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Q3992814 Português
Cientistas criam carne de laboratório com resíduos de cerveja


Um estudo publicado na revista Frontiers in Nutrition aponta um método inovador desenvolvido por pesquisadores em Londres que utiliza leveduras da fabricação de cerveja para criar estruturas comestíveis destinadas ao cultivo de carne em laboratório.

A pesquisa aproveita uma fonte abundante de resíduos ricos em nutrientes: o fermento residual da produção de cerveja. Esse material é reaproveitado para alimentar bactérias que produzem celulose, formando a estrutura necessária para que a carne cultivada desenvolva sua própria textura.

"Esta é a matéria-prima, o alimento para as nossas bactérias, que produzem a celulose bacteriana usada como suporte para células animais, permitindo a produção de carne cultivada em laboratório", explicou Christian Harrison, estudante de doutorado da University College London (UCL), enquanto segurava um frasco de levedura utilizada em uma cervejaria no sul de Londres.

Segundo Harrison, embora as bactérias possam crescer em diferentes substâncias, o uso desse resíduo traz vantagens ambientais. "Podemos transformar lixo, que de outra forma seria descartado, em algo útil", afirmou.

O estudo explora especificamente o uso da celulose bacteriana derivada do fermento de cerveja usado, um subproduto frequentemente descartado. Testes das propriedades mecânicas desse material indicam resultados promissores para reproduzir a textura e a sensação na boca da carne convencional.

Os pesquisadores destacam, no entanto, que o trabalho ainda está em fase de prova de conceito. O objetivo, por ora, é demonstrar um material de suporte comestível, e não um produto final, já que ainda há desafios significativos relacionados à escala de produção e à padronização do processo.

De forma mais ampla, a carne cultivada permanece um mercado incipiente e restrito no mundo. Singapura foi o primeiro país a autorizar a venda do produto, em dezembro de 2020, seguida pelos Estados Unidos, que liberaram as primeiras comercializações em junho de 2023. Segundo empresas do setor, os principais obstáculos continuam sendo a redução de custos e a produção em larga escala com segurança alimentar.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/cientistas-criam-carne-de-laborato rio-com-residuos-de-cerveja/
A proposta apresentada no texto articula inovação tecnológica e reaproveitamento de resíduos industriais, sugerindo uma abordagem que ultrapassa a simples criação de um novo alimento. Ao considerar os elementos destacados na pesquisa, pode-se afirmar que o diferencial do método desenvolvido pelos cientistas está relacionado principalmente:
Alternativas
Q3992728 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Analise o trecho:

“(...) aumentar gradualmente a cada semana (...)

Marque a alternativa que apresenta a classe gramatical das palavras nesse trecho:  
Alternativas
Q3992727 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Observe o trecho:

“O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas (...)”

Sobre a regência do verbo “apresenta”, nesse contexto, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3992726 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Considere todos os elementos envolvidos na construção do texto “Diabetes Mellitus” e analise as assertivas a seguir:

I - O texto apresenta uma explanação ampla, aprofundada e completa sobre o Diabetes Mellitus.

Porque

II - A autora define a doença, apresenta os principais sintomas, as diferenças entre os tipos de diabetes e o tratamento farmacológico adequado.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3992725 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Considere o trecho:

O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

A expressão “muitas vezes” apresenta valor:
Alternativas
Q3992724 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Observe o fragmento:

“A apresentação do diabetes tipo 1 em geral é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)”

A respeito do fragmento anterior, analise as afirmativas:

I - Há ocorrência de orações reduzidas.
II - O fragmento apresenta orações coordenadas.
III - Há ocorrência de oração coordenada aditiva.
IV - Há ocorrência de períodos compostos por coordenação.

Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q3992723 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Considere a leitura integral do texto “Diabetes Mellitus” e analise as informações a seguir sobre os aspectos linguísticos empregados na sua construção:

I - No texto, encontra-se como funções de linguagem predominantes a metalinguística e a referencial.
II - O nível de linguagem predominante no texto é o nível formal, com rigor gramatical.
III - O fragmento (“complicações agudas e crônicas(...) retinopatia, nefropatia e neuropatia”) apresenta o vício de linguagem denominado eco.
IV - No trecho “... doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.” O emprego das vírgulas é opcional.

Está correto o que se afirma em:  
Alternativas
Q3992722 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Considere a leitura integral do texto “Diabetes Mellitus” e marque a alternativa correta, quanto ao gênero textual predominante nele: 
Alternativas
Q3992721 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Das palavras a seguir, extraídas do texto, a única formada pelos processos de derivação prefixal e sufixal e composição por justaposição é:
Alternativas
Q3992720 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Observe o fragmento retirado do texto: “Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, poliflagia e perda ponderal (os quatro ‘Ps’) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1.”

Coloque dentro dos parênteses (coluna 2) o número que corresponda à classificação correta das ocorrências fonológicas nas palavras, de acordo com a coluna 1.

Coluna 1 
1. dígrafo
2. hiato
3. encontro consonantal 
4. ditongo decrescente 
5. ditongo crescente

Coluna 2
( ) polidipsia 
( ) diabetes
( ) mais 
( ) presentes 
( ) clássicos

Assinale a resposta que apresenta a sequência correta, de cima para baixo na coluna 2:
Alternativas
Q3992719 Português
TEXTO 01


Diabetes Mellitus


    Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica e alterações do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, decorrentes de defeitos da secreção e/ou ação da insulina. O diabetes apresenta elevada morbimortalidade associada à complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e coma hiperosmolar) e crônicas (retinopatia, nefropatia e neuropatia), além de maior risco para doenças cardíacas e cerebrovasculares, sendo, portanto, prioridade em saúde pública.(...)

