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Q4075212 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
O vocábulo “etérea” em “Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente ‘na nuvem’” pode ser substituído, sem alteração do sentido pretendido, por:
Alternativas
Q4075211 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
O emprego do travessão no trecho “Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul” justifica-se por: 
Alternativas
Q4075210 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
No último parágrafo, a expressão “Esse dilema” funciona como um recurso coesivo que assegura a coerência textual ao:
Alternativas
Q4075209 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
Considerando a organização do texto e a situação comunicativa, é correto afirmar que o gênero de divulgação científica apresentado utiliza:
Alternativas
Q4075208 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
Ao afirmar que a ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa e que as informações não viajam de forma etérea (l. 30–33), a intencionalidade discursiva é:
Alternativas
Q4075207 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
No texto, a menção à projeção da empresa IDC sobre a geração de 394 trilhões de zettabytes até 2028, no quarto parágrafo, constitui um recurso de argumentação que objetiva: 
Alternativas
Q4074631 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que segue a mesma regra de acentuação da palavra “inútil”, retirada do texto.
Alternativas
Q4074630 Português
No trecho “A carga cognitiva tem duas partes: a intrínseca, que é a dificuldade inerente do tema [...] (l. 22)”, retirado do texto, o termo “que” classifica-se como:
Alternativas
Q4074629 Português
As palavras “inútil” e “acumulação”, retiradas do texto, são formadas, respectivamente, pelos processos de:
Alternativas
Q4074628 Português
O termo “enfoque”, retirado do texto, apresenta quantos fonemas? 
Alternativas
Q4074545 Português
A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre te ajuda a aprender mais



(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo – texto adaptado especialmente para esta prova).
Ao converter a oração “Valle compartilhou conselhos práticos”, retirada do texto, para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Alternativas
Q4074497 Português
População brasileira é a 7ª mais feliz do mundo, diz pesquisa


Por Redação g1

Q1_15.png (700×481)


(Disponível em: g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/03/20/pesquisa-felicidade-brasil.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “está relacionada ao aumento de felicidade”, retirado do texto, o termo “ao” é formado pela união de:
Alternativas
Q4073084 Redação Oficial
Após a realização de uma sessão ordinária da Câmara Municipal, Fernanda, agente legislativa responsável pela secretaria das sessões, foi encarregada de elaborar a ata correspondente. Durante a redação, ela incluiu opiniões pessoais sobre os debates ocorridos, utilizou linguagem informal em alguns trechos e deixou de registrar de forma precisa a sequência dos acontecimentos e as deliberações tomadas.
Ao revisar o documento, seu superior destacou a importância de observância das normas de redação oficial e das características específicas das atas, que devem refletir fielmente os fatos ocorridos, sem interferência subjetiva do redator.
Considerando as regras aplicáveis à elaboração de atas no âmbito da Administração Pública, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4073083 Redação Oficial
Durante o expediente da Câmara Municipal, Felipe foi incumbido de elaborar um ofício a ser encaminhado ao Prefeito Municipal, solicitando informações sobre a execução de determinado contrato administrativo. Ao redigir o documento, utilizou linguagem excessivamente informal, empregou expressões coloquiais e deixou de indicar corretamente o destinatário e o fecho adequado, comprometendo a formalidade exigida nos atos de comunicação oficial.
Ao revisar o documento, sua supervisora destacou a necessidade de observância das normas de redação oficial, especialmente quanto à clareza, impessoalidade e padronização dos documentos administrativos.
Considerando as regras da redação oficial, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4073076 Redação Oficial
No setor de comunicação institucional da Câmara Municipal, André foi designado para revisar uma série de ofícios que seriam encaminhados a diferentes órgãos públicos, incluindo secretarias municipais e o gabinete do Prefeito. Ao analisar os documentos elaborados por servidores distintos, percebeu inconsistências relevantes: alguns textos utilizavam linguagem excessivamente pessoal, outros apresentavam construções informais e havia casos em que o padrão de tratamento variava sem justificativa. Além disso, identificou que determinados documentos utilizavam expressões coloquiais e abreviações inadequadas ao contexto formal da Administração Pública, comprometendo a uniformidade e a credibilidade das comunicações institucionais. Diante dessa situação, André decidiu revisar os documentos com base nos princípios da redação oficial, especialmente aqueles relacionados à clareza, impessoalidade e padronização. Considerando esse contexto, avalie as afirmativas a seguir e assinale V para verdadeiro e F para falso:
(__)A redação oficial deve ser impessoal, evitando marcas de subjetividade do redator.
(__)A linguagem deve ser clara e objetiva, facilitando a compreensão do destinatário.
(__)O uso de expressões coloquiais pode ser admitido para tornar o texto mais acessível.
Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4073053 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.


Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.


 A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.


A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.


Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.


https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento

"A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão mais profunda."


Com base no sentido próprio e figurado, marque com Vas afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.


(__)A palavra 'ponte', no trecho, foi empregada em sentido figurado, indicando uma conexão entre ideias.


(__)O termo 'visualizar' foi utilizado em sentido próprio, referindo-se ao ato físico de enxergar imagens reais.


(__)O vocábulo 'arte' foi utilizado em sentido figurado, uma vez que indica uma forma de atividade humana irracional e puramente utilitária, sem regras ou organização.


(__)O vocábulo 'profunda', no contexto, possui sentido figurado, indicando maior nível de compreensão.


Assinale a alternativa que preenche os itens acima de forma CORRETA.

Alternativas
Q4073051 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.


Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.


 A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.


A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.


Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.


https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento

"Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos." Com base nos significados que as palavras adquirem no contexto de uso, julgue as afirmativas a seguir:  
I.A forma verbal 'reduzem' pode ser substituída por 'diminuem', sem prejuízo de sentido no contexto.
II.O substantivo 'ansiedade', no contexto, possui como antônimo o termo 'tranquilidade'.
III.A forma verbal 'favorece' pode ser substituída por 'prejudica', mantendo-se a coerência da ideia original.
IV.O termo 'absorção' pode ser substituído por 'assimilação', sem alteração significativa de sentido.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4073049 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.


Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.


 A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.


A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.


Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.


https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento

Com base no texto, analise as afirmativas a seguir:
I.O desenho não é apenas uma atividade recreativa, mas um recurso importante para o desenvolvimento intelectual, emocional e criativo das crianças. 
II.Ao desenhar, a criança precisa buscar na memória imagens e informações já armazenadas no cérebro para reproduzi-las no papel.
III.O desenho, ao envolver repetição e escolhas, fortalece a habilidade de concentrar-se em detalhes relevantes, melhorando a atenção seletiva e o controle mental.
IV.O estímulo contínuo à criatividade na infância pode influenciar o desempenho profissional futuro, favorecendo carreiras que exigem inovação, resolução de problemas e pensamento flexível.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4072781 Português
A polissemia e a ambiguidade são elementos fundamentais da língua portuguesa, contribuindo para a riqueza da comunicação, da literatura e da publicidade, embora devam ser evitadas em textos técnicos ou científicos. Considerando os conhecimentos sobre esses fenômenos, julgue as afirmativas a seguir:
I.A polissemia diz respeito a um termo que apresenta múltiplos sentidos, cujo significado se define conforme o contexto de enunciação; quando esse contexto não é suficiente, pode ocorrer ambiguidade, caracterizada pela presença de mais de uma interpretação possível para o enunciado.
II.A ambiguidade, quando decorre de descuido, configura-se como um vício de linguagem, como em "Paulo encontrou seu chefe andando no corredor".
III.Na frase "A manga da minha blusa foi manchada com a manga que comprei na quitanda do meu tio", observa-se ambiguidade relacionada ao emprego do vocábulo 'manga'.
IV.Na frase "Eu usei o binóculo para ver o homem", observa-se ambiguidade decorrente do uso inadequado de 'binóculo'.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4072780 Português
"Embora se trate de uma unidade de distância, o ano-luz nos conta quanto tempo levou a viagem." Considerando os elementos linguísticos utilizados no trecho, julgue as afirmativas:
I.A oração iniciada pela conjunção 'Embora...é subordinada adverbial concessiva, indicando que há uma contradição aparente entre ser unidade de distância e informar tempo, mas isso não impede a ideia principal.
II.A expressão 'a viagem' exerce a função de objeto direto do verbo 'levar', uma vez que completa o sentido do verbo sem o auxílio de preposição.
III.O pronome oblíquo 'nos' é objeto indireto do verbo 'contar', ao passo que a expressão 'quanto tempo levou a viagem' exerce a função de objeto direto.
IV.A expressão 'de uma unidade de distância' exerce a função de sujeito do verbo 'tratar', configurando uma construção em voz passiva.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Respostas
10661: C
10662: B
10663: A
10664: C
10665: B
10666: B
10667: B
10668: A
10669: B
10670: D
10671: D
10672: C
10673: B
10674: A
10675: D
10676: D
10677: E
10678: E
10679: B
10680: A