Questões de Concurso
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Silenciosamente barulhento
A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?
Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.
Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.
Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.
Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.
Não responder ainda.
Não decidir agora.
Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.
Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.
Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.
Ao menos, não ainda.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
Silenciosamente barulhento
A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?
Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.
Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.
Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.
Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.
Não responder ainda.
Não decidir agora.
Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.
Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.
Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.
Ao menos, não ainda.
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
Para que a cidadania seja efetiva e verdadeiramente inclusiva, é necessário promover um diálogo entre os direitos individuais e coletivos, reconhecendo que a liberdade de um não pode ser garantida à custa da __________ de outro.
A escola inclusiva, com currículo e metodologia __________ de fundamentação na diversidade, requer a consideração das diferenças individuais dos seus alunos no que se refere ao ritmo de aprendizagem, ao interesse, à origem social, às habilidades e à motivação dos estudantes para realizarem diferentes propostas.
(___) Coube na minha gaveta todos os meus apetrechos.
(___) Chegou para a firma todos os formulários solicitados.
(___) Houveram muitas queixas na pesquisa de opinião aplicada ontem.
(___) Existem vários aspectos que precisam ser discutidos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do enunciado acima.
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tirasde-armandinho>. A palavra “só”, empregada no último quadro da tirinha acima, possui o sentido de:
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
A estrutura verbal apresentada pelas formas destacadas no trecho acima indica a ocorrência de:
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://ar.pinterest.com/pin/554505772854187206/. Acesso
em: 27 nov. 2025.
Na tirinha, a professora apresenta a conjugação do verbo “confiar”, e a personagem Mafalda comenta, em seguida: “Que bando de ingênuos, não é?”. O comentário utiliza o substantivo coletivo “bando” em referência aos sujeitos conjugados e cria um efeito de sentido figurado ao
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que frequentemente se dá o nome de ética.
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
ALVES, Rubens. Literatura, crônicas e ensaios: “Sobre a morte e o morrer”, uma crônica de Rubem Alves. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/sobre-morte-e-o-morrer-rubem-alves/. Acesso em: 27 nov. 2025.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que frequentemente se dá o nome de ética.
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
ALVES, Rubens. Literatura, crônicas e ensaios: “Sobre a morte e o morrer”, uma crônica de Rubem Alves. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/sobre-morte-e-o-morrer-rubem-alves/. Acesso em: 27 nov. 2025.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que frequentemente se dá o nome de ética.
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
ALVES, Rubens. Literatura, crônicas e ensaios: “Sobre a morte e o morrer”, uma crônica de Rubem Alves. Disponível em: https://www.revistaprosaversoearte.com/sobre-morte-e-o-morrer-rubem-alves/. Acesso em: 27 nov. 2025.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo.
Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%).
A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis.
Disponível em:
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 25 nov. 2025
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo.
Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%).
A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis.
Disponível em:
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 25 nov. 2025
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar
O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo.
Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%).
A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis.
Disponível em:
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 25 nov. 2025