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Q3984752 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

No trecho Eu não a conheço, considerando as classes gramaticais das palavras, pode-se afirmar que Eu é um(a) ____; não é um(a) _____; a é um ____.
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Alternativas
Q3984751 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

O autor reconhece que, em muitas rotinas familiares, o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Considerando o sentido de entreter nesse contexto, assinale a alternativa em que a palavra proposta pode substituí-la sem alterar a ideia central do período.

Alternativas
Q3984750 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

Para ampliar a discussão, o autor menciona outros levantamentos e marcos normativos e os relaciona a escolhas familiares e rotinas domésticas. Com base nas informações expressas no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3984749 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

O texto apresenta resultados de uma pesquisa nacional (TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br) para sustentar a ideia de que o uso de telas por crianças e adolescentes deixou de ser uma impressão e passou a ser um fenômeno mensurável. Considerando apenas os dados explicitados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3984748 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q3983568 Português
Os símbolos municipais — brasão, bandeira, hino e gentílico — não se restringem a elementos meramente decorativos, mas desempenham papel relevante na construção da identidade coletiva, na valorização da memória histórica e no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população ao espaço político-administrativo local. Nesse sentido, os símbolos do Município de São João da Baliza cumprem função relacionada principalmente à:
Alternativas
Q3983566 Português
"A Usurpadora": o que aconteceu com a mansão Bracho na vida real?

Propriedade serviu de cenário externo para a novela mexicana e destino da mansão da família Bracho é surpreendente após o fim da novela exibida pelo SBT (Felipe Carvalho, da CNN)

A novela "A Usurpadora" é um verdadeiro sucesso desde que estreou no Brasil em 2000, e continua no mesmo caminho em sua 8ª exibição no SBT. A trama -- que conta a história de Paulina (Gabriela Spanic), que ocupa o lugar de Paola na mansão da família Bracho, enquanto a irmã gêmea viaja com amantes pelo mundo -- foi produzida pela Televisa, no México, em 1998.

Boa parte das histórias da novela aconteciam na mansão da família Bracho e eram gravadas em uma casa gigante no bairro nobre Polanco, na Cidade do México, capital do país. A propriedade amarela era muito marcante durante todo o enredo e simbolizava o poder e a riqueza da família Bracho.

Mas o que aconteceu com a mansão Bracho após o fim das gravações da novela "A Usurpadora"? A casa de Carlos Daniel (Fernando Colunga) ficava na Rua Rubén Darío, 225, mas quem tentar visitar a propriedade não a encontrará mais por lá.

O local passou 15 anos abandonado, sem manutenção, o mato tomou conta do jardim que era cuidado pelo jardineiro Seu Chico (Tito Guízar) e a pintura da mansão perdeu a intensidade. O terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014. De acordo com o site oficial da imobiliária que negocia os apartamentos no local, a região é uma das mais privilegiadas da capital mexicana e os apartamentos têm uma metragem mínima de 450 m² e podem chegar a 565 m².

Cada apartamento é vendido por preços que vão de 3,3 a 4,9 milhões de dólares, o equivalente a 18,3 a 27,3 milhões de reais, de acordo com informações da imobiliária Inmuebles Hahn y Casane Properties, que negocia imóveis de luxo na região. Os preços podem variar de acordo com a metragem, acabamento e as características de cada imóvel.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ a-usurpadora-o-que-aconteceu-com-amansao-bracho-na-vida-real/ acesso jan, 2026.
No excerto “o terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014.”, o trecho destacado é constituído, respectivamente, de:
Alternativas
Q3983565 Português
"A Usurpadora": o que aconteceu com a mansão Bracho na vida real?

Propriedade serviu de cenário externo para a novela mexicana e destino da mansão da família Bracho é surpreendente após o fim da novela exibida pelo SBT (Felipe Carvalho, da CNN)

A novela "A Usurpadora" é um verdadeiro sucesso desde que estreou no Brasil em 2000, e continua no mesmo caminho em sua 8ª exibição no SBT. A trama -- que conta a história de Paulina (Gabriela Spanic), que ocupa o lugar de Paola na mansão da família Bracho, enquanto a irmã gêmea viaja com amantes pelo mundo -- foi produzida pela Televisa, no México, em 1998.

