas, complexas e __________.
A universalização da educação básica, com indicadores precisos de qualidade e de equidade, é condição essencial para a disseminação do __________ socialmente produzido e acumulado e para a democratização da sociedade.