Questões de Concurso

Foram encontradas 229.282 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3872215 Português
Analise os processos de formação das palavras abaixo e assinale a alternativa correta:

I. Entristecer – formada por derivação parassintética.
II. Passatempo – formada por composição por justaposição.
III. Embora – formada por derivação prefixal. 
Alternativas
Q3872214 Português
Analise as sentenças abaixo quanto ao uso das formas verbais seguidas de pronomes oblíquos e assinale a alternativa correta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa:

I. Entregar-me-ão as planilhas amanhã.
II. Não me entregarão as planilhas amanhã.
III. Me entregarão as planilhas amanhã.
Alternativas
Q3872213 Literatura
Leia atentamente as afirmações a seguir, sobre o Romantismo no Brasil:

I – O Romantismo no Brasil apresentou três diferentes fases. A primeira geração romântica foi caracterizada pelo nacionalismo e pela exaltação da natureza e do indígena.
II – A segunda geração romântica no Brasil foi caracterizada pela fuga da realidade, idealização da infância e pulsão pela morte. Os principais autores dessa geração foram Alvares de Azevedo e Gonçalves Dias.
III – Apesar de ser o representante do Realismo, Machado de Assis iniciou sua carreira dentro da estética romântica, com a obra “Ressurreição”, de 1872.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3872212 Literatura
O Modernismo brasileiro foi iniciado oficialmente na Semana de Arte Moderna de 1922. Sobre esse movimento, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3872200 Português
Assinale a alternativa correta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa: 
Alternativas
Q3872199 Português
Classifique as palavras destacas na frase: “Embora os professores ajudassem bastante, poucos eram reconhecidos.” (Embora, bastante e poucos)
Alternativas
Q3872198 Português
Assinale a alternativa correta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3872197 Português
Leia as afirmações a seguir, sobre os substantivos, adjetivos e suas flexões:

I. Assim como os substantivos, os adjetivos variam em gênero, número e grau.
II. Na frase “Sou tão bonito quanto você”, há um exemplo de adjetivo comparativo se superioridade.
III. Existem substantivos comuns de dois gêneros. Um exemplo é a palavra “colega”.

É (são) correta(s) as afirmações: 
Alternativas
Q3872196 Português
Analise as frases abaixo e assinale a alternativa correta quanto à classificação da voz verbal:

I. O candidato defendeu a tese em inglês.
II. Deitou-se assim que anoiteceu.
III. Concluíram-se as tarefas.
Alternativas
Q3872195 Português
Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.


O engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
A figura de linguagem presente no verso “ganhava um pulmão de cimento e vidro.” é: 
Alternativas
Q3872194 Português
Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.


O engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Ao comparar a cidade a “um jornal que todos liam”, o autor:
Alternativas
Q3872193 Português
Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.


O engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Na última estrofe, o edifício é descrito como: 
Alternativas
Q3872192 Português
Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.


O engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
No verso “o engenheiro pensa o mundo justo, mundo que nenhum véu cobre”, o poeta:
Alternativas
Q3872191 Português
Leia atentamente o poema O engenheiro, de João Cabral de Melo Neto, escritor brasileiro, para responder à questão.


O engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
Leia atentamente as afirmações a seguir:

I – É possível afirmar que o poema apresenta a visão do engenheiro sobre o mundo, a qual é criticada pelo poeta.
II – O uso de termos como “lápis”, “esquadro”, “papel” apenas representam a importância do trabalho do engenheiro.
III– Uma figura de linguagem bastante utilizada no poema é a enumeração, com a finalidade para demonstrar a subjetividade do engenheiro.

É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 
Alternativas
Q3872145 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários.

O período acima tem sua correção e seu sentido preservados nesta reconstrução: 
Alternativas
Q3872144 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
Sem prejuízo para o sentido do contexto, pode-se substituir 6 elemento sublinhado pelo indicado entre parênteses em: 
Alternativas
Q3872142 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
Ao admitir Devo à internet um contato recente, o autor do texto justifica-se pelo fato de que, com a internet, reviveu amizade com uma amiga e uma língua distantes, 
Alternativas
Q3872141 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
No contexto, a frase Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos, que abre o 4° parágrafo, 
Alternativas
Q3872139 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
Estabelece-se no texto uma relação direta entre 
Alternativas
Q3872138 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. 


Carteiros em tempo de internet 


    Não sei se com internet os postais, as cartas e os carteiros vão se extinguir completamente. Sei que a amizade está ficando virtual demais. Temo que os amigos desapareçam, já que nem ouço a voz de alguns deles, pelo telefone. Ver e abraçar um amigo tornou-se uma coisa complicada, quase uma façanha numa cidade cujos moradores se deslocam com rapidez por baixo da terra. 

    Cartas? Uma mensagem eletrônica é um contato muito mais rápido, quase instantâneo. Mas será mais humano? E ainda por cima há as tantas mensagens indesejáveis proliferando o tempo todo. Não há bloqueador infalível, de modo que elas se tornam uma espécie de tormento programado e compulsório. 

    Essa invasão é o lado bárbaro da internet a propaganda desenfreada, amalucada, nociva, mentirosa, sem falar nas informações falsas e nas noticias distorcidas. Tal multiplicação descontrolada de novidades remonta, diga-se, a tempos antigos: em 1867, depois de visitar a Exposição Universal! de Paris, o grande escritor Gustave Flaubert escreveu: “o ser humano não foi criado para devorar infinito." 

    Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos... Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado. Ela me enviou uma mensagem em catalão" e recordou uma brincadeira que fazia sobre sua língua materna. Na longa carta virtual lembrou uma passagem da nossa vida, onde dividíamos um apartamento pequeno em Barcelona. E por fim revelou que havia encontrado um caderno, já manchado pelo tempo: meu diário catalão, onde registrava minhas andanças por vários lugares da Espanha. 

    Já dava esse diário por perdido, que é o destino das palavras de tantos diários. Agora esse achado da minha amiga voará de Barcelona até São Paulo num envelope de papel forte que um carteiro, mensageiro andarilho das cidades, me entregará antes de perder seu emprego para a internet. Estamos vivendo, de fato, num tempo e num mundo cheios de transições.  


(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 1158-118)


* Catalão: língua falada sobretudo na região da Catalunha, Espanha, onde se encontra a cidade de Barcelona. 
Atentando para a estruturação do texto, constata-se que no
Alternativas
Respostas
10841: D
10842: C
10843: D
10844: D
10845: B
10846: D
10847: C
10848: A
10849: A
10850: C
10851: D
10852: A
10853: D
10854: C
10855: E
10856: A
10857: D
10858: C
10859: E
10860: A