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Q4043395 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No período Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, a oração iniciada por se completa o sentido de uma forma verbal anterior, desempenhando função sintática própria de                  . Por isso, classifica-se como oração subordinada substantiva                  . 

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima? 
Alternativas
Q4043394 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
A respeito de aspectos gramaticais presentes em trechos do texto, analise as assertivas a seguir.


I. Em Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira, o sujeito da forma verbal é simples.
II. Em lembro das minhas amadas tias, a forma verbal lembro é transitiva indireta no contexto apresentado.
III. Em é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas, a expressão com cuidado exerce função de adjunto adverbial de modo.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4043393 Português
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Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No trecho A quietude do instante me abraça, a construção verbal projeta um efeito expressivo que ultrapassa a literalidade, atribuindo ação a um elemento abstrato. Nesse contexto, a figura de linguagem predominante é a                        , recurso por meio do qual se confere traço de ser animado a realidade não humana ou não concreta.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna acima? 
Alternativas
Q4043392 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
A afirmação final - Desconheço a orfandade. Sou uma multidão - condensa sentidos disseminados ao longo do texto. No contexto da crônica, essa passagem sugere, sobretudo, que o eu enunciador:
Alternativas
Q4043391 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
No trecho em que o narrador afirma que Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual, a felicidade é apresentada como:
Alternativas
Q4043390 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Serena filosofia


    Abro a janela na clara manhã de um sábado de verão. Dois sabiás cantam no galho de uma laranjeira. Tudo o mais e silêncio. Estendo os olhos para o pomar e vejo os cães deitados na grama, em busca de um raio de sol. A quietude do instante me abraça. Lembro das minhas amadas tias e um pedaço da infância me visita novamente. Seus nomes - Assunta, Pasquina e Giacomina - estão gravados em mim como um diamante lapidado pelo afeto. Fomos para elas, eu e minha irmã, filhos nascidos do bem-querer. Bordavam de ternura nossos dias, deixando um rastro de proteção e amor que persiste.

      Quando o dia se levanta, passeio pelo jardim e encontro as roseiras e os hibiscos florescendo. Um vento suave faz as plantas parecerem mais vivas ainda. Como no verso de um velho poeta chinês, é preciso pisar com cuidado para não matar, involuntariamente, tantas vidas miúdas que merecem continuar existindo tanto quanto nos. Evito ocupar-me com atividades rotineiras e deixo-me simplesmente ser. Ao visitar a biblioteca, abro um livro de poesia. Eis aqui a primeira refeição para a alma, como se ela amaciasse os problemas reais ou imaginários. Afastado da ansiedade, pertenço ao momento que me habita. Penso em Buda, em Jesus... seres que alcançaram um alto patamar de consciência. Fico em sua companhia ate me chamarem para cumprir uma tarefa de ordem cotidiana.

    Amigos me perguntam se sou feliz e respondo sem pestanejar: sim, como se isso fosse uma condição natural do humano. Estar imerso nela significa vigília permanente para arrancar a erva daninha da vaidade, do desejo pelo poder e da incapacidade de ver o outro como um igual em meio a um mundo de competição desenfreada. Extraio beleza no milagre de sentir-se bem no corpo e na mente. A memoria salva da ferrugem mefaz acolher mentalmente cada ser do planeta. Os que estão próximos e também os que voltaram a se integrar ao todo. O Eu, tão enganoso, representa a falsa verdade da separação. Assim, morrer não e algo ruim, mas apenas o retorno de onde ignoro ter vindo.

    A tarde vai se debruçando, vestindo de sombras as bromélias e as íris. Caminhar me deixa entorpecido de alegria. Em meio ao bosque, observo com atenção os troncos antigos das árvores. Eles são nutridos pela seiva circulando em seu interior. Como nós pelo sangue. Tudo se esforça para perseverar. A vontade de ser, como uma espécie de revolta contra o inevitável fim. Luta vã, pois necessitamos ceder lugar para o novo.

      Instalo-me dentro da noite banhado pela gratidão. Um filme, uma xícara de café com leite, o sono me espiando entre os lençóis macios. A eternidade do agora. A serena filosofia que me guarda na palma de suas mãos. Desconheço a orfandade. Sou uma multidão.


Autor: Gilmar Marcilio - GZH (adaptado). 
Ao longo da crônica, a evocação de imagens da natureza, da memória afetiva e da interioridade não se organiza como mera enumeração contemplativa, mas como eixo de uma visão de mundo. Assim, é CORRETO afirmar que o texto constrói, predominantemente, a ideia de que:
Alternativas
Q4043339 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “Tal compreensão exige”, o verbo está:
Alternativas
Q4043338 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “expressões aparentemente inofensivas”, o termo “aparentemente” é:


Alternativas
Q4043337 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “Além disso”, a expressão indica:
Alternativas
Q4043336 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “posição de vulnerabilidade ampliada”, há:
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Q4043335 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “manifesta-se”, a colocação pronominal é:
Alternativas
Q4043334 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



Em “que limitam a participação”, o termo “que” é:


Alternativas
Q4043333 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



O objetivo final do texto é:
Alternativas
Q4043332 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



O conceito de interseccionalidade refere-se:
Alternativas
Q4043330 Português

Leia o texto:

MISOGINIA OU RACISMO


Em uma sociedade marcada por desigualdades históricas, as formas de discriminação frequentemente se entrelaçam, produzindo fenômenos complexos que desafiam análises simplistas. Entre esses fenômenos, destacam-se a misoginia e o racismo, que, embora possuam raízes distintas, podem coexistir e reforçar-se mutuamente, sobretudo quando direcionados a mulheres negras.