Boa parte das histórias da novela aconteciam na mansão da família Bracho e eram gravadas em uma casa gigante no bairro nobre Polanco, na Cidade do México, capital do país. A propriedade amarela era muito marcante durante todo o enredo e simbolizava o poder e a riqueza da família Bracho.

Mas o que aconteceu com a mansão Bracho após o fim das gravações da novela "A Usurpadora"? A casa de Carlos Daniel (Fernando Colunga) ficava na Rua Rubén Darío, 225, mas quem tentar visitar a propriedade não a encontrará mais por lá.

O local passou 15 anos abandonado, sem manutenção, o mato tomou conta do jardim que era cuidado pelo jardineiro Seu Chico (Tito Guízar) e a pintura da mansão perdeu a intensidade. O terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014. De acordo com o site oficial da imobiliária que negocia os apartamentos no local, a região é uma das mais privilegiadas da capital mexicana e os apartamentos têm uma metragem mínima de 450 m² e podem chegar a 565 m².

Cada apartamento é vendido por preços que vão de 3,3 a 4,9 milhões de dólares, o equivalente a 18,3 a 27,3 milhões de reais, de acordo com informações da imobiliária Inmuebles Hahn y Casane Properties, que negocia imóveis de luxo na região. Os preços podem variar de acordo com a metragem, acabamento e as características de cada imóvel.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ a-usurpadora-o-que-aconteceu-com-amansao-bracho-na-vida-real/ acesso jan, 2026.
A partir da leitura do texto, é possível depreender que a mansão Bracho:
Alternativas
Q3983564 Português
Leia o excerto abaixo.

“Neutralização [...] fenômeno morfológico que se produz quando se anula a oposição entre dois morfemas pelo aparecimento de um morfema único [...] O contexto da comunicação é que faz compreender a distinção encoberta pela neutralização”

Disponível em: https://ciberduvidas.iscteiul.pt/consultorio/perguntas/neutralizao/3687 acesso: jan, 
Com base no conceito de neutralização, selecione a alternativa que apresente um verbo cuja flexão pode indicar tanto pretérito perfeito do indicativo quanto pretérito mais-que-perfeito do indicativo: 
Alternativas
Q3983563 Português
Selecione a alternativa em que o acento grave, indicativo de crase, está empregado incorretamente.  
Alternativas
Q3983562 Português
Observe os períodos abaixo.
I. Ele age como o pai agia na mesma idade.
II. Como os dias anteriores estavam ensolarados, não carregou consigo o guardachuva.
III. Como afirmado pela equipe médica, o ator Henri Castelli está bem.

Marque a alternativa que apresenta conjunções que podem substituir, respectivamente, o termo 'como' sem alterar o sentido dos períodos.
Alternativas
Q3983561 Português

Leia a manchete abaixo e responda a questão.

“ROTINA COMEÇA A VOLTAR AO NORMAL EM TEERÃ, MAS MORADORES TEMEM AÇÃO DOS EUA”


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ro tina-comeca-a-voltar-ao-normal-em-teeramas-moradores-temem-acao-dos-eua/ acesso jan, 2026.

Selecione a alternativa que reescreve a manchete, transformando-a em Oração Adverbial Concessiva.
Alternativas
Q3983560 Português

Leia a manchete abaixo e responda a questão.

“ROTINA COMEÇA A VOLTAR AO NORMAL EM TEERÃ, MAS MORADORES TEMEM AÇÃO DOS EUA”


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ro tina-comeca-a-voltar-ao-normal-em-teeramas-moradores-temem-acao-dos-eua/ acesso jan, 2026.

Assinale a alternativa que classifica sintaticamente o período destacado na manchete. 
Alternativas
Q3983559 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Indique a alternativa que classifica corretamente o terceiro enunciado. 
Alternativas
Q3983558 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Assinale a alternativa que apresenta um período com a mesma classificação sintática do primeiro enunciado. 
Alternativas
Q3983557 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Selecione a alternativa que classifica correta e respectivamente os termos 'que' destacados nos enunciados.
Alternativas
Q3983430 Inglês
        Administrative analysts perform a variety of clerical, data research, and information analysis tasks, and play a crucial role in ensuring the efficient and effective functioning of administrative processes within the organization.

