Foram encontradas 229.260 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4037527 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o gentílico de quem nasce no município de Pontão.
Alternativas
Q4037516 Português
São frases em que o sujeito está corretamente sublinhado, EXCETO:
Alternativas
Q4037515 Português
Assinale a alternativa que apresenta o correto uso da ênclise obrigatória.
Alternativas
Q4037514 Português
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, se a palavra destacada “amantes” for flexionada no singular, quantas outras alterações serão necessárias para manter a correção gramatical?

“Os amantes da leitura buscam celebrar a literatura em diferentes partes do mundo”.
Alternativas
Q4037512 Português
Qual é a classificação da palavra “natural” no trecho abaixo, retirado do texto?

“[...] as férias literárias oferecem uma conexão natural”. 
Alternativas
Q4037322 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o gentílico de quem nasce no município de Pontão.
Alternativas
Q4037271 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

Observe o período sintático extraído do texto base: Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 5% no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento. Com base nisso, analise as assertivas abaixo:


I. A forma verbal foi concorda adequadamente em número e pessoa com o núcleo do sujeito simples perda.

II. O verbo recebeu está flexionado no singular porque concorda estritamente com o termo grupo controle.

III. A palavra apenas exerce a função morfossintática de adjetivo, caracterizando a natureza do termo aconselhamento.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4037270 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

Observe o período sintático retirado do último parágrafo do texto base. É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro. O vocábulo sublinhado cumpre um papel semântico e sintático fundamental na articulação das ideias.


Em relação a isso, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Q4037269 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

O último parágrafo do artigo apresenta o posicionamento analítico e conclusivo do texto frente ao avanço farmacológico para a obesidade. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo:


I. O autor recusa a validade e a eficácia biológica da nova geração de drogas para a medicina atual.

II. O texto contrapõe a constatação do caráter revolucionário dos medicamentos à realidade de reações adversas e alto custo financeiro.

III. O articulista avalia como um exagero histórico equiparar totalmente a invenção dessas drogas à criação da vacina da pólio.

IV. A necessidade de administração por prazo indeterminado é listada com ênfase como uma das barreiras ou desvantagens dessa terapia.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4037268 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

No fragmento a introdução de uma molécula de ácido graxo à de liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito, verifica-se o uso obrigatório do acento indicativo de crase. Em relação a isso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4037267 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

Em relação às informações contidas no texto, analise a adaptação a seguir:


A pesquisa científica abordada no artigo partiu da observação da fauna. O ____________ pelo animal decorreu da habilidade deste em regular o metabolismo e os níveis de __________ por longos períodos sem a ingestão de comida.


Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

Alternativas
Q4037266 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

O texto original utiliza aspas no fragmento inicial que aborda as antigas recomendaçoes terapêuticas da medicina, aqui destacado como mais atividade física e dieta saudável. Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):


( ) A pontuação original foi utilizada para destacar um jargão ou uma fala amplamente consolidada na prática medica.

( ) A pontuação sinaliza, na oração, que a expressão em destaque constitui um neologismo científico.

( ) O recurso gráfico sublinha a menção literal a uma recomendação rotineiramente ouvida pelos pacientes.


Qual alternativa preenche, CORRETAIVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4037265 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

No trecho sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a palavra sublinhada possui relevância semântica para o entendimento do obstáculo enfrentado pela pesquisa. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q4037263 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

No fragmento Perder peso é o sonho dos que estão acima dele, o vocábulo sublinhado exerce função referencial e coesiva na estruturação da frase. Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):


( )O pronome dele atua cataforicamente, antecipando o conceito de atividade física.

( )O termo retoma, no contexto do período, o vocábulo antecedente peso, evitando a sua repetição.

( )Trata-se de um elemento de coesão puramente sequencial, utilizado para introduzir uma ideia de tempo.


Qual alternativa preenche, CORRETATVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima? 

Alternativas
Q4037262 Português

Para responder à questão.


Como o veneno de um lagarto deu início a uma revolução no tratamento da obesidade


Perder peso e o sonho dos que estão acima dele. Ate aqui, a medicina quase nada tinha a oferecer alem do jargão "mais atividade física e dieta saudável".

Então surgiram os agonistas do receptor GLP-1, que se Iigam a esse receptor presente na superfície de uma série de celulas do corpo humano. O impacto tem sido tão grande que, em entrevista à revista Nature, Timothy Carvey, proÍessor de endocrinologia da Universidade do Alabama, afirmou: "Esta era do desenvolvimento de novas drogas para o tratamento da obesidade tem potencial para ser um marco na historia da medicina, semelhante ao da descoberta da insulina, da penicilina e da vacina contra a poliomielite".

Tudo começou há 40 anos, com um lagarto preto com manchas alaranjadas pelo corpo, venenoso, que vive nos desertos do México e do sudoeste dos Estados Unidos. O interesse pelo monstro-de-gila veio da habilidade para regular o metabolismo e os níveis de glicose no sangue por longos períodos, mesmo na falta de alimentos. Num exemplo da importância da pesquisa básica para o desenvolvimento da ciência, um grupo do National Institutes of Health isolou várias substâncias presentes no veneno. Uma delas, a exendina-4, estimulava o pâncreas do animal a produzir e liberar insulina.

