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Q3889499 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

O verbo demarcado em “[...] eu teria uns quatorze anos [...]” indica:
Alternativas
Q3889498 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

Em se tratando das classes de palavras enumeradas, é verdadeiro afirmar que:
• “Lembro-me de que1 certa noite encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica [...]”
• “[...] fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que2 sobre ele caia a escuridão [...]” 
Alternativas
Q3889497 Português

SOLO DE CLARINETA

 

Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?

Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.

 

Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.

Tendo por base o vocábulo destacado, nos excertos I e II, aponte a alternativa correta a seguir.
I. “Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações [...]”
II. “[...] o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo [...]” 
Alternativas
Q3888751 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Sobre o fragmento “Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888750 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Sobre a formação das palavras, considere as afirmativas a seguir.

I. As palavras “redesenha” e “incertezas” formam-se pelo mesmo tipo de derivação, com prefixos diferentes.
II. Os termos “vaivém” e “ex-executivo” são formados pelo mesmo tipo de processo, ou seja, compostos por justaposição.
III. A expressão “geração Z” é um neologismo, uma nova expressão da língua com papel de completar espaços a respeito de um novo conceito.
IV. A expressão “salário emocional”, formada por substantivo e adjetivo, indica um conceito que inclui, por exemplo, reconhecimento, incentivo, folgas e horários flexíveis.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888749 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Acerca da pontuação empregada no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios”, a vírgula separa o vocativo do sujeito da oração.
II. Os travessões empregados, no segundo parágrafo, podem ser substituídos por vírgulas sem prejuízo de sentido.
III. Nos termos “salário emocional” e “roubar”, as aspas desempenham a mesma função: destacar um sentido especial usado no contexto.
IV. Em “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, as aspas destacam um discurso direto.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3888748 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Sobre as características da linguagem do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888747 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


O vaivém entre trabalho remoto, híbrido e presencial, somado ao avanço da inteligência artificial (IA), redesenha o mercado de trabalho no Brasil e amplia as incertezas. Entre empresas que chamam funcionários de volta ao escritório, jovens que pressionam por mais flexibilidade e cargos ameaçados pela automação, especialistas apontam mudanças profundas nos perfis profissionais mais disputados, na estrutura das lideranças e no papel do chamado “salário emocional” nos próximos anos.

Ao longo de 2025, empresas anunciaram o fim – ou a redução – do trabalho 100% remoto. Ao mesmo tempo, a forma como a geração Z encara a vida profissional pressionou empregadores a repensar os modelos de trabalho em vigência.

Em paralelo, o avanço da inteligência artificial passou a ameaçar cargos de entrada. De um lado, CEOs seguem otimistas em relação ao futuro do trabalho, como aponta um relatório recente da Egon Zender. De outro, há profissionais mais infelizes do que nunca, segundo pesquisa da Vidalink.

Grandes empresas devem considerar a entrada de pessoas sem nível universitário para vagas que antes exigiam diploma, afirma Denis Caldeira, consultor de negócios e ex-executivo de empresas como Google e Meta. “Basta saber se a pessoa entrega com qualidade e rapidez”, avalia.

Por outro lado, há estimativas de que a IA pode “roubar” vagas em algumas áreas de profissionais que estão no início de carreira, principalmente quem executa funções administrativas e repetitivas. “Isso não significa menos oportunidades, mas o cargo vai ser diferente com projetos, funções ligadas a dados, atendimento complexo e operação de sistemas digitais”, diz Antonio Carlos Matos, consultor de negócios.

Gustavo Tavares, chefe de talentos para o Brasil na Aon, concorda que a IA deve virar um critério prioritário na hora de contratar. A mudança será mais rápida na forma em que o trabalho é organizado. Para 2026, o avanço da IA vai exigir revisão de cargos, trilhas de carreira e modelos de desenvolvimento. “Funções mais operacionais que podem ser automatizadas tendem a gradualmente desaparecer, enquanto cresce a demanda por habilidades analíticas”, avalia Tavares.