A misoginia, entendida como o desprezo ou aversão às mulheres, manifesta-se em práticas culturais, sociais e institucionais que limitam a participação feminina em diversos espaços. Já o racismo, estruturado historicamente, estabelece hierarquias baseadas em características étnico-raciais, perpetuando desigualdades e exclusões.



Quando essas duas formas de opressão se cruzam, surge uma realidade ainda mais severa. A mulher negra, por exemplo, enfrenta não apenas preconceitos de gênero, mas também discriminações raciais, o que a coloca em uma posição de vulnerabilidade ampliada. Esse fenômeno é frequentemente analisado sob a perspectiva da interseccionalidade, conceito que busca compreender como diferentes formas de opressão se articulam.



Além disso, a linguagem desempenha um papel crucial na manutenção ou no combate a essas práticas. Expressões aparentemente inofensivas podem carregar significados discriminatórios, reforçando estereótipos e naturalizando desigualdades. Por outro lado, a conscientização linguística pode contribuir para a transformação social.



Portanto, compreender as nuances entre misoginia e racismo, bem como suas intersecções, é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Tal compreensão exige não apenas conhecimento teórico, mas também uma postura crítica diante das práticas cotidianas.



O texto aborda principalmente: 
Alternativas
Q4042915 Literatura

A respeito dos movimentos literários, analise as partes que seguem:



I. O Barroco caracteriza-se, entre outros aspectos, pelo gosto do contraste, pelo conflito entre matéria e espírito e pelo emprego intenso de recursos expressivos.


II. O Arcadismo valoriza a simplicidade formal, o ideal de equilíbrio e a retomada de modelos clássicos.


III. O Naturalismo, ao contrário do Realismo, afasta-se da observação social e psicológica, privilegiando a idealização das personagens e do ambiente.



Das partes, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4042914 Literatura
Ao analisar a construção formal de um poema, uma estudante observou que determinado texto se organizava em versos, com regularidade de sílabas poéticas, distribuição estrófica planejada e recorrência sonora entre palavras finais. Nesse caso, os elementos destacados correspondem, respectivamente, a:
Alternativas
Q4042913 Literatura
Em uma aula introdutória de Literatura, o professor explicou que os gêneros literários não devem ser compreendidos como compartimentos absolutamente rígidos, mas como formas históricas de organização da linguagem artística. Ainda assim, cada gênero preserva traços predominantes que ajudam na sua identificação. À luz dessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4042912 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil garante vagas em creches, mas matrículas na pré-escola recuam


    Os dados do Censo Escolar 2025 revelam um cenário de avanços significativos e antigos desafios na educação infantil brasileira.


    Por um lado, no segmento de 0 a 3 anos, o país alcançou um marco histórico: 41,8% das crianças nessa faixa etária agora têm acesso a creches. O índice é o maior já registrado e coloca o Brasil em uma trajetória promissora para atingir a meta de 50% estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação).


    Esse crescimento, segundo especialistas, pode ser associado a investimentos robustos do governo federal via Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que prevê o aporte de R$ 7,37 bilhões para a construção de 1.670 novas unidades. Somente em 2025, o apoio governamental viabilizou a criação de 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas.


    Entretanto, o cenário de otimismo proporcionado pela expansão das creches divide espaço com uma preocupação crescente em relação à pré-escola, etapa voltada para crianças de 4 e 5 anos.


    Embora a taxa de atendimento proporcional tenha avançado de 92,9% em 2024 para 93,4% em 2025, indicando que o país amplia o acesso mesmo com a redução da população infantil, o número absoluto de matrículas na rede pública sofreu uma queda, recuando de 4.170.661 em 2023 para 4.131.780 em 2024.


    Para Patrícia Lutzlota Guedes, superintendente do Itaú Social, o foco agora deve transcender a abertura de vagas. “O desafio agora é garantir que esse acesso venha acompanhado de qualidade. A pré-escola é decisiva para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças, e exige infraestrutura adequada, professores bem formados e ambientes acolhedores e seguros. Mais do que assegurar vagas, é fundamental garantir experiências educativas que promovam o desenvolvimento integral e reduzam desigualdades desde o início da trajetória escolar.”


    Por outro lado, Bernardo Baião, coordenador de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, chama a atenção para a gravidade da retração nas matrículas. Ele observa que a queda de 3,8% em relação a 2024 representa o maior recuo em dez anos, superado apenas pelo período atípico da pandemia em 2021.