Curiosamente, a exendina-4 apresentava configuração molecular semelhante à do hormônio humano GLP-1, que estimula a produção de insulina em resposta ao aumento da concentração de glicose na corrente sanguínea. Mas, enquanto a ação do GLP-I dura minutos, a de exendina-4 se mantem por horas.

No diabetes tipo 2, a dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue está ligada ao comprometimento da produção e da ação da insulina. Como a exendina-4 mimetiza a função do GLP-1, porém de modo mais sustentável, a logica foi testá-la no tratamento do diabetes.

Nos estudos que precederam o lançamento, ficou evidente que os pacientes perdiam peso.

 Em paralelo, o laboratório dinamarquês Novo Nordisk seguia outra linha: sabendo que a ação fugaz do GLP-1 limitava o uso, a atenção foi voltada para o prolongamento de sua persistência na corrente sanguínea. Os estudos levaram ao licenciamento da liraglutida, o princípio ativo de dois medicamentos: Saxenda e Victosa, que ainda tinham o inconveniente de requerer a administração de injeções diárias.

No intento de reduzir a frequência das injeções, os pesquisadores da farmacêutica descobriram que a introdução de uma molecula de ácido graxo à de  liraglutida aumentava substancialmente a duração do efeito. Essa versão do GLP 1 foi a semaglutida, comercializada com os nomes de Ozempic e Wegovy, para controle do diabetes tipo 2.

A observação de que os pacientes tratados experimentavam reduções significantes do peso motivou a companhia a iniciar o estudo Step 1, no qual participantes com IMC na faixa de obesidade foram tratados com injeções semanais de semaglutida durante 68 semanas. Em mais da metade, a perda foi acima de 15% do peso, contra 57o no grupo controle que recebeu apenas aconselhamento.

Estudos posteriores mostraram que os benefícios não se limitavam ao emagrecimento. A droga é capaz de reduzir o risco de complicações na insuficiência renal crônica e de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, entre outros benefícios associados às alterações metabólicas causadas pela perda de peso.

É inegável que essas drogas estão revolucionando o tratamento da obesidade, mas custam muito caro, provocam reações adversas e precisam ser mantidas por tempo indeterminado. Compará-las à penicilina e à vacina da polio é certamente um exagero.


 Adaptado de: https://gauchazh.clicrbs.com.brlcolu nistas/drauziovarella/noticia/2026/03 / como-o veneno de um lagarto-deu-inicio-auma-revolucao-no tratamento da-obesidadecmn7q0fyz01 | b01 5vsbf4z4rw.html

A argumentação do texto traça um paralelo entre as descobertas iniciais em laboratório e as conclusões terapêuticas alcançadas na medicina. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo:


I. A habilidade do monstro-de-gila de regular sua glicose durante longos períodos despertou o interesse da comunidade científica.

II. A exendina-4 foi inicialmente isolada com o proposito exclusivo de curar complicações na insuficiência renal crônica.

III. Os benefícios da medicação semaglutida, segundo o texto, demonstraram-se restritos unicamente à redução drástica do peso corporal.

IV. O texto conclui que, apesar da revolução gerada no tratamento da obesidade, há reações adversas e alto custo limitantes.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4036951 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considerando as regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere à classificação das palavras quanto à tonicidade e à posição da sílaba tônica, assinale a alternativa em que todos os vocábulos apresentados são acentuados em virtude da mesma regra.
Alternativas
Q4036950 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considerando os princípios da fonética e da fonologia da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere à relação entre letras e fonemas, analise as partes que seguem:


(1ª parte). Na palavra hipótese, a letra h inicial não representa fonema, por não possuir realização sonora, razão pela qual o número de fonemas é inferior ao de letras.


(2ª parte). Na palavra próximos, a letra x representa dois fonemas, razão pela qual o total de fonemas da palavra é superior ao número de letras.


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4036949 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considere o seguinte trecho do texto:
Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais.

Com base nos aspectos de coesão textual, classes gramaticais e análise sintática, analise as assertivas abaixo:


I. O termo Nesse contexto exerce função de oposição, estabelecendo contraste direto entre a priorização das políticas ambientais e outras despesas públicas.


II. O adjetivo eleitorais contribui para a precisão informacional do enunciado, delimitando o contexto ao qual a afirmação se refere.


III. O sujeito da oração é classificado como composto, visto que seu núcleo — políticas ambientais — encontra-se flexionado no plural.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4036947 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Em Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, no quinto parágrafo, a expressão Esses mecanismos estabelece coesão referencial ao retomar, no contexto, elementos anteriormente mencionados. Diante disso, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE esse referente.
Alternativas
Q4036946 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considere o trecho: “Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais.” A respeito da estrutura sintática e do emprego da voz verbal na oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
601: B
602: A
603: D
604: B
605: D
606: B
607: C
608: B
609: C
610: E
611: D
612: A
613: B
614: B
615: A
616: A
617: C
618: A
619: B
620: A