(Adaptado de: RODRIGUES, Jayanne. Retorno aos escritórios e IA guiarão o mercado de trabalho neste ano. O Estado de S. Paulo. Domingo, 4 de janeiro de 2026. Economia e Negócios. B9.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um fato apresentado no texto.
Alternativas
Q3888746 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Sobre o trecho “O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica”, considere as afirmativas a seguir.

I. A repetição do verbo “investir” prejudica a progressão coerente do enunciado.
II. Os termos “relevância” e “fortalecimento” têm papel de caracterizar a palavra “conhecimento”.
III. A locução “da profissão” atribui uma característica ao termo “fortalecimento”.
IV. O uso da expressão “seja...seja” introduz alternativas, funcionando como conjunção.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888745 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Sobre o último parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. A conjunção “mas”, precedida da expressão “não é apenas”, tem sentido de adição de ideias.
II. O termo “que” pode ser substituído pela palavra “onde”, sem prejuízo de sentido.
III. A expressão informal “Cabe a nós criar” é típica da oralidade.
IV. A última oração classifica-se como um período simples com sujeito composto.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888744 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Acerca dos recursos linguísticos empregados no primeiro parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. Nas duas ocorrências do termo “para”, os sentidos são diferentes: na primeira indica finalidade e na segunda é um elemento coesivo.
II. Duas funções são desempenhadas pelo termo “que”, nas três ocorrências: duas vezes como pronome relativo e uma vez como conjunção.
III. Os pronomes “nossa” e “nos” são utilizados pelo produtor do texto com a intenção de incluir o público-leitor da revista.
IV. Os dois pontos empregados ocupam o espaço de um termo com sentido conclusivo, podendo ser substituídos pela palavra “portanto”.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3888743 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Sobre a construção sintática do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3888742 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


A evolução da profissão contábil está intrinsecamente ligada à capacidade de formar profissionais preparados para enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, criar soluções para o futuro. Nesse contexto, a educação e a pesquisa contábil assumem papel estratégico: são elas que impulsionam a atualização técnica, fomentam a inovação e asseguram que nossa atuação permaneça alinhada às demandas da sociedade e aos princípios éticos que nos orientam.

O Conselho Federal de Contabilidade reconhece que investir em conhecimento é investir na relevância e no fortalecimento da profissão, seja na formação inicial, seja na produção científica. É por meio da reflexão acadêmica, da troca de experiências e da aplicação prática de novos saberes que geramos impactos positivos, ampliamos horizontes e contribuímos para um desenvolvimento econômico e social sustentável. Ao longo das últimas décadas, a Contabilidade brasileira avançou de forma significativa nesse campo, com a expansão dos programas de graduação e pós-graduação, o fortalecimento de linhas de pesquisa e a participação cada vez mais ativa de nossos profissionais em congressos, fóruns e publicações científicas. Esse movimento comprova que a produção de conhecimento vai além do ambiente acadêmico: ela dialoga com a prática, influencia decisões e contribui para a formulação de políticas públicas e empresariais.

O incentivo à pesquisa, portanto, não é apenas uma atribuição das instituições de ensino, mas um compromisso de toda a classe contábil. Cabe a nós criar ambientes propícios para a geração de ideias, apoiar iniciativas que aproximem teoria e prática e estimular a busca constante por respostas aos desafios impostos por um mundo em rápida transformação. A digitalização de processos, a adoção de novas tecnologias e a crescente complexidade das relações econômicas globais são exemplos concretos dessas demandas.


(Aécio Prado Dantas Júnior. Editorial. Revista Brasileira de Contabilidade n. 275 – Edição Especial – Ano LIV – setembro/outubro de 2025. Brasília/DF. Disponível em: < https://cfc.org.br/>). 
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo do texto.
Alternativas
Q3888677 Português

Texto II - Filho do dono


Desigualdade rima com hipocrisia

Não tem verso nem poesia

Que console um cantador

A natureza na fumaça se mistura

Morre a criatura e o planeta sente a dor

O desespero no olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver

Televisão de fantasia e violência

Aumenta o crime, cresce a fome do poder


Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/. Acesso em: 27 out. 2025. [trecho]

Leia o trecho da canção.



