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Q4026354 Português
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA


Bruno Gualano


   Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.

   Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.

   A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.

   As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.

  No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.

  Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.

  Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.

  Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.

  Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. 

  Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.

  À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.

  No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
Assinale a alternativa em que a palavra destacada pode ser substituída por aquela entre parênteses mantendo-se o sentido original do excerto. 
Alternativas
Q4026349 Português
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA


Bruno Gualano


   Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.

   Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.

   A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.

   As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.

  No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.

  Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.

  Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.

  Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.

  Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. 

  Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.

  À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.

  No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
Assinale a alternativa que apresenta o pressuposto correto em relação ao excerto.
Alternativas
Q4026347 Português
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA


Bruno Gualano


   Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.

   Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.

   A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.

   As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.

  No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.

  Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.

  Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.

  Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.

  Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. 

  Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.

  À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.

  No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
Sobre os mecanismos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4026345 Português
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA


Bruno Gualano


   Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.

   Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.

   A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.

   As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.

  No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.

  Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.

  Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.

  Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.

  Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações. 

  Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.

  À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.

  No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana).”.
Alternativas
Q4026324 Português
“A boa literatura sentido à vida.” (Socorro Acioli)
Reescrevendo o verbo destacado acima na mesma pessoa, no passado e no futuro, nessa mesma ordem, ficam corretas as formas:
Alternativas
Q4026321 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada corretamente.
Alternativas
Q4026320 Português
Marque a alternativa em que a palavra “casa” tem o sentido ligado a idade aproximada.
Alternativas
Q4026319 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada é um verbo que está sendo utilizado para dar nome a um fenômeno da natureza.
Alternativas
Q4026317 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada indica sentimento de alegria, satisfação.
Alternativas
Q4026316 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada possui o sentido de finalidade.
Alternativas
Q4026315 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada pode ser substituída pela forma terminada em “- mente”, entre parênteses.
Alternativas
Q4026314 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada está escrita corretamente.
Alternativas
Q4026313 Português
Marque a alternativa em que o verbo destacado se encontra num tempo do futuro.
Alternativas
Q4026312 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada é um adjetivo que qualifica algum ser citado na frase.
Alternativas
Q4026311 Português
“Daqui ___ algum tempo, haverá mais pessoas no planeta do que ___ atualmente.”
Os espaços em branco acima podem ser preenchidos corretamente, na mesma ordem, por:
Alternativas
Q4026309 Português
Marque a alternativa que apresenta todos os sinais de pontuação empregados corretamente.
Alternativas
Q4026307 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Rica infância


        Como eram puras e simples as brincadeiras da minha infância! Quem teve o privilégio de morar na roça ou no interior sabe do que estou falando. Das brincadeiras de pique às cantigas de roda, passando pela cobra cega, rodar arco, puxar caminhãozinho de lata carregado de sabugos, armar arapuca, caçar de estilingue, jogar birosca com bolinhas de gude coloridas, rodar peão, empinar papagaio ou pipa, tomar banho de rio, pescar lambari de peneira, caçar com espingarda “pica-pau”, brincar de casinha com as primas, amarelinha, passar anel, garrafão, cinco Marias, queimada, esconde-esconde e tantas outras. 


        Eram infinitas as opções que tínhamos. Hoje não vejo mais as crianças se divertindo com a mesma pureza e intensidade daquele tempo. O tal computador, televisão e outros eletrônicos roubaram a alma da ingenuidade infantil. As crianças hoje são mais adultas, ocupadas, estressadas, egoístas e até mais desconfiadas.


        Também pudera, são tantas facilidades para acessarem o mundo eletrônico que pouco estão se lixando com o que acontece ao seu redor. Culpa delas? Não, afinal, se existe alguém culpado nessa história, além do galopante progresso, são os próprios pais, que não sabem dosar as horas em frente a tudo isso. (...)


PICCININ, Osvaldo. Rica infância. Ruralcentro (Adaptado). Disponível em <https://www.ruralcentro.com.br/analises/rica-infancia3286>.