    “Vale destacar que esta é uma etapa obrigatória e ainda estamos distantes da universalização, com apenas 95% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas. Trabalhamos com três hipóteses principais para essa queda: primeiro, problemas na busca ativa, atingindo crianças de famílias vulneráveis que demoram a ingressar na educação básica; segundo, uma oferta desigual nos territórios, que demandaria maior apoio federal e estadual aos municípios; e, por fim, um desafio de financiamento que gera uma competição entre a oferta de creches e a pré-escola.”


    Ele chama a atenção para a importância do trabalho cooperativo entre diferentes instâncias do poder público, independentemente de partidos ou orientações políticas.


    “É inadmissível que uma etapa obrigatória sofra retração em vez de caminhar para a universalização. Isso não se explica apenas por fatores demográficos. É fundamental que exista uma correlação de forças entre os governos federal, estadual e municipal para garantir essa oferta, com prioridade máxima para as crianças mais vulneráveis.”


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/brasil-garante-vagas-em-creches-mas-matriculas-na-pre-escola-recuam/ (adaptado). 

No segmento um desafio de financiamento que gera uma competição entre a oferta de creches e a pré-escola, o emprego das classes gramaticais contribui para a organização precisa da informação. A respeito desse trecho, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4042911 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil garante vagas em creches, mas matrículas na pré-escola recuam


    Os dados do Censo Escolar 2025 revelam um cenário de avanços significativos e antigos desafios na educação infantil brasileira.


    Por um lado, no segmento de 0 a 3 anos, o país alcançou um marco histórico: 41,8% das crianças nessa faixa etária agora têm acesso a creches. O índice é o maior já registrado e coloca o Brasil em uma trajetória promissora para atingir a meta de 50% estabelecida pelo PNE (Plano Nacional de Educação).


    Esse crescimento, segundo especialistas, pode ser associado a investimentos robustos do governo federal via Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que prevê o aporte de R$ 7,37 bilhões para a construção de 1.670 novas unidades. Somente em 2025, o apoio governamental viabilizou a criação de 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas.


    Entretanto, o cenário de otimismo proporcionado pela expansão das creches divide espaço com uma preocupação crescente em relação à pré-escola, etapa voltada para crianças de 4 e 5 anos.


    Embora a taxa de atendimento proporcional tenha avançado de 92,9% em 2024 para 93,4% em 2025, indicando que o país amplia o acesso mesmo com a redução da população infantil, o número absoluto de matrículas na rede pública sofreu uma queda, recuando de 4.170.661 em 2023 para 4.131.780 em 2024.


    Para Patrícia Lutzlota Guedes, superintendente do Itaú Social, o foco agora deve transcender a abertura de vagas. “O desafio agora é garantir que esse acesso venha acompanhado de qualidade. A pré-escola é decisiva para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças, e exige infraestrutura adequada, professores bem formados e ambientes acolhedores e seguros. Mais do que assegurar vagas, é fundamental garantir experiências educativas que promovam o desenvolvimento integral e reduzam desigualdades desde o início da trajetória escolar.”


    Por outro lado, Bernardo Baião, coordenador de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, chama a atenção para a gravidade da retração nas matrículas. Ele observa que a queda de 3,8% em relação a 2024 representa o maior recuo em dez anos, superado apenas pelo período atípico da pandemia em 2021.


    “Vale destacar que esta é uma etapa obrigatória e ainda estamos distantes da universalização, com apenas 95% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas. Trabalhamos com três hipóteses principais para essa queda: primeiro, problemas na busca ativa, atingindo crianças de famílias vulneráveis que demoram a ingressar na educação básica; segundo, uma oferta desigual nos territórios, que demandaria maior apoio federal e estadual aos municípios; e, por fim, um desafio de financiamento que gera uma competição entre a oferta de creches e a pré-escola.”


    Ele chama a atenção para a importância do trabalho cooperativo entre diferentes instâncias do poder público, independentemente de partidos ou orientações políticas.


    “É inadmissível que uma etapa obrigatória sofra retração em vez de caminhar para a universalização. Isso não se explica apenas por fatores demográficos. É fundamental que exista uma correlação de forças entre os governos federal, estadual e municipal para garantir essa oferta, com prioridade máxima para as crianças mais vulneráveis.”


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/brasil-garante-vagas-em-creches-mas-matriculas-na-pre-escola-recuam/ (adaptado). 

No trecho Esse crescimento, segundo especialistas, pode ser associado a investimentos robustos do governo federal, a expressão destacada retoma uma informação anteriormente apresentada no texto. Nesse emprego, o pronome Esse contribui para a coesão textual ao:
Alternativas
Respostas
11541: D
11542: A
11543: A
11544: C
11545: B
11546: D
11547: B
11548: D
11549: C
11550: A
11551: C
11552: B
11553: D
11554: B
11555: C
11556: A
11557: D
11558: C
11559: E
11560: B