“Morre a criatura e o planeta sente a dor

O desespero no olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver.”



No verso “Morre a criatura e o planeta sente a dor”, o conectivo “ e ” estabelece uma relação entre duas orações. Essa relação é e classificada como:

Alternativas
Q3888675 Português

Texto II - Filho do dono


Desigualdade rima com hipocrisia

Não tem verso nem poesia

Que console um cantador

A natureza na fumaça se mistura

Morre a criatura e o planeta sente a dor

O desespero no olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver

Televisão de fantasia e violência

Aumenta o crime, cresce a fome do poder


Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/. Acesso em: 27 out. 2025. [trecho]

O Texto II apresenta uma linguagem marcada por críticas sociais e ambientais. Em relação à adequação linguística e ao uso do registro linguístico formal e informal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3888674 Português

Texto II - Filho do dono


Desigualdade rima com hipocrisia

Não tem verso nem poesia

Que console um cantador

A natureza na fumaça se mistura

Morre a criatura e o planeta sente a dor

O desespero no olhar de uma criança

A humanidade fecha os olhos pra não ver

Televisão de fantasia e violência

Aumenta o crime, cresce a fome do poder


Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/. Acesso em: 27 out. 2025. [trecho]

Com base na leitura e na compreensão dos sentidos expressos no Texto II, é CORRETO afirmar que o eu lírico:
Alternativas
Q3888673 Português

Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?


A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta


Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021


    “Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.

    O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.

    Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.


Entenda a sociedade do cansaço


    Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.

    “Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).

    O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.

    Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.

    A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.

    Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.


Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.

Com base no Texto I, analise as afirmações a seguir sobre relações semânticas entre as palavras em cada alternativa e destacadas assinale a única CORRETA.
Alternativas
Q3888672 Português

Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?


A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta


Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021


    “Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.

    O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.

    Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.


Entenda a sociedade do cansaço


    Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.

    “Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).

    O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.

    Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.

    A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.

    Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.


Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.

No trecho do Texto I: “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e bem seus vêm demedicamentos...”, identifique CORRETAMENTE as classes das palavras destacadas.
Alternativas
Q3888671 Português

Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?


A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta


Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021


    “Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.

    O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.

    Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.


Entenda a sociedade do cansaço


    Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.

    “Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).

    O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.

    Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.

    A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.

    Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.


Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.

Considerando o Texto I, avalie as proposições a seguir sobre os elementos da situação sociocomunicativa e marque a alternativa que apresenta informações CORRETAS.
Alternativas
Q3888668 Português

Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?


A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta


Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021


    “Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.

    O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.

    Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.


Entenda a sociedade do cansaço


    Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.

    “Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).

    O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.

    Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.

    A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.

    Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.


Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.

Leia o trecho a seguir extraído do Texto I.


“...vivemos na sociedade do cansaço, que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta performance e pelos resultados, tudo isso .” sob o pano da positividade


Com base nesse contexto, avalie as proposições a seguir sobre o sentido e o valor semântico da expressão “sob o pano da positividade”.



I- A expressão é empregada em sentido conotativo, pois o termo “pano” não se refere a um tecido real, mas a algo que encobre ou disfarça a realidade.


II- A expressão é utilizada para criticar o modo como a sociedade contemporânea mascara a exaustão e o sofrimento sob um discurso artificial de otimismo e bem-estar.


III- O emprego da expressão cria um efeito irônico, porque o que é apresentado como “positivo” (a ideia de produtividade e felicidade constante), na verdade, se revela como fonte de adoecimento.


IV- O uso do termo “positividade” está em sentido denotativo, correspondendo apenas à ideia literal de ter pensamentos bons e atitudes alegres.


V- A figura de linguagem presente é a metonímia, já que há substituição de um termo por outro com base em relação de causa e efeito.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Respostas
9521: C
9522: B
9523: C
9524: E
9525: B
9526: E
9527: A
9528: D
9529: C
9530: B
9531: D
9532: C
9533: A
9534: D
9535: E
9536: E
9537: D
9538: B
9539: C
9540: A