“Das brincadeiras de pique às cantigas de roda, passando pela cobra cega, rodar arco, puxar caminhãozinho de lata carregado de sabugos, armar arapuca, (...) esconde-esconde e tantas outras.” O trecho acima indica exemplos de brincadeiras:
Alternativas
Q4026306 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Rica infância


        Como eram puras e simples as brincadeiras da minha infância! Quem teve o privilégio de morar na roça ou no interior sabe do que estou falando. Das brincadeiras de pique às cantigas de roda, passando pela cobra cega, rodar arco, puxar caminhãozinho de lata carregado de sabugos, armar arapuca, caçar de estilingue, jogar birosca com bolinhas de gude coloridas, rodar peão, empinar papagaio ou pipa, tomar banho de rio, pescar lambari de peneira, caçar com espingarda “pica-pau”, brincar de casinha com as primas, amarelinha, passar anel, garrafão, cinco Marias, queimada, esconde-esconde e tantas outras. 


        Eram infinitas as opções que tínhamos. Hoje não vejo mais as crianças se divertindo com a mesma pureza e intensidade daquele tempo. O tal computador, televisão e outros eletrônicos roubaram a alma da ingenuidade infantil. As crianças hoje são mais adultas, ocupadas, estressadas, egoístas e até mais desconfiadas.


        Também pudera, são tantas facilidades para acessarem o mundo eletrônico que pouco estão se lixando com o que acontece ao seu redor. Culpa delas? Não, afinal, se existe alguém culpado nessa história, além do galopante progresso, são os próprios pais, que não sabem dosar as horas em frente a tudo isso. (...)


PICCININ, Osvaldo. Rica infância. Ruralcentro (Adaptado). Disponível em <https://www.ruralcentro.com.br/analises/rica-infancia3286>.

“Quem teve o privilégio de morar na roça ou no interior sabe do que estou falando.”
A palavra destacada no trecho acima indica uma situação:
Alternativas
Q4026305 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Rica infância


        Como eram puras e simples as brincadeiras da minha infância! Quem teve o privilégio de morar na roça ou no interior sabe do que estou falando. Das brincadeiras de pique às cantigas de roda, passando pela cobra cega, rodar arco, puxar caminhãozinho de lata carregado de sabugos, armar arapuca, caçar de estilingue, jogar birosca com bolinhas de gude coloridas, rodar peão, empinar papagaio ou pipa, tomar banho de rio, pescar lambari de peneira, caçar com espingarda “pica-pau”, brincar de casinha com as primas, amarelinha, passar anel, garrafão, cinco Marias, queimada, esconde-esconde e tantas outras. 


        Eram infinitas as opções que tínhamos. Hoje não vejo mais as crianças se divertindo com a mesma pureza e intensidade daquele tempo. O tal computador, televisão e outros eletrônicos roubaram a alma da ingenuidade infantil. As crianças hoje são mais adultas, ocupadas, estressadas, egoístas e até mais desconfiadas.


        Também pudera, são tantas facilidades para acessarem o mundo eletrônico que pouco estão se lixando com o que acontece ao seu redor. Culpa delas? Não, afinal, se existe alguém culpado nessa história, além do galopante progresso, são os próprios pais, que não sabem dosar as horas em frente a tudo isso. (...)


PICCININ, Osvaldo. Rica infância. Ruralcentro (Adaptado). Disponível em <https://www.ruralcentro.com.br/analises/rica-infancia3286>.

O autor do texto “Rica infância” apresenta as ideias:
Alternativas
Q4026189 Português

Em relação à separação silábica de palavras, analisar os itens:


I. Tóxicas: tó-xi-ca-s


II. Mamífero: mamí-fe-ro


III. Hidrelétricas: hi-dre-lé-tri-cas


Está correto o que se afirma:


Alternativas
Respostas
1041: D
1042: A
1043: C
1044: E
1045: E
1046: C
1047: A
1048: D
1049: C
1050: D
1051: C
1052: E
1053: A
1054: E
1055: B
1056: B
1057: C
1058: D
1059: E
1060: C