        This position involves duties such as (i) providing administrative support to various departments, including scheduling meetings, managing calendars, and coordinating workflow; (ii) ensuring that administrative activities adhere to organizational policies, procedures, and regulations; (iii) maintaining accurate records, databases, and necessary documentation; and (iv) generating and presenting reports, charts, and graphs to communicate findings and insights to management, supporting informed decision-making.

        The ideal candidate should be detail-oriented, analytical, and possess strong organizational skills, besides holding efficient communication skills, which will enhance collaboration with different teams and departments and facilitate the flow of information regarding administrative matters.

        It should be noted that every employer is different and each will have unique qualifications when they hire for an Administrative Analyst role.

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In the extract from the third paragraph “which will enhance collaboration with different teams and departments”, the bolded word refers to
Alternativas
Q3983428 Inglês
        Administrative analysts perform a variety of clerical, data research, and information analysis tasks, and play a crucial role in ensuring the efficient and effective functioning of administrative processes within the organization.

        This position involves duties such as (i) providing administrative support to various departments, including scheduling meetings, managing calendars, and coordinating workflow; (ii) ensuring that administrative activities adhere to organizational policies, procedures, and regulations; (iii) maintaining accurate records, databases, and necessary documentation; and (iv) generating and presenting reports, charts, and graphs to communicate findings and insights to management, supporting informed decision-making.

        The ideal candidate should be detail-oriented, analytical, and possess strong organizational skills, besides holding efficient communication skills, which will enhance collaboration with different teams and departments and facilitate the flow of information regarding administrative matters.

        It should be noted that every employer is different and each will have unique qualifications when they hire for an Administrative Analyst role.

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In the extract from the second paragraph “This position involves duties such as”, the underlined expression introduces
Alternativas
Q3983427 Inglês
        Administrative analysts perform a variety of clerical, data research, and information analysis tasks, and play a crucial role in ensuring the efficient and effective functioning of administrative processes within the organization.

        This position involves duties such as (i) providing administrative support to various departments, including scheduling meetings, managing calendars, and coordinating workflow; (ii) ensuring that administrative activities adhere to organizational policies, procedures, and regulations; (iii) maintaining accurate records, databases, and necessary documentation; and (iv) generating and presenting reports, charts, and graphs to communicate findings and insights to management, supporting informed decision-making.

        The ideal candidate should be detail-oriented, analytical, and possess strong organizational skills, besides holding efficient communication skills, which will enhance collaboration with different teams and departments and facilitate the flow of information regarding administrative matters.

        It should be noted that every employer is different and each will have unique qualifications when they hire for an Administrative Analyst role.

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De acordo com o texto, analistas administrativos
Alternativas
Q3983426 Inglês
        Administrative analysts perform a variety of clerical, data research, and information analysis tasks, and play a crucial role in ensuring the efficient and effective functioning of administrative processes within the organization.

        This position involves duties such as (i) providing administrative support to various departments, including scheduling meetings, managing calendars, and coordinating workflow; (ii) ensuring that administrative activities adhere to organizational policies, procedures, and regulations; (iii) maintaining accurate records, databases, and necessary documentation; and (iv) generating and presenting reports, charts, and graphs to communicate findings and insights to management, supporting informed decision-making.

        The ideal candidate should be detail-oriented, analytical, and possess strong organizational skills, besides holding efficient communication skills, which will enhance collaboration with different teams and departments and facilitate the flow of information regarding administrative matters.

        It should be noted that every employer is different and each will have unique qualifications when they hire for an Administrative Analyst role.

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Clerical tasks, no contexto do primeiro parágrafo, significa tarefas
Alternativas
Respostas
3321: C
3322: B
3323: D
3324: B
3325: C
3326: A
3327: D
3328: A
3329: D
3330: B
3331: B
3332: D
3333: A
3334: E
3335: C
3336: D
3337: E
3338: E
3339: A
3340: C