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Q3890739 Português
No primeiro quadro, Mafalda afirma que gosta do natal porque as pessoas se amam muito mais. O verbo gostar é o termo regente e seu complemento, no caso “natal”, é o termo regido pela preposição “de”. Identifique a opção na qual a regência verbal está de acordo com as normas gramaticais da Língua Portuguesa.
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Q3890737 Português
O vocábulo “que” é o morfema gramatical mais difícil de se analisar na língua portuguesa, em virtude dos seus múltiplos valores e funções sintáticas. Marque a opção em que a palavra “que” é substantivo.
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Q3890735 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida”, marque o item correto quanto à concordância nominal.
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Q3890734 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: ‘É impossível.’”, a conjunção “embora” introduz uma oração que estabelece, em relação à oração principal, a seguinte relação lógico-discursiva:
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Q3890733 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
O trecho selecionado contém a seguinte passagem: “Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível”. Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incómodo.”
Considerando as regras de uso da vírgula e da pontuação na norma-padrão, identifique a opção correta.
Alternativas
Q3890732 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
 No trecho: “Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa.”, assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3890730 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.” No fragmento existem duas palavras esdrúxulas. Assinale a alternativa que a palavra deveria ser acentuada pela mesma regra.
Alternativas
Q3890729 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
Considerando o trecho selecionado, é possível afirmar que ele desenvolve centralmente um tema que:
Alternativas
Q3890728 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
Apesar do tom objetivo dos diálogos, o narrador deixa entrever a percepção de K. sobre os homens que invadiram o ambiente. Com base nas pistas dadas, é possível inferir que:
Alternativas
Q3890727 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No início do trecho, Josef K. estranha a ausência de Anna, responsável por levar-lhe o café da manhã diariamente. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, ele observa, pela janela, a atitude da vizinha idosa. Sobre esse momento inicial, de acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3890591 Inglês

Leia o texto a seguir para responder às questão:


English as a Lingua Franca 


A number of researchers have studied conversations in English as a Lingua Franca and have noted a number of somewhat surprising characteristics, including:


a)Non-use of third person present simple tense -s (She look very sad).


b)Interchangeable use of the relative pronouns who and which (a book who, a boy which).


c)Use of an all-purpose tag question such as “isn’t it” (They should arrive soon, isn’t it?).


d)Increasing of redundancy by adding “inexistent” prepositions {We have to study about…, The article treats of…).

A preposition has been correctly added to the verb in alternative  
Alternativas
Q3890590 Inglês

Leia o texto a seguir para responder às questão:


English as a Lingua Franca 


A number of researchers have studied conversations in English as a Lingua Franca and have noted a number of somewhat surprising characteristics, including:


a)Non-use of third person present simple tense -s (She look very sad).


b)Interchangeable use of the relative pronouns who and which (a book who, a boy which).


c)Use of an all-purpose tag question such as “isn’t it” (They should arrive soon, isn’t it?).


d)Increasing of redundancy by adding “inexistent” prepositions {We have to study about…, The article treats of…).

The characteristics of English as a Lingua Franca listed in Harmer’s text can be said to exemplify
Alternativas
Q3890587 Inglês

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Folklore and fairytales have been examined as effective means for teaching culture in a foreign language because they are an integral part of people’s everyday life. Morain (1997) proposed the idea that folklore is superior to literary writing because it depicts the attitudes of large groups of people. Gholson and Stumpf (2005) believe that folklore might help promote cultural dialogue in which L2 learners gain respect for differences between their native culture and L2 culture, as well as acknowledge the similarities in both cultures. Akpinar and Ozturk (2009) suggest that folklore can be taught in an L2 classroom through an inquiry approach: folklore engages the students in exploring the theme and structure of a folktale, relating these to their L1 background knowledge, and then drawing conclusions about the target culture, its beliefs, values, lifestyles, history, etc.


(DEMA, O., MUELLER, A. J. Teaching culture in the 21st century language classroom. IN: SILDUS, T. (ed.). Published in Touch the World: Selected Papers from the 2012 Central States Conference on the Teaching of Foreign Languages. Eau Claire: Crown Prints, pp. 75-91. Adaptado)

Read the two excerpts from the text:


“Gholson and Stumpf (2005) believe that folklore might help promote cultural dialogue”.


“Akpinar and Ozturk (2009) suggest that folklore can be taught in an L2 classroom through an inquiry approach.”


In the two excerpts, the bolded modal verbs carry the idea of

Alternativas
Q3890584 Inglês
No que concerne ao ensino de vocabulário, cursos que seguem abordagens comunicativas para o ensino de línguas
Alternativas
Q3890582 Inglês

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

A reader who is not familiar with the meaning of “fall short” may try to avoid the dictionary and use context clues to get at comprehension. By doing so, the reader will be using the reading strategy named
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Q3890581 Inglês

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    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

In the fragment from the fifth paragraph “we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short”, the bolded idiomatic expression means to
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Q3890580 Inglês

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    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

A teacher who agrees with Dixon’s arguments in the text will
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Q3890578 Inglês

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    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

In the context of the second paragraph, the bolded word in “This is especially true ” refers to the fact that
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Q3890577 Inglês

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    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

In the fragment from the first paragraph “it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’”, the verb “arrive” is used metaphorically to mean that a language speaker
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Q3890576 Inglês

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    So what languages do I know? I speak English, Spanish, Portuguese, a little French, and a little in a few others. But I would be a bit uncomfortable to say that I ‘know’ all of these languages. The reason for my discomfort is that language learning is such a slow, piece-by-piece process that it is hard to tell when someone has finally ‘arrived’.


    In fact, this idea of ‘arriving’ in language is misguided. Language, you see, is more of a journey than a destination, and most learners never feel comfortable saying they have arrived when asked about how much they know. This is especially true because, as in all educational pursuits, the more you learn, the more you are aware of what you do not know.


    To illustrate, many of my Asian English learning students studying here in Arizona, U.S., are quite proficient in English. However, when people ask them if they speak English, here are the answers I most often hear:


    “I speak okay.”

    “I’m not so good.”

    “I don’t know.”


    The truth is that even these excellent English speakers often feel the distance between them and native-like proficiency. They have accents, they do not know certain words, and they constantly second-guess their grammar. The question “Do you speak a language?” comes out sounding, in their ears, a lot like “Have you mastered the language?”


    So how can my foreign students, who by all accounts are doing amazing things in the United States, still feel like they have not arrived? The truth is this: when we focus on mastering a language - perfect pronunciation, complete command of the vocabulary, ability to speak in any and every possible situation -, we are always going to feel insufficient, because by that measure, we all fall short. This way of learning a language is exhausting. A better question than “Do you know the language?” is this: “In the language you are learning, are you creating friendships and experiences?” What I am suggesting is that learners reframe their perspectives. If they are fueled by meeting others, trying new things, and making memories and friendships for themselves, they have a great shot.


    I believe that language learning is, at its core, about relationships and experiences – about connecting and learning from those connections. It is my belief that every story (even those who fail) can teach us something about language learning.


(DIXON, S. The language learner guidebook: powerful tools to help you conquer any language. [S.l.]: Wayzgoose, 2018. Adaptado)

As a teacher, you would be reading this text critically as long as you
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Respostas
9481: C
9482: A
9483: A
9484: D
9485: B
9486: C
9487: B
9488: C
9489: D
9490: A
9491: E
9492: B
9493: A
9494: B
9495: B
9496: D
9497: E
9498: E
9499: D
9500: C