Questões de Concurso
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Para responder a la pregunta, lea el texto a continuación.
Artemis II sobrevoló el lado oscuro de la Luna y llegó adonde no había llegado ningún hombre antes
La humanidad extendió su frontera en el espacio profundo con un hito que superó todas las marcas previas de la era Apolo. Los cuatro integrantes de la misión Artemis II se transformaron en los seres humanos que viajaron a la mayor distancia de la Tierra en la historia. El nuevo límite quedó establecido en 406.778 kilómetros de nuestro planeta, una cifra que marca el pulso de la nueva carrera lunar y el regreso definitivo al satélite.
La jornada comenzó con una carga emotiva profunda en el centro de control de Houston. Un mensaje grabado por el veterano James Lovell, piloto de Apolo 8 fallecido el año pasado, despertó a la tripulación con una bienvenida a su antigua "zona" de vuelo.
El sobrevuelo cercano representó el núcleo de la actividad científica de la jornada. La nave Integrity, nombre con el que la tripulación bautizó a la cápsula, inició su fase de observación detallada que se extendió por más de siete horas. El punto de máximo acercamiento a la superficie ocurrió a las 23:02 GMT, con una altitud de apenas 6550 kilómetros sobre el suelo lunar. Durante este período, los tripulantes utilizaron cámaras de calidad profesional y dispositivos móviles para capturar imágenes de alta resolución de zonas que hasta ahora solo se conocían mediante sensores remotos y satélites.
Uno de los objetivos principales de la observación fue la Cuenca Oriental, una vasta estructura de impacto con tres anillos concéntricos que se extiende por casi 950 kilómetros. Los astronautas observaron con sus propios ojos la totalidad de esta formación, además de los sitios históricos de alunizaje de las misiones Apolo 12 y Apolo 14. También identificaron los márgenes de la región del Polo Sur, una zona estratégica para los futuros descensos tripulados debido a la presencia de recursos críticos, como hielo, para el abastecimiento de agua.
El paso por la cara oculta de la Luna impuso un silencio de radio absoluto de aproximadamente 40 minutos. En ese lapso, las ondas de comunicación resultaron bloqueadas por la masa del satélite, lo que dejó a la Orion fuera del alcance de la Red del Espacio Profundo de la NASA. Tras recuperar el contacto, los astronautas presenciaron un eclipse solar total que solo fue visible desde su posición privilegiada en el espacio. Durante 57 minutos, la Luna bloqueó el Sol y permitió el estudio directo de la corona solar, la capa más externa y radiante de la estrella, con anteojos especiales de protección.
Con las tareas de observación concluidas, la nave inició su escape de la esfera de influencia gravitatoria lunar para emprender el camino de retorno.
Adaptado de: https://www.lanacion.com.ar/el-mundo/artemis-ii-sobrevolo-el-lado-oscuro-de-la-luna-y-llego-adonde-no-habia-llegado-ningun-hombre-antes-nid06042026/
Con base en la lectura del texto, analice las afirmaciones presentadas en cada una de las partes:
(1ª parte): Desde una perspectiva global, el texto puede ser caracterizado como un relato ficcional con base científica.
(2ª parte): En el texto, la Cuenca Oriental de la Luna se describe como una región volcánica activa de la superficie lunar, caracterizada por cráteres recientes.
(3ª parte): La mención a los recursos del Polo Sur lunar introduce en el texto una dimensión estratégica, vinculada a la sostenibilidad de misiones tripuladas.
Respecto a las afirmaciones presentadas, es CORRECTO afirmar que:
A conduta no Serviço Público
A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve.
Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.
Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.
As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas.
Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito.
O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes.
O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo.
Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.
Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.
A conduta no Serviço Público
A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve.
Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.
Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.
As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas.
Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito.
O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes.
O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo.
Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.
Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.
A conduta no Serviço Público
A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve.
Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.
Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.
As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas.
Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito.
O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes.
O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo.
Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.
Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.
A conduta no Serviço Público
A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve.
Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.
Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.
As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas.
Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito.
O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes.
O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo.
Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.
Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.
A conduta no Serviço Público
A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve.
Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.
Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.
As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas.
Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.
Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito.
O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes.
O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo.
Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.
Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A calmaria antes da tempestade
Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.
Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade.
Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.
O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar.
Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A calmaria antes da tempestade
Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.
Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade.
Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.
O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar.
Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A calmaria antes da tempestade
Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.
Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade.
Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.
O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar.
Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A calmaria antes da tempestade
Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.
Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade.
Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.
O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar.
Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
A calmaria antes da tempestade
Acho que uma das metáforas da sabedoria popular que mais se enraizou na nossa cultura é a da “calmaria antes da tempestade”. Segundo cientistas e meteorologistas, a expressão tem sim um fundo de verdade por diversos fatores. Por exemplo, na aproximação de frentes frias mais intensas, a pressão atmosférica começa a cair, o ar fica mais quente e abafado e assim o vento pode diminuir temporariamente, como se fizesse uma pausa. Isso se deve ao fato de existir uma espécie de zona de transição entre massas de ar, com gradiente de pressão relativamente pequeno e energia acumulada na atmosfera.
Conversando com alguns conhecidos que trabalham em indústrias de médio e de grande porte, uma das frases que mais ouvi desde dezembro é a seguinte: “Tá tudo parado”. Poucos pedidos, poucas entregas, férias coletivas, férias antecipadas. O olhar preocupado deles denuncia aquela apreensão de quem sabe que a pouca movimentação, o silêncio, a “calmaria” – ainda mais em ano eleitoral – é motivo de apreensão, não de tranquilidade.
Sem dúvida estamos presos numa zona de transição em que o Brasil, como nação, vai ter que decidir que rumo irá tomar. Vamos analisar um único exemplo que no mínimo gera alguns questionamentos pertinentes. Dados fundamentais para compreender o desempenho da economia brasileira, como o Produto Interno Bruto (PIB), a taxa de desemprego, a inflação por meio do IPCA, além de indicadores sobre produção industrial, comércio e serviços funcionam como um termômetro da atividade econômica, permitindo identificar se o país está em crescimento, estagnado ou enfrentando uma crise.
O problema é que não dá para entender como pode o desemprego ser tão baixo se 50 milhões de brasileiros ainda precisam viver de Bolsa Família? Como a economia pode estar “bem” se o número de inadimplentes e de famílias endividadas chega a 70% da população? Parece que teremos em breve o choque violento de duas “frentes”: um Brasil desejado e um Brasil real. Essa calmaria angustiante é só o prenúncio de algo devastador. Talvez não seja apenas por causa da apreensão natural em ano eleitoral, talvez seja a espera de um futuro próspero que parece nunca se concretizar. E nada é pior do que ter pouca ou nenhuma esperança de que estaremos seguros e abrigados quando a tempestade chegar.
Autora: Candice Soldatelli- GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).