     A diferenciação de diabetes tipo 1 e 2 é importante para o plano terapêutico. A apresentação do diabetes tipo 1, em geral, é abrupta com tendência a hiperglicemia grave e cetoacidose, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes. O diabetes tipo 2, geralmente, ocorre em adultos, com excesso de peso e história familiar de DM2, apresentando sintomas mais brandos.(...)

    Os sintomas clássicos são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal (os quatro “Ps”) e podem estar presentes em ambos os tipos de diabetes, porém são mais agudos no tipo 1. O diabetes tipo 2 costuma ter evolução insidiosa e assintomática, muitas vezes, seu diagnóstico é feito pela presença de complicações tardias da doença.(...)

    O tratamento do Diabetes tipo 2 são as mudanças no estilo de vida – perda de peso, quando necessária, e prática de atividade física – devem ser as primeiras ações realizadas e constantemente revisadas.(...)

    O tratamento farmacológico de primeira linha é a utilização de antidiabéticos orais, sendo a metformina a medicação de escolha se não houver contraindicações (taxa de filtração glomerular <30ml/min/m2 , condições clínicas agudas, acidose lática prévia). Recomenda-se iniciar em doses baixas para minimizar os efeitos adversos gastrintestinais (1/2cp de 850mg ou 1cp de 500mg 1 vez ao dia após a alimentação e aumentar gradualmente a cada semana ou conforme tolerância até dose máxima efetiva de 2000mg).(...)


Disponivel em: https://www.ufrgs.br/telessauders/ documentos/protocolos_resumos/endocrino_resumo_diabetes_ TSRS_20160324.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
A ausência do acento gráfico pode modificar a classe gramatical de uma palavra. Qual alternativa apresenta todas as palavras que, se não forem acentuadas, deixam de ser substantivos e/ou adjetivos e passam a ser verbos?
Alternativas
Q3992608 Redação Oficial
À luz das normas do Manual de Redação da Presidência da República, assinale a alternativa em que o emprego dos pronomes de tratamento e da concordância verbal está correto.
Alternativas
Q3992606 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

Ao estruturar uma sequência textual, o autor apresenta intenções que auxiliam na produção de sentido. Assinale a alternativa correta em relação à organização do texto de Agualusa.
Alternativas
Q3992604 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

Ao criticar determinado estado da sociedade, o autor refere-se a uma figura de linguagem chamada eufemismo (4º§). É possível também encontrar um exemplo de linguagem conotativa na seguinte passagem do texto: 
Alternativas
Q3992602 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

Em “Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação.”(8º§), a concordância verbal está adequada. Assinale a alternativa em que, de acordo com a Norma Padrão, nota-se um erro na concordância com o verbo.  
Alternativas
Q3992600 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

A colocação do pronome oblíquo, em “Encontramo-los entre escritores” (7º§), ilustra o nível de linguagem que se destaca no texto.
Assinale a alternativa que explica, adequadamente, a grafia apresentada nesse emprego. 
Alternativas
Q3992599 Português

Analise o texto a seguir para responder à questão.


Os profetas secretos


(José Eduardo Agualusa)


    O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.


     Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.


     George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.


     “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.


    Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.


     Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.

    

  Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.


     Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.


     Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)

A partir da leitura atenta do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3992516 Português

As conjunções desempenham papel fundamental na articulação das orações, estabelecendo relações de coordenação ou subordinação entre elas. Considerando essa distinção, analise atentamente as orações da Coluna 01 e classifique-as de acordo com o tipo de conjunção empregado.



Leia com atenção as colunas abaixo:



Coluna 01



(__) O pesquisador concluiu o artigo, mas precisou revisá-lo antes da publicação.


(__) Embora estivesse cansado, permaneceu no laboratório até o fim do experimento.


(__) Estudou com dedicação porque desejava aprovação no concurso.


(__) Compareceram à reunião e apresentaram as propostas solicitadas.


(__) Caso surjam dúvidas, o orientador esclarecerá os procedimentos.



Coluna 02



I. Conjunção coordenativa adversativa.


II. Conjunção subordinativa concessiva.


III. Conjunção subordinativa causal.


IV. Conjunção coordenativa aditiva.


V. Conjunção subordinativa condicional.



Correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q3992515 Português

A regência verbal constitui aspecto fundamental da norma-padrão da Língua Portuguesa, especialmente em textos acadêmicos, jurídicos e jornalísticos, nos quais a precisão sintática é indispensável. Considerando as regras de regência dos verbos, analise atentamente as alternativas, observando o sentido em que cada verbo foi empregado.



Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA, de acordo com a norma culta.

Alternativas
Q3992513 Português

Os pronomes exercem funções distintas na organização sintática do período, podendo estabelecer relações de retomada, referência ou conexão entre termos e orações. Entre eles, os pronomes relativos desempenham papel fundamental na coesão textual, pois retomam um termo antecedente e introduzem uma oração subordinada adjetiva.



Leia atentamente as afirmativas abaixo e identifique em quais há emprego de pronome relativo, considerando sua função de retomar um antecedente explícito no enunciado:



I. O livro que o professor indicou será debatido na próxima aula.


II. Esses são os documentos necessários para a matrícula no curso.


III. A pesquisadora apresentou a teoria cuja fundamentação foi amplamente discutida.


IV. Aquela foi a decisão mais difícil de toda a carreira do magistrado.


V. Eles compareceram à audiência antes do horário previsto.



Em quais afirmativas há emprego de pronome relativo?

Alternativas
Respostas
3021: B
3022: A
3023: C
3024: B
3025: C
3026: D
3027: B
3028: D
3029: C
3030: B
3031: A
3032: D
3033: D
3034: C
3035: B
3036: B
3037: C
3038: B
3039: D